Bloco de Notas

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SUCESSÃO NA AMAMS

No Terça, 13 Janeiro 2015 12:33.

Por aclamação, petista vai comandar entidade pelos próximos dois anos

[TEXTO ATUALIZADO] -  Terminou agora há pouco, no auditório Aécio Cunha, em Montes Claros, a eleição que aclamou o prefeito de Capitão Enéas, César Emílio Lopes (PT), para o comando da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams). César assume com o discurso alinhavado da defesa do semiárido, com a promessa de comandar frente de reivindicação pela conclusão de obras destinadas à convivência com a seca na região, casos das barragens de Berizal e Congonhas - que se arrastam por décadas na burocracia e falta de representatividade regional.

Esta é primeira vez que um petista vai ocupar o cargo de presidente da entidade que reúne prefeituras do Norte de Minas, no que sinaliza o início da série de mudanças em curso após a derrota do grupo ligado ao senador Aécio Neves (PSDB) nas últimas eleições estaduais. César Emílio substitui Carlúcio Mendes Leite (PSB), que volta a se dedicar em tempo integral ao cargo de prefeito de Mirabela.


A eleição, que não foi lá muito concorrida, tinha chapa única que resultou de acordo comandado pelo deputado estadual Paulo Guedes (aqui). O petista, por sinal, apareceu por lá no final do encontro: foi marcar presença na tomada de território com o qual sonhava há pelo menos duas sucessões na entidade, tradicionalmente vinculada ao partido ocupante do Palácio Tiradentes.

Cerca de 65 prefeitos passaram no auditório da Amams, mas apenas 57 deles tiveram direito a voto. Outros cinco prefeitos (Lontra, Patis, Francisco Sá, Urucuia e Ninheiras) anunciaram filiação à entidade a partir deste mês. Representantes de pelo menos três municípios foram impedidos de votar por inadimplência com a associação.

O petista César Emílio corria por fora na fase que antecedeu o acordo para montagem da chapa única. O nome mais cotado para levar a disputa era o do prefeito de São Francisco, Luiz Rocha Neto, o Luizinho (PMDB), além do cristão-novo Edmárcio de Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (PSC), prefeito da pequena Matias Cardoso – que também ensaiou alguns passos para assumir a entidade. Ambos, Luizinho e Edmárcio, terão cargos de vice-presidente na mesa diretora que assume a entidade pelos próximos dois anos. Edmárcio abriu mão de ir para a disputa com a promessa de que será o futuro presidente da Associação.

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MARTA CHUTA O BALDE

No Segunda, 12 Janeiro 2015 13:24.

Em entrevista polêmica, ex-ministra diz que Lula esperava por desistência de Dilma em seu favor nas eleições de 2014

O fato político mais impactante da semana que começa é