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FRENTE ANTI-PARAQUEDISTA NO SAMU

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Aliados na eleição do Cisrun, Paulo Guedes e Marcelo Freitas alegam o interesse comum no combate à escalada de 'aventureiros' na região

Prefeito de São Romão, Marcelo Meireles ao lado de Paulo Guedes e Marcelo Freitas na briga contra Santiago e os voos lotados de pararquedistas 

Esquentou a briga pelo comando do Cisrun (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas), a entidade responsável pela gestão do serviço de urgências médicas Samu-192 na região macronorte de Minas.

O prazo para o registro das candidaturas e habilitação para a disputa expirou na noite da terça-feira (29), com a efetivação de três chapas encabeçadas pelos prefeitos Marcelo Meireles (São Romão), Norberto Marcelino Neto (Claro dos Poções) e Mário Osvaldo (Francisco Sá).

Marcelo Meireles (PSDB), como o leitor verá mais adiante, atua como a intersecção entre as visões de mundo opostas e antagônicas dos deputados federais Paulo Guedes (PT) e Delegado Marcelo Freitas (PSL), agora juntos e misturados contra o que alegam ser a invasão de políticos alienígenas sobre o eleitorado de municípios do Norte de Minas. Antes, porém, espaço para a briga de foice no escuro para a eleição do Samu-192.  Siga o fio. 

A comissão eleitoral, presidida pelo prefeito de Porteirinha, Silvanei Batista Santos, o atual presidente do Cisrun, impugnou ontem mesmo duas delas. As candidaturas dos colegas Norberto Marcelino (Democratas) e Mário Osvaldo Casasanta (Avante), segundo a comissão, continham “anomalias como a inadimplência de alguns municípios” integrantes dessas duas chapas - além da “duplicidade dos nomes de alguns candidatos que estavam inscritos em ambas as chapas”.

FRED O QUÊ? - Numa dessas chapas, constava até mesmo o nome do jornalista Fredy Mendes, que foi confundido com o prefeito eleito de Montalvânia, Fred Lopes França, o Fred do Rally (Podemos), que morava em Goiânia e ainda um ilustre desconhecido na cena política norte-mineira.

Foi o que bastou para que a eleição fosse judicializada já na largada. O prefeito Norberto Marcelino, que é apoiado pelo deputado Santiago (PTB), recorreu ao Judiciário nesta quarta-feira para anular o edital da eleição do Cisrun. Noberto diz que o edital teria erros como a não observância do prazo regimental entre a publicação do edital e a data da eleição, prevista para o dia 12 de janeiro.

CADÊ A LISTA? - Esse interstício, diz o prefeito de Claro dos Poções, não pode ser menor que 20 dias, segundo o estatuto do Consórcio. O prefeito Mário Casasanta, que tem o apoio do deputado estadual Luiz Tadeu Martins, o Tadeuzinho (MDB), também prepara ação para sustar o processo eleitoral.

Entre as alegações, estaria o fato que a comissão eleitoral do Cisrun segurou até às vésperas do prazo final para a inscrição das chapas a relação com os nomes dos municípios aptos a participar do processo eleitoral - além de não divulgar a lista de prefeitos inadimplentes com a entidade.

NÃO PAGOU, NÃO VOTA - O deputado federal Paulo Guedes diz que tudo não passa de choro de perdedor e que o processo é “absolutamente legítimo e transparente”. Segundo o parlamentar, os prefeitos conhecem os ritos para participar da eleição no Samu e que alguns deles têm inadimplências antigas, mas mesmo assim tentam forçar a barra para participar da eleição.

Guedes confirma a aliança entre ele e o colega de Parlamento Marcelo Freitas (PSL) para tentar barrar o avanço de deputados de outras regiões do Estado nos municípios da região.

VOO CEGO - Essa escalada, segundo o parlamentar, tem a liderança do deputado estadual Arlen Santiago, que colocou seu helicóptero, o Águia de Prata, à disposição de políticos bolsonaristas praticamente em tempo integral para percorrer municípios da região para cooptar apoios já com vistas às eleições de 2022 .

“Não tenho nenhum compromisso de apoio ao deputado Paulo Guedes e muito menos ele me apoia. Nossas posições são muito claras: eu apoio o governo federal e ele é oposição ao governo federal. O que acontece é que somos deputados eleitos pelo Norte de Minas e temos que defender os interesses da região”, diz Marcelo Freitas em respostas a críticas que recebeu ao longo da semana em rede social.

CADA UM NO SEU QUADRADO - Segundo Marcelo Freitas, está em curso um “propósito eminentemente político de um grupo que age para lotar a região de paraquedistas, pessoas sem compromisso nenhum com a região”.

Guedes diz que não há aliança possível entre ele e Marcelo Freitas, que não seja a da defesa do interesse da região. “Disputamos o voto de eleitores de perfil muito distintos. Nosso esforço é para evitar que um deputado do Sul de Minas chegue aqui, prometa a doação de um trator e leve os votos do nosso povo e nunca mais aparece”, argumenta.

 

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