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TREM DA ALEGRIA NA CÂMARA DE JANUÁRIA

No 28 Novembro 2017.

Ainda que bem intencionado, o ex-vereador Pedro Osório Santos (2013/2016) deu uma péssima sugestão para os atuais 15 parlamentares da Câmara Municipal de Januária. No mandato anterior, Osório abriu processo seletivo para contratar um assessor parlamentar, pago com parte do próprio salário (aqui).

Pois bem. A atual Câmara acaba de aprovar a contratação de 14 assessores parlamentares com remuneração mensal equivalente ao miserável salário mínimo, acrescido de valor ainda não definido de verba vale-alimentação. Desta vez, porém, a despesa vai ser pendurada no orçamento do Legislativo - que não é exatamente pequeno e comporta o trem da alegria.

Fica de fora do mimo parlamentar que suas excelêncais se autoconcederam apenas o presidente da Casa, vereador Itamar Magalhães Viana (PSB), que já conta com a assessoria designada para atender à mesa diretora.

Aprovado pela velha e boa unanimidade que reúne na mesma página de sempre vereadores de todos os credos quando o objeto comum é torrar os dinheiros públicos em seu autobenefício, a medida tem por meta "estruturar os tabralhos do gabinete de cada parlamentar, viabilizando suas ações junto aos eleitores e as demandas da comunidade".

Houve certa reação da comunidade local, via redes sociais, ainda assim os vereadores não deram a menor bola. Ilegal o novo trem da alegria em Januária não é. Mas certamente é imoral, nesse momento em que todos os cofres públicos sofrem a aguda crise fiscal herdada pela passagem de Dilma Rousseff e sua trupe de malucos também gastadores pela Presidência da República.

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Tudo medido e sopesado, repete-se uma velha tradição da nossa incipente democracia: toda vez que um ilustre parlamentar tem uma boa ideia é o povo que paga o pato. Os vereadores de Januária ainda podem dizer que deram sua modesta contribuição para reduzir as elevadas taxas de desemprego no município - especialmente entre a juventude. É verdade. Só que optaram pelo caminho fácil do farinha pouca, meu pirão primeiro.

De volta ao ex-vereador Pedro Osório, que disputou o cargo de vice-prefeito em chapa derrotada nas últimas eleições, ele disse ao site na ocaisião que seu gesto era tentativa de quebrar o círculo vicioso de prometer emprego para cabos eleitorais e depois levá-los a tiracolo para os gabinetes – sempre as expensas da viúva. Pelo jeito não conseguiu. Dificilmente esses novos assessora aprovados pela Câmara atual serão escolhidos fora do circulo de apadrinhamento de suas excelências - quiçá suas mulheres, filhos, amantes e cabos eleitorais, não necessariamente nessa ordem, como é da praxe nacional.  

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