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MANGA COLAPSOU

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Hospital  recusa pedidos de transferência de pacientes após Ala Covid atingir lotação máxima

Ouro engarrafado: Funcionários do Hospital conferem estoque de oxigênio medicinal. Abaixo, Saruga e o médico Amaro Neto recebem nova carga do insumo

Oxigênio medicinal no estoque prudencial, ameaça de falta de insumos e medicamentos no médio prazo, além de profissionais da saúde no limite das suas forças. Essa é a situação do único hospital do município de Manga.

A unidade é responsável pelo atendimento semi-intensivo de pacientes com diagnóstico de covid da microrregião formada por seis municípios (Manga, Montalvânia, Miravânia, Juvenília, Matias Cardoso e São João das Missões).

Mesmo após receber carga extra de oxigênio medicinal na tarde deste sábado (20), o estoque do hospital é de apenas 37 cilindros do produto - o que garante autonomia para, no máximo, três dias.

A unidade oferece 16 leitos para atendimento na área de isolamento para pacientes convalescentes da covid-19. Todos eles estão ocupados desde o final da tarde da sexta-feira (19). O consumo diário do oxigênio subiu para 17 cilindros/dia nesta semana, após a Ala Covid operar em sua capacidade plena.

REMOÇÕES NEGADAS

Tecnicamente, o hospital de Manga, que não oferece leitos de UTI, já entrou em colapso e só aceita novos pacientes com quadro confirmado para a covid em caso de alta da internação ou remoção dos casos mais graves da doença para outros municípios.

Os pedidos de remoção têm demorado mais no sistema de regulação ou simplesmente são negados porque todos os hospitais de referência para o atendimento ao Sars-Cov-2 da região enfrentam dificuldades parecidas com o caso de Manga.

EXCLUSIVO COVID

O presidente da Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo, Edilson Silva Pinto, o Saruga, decidiu suspender temporariamente os demais atendimentos em Manga e encaminhar os pacientes para o município vizinho de Montalvânia, medida definida no Plano de Contigências definido há quase um ano pela Gerência Regional de Saúde de Januária.

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A GRS Januária foi informada da emergência e deve decidir nas próximas horas a elevação do Hospital de Montalvânia ao status de retaguarda, o que na prática define a unidade como auxiliar no atendimento de casos clínicos que chegam em Manga, mas que precisarão ser redirecionados para a força-tarefa de tratamento à covid.

INSUMOS

A principal preocupação dos gestores da saúde em Manga é com a possibilidade de faltar o oxigênio para uso hospitalar. Há registro da falta de insumos em todo o país.

Segundo Saruga, que foi diagnosticado com covid-19 na última sexta-feira e está em isolamento domiciliar, o que está faltando são os recipientes para estocar o gás em ambiente de hospital. Não há cilindros disponíveis para a demanda pelo produto, que disparou nas duas últimas semanas em Minas Gerais.

A boa notícia em meio a tanto susto e ameaças à segurança sanitária da população é que a Fundação Hospitalar de Manga dispõe de bom estoque dos medicamentos para tratar os pacientes infectados como coronavírus.

Não há risco no radar para a falta de antibióticos, sedativos e os bloqueadores utilizados nos casos de infecção pulmonar mais críticos, em que o paciente precisa receber ventilação mecânica.

CADÊ O PREFEITO? 

No meio desse barulho todo, o prefeito Anastácio Guedes (PT) anda sumido e se limita a falar do assunto em suas redes sociais com alertas protocolares para que a população obedeça às restrições da Onda Roxa, iniciativa do governo estadual que impõe limites à circulação de pessoas e proíbe o funcionamento de atividades não essenciais.

O silêncio de Anastácio já começa a assanhar a oposição local. Para não dizer que não em flores, o prefeito pediu à Câmara Municipal na semana passada autorização para abrir crédito suplementar no orçamento do município para a compra de vacinas com outros entes federativos.

Aprovado em regime de urgência urgentíssima pelos vereadores, o projeto é uma trapizonga sem pé nem cabeça que não define de quanto será o gasto com a compra de vacinas nem indica como isso vai se dar. Vacinas, como sabem aqui os meus três leitores, não estão disponíveis no mercado da esquina. No dia e quando essas vacinas chegarem - e se chegarem - talvez não se tenha mais o qu fazer. 

Comentários  
0 # pe de bode 21-03-2021 06:20
enquanto isto 20/03 durante Lockdown funcionários da fundação e municipais fazendo festinhas com direito a vídeos rolando na cidade! ae fica difícil.
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