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MAIS UM RETROCESSO NA GESTÃO QUINQUINHIA

No 05 Janeiro 2018.

Prefeito manda desligar iluminação de campo de futebol

 Partida de futebol no campo do Arvoredo: prefeitura manda cortar luz e frusta população do maior bairro da cidade    

Visite Manga, antes que acabe. O bordão é velho e já um tanto gasto, mas parece que a administração do prefeito Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS) se esmera em embicar a cidade na direção do ‘já teve’, além de botar o município no rumo do atraso. Quinquinha assumiu o município pela terceira vez há um ano e, desde então, parece empenhado em destruir o legado do mandatário anterior, o ex-prefeito Anastácio Guedes (PT). Legado pequeno para quem teve os governos estadual e federal em mãos, mas vá lá, é sempre um legado.

Agora mesmo, a Prefeitura de Manga mandou desligar a energia elétrica do campo de futebol amador do Bairro Arvoredo, umas das últimas conquistas da gestão petista (2013/2016). O local recebeu iluminação com lâmpadas de LED em dezembro de 2016, após a Prefeitura receber aporte de R$ 80 mil do governo estadual por meio do programa Campos de Luz. A contrapartida do município foi providenciar o alambrado para cercamento da área do campo de futebol.

A obra foi muito festejada pela população do Bairro, o mais populoso da cidade, mas Quinquinha resolveu desligar a luz do campo, o que, na prática, representa decretar sua morte para a prática esportiva. O forte calor que faz na cidade praticamente inviabiliza as partidas de futebol naquele local, que tanta alegria trazia para a atletas amadores e a população local. Procurada, a administração não retornou até a publicação deste post.

Parou no tempo

O primeiro ano deste mandato de Quinquinha rendeu balanço zero. O prefeito não conseguiu assentar um único tijolo até aqui e tem se limitado a administrar a folha de pagamento dos servidores municipais. Cerca de 140 funcionários foram demitidos desde que ele assumiu o município, tudo em nome de uma economia que, até agora, ninguém sabe, ninguém viu. A sensação de quem visita a cidade é de que tudo ali parou no tempo.

Ainda assim, a administração parece empenhada em anular as conquistas, ainda que poucas, da gestão anterior. Uma delas é o Parque Uirapuru, que foi pensado para ser o cartão postal da cidade, inaugurado parcialmente no final do mandato passado, segue inacabado mesmo com a gestão anterior tendo deixado dinheiro em caixa e insumos para sua finalização. Pelo projeto original, deveriam ter sido instalados um espaço multiuso para a prática esportiva e adquiridos pedalinhos para o lazer da população na água do lago que existe no local.

Nada foi feito e o prefeito já anunciou que vai devolver a verba para o governo estadual. Até mesmo a ponte de ferro que dá acesso a uma ilha no centro do parque, que foi interditada pelo prefeito há um ano com a alegação de que não oferecia condições de segurança para os usuários, foi abandonada pela atual administração. O custo para consertar o equipamento é irrisório, mas Quinquinha prefere ver o material ser corroído pelo sol e pela ferrugem a propiciar um espaço de lazer para a população.

Desde que o prefeito assumiu a gestão do espaço, vândalos e animais tomaram conta do Uirapuru, inclusive com registros de roubos de material para sua finalização. O Parque teve parte das grades, micro aspersores de irrigação e placas de grama furtados. Em texto publicado no mês de setembro no blog oficial, o secretário de Governo, Henrique Fraga, se limitou a dizer que a Prefeitura registrou boletins de ocorrência na Polícia Civil. Fraga parece ter se esquecido de uma das funções da Guarda Civil Municipal (GCM), é justamente o de garantir a preservação do patrimônio público.

O descaso de Quinquinha com os feitos de Anastácio se repete na melhoria da iluminação da orla do Rio São Francisco, onde a energia também foi cortada e há registro de furtos de lâmpadas e da fiação de energia. As obras de pavimentação do Bairro Arvoredo, que receberam recursos do governo estadual da ordem de R$ 3,5 milhões também enfrentam o descasa da atual gestão. O asfalto da Avenida Ayrton Senna não recebeu varrição no último ano e uma avaria no meio fio na cabeceira de uma das pistas não foi reparada e agora ameaça destruir a lâmina de asfalto. Uma pena. São recursos públicos que escorrem pelo ralo.

No caso do Parque Uirapuru, a situação é ainda mais grave: esta é a segunda vez nos últimos 25 anos que a obra é paralisada antes da sua conclusão. A atual gestão bem que podia deixar o ranço político de lado e pensar mais em quem paga a conta.

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