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ANASTÁCIO SEM GPS

Ligado .

Sem o desejável rito da transição entre o governo que já vai tarde e o que começa, eleito não sabe se terá recursos para bancar compromissos 
Prefeito eleito Anastácio toma posse na noite desta sexta-feira sem conhecer dados do município

O prefeito eleito de Manga, Anastácio Guedes (PT), chega nesta véspera da posse com zero informação sobre as contas e processos do município que começa a administrar a partir da segunda-feira (4). A transição entre os governos que sai e o que entra não aconteceu.

A posse do prefeito eleito e da vice, Cassília Rodrigues (PSB), está marcada para a noite desta sexta-feira (1º), em solenidade na Câmara de Vereadores, antecedida pela tradicional Missa na Matriz de Nossa Senhora Aparecida, no centro da cidade.

MANTENHA DISTÂNCIA - Desta vez, com as devidas medidas de distanciamento social e inscrição prévia da reserva do assento para evitar a propagação do coronavírus que, aliás, anda desembestado na cidade - o número de casos aponta para mais um surto. 

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Um ofício encaminhado por Anastácio para o gabinete do prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim Oliveira (PSD), no dia 8 de dezembro, com a indicação da sua equipe de transição, ficou sem resposta.

Somente na segunda-feira (28), houve uma ligação do prefeito que já era para seu sucessor, com o convite para uma reunião que acabou não acontecendo.

RETALIAÇÃO - Anastácio confirmou nesta manhã que a transição não aconteceu. O petista está convicto de que houve, por parte de Quinquinhas, a estratégia deliberada para deixá-lo no escuro nas primeiras decisões de governo - numa espécie de vendetta com o acontecido há quatro anos - quando os dois estavam em papéis invertidos e também não houve transição.

Capítulos anteriores: no alto, reunião da comissão de transição em 2012. Abaixo (E), Quinquinhas, de saída em 2012, fala na transmissão do cargo. Na imagem 3, Aperto de mão com Anastácio, que deixava o cargo em 2016

Mas há uma diferença importante: em dezembro de 2016, a posse de Quinquinhas estava sub-judice por conta de um processo na Justiça Eleitoral que questionava sua inelegibilidade.

Quando não há a transição, o rito mais comum é o da entrega de relatórios do governo que termina. Trata-se de gesto meramente burocrático e que pouco ajuda, já que dificilmente esse calhamaço de papel - preparado sem nenhum tipo de compliance - será lido ou terá algum tipo de utilidade. Exceto, talvez, pelos extratos bancários. Se tiver.

SEM ESCALAÇÃO - O político manguense havia disputado uma vaga a deputado federal nas eleições gerais de 2014, desistiu da campanha quando viu que o passo era bem maior que suas pernas curtas, mas se esqueceu da prestação de contas.

Mas não é só. Além de não saber se terá dinheiro em conta para pagar os primeiros compromissos de sua gestão, Anastácio também parece andar no mundo da lua. Até agora não divulgou nenhum nome da sua futura equipe de governo. Há assessores que esperavam até esse dia da virada por um convite que não veio - e possivelmente não virá. Não é bom presságio.

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