AÉCIO VIROU A GENI DO TUCANATO

AÉCIO VIROU A GENI DO TUCANATO

Todo o PSDB, com exceção talvez, e mal contida, da secção mineira da sigla, sabe que o senador Aécio Neves…

More...
PERDOAI-OS, MESMO SABENDO O QUE QUEREM

PERDOAI-OS, MESMO SABENDO O QUE QUEREM

Magnânimos por conveniência, Lula e Dilma dizem perdoar seus desafetos; mas quem os perdoará pelos seus muitos erros A militância…

More...
O JUS SPERNEANDI DE QUINQUINHA

O JUS SPERNEANDI DE QUINQUINHA

Prefeito entrega defesa prévia à Câmara, que tem agora 10 dias para arquivar ou levar acusação de improbidade adiante  Quinquinha…

More...
AMIGOS-SECRETOS E OUTRAS PIADAS

AMIGOS-SECRETOS E OUTRAS PIADAS

Líder da oposição nega ter ligado para prefeito com promessa de que votaria pelo arquivamento de investigação O prefeito de…

More...
DEMOROU, MAS ERA DIA

DEMOROU, MAS ERA DIA

Câmara de Manga aceita denúncia e Quinquinha pode ser cassado por improbidade administrativa  Imagem: Clever Inácio - www.norticias.com.br        …

More...
FALTOU PANO PRA MANGA?

FALTOU PANO PRA MANGA?

Oposição alivia para Quinquinha, o ímprobo, e Luiz do Foguete vê o cavalo para o poder passar arreado A primeira…

More...
IMPROBIDADES RECORRENTES 2

IMPROBIDADES RECORRENTES 2

Prefeito de Manga dispensa de licitação escritório que atuou na campanha eleitoral para livrá-lo da inexigibilidade O prefeito de Manga,…

More...
QUINQUINHA TEM DUAS NOVAS CONDENAÇÕES POR IMPROBIDADE

QUINQUINHA TEM DUAS NOVAS CONDENAÇÕES POR IMPROBIDADE

Numa única sentença, juiz decreta duas novas perdas do cargo para prefeito de Manga >> Dispensa de licitação em contratos…

More...
Frontpage Slideshow | Copyright © 2006-2012 JoomlaWorks Ltd.
Imprimir

ASFALTO DA BR-135 R$ 110 MILHÕES MAIS LONGE

No 06 Julho 2017.

Dnit promete licitar obra, mas não tem dinheiro em caixa para retomar asfalto entre Manga e Itacarambi

Décadas de descaso, poeira e lama: Dnit vai autorizar obra do asfllato, mas não há dinheiro em caixa para a retomada  

O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valter Casimiro Silveira, recebeu, no seu gabinete, aqui na Asa Norte, uma comitiva de políticos e quejandos de municípios do extremo Norte Mineiro. A audiência tratou da continuidade da pavimentação da BR-135 no subtrecho de 48 quilômetros entre Manga e Itacarambi. Durante a audiência, Casimiro disse que sua autarquia pode começar o processo para licitar a obra até o mês de setembro. A notícia mereceria ser comemorada com muitos fogos de artifício, mas quase passa despercebida. Por quê? Incapaz de prover seus cidadãos de passaportes e todo o resto, o Estado brasileiro não tem dinheiro para tocar o projeto desse pequeno e esquecido trecho da estrada. 

Ainda que o Dnit dê o sinal verde para o asfalto, o governo federal não tem dinheiro para tocar a obra, que tem custo previsto de R$ 120 milhões. Se raspar os cofres, Casimiro diz que conseguiria destinar uns R$ 10 milhões para o empreendimento – e olhe lá. A pavimentação da BR-135 é promessa antiga, que já carreou baciadas de votos para Humberto Souto e Cleuber Carneiro em tempos mais remotos e, mais recentemente, para os petistas Paulo Guedes e Virgílio Guimarães.

Por questão de justiça, é preciso reconhecer que o asfalto avançou durante os governos do PT – hoje é possível sair de Manga e chegar à divisa da Bahia em estradas pavimentadas. No sentido contrário, em direção ao coração de Minas, o asfalto parou no tempo e na ineficiência da gestão pública no país.   

A BR-135 tem agora novos padrinhos. Os deputados federais Zé Silva (Solidariedade) e Toninho Pinheiro (PP) acompanharam a comitiva que veio bater perna aqui em Brasília na semana passada. Os parlamentares prometeram colocar o senador Antonio Anastasia (PSDB) no esforço para levantar os R$ 110 milhões que poderiam, finalmente, retirar a obra do papel. Ninguém mais cita o nome de Aécio Neves (PSDB), por motivos óbvios.

