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UNIMONTES PARA POR CONTA DE BAIXO SALÁRIO

No 10 Fevereiro 2018.

O ao letivo nem começou e os servidores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) estão novamente em greve, na repetitiva e cansativa rotina que todos conhecemos. A falência do Estado brasileiros domina a paisagem, mas volta e meia mostra sua face mais aguda justamente na educação, onde deveria estar a última esperança de redenção para dias melhores. Uma comissão de servidores da Unimontes, em greve há 15 dias, esteve em Belo Horizonte, na sexta-feira 9, em audiência com o secretário de Estado e Planejamento, Helvécio Magalhães, para tentar abrir rodada de negociação em que a categoria reivindica pagamento de salários em atraso e reajuste em seus ganhos.

O encontro acabou sem resultado prático, porque Helvécio Martins é o porta-voz de um Estado quebrado, assumidamente incompetente quando o assunto é educação - vide o atrasos nos repasses aos municípios para o pagamento do transporte escolar. Assim não fosse, como justificar o vencimento básico de um professor especialista com 20 horas semanais de trabalho na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) é de R$ 885,64. Isso é menos de um salário mínimo. Que chances de futuro pode ter o desgraçado país que paga aos seus professores universitários salário que ninguém mais no rodapé da pirâmide social quer receber?

o professor especialista recebe valor inferior ao salário de um professor da educação básica, que fica em torno de R$ 2 mil, quando se soma as gratificações não passa de R$ 1,3 mil. Essa é uma das distorções apontadas pela Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) para justificar a deflagração da greve dos professores, há 15 dias. A ser verdade que um professor universitário recebe apenas R$ 1,3 mil, após anos de preparação, a mais importante instituição de ensino do meio-norte mineiro deveria decretar sua autofalência. Ou tomar as medidas cabíveis para rever as habituais gorduras que há em toda repartição pública do país.

Segundo a diretora de Comunicação da Adunimontes, Maria Clara Maciel, a paralisação ocorre em razão do não cumprimento do acordo que pôs fim à greve de quatro meses, de 2016, e que foi homologado pelo Tribunal de Justiça de Minas gerais. O documento prevê, como principal ponto, a reestruturação de carreira, acordada em outras paralisações, mas não cumpridas pelo governo estadual.

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