Bloco de Notas

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MANGA NO OLHO DO FURACÃO...

No Domingo, 22 Março 2015 09:21.

Sucessão do prefeito Anastácio entra na mira dos adversários do petismo norte-mineiro

Para quem imagina que Brasília é a segunda cidade a atrair o interesse e as atenções do prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), em razão da recente estreia da primeira-dama do município, Raquel Muniz (PSC), no Congresso Nacional, aqui vai uma surpresa: Muniz anda muito interessado com o dia a dia da política e com o que acontece em... Manga.

O empresário-prefeito não perde oportunidade de se informar sobre os rumos da administração do petista Anastácio Guedes, irmão do deputado estadual e agora secretário de Estado Paulo Guedes, na pequena cidade fincada no barranco do Rio São Francisco. Consta que Ruy Muniz tem mantido conversações com alguns nomes da oposição local, quando sinaliza disposição em intervir  na sucessão do petista Anastácio, tudo com o objetivo de derrotar Paulo Guedes, seu arquirrival e provável adversário nas eleições municipais em Montes Claros.

Com a ajuda de Muniz

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O DIA SEGUINTE...

No Segunda, 16 Março 2015 16:42.

Que lições o governo pode tirar após o susto do 15 de março?

O governo federal toca a vida como pode nesta semana que dá sequência aos protestos de rua do último domingo. Atua na tentativa de não passar recibo sobre o susto que levou com as multidões nas ruas, justamente por não avaliar o tamanho da encrenca que estava caminho. Prova disso foram as entrevistas coletivas das duas 'pareias', ou parelhas de ministros, escalados para falar ao distinto público ainda na noite do domingo e na manhã desta segunda-feira – escalados para a clara tentativa de jogar água na fervura.

É a vida que segue, porque democracias mais ou menos sólidas como é o caso da nossa, não permitem que governos caiam de maduro ante o primeiro abalo. Impeachment, como bem sabem os líderes de oposição, não é ato de voluntarismo, porque depende de rito institucional e circunstâncias que, neste momento, ainda não estão dadas. A guerra, no momento atual, é de nervos – para ver quem pisca primeiro.

Dona presidenta ainda tem forte base de apoio e a caneta que permite preservar mandatos. Resta saber se saberá usá-los com discernimento, dado o clima de urgência que rodeia os seus passos após a marcha dos milhões pelas ruas do país. Sim, porque uma coisa é certa: fica cada vez mais difícil fingir que está tudo bem, na tentativa de vencer os insatisfeitos pelo cansaço.

O momento demanda ação, algo para além do puro ‘embromation’ visto nas manifestações de junho de 2013 e mais concreto do que os discursos ensaiados desde ontem, com promessas de reforma política e pacote anti-corrupção. Reforma política é a panaceia de sempre, que se retira da gaveta toda vez que o governo se vê encurralado pela pressão popular. Tudo estar a indicar que ela, a reforma política,  e o projeto anti-corrupção não serão insuficientes para sossegar a turba. O buraco é mais embaixo e atende pelo nome de recessão. Por isso o tom de mais humildade da presidente nas aparições da segunda-feira.


O discurso de combate à corrupção é mero paliativo, porque ninguém, em sã consciência, vai acreditar que saia do forno deste ou de qualquer outro governo a solução que transforme os brasileiros todos em angelicais cidadãos. A corrupção não é mero detalhe na vida brasileira e tampouco está restrita ao sistema partidário-eleitoral. Quando as pessoas saem às ruas para gritar por mais ética na política, talvez se esqueçam de que a coisa não é tão simples. A mudança é de fundo e quanto mais difícil de acontecer quando o próprio eleitor não contribui para retirar os bandidos da política. Derrubar o governo petista para manter em seu lugar o PMDB corresponde a sacudir o telhado e manter intocados os pilares da corrupção sistêmica que atrasa o país.

