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O PAÍS OLHA PARA LULA COM AMOR E ÓDIO

No 21 Janeiro 2018.

Porto Alegre não será final do campeonato, mesmo com os placares indicando condenação. PT erra ao radicalizar

Tem razão o PT quando denuncia aos quatro ventos o torniquete judicial armado para retirar o ex-presidente Lula das próximas eleições. Há mesmo uma pressa incomum para os padrões nacionais na tramitação do processo sobre o apartamento tríplex na Praia do Guarujá.

O julgamento de Lula no Tribunal Regional Federal em Porto Alegre, na quarta-feira (24), interfere e acelera o conta-giro da história da próxima sucessão presidencial. Tudo está a indicar que a condenação do ex-presidente será confirmada. A única dúvida que sobra é em relação ao placar final. Se por 3 votos a zero, o que dificulta sobremaneira os planos presidenciais de Lula ou o 2 a 1, sempre pela condenação, masque pode lhe garantir o benefício da dúvida na instância eleitoral.

Não tem razão o petismo, aliás, comete erro estúpido para quem precisa de setores como a classe média para voltar a existir eleitoralmente, quando propõe radicalizar contra o jogo que o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato produziram. Não será com ameaças de que vai pegar em armas, para matar ou morrer, caso Lula seja julgado culpado e preso - como fizeram nos últimos dias a senadora e presidente do PT, Gleise Hoffmann, e seu colega de parlamento Lindberg Farias, que o ex-presidente vai atingir o coeficiente eleitoral de que precisa para ganhar as eleições - caso participe dela, o que hoje é bem incerto.

O país olha para Lula com um misto de amor e ódio. Muito da rejeição a Lula e aos governos petistas foram diluídas na tragédia administrativa comandada por Michel Temer, o que só aumenta a perplexidade com a estratégia burra que Lula e seus comandados tentam levar adiante. Seria muito mais fácil, e inteligente, pousar de vítima dos seus algozes. E para isso não precisar dar um tiro. O PT, claro, late, mas nunca morde.       

Lula não está acima da lei, embora sejam compreensivelmente justos os motivos daqueles que se perguntam por que só ele está no banco dos réus, a meros oito meses da eleição, enquanto dezenas de outros políticos também denunciados não recebem o mesmo tipo de pressão.

O argumento de que eleição sem Lula é fraude chega a ser ingênuo, mas tem sua razão de ser quando a cena deste ano eleitoral mostra gente muito suspeita no exercício dos seus mandatos e cargos, como é o caso do próprio presidente Michel Temer ou do senador Aécio Neves, além de ministros como Eliseu Padilha e Moreira Franco. A Lava Jato mudou o curso e o discurso quando essas figuras foram apanhadas em flagrantes delituosos com os donos da JBS et caterva.

Se não é culpado como afirma, Lula também não é de todo inocente. O país voltará os olhos para Porto Alegre na quarta-feira com um misto de amor e ódio. Maior líder popular dos tempos modernos, quiçá de toda a história do Brasil, Lula traiu o povo na mudança que prometeu representar.

O grande mal estar atual no Brasil tem um pouco a ver com isso: não há mais a opção de referência de ética na política que o PT representou um dia. Nesse sentido, o petismo 'roubou' dos brasileiros a possibilidade da utopia. Quando apanhados com a mão na cumbuca do mensalão e petrolão, apelaram ao cinismo do todo mundo é igual. Não era para ser assim.

A história, claro, não acaba em Porto Alegre. Teremos ali só um aperitivo das emoções que virão até outubro ou novembro, em caso de segundo turno. A dúvida sobre a candidatura Lula vai até setembro, quando a Justiça Eleitoral precisa dar seu veredito final.

A turma que age para tirar Lula da disputa eleitoral fecha os olhos para algo essencial: o juiz Sérgio Moro não conseguiu ligar o caso do tríplex ao escândalo da Petrobras e ainda falta a escritura que provasse a propriedade do imóvel - dois aspectos que estão a exigir dos três desembargadores do TRF-4 alguma coisa mais palpável que uma nota de rodapé.

A condenação de Lula não será decisão fácil. Ela tem impactos sobre quadro eleitoral, além de dizer muito sobre o país sem rumo que o país tomou. A eleição sem Lula não chega a ser uma fraude (cujo resultado não pode ser aceito), mas, por outro lado, o nome dele na urna eleitoral é muito revelador sobre o funcionamento das nossas instituições.

No plano pessoal, Lula deve saber o momento em que baixou a guarda e abriu caminho para que o mito virasse caça aos seus detratores. Aceitar a segunda candidatura de Dilma Rousseff, essa personagem menor e patética da vida nacional, foi o pecado de Lula. Chega a ser irônico o fato de que Lula pode perder seus direitos políticos, enquanto Dilma tem como única preocupação a escolha de qual Estado lhe cabe melhor como domicílio eleitoral. Em qualquer análise, foi Lula que colocou Dilma e Michel Temer na cadeira presidencial.

P.S.: O presidente Temer diz que não vai deixar o Planalto como "sujeito que incorreu em falcatruas". O presidente de turno parece não se dar conta de que, para certos sensos comuns, é impossível qualquer retorno. De resto, seus gestos cotidianos apontam sempre na direção oposta de suas, agora conhecidas, intenções. 

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