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QUINQUINHA PAGA SERVIDOR, MAS NÃO CONSEGUE EVITAR DESGASTE DA GESTÃO

No 17 Janeiro 2018.

Na linha do 'inferno são os outros', nota assinada pelo prefeito faz críticas indiretas a Temer e Pimentel

A Prefeitura de Manga emitiu nota de esclarecimento no final da tarde da terça-feira (16) para informar que havia pago os salários do mês de dezembro aos cerca de 800 servidores municipais. Foi o primeiro atraso na folha de pagamento em cinco anos, com potencial para arranhar a narrativa de gestor infalível com que o prefeito do município, Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS), vendeu o seu retorno ao cargo na última campanha eleitoral. É assim que se faz, dizia o slogan de suas gestões anteriores e mote de campanha.

Na confusa nota de esclarecimento, o prefeito de Manga tentou esclarecer os motivos que teriam forçado o atraso na quitação da folha de pagamento, que tem sido feita no 10 mês. O descontrole nas contas públicas teria sido causado pelo bloqueio de repasses dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que a Receita Federal do Brasil determinou após atraso no pagamento das contribuições previdenciárias do mês mês de novembro. A fatura só paga no dia útil do ano e a Receita não tolera mais esse tipo de inadimplência.

Ainda segundo Quinquinha, o governador Fernando Pimentel deixou de repassar ao município recursos do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério) ao longo do mês de dezembro e início agora de janeiro. A isso se somou os atrasos do governo federal, do aliado Michel Temer, nas transferências de verbas para a saúde.

A pindaíba da Prefeitura de Manga, segundo Quinquinha, ainda tem razões na redução das transferências constitucionais federais, outra vez sobre a gestão do presidente Temer, aliado do senador Aécio Neves (PSDB), do deputado federal Toninho Pinheiro (PP), correligionários do peito, como é sabido, do atual prefeito de Manga.

Fica o dito pelo não dito...

O fato é que Quinquinha, que já cometeu a pachorra de se comparar ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, quando afirmava que ia 'acelerar' o desenvolvimento de Manga para 40 anos em quatro, sai muito mal desse primeiro atraso no pagamento dos salários dos servidores. A sua áurea de bom gestor ficou abalada, mas não é só.

A administração pública em Manga virou um caixa preta sob seu controle. Uma fonte disse ao Blog que o prefeito precisa priorizar o pagamento das contribuições previdenciária relativas ao mês de dezembro e pagamento do décimo terceiro salário dos servidores agora no dia 22 de janeiro. Essa conta orça aí pela casa dos R$ 500 mil. Se não for paga, a Receita Federal de Temer vai bloquear novamente o dinheiro do município.

Quinquinha tem enorme dificuldade para admitir seus erros, mas só antecipou o pagamento aos servidores em uma semana porque o governo estadual liberou uma cota do ICMS em atraso. No total, caíram na conta da Prefeitura na terça-feira, R$ 284,8 mil. Depois do desconto obrigatório do Fundef, a receita líquida ficou em R$ 228 mil.

O prefeito parece beliscado a poupança que vem guardando para um pacote de obras para completar o valor da folha de dezembro, porque só tinha em caixa cerca de R$ 120 mil do FPM que entrou no dia 10 de janeiro.

Resumo dessa ópera: Quinquinha culpa Temer e Pimentel pelo por mais um inferno astral junto aos funcionários públicos (ele já demitiu cerca de 140 deles ao longo de 13 meses de mandato). Tem lá suas razões, porque União e Estado estão mesmo quebrados. A dúvida é se Manga agora entra na mesma rota, caso não consiga pagar os próximos compromissos com os servidores. Quinquinha, que provavelmente nunca leu o filósofo francês Jean-Paul Sartre (1905/1980) também parece acreditar que o inferno são os outros.    

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