Vacas gordas

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AVISO AOS QUE NAVEGAM...

No Sábado, 28 Fevereiro 2015 20:44.

O site entra em recesso pelos próximos dias, quando podem acontecer posts eventuais. Suplico que o leitor não quebre o hábito da leitura, volto logo. Enquanto isso, deixo estes dois textos logo abaixo para sua leitura e reflexão. Eles encarnam o, como posso dizer, espírito da página: conteúdo de análise crítica sobre os alguns dos eventos que marcam o nosso tempo.

Sugiro acessar o vídeo ao lado enquanto a leitura prossegue. Trata-se de ‘Delicado’, um dos clássicos do nosso choro, do mestre Valdir Azevedo. É música para ouvir, dessas que não se inventa mais hoje em dia. Au revoir, my friends! Encontro vocês em breve.

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PINHEIRO É RECONDUZIDO AO COMANDO DA AVAMS

No Quinta, 12 Fevereiro 2015 12:59.

Construção da sede própria da entidade é meta para novo mandato

Ex-presidente da Câmara Municipal de Manga, o vereador Leonardo Pinheiro (PSB) será candidato único na nova eleição para a presidência da Associação das Câmaras e Vereadores da Área Mineira da Sudene (Avams). Além da mesa diretora, serão escolhidos, na eleição prevista para o dia 23 de fevereiro, os novos ocupantes do Conselho Fiscal da entidade, que completa 31 anos de atividades.

Pinheiro, que será reconduzido ao cargo em chapa de consenso, atribui a falta de disputa na troca de comando da Avams porque seu mandato à frente da entidade resulto em várias conquistas. Uma delas, maior relevância e respaldo entre as câmaras de vereadores afiliadas após o saneamento das de antigos débitos e realização de eventos voltados para a capacitação dos vereadores, além da contratação de assessoria contábil e jurídica para prestação de serviços aos associados.

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SEGURO MORREU DE VELHO

No Domingo, 08 Fevereiro 2015 17:29.

Presidente da Câmara de Manga desiste de subsídio dobrado

O presidente da Câmara de Vereadores de Manga, José de Sá Elvira (DEM), avalia voltar atrás na intenção de dobrar o valor do seu subsídio. Os vereadores do município recebem salários brutos de R$ 5,9 mil e há uma discussão, bem antiga, sobre o pagamento de valor dobrado aos presidentes da Casa, a título de verba de representação. O subsídio em dobro era pago até o final 2012, mas depois disso o ex-presidente Leonardo Pinheiro (PSB) suspendeu o benefício extra. 

Zé de Sá ficou é só desalento depois que foi informado que o salário dobrado pode estourar o limite de 70% nos gastos da Câmara com pessoal – o que pode abrir espaço para que o presidente responda, no futuro, a ações de improbidade administrativa. Para evitar esse tipo de dor de cabeça e ainda preservar o patrimônio que diz ter construído com muito esforço, o presidente abriu mão da verba extra. Se decidisse fixar sua remuneração em R$ 11,8 mil, Zé de Sá ainda incorreria na vedação que prevê o teto máximo da remuneração dos vereadores deve obedecer o teto máximo de 30% do valor percebido pelos deputados do estado (no caso de Minas, e até onde se sabe, o valor seria de R$ 26,7 mil).   

O vereador chegou a considerar a hipótese de renunciar ao cargo, mas teria pensado melhor. A presidência reserva outros mimos aos seus ocupantes: um deles é decidir o itinerário da van zero quilômetro que a Casa acabou de comprar com o argumento de que servirá como auxílio aos vereanças em seu duro labor legislativo. A Câmara de Manga, por sinal, votou do recesso na última sexta-feira (6), em sessão que marco a estreia de Zé de Sá na condução dos trabalhos. O novo presidente, por sinal, já disse a que veio: alijou os atuais vereadores oposicionistas na Casa de ocuparem cargos nas comissões legislativas.