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TEMER AGE PARA PIORAR MINISTÉRIO MEIA BOCA

No 14 Janeiro 2018.

Presidente abusa da tática de nomear dor de cabeça em troca de apoio na votação da reforma da Previdência

Pivô da mais nova crise no governo Temer, a deputada Cristiane Brasil aguarda por uma posse que dificilmente vai acontecer

Maurício Quintella, Sérgio Sá Leitão, Osmar Terra, Marcos Pereira, Fernando Coelho Filho, Marx Beltrão, Helder Barbalho, Alexandre Baldy, Wagner Rosário...

Elencados na ordem acima, sem nenhum aposto, dificilmente esses nomes serão reconhecidos pelo brasileiro mediano. Todos são ministros do governo Michel Temer, que ainda ostenta em seus quadros nulidades de apelo instantâneo na mídia, como Luislinda Valois, a ministra dos Direitos Humanos mais conhecida por brigar por salário acima do teto constitucional de R$ 35 mil.

A banda conhecida do governo Temer na Esplanada dos Ministérios também não anima. É gente como Eliseu Padilha (Casa Civil), aquele que o falecido senador baiano Antonio Carlos Magalhães apelidou de Eliseu Quadrilha, e Blairo Maggi (Agricultura), com seus currículos enfeitados por processos judiciais, ou mesmo Gilberto Kassab (Comunicações), o suprassumo do fisiologismo nacional, capaz de adormecer no governo da presidente cassada Dilma Rousseff e amanhecer no dia seguinte ministro do governo Temer, a quem se acusa de golpe parlamentar.

O ministério de Temer exibe ainda Sarney Filho (Meio Ambiente) e Hélder Barbalho (Integração Nacional), assessores que têm mas a dizer pelo sobrenome que carregam do que pela contribuição efetiva que possam dar ao país. Está lá também Moreira Franco, o secretário-geral da Presidência da República, que recebeu o mimo ministerial do presidente e correligionário para não ficar sem o foro privilegiado que o deixaria susceptível de responder às muitas acusações que lhe pesam nos ombros ante um juiz de primeira instância.

Não pode ficar de fora o hour-concour Carlos Marun (Secretaria de Governo), o rei do baixo clero e ex-office-boy de Eduardo Cunha, que rasgou o verbo poucos dias após assumir ao considerar normal vincular empréstimos de bancos públicos às votações de interesse do governo, em especial a da Previdência. 

Ah, mas tem o Henrique Meirelles, dirá o leitor com ambição para Pollyanna,  capaz de ainda enxergar algum tom cor-de-rosa em meio ao muito cinza da cena nacional. Até mesmo aí, a safra não tem sido boa. A recuperação econômica é mais para inglês ver e o afamado ministro já rende algumas dores de cabeça depois que resolveu mostrar que é quem realmente manda no pedaço ao partir para voo solo presidencial. Para piorar o humor de mister Meireles, a agência de medição de riscos Standard & Poor's rebaixou a nota do Brasil, no que fere de morte a baboseira oficial de que há um ajuste fiscal em curso no país.      

Nas últimas semanas, Michel Temer teve um nome indicado a ministro barrado pelo correligionário José Sarney, ex-presidente e dono da capitania hereditária do Maranhão. Agora mesmo, seu governo gira às tontas voltas para derrubar as ações judiciais que vetam a posse da deputada federal fluminense Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho. Além de ser filha de Roberto Jefferson, o homem-bomba do Mensalão, a moça é ré em processos trabalhistas, com zero contribuição para o setor e zero conhecimento sobre as normas internacionais do Trabalho.

Prerrogativa

O presidente tem a prerrogativa de indicar quem quiser para ministro do seu governo, mas recomenda a ética e prudência que o faça com base em critérios mínimos, em especial os compromissos republicanos expressos na nossa Constituição para a moralidade, impessoalidade, a legalidade e a eficiência. Entretanto, até mesmo essa faculdade da caneta presidencial para nomear quem quiser foi arranhada depois que o ministro Gilmar Mendes proibiu, no Supremo Tribunal Federal, a posse de Lula na Casa Civil, naqueles dias de agonia e estertores do governo Dilma Rousseff.

No caso de Cristiane Brasil o que está em curso é uma vergonhosa barganha pelos 16 votos do PTB, o partido de Jefferson e da ex-futura ministra, pela votação da reforma da Previdência - aquela que até os pombos da Praça dos Três Poderes já dão de barato que não vai acontecer neste ano da (des)graça eleitoral.

Temer agora só conta com a boa vontade do amigão Roberto Jefferson para 'declinar' da indicação, mas o estrago já está feito. O governo parece vacinado contra as sucessivas burradas que protagoniza e não deve ser mais esse episódio lamentável que vai servir de exemplo ao presidente que um dia prometeu nomear um ministério de notáveis para seu governo-tampão. Com a qualidade atual das pessoas que nomeou para a Esplanada é fácil explicar porque seu governo, ao contrário do que se esperava, muito tem contribuído para a duração dessa interminável tragédia brasileira.

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