Uma das propostas que surgiram durante o encontro seria apelar para a boa vontade dos deputados mineiros com votação no Norte de Minas, para que eles indicassem a verba das suas emendas parlamentares para a estrada. Além de Zé Silva e Pinheiro, a força-tarefa incluiria ainda Raquel Muniz (PSC) e Gabriel Guimarães (PT).

Pouco provável que a ideia dê certo. Cada deputado pode apresentar até 25 emendas de execução obrigatória (as chamadas emendas impositivas criadas durante o governo Dilma Rousseff). O valor global de R$ 15,3 milhões para que cada parlamentar contemple as demandas que chegam das suas bases eleitorais. O problema é que Minas são muitas e os deputados dificilmente vão concordar em cobrir o santo da BR-135 no extremo norte-mineiro, região de baixa densidade eleitoral, e deixar outras regiões na planície dos sem-verbas. Mas não custa ter fé.  

O deputado estadual Arlen Santiago (PTB), que outro dia pagou o mico de 'inaugurar' o subtrecho trecho da rodovia federal entre Montalvânia e o povoado de Monterrei, também veio a Brasília, à frente do magote de lideranças, entre eles três prefeitos de municípios à margem da rodovia. Arlen veio, vejam só, reivindicar o asfalto. Com a proximidade das eleições para a Assembleia, Arlen é um político em busca desesperada por uma bandeira que renda alguns votos e tenta se posicionar como o novo 'dono' da BR-135.

 


BR-135: COMÍCIO DE ARLEN TERMINA EM FIASCO


O prefeito de Manga, Joaquim Oliveira, o Quinquinha do Posto Shell (PPS), também esteve aqui na capital federal, mas deve ter saído desestimulado do encontro. O assunto não aparece no Blog do Quinquinha, o ‘Manga em Foco’, onde o prefeito de Manga canta seus (poucos) sucessos no cargo em prosa e versos. Ele também tenta entrar no vácuo político da paternidade da BR-135 após o declínio dos petistas.

Caciques Xakriabás saem do caminho

Além da falta de recursos, a retomada do asfalto entre São João das Missões e Itacarambi enfrentaria, segundo duas fontes ouvidas pelo site, outro tipo de obstáculo: precisa contornar algumas condicionantes impostas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Explico: o asfalto da BR-135 foi concluído entre Januária e Itacarambi, há cerca de 30 anos, mas ficou pelo meio do caminho até chegar no povoado de Rancharia, em São João das Missões, na direção de Manga, ainda durante a passagem do ex-governador Newton Cardoso pelo Palácio da Liberdade.

Naquela época, a Funai embargou a obra com o argumento de que a empresa responsável pela construção do asfalto havia aterrado parte de uma lagoa que fica próximo do povoado de Rancharia, para conseguir facilitar o acesso de caminhões-pipa até o local. Os caciques da etnia Xakriabas disseram à Funai que não se opõe que o traça da rodovia passe em área da reserva, restrição que teria atrasado a pavimentação do trecho entre Manga e Itacarambi. Como gesto de boa vontade, eles concordam em extinguir o antigo processo de embargo pelo assoreamento da lagoa em Rancharia. A boa vontade dos caciques parece ter chegado tarde. O dinheiro para o asfalto estava garantido no PAC dos governos petistas, mas virou poeira após os sucessivos cortes no orçamento do governo federal.

O curioso é que, durante a gestão petista, o motivo para o embargo da passagem da BR-135 por São João das Missões, município-sede da reserva dos índios Xakriabás,  era outro: a rodovia passaria por cima de um antigo cemitério indígena da etnia. Mudam os governos, mudam os motivos para o asfalto não andar.  

 

Comentários  

0 #2 Wagner Madson Carnei 07-07-2017 20:31
como os cofres do estado nao tem este dinheiro, piada neh, o que sao 110 milhoes, em comparação ao que foi roubado por estes XXXXXXXXX políticos, inclusive o Aécio, cade a justiça deste pais, retira da conta dos políticos, o dinheiro do povo que eles roubaram!!



COMENTÁRIO MODERADO
Citar
-2 #1 magno leal de souza 06-07-2017 20:29
Olá
Não se esqueça que o trecho da Br135 entre Monte rei e Montalvânia falta asfalto por 18km, na mesma Br 135 da divisa de MG e BA não tem asfalto até a cidade de COCÓS na Bahia e no trecho entre Coribe e Santa Maria da Vitória. Os políticos deveriam andar de carro ou ônibus, assim veriam as estradas de perto.
Citar

Adicionar comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Entre os termos de uso do espaço para comentários estão a restrição a comentários racistas, misóginos e homofóbicos, além de xingamentos e apologias ao uso de drogas ilícitas, crimes inafiançáveis ou proselitismo partidário. Os comentários serão moderados ou recusados para evitar excessos.


Código de segurança
Atualizar