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POR QUEM DOBRAM OS SINETES DA JUSTIÇA?

No 02 Julho 2017.

Após ter o mandato reintegrado, o senador Aécio Neves (PSDB) disse que sempre acreditou na justiça do país, aquela mesma que a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmem Lucia, afirma que está pronta para ouvir o "clamor que hoje se ouve em todos os cantos do país". A sequencia de vitórias na Justiça e no Congresso, que fez Aécio escapar da prisão, após ser pego em conversas pouco republicanas com Joesley Batista, sugere que a Justiça tem os ouvidos um pouco mais atentos aos clamores daquela gente que habita a cobertura da vida nacional.

O ministro Marco Aurélio Mello, que livrou Aécio das suas agruras momentâneas com a Justiça,  por pouco não beatifica o senador mineiro, este mesmo que outro dia combinava com Joesley quem enviaria para receber os R$ 2 milhões que a JBS lhe repassaria:

- “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu, porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”, disse Aécio na gravação que assustou o país e fez cair sua máscara de bom sujeito.

O ministro Marco Aurélio cobriu Aécio de elogias ao dizer que ele tem "fortes elos com o Brasil. É brasileiro nato, chefe de família, com carreira política elogiável", escreveu. Beira o escárnio.

Noutra decisão surpreendente para quem não tem diploma de bacharel em direito, condição para entender as especificidades desse mister, o ministro Edson Fachin mandou soltar o ex-deputado Rocha Loures, pego com uma mala abarrotada com R$ 500 mil reais, enquanto corria pelas ruas de São Paulo. Livre, leve e solto, Rocha Loures dificilmente vai contar o que o presidente Michel Temer tinha a ver com o assunto.

A defesa do amigo de Temer alegou que ele sofria constrangimentos no hotel da Polícia Federal aqui em Brasília, joga numa cela em "condições insalubres".

Michel Temer participou de um jantar com o ministro Gilmar Mendes, do STF, um dia após entrar para a história como o primeiro presidente a ser acusado de corrupção em pleno exercício do mandato. Gilmar Mendes, que presidente o Tribunal Superior Eleitoral, ignorou, outro dia mesmo, a montanha de provas contra Michel Temer e Dilma Rousseff no processo que investigava abuso do poder econômico na campanha presidencial de 2014.

Noutro extremo, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região revisou e absolveu a condenação do ex-tesoureiro do João Vaccari Neto por falta de provas. Vaccari tinha sido condenado pelo juiz Sérgio Moro em uma das várias ações a responde na primeira instância.

A Justiça de Carmem Lucia precisa mesmo estar de prontidão para ouvir os clamores, por exemplo, dos presos provisórios, aqueles que ainda não foram julgados – que representam mais de 40% da população carceraria do país. Sem amigos nas cortes superiores, esse contingente conhece o inferno bem de perto. Para essa massa, normalmente preta, pobre e favelada nem a famosa delação premiada ajuda.

Também são brasileiros natos, só não têm carreira politica elogiável nem amigo endinheirado para lhes emprestar os milhões de reais que irão bancar os advogados mais caros do país. Qual Justiça se disporia a ouvir o clamor de gente tão desprestigiada?

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