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UM MÊS PARA ESQUECER

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Março foi o pior mês para prefeito às voltas com a gestão da pandemia. A má notícia é que piora antes da virada para dias mais calmos

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Equipe de combate à covid em ação no interior do município de Januária em 2020: pandemia piora e assusta prefeitos     

O colapso em todo o sistema de saúde do Norte de Minas nas últimas semanas mostrou aos reeleitos e aos marinheiros de primeira viagem o tamanho da encrenca com que terão que lidar ao longo do mandato - ou pelo menos com a crise já contratada para boa parte dos próximos quatro anos.

Na semana mais aguda da crise do mês de março, não havia como transferir doentes em estado mais grave para cidades com melhor infraestrutura de atendimento à saúde. Chegou-se a temer, inclusive, por uma crise no abastecimento do oxigênio medicinal e falta dos remédios imprescindíveis para o tratamento da covid-19 e a intubação de pacientes.

A falta de vacinas em quantidade suficiente para reverter a mortandade e a sinalização do governo federal de que os gordos repasses de verba para auxiliar no combate à pandemia nas proporções que se viu em 2020 não vão se repetir, têm  tirado o sono dos gestores.

VAI PIORAR

Março foi o mês mais difícil na gestão da pandemia até aqui. As expectativas, contudo, ainda não são das melhores. Há indicativos e avisos dos especialistas de que o pior ainda está por vir. Abril não vai ser fácil e alguma melhora - se vier - fica mesmo para maio, quando a vacinação deve sair do passo de lesma que acumula até aqui.

Em todo o país, prefeitos estão  ressabiados e receosos sobre como lidar com a insatisfação da população na hipótese das atuais medidas de restrição para as atividades econômicas precisar ser estendido para novas temporadas.

Os números não são mesmo animadores. Em Manga, município administrado pelo petista Anastácio Guedes o número de mortes pelo coronavírus mais que dobrou em 30 dias. Eram sete há um mês e agora chegam a 16 - incremento de quase 130% e maior que os casos registrados ao longo de 2020.

O saldo de casos confirmados para a doença também explodiu em Manga ao longo do mês de março. O crescimento foi de 60% ao longo do mês (eram 904 ao final do mês de março, ante os 506 registros trinta dias antes). Mas esse é um dado sempre duvidoso, porque o número real de casos é sempre superior.

Muita gente é contaminada pelo vírus e sequer se dá conta e há ainda quem arrisque enfrentar a doença por conta própria  e tratamento de risco.

GÁS MEDICINAL

Em primeiro mandato, o prefeito de Januária, Maurício Almeida (PP), tem passado apurado para lidar com a escalada da pandemia. O número de mortes, que esteve estável entre fevereiro até meados de março, subiu 55% nas últimas semanas. O município registra agora 31 óbitos em razão de complicações pela covid.

Os diagnósticos de infectados pelo coronavírus também dispararam. Eram 760 há um mês e agora chegaram a 1.271. O hospital de Januária precisou desativar leitos em razão da falta do oxigênio hospitalar.

A antevisão do caos levou o prefeito Almeida a anunciar a construção, a toque de caixa, de uma usina pública desse material na cidade. O prazo para a instalação da planta é de meros 30 dias. Procurada, a Prefeitura de Januária não deu detalhes de como será o empreendimento.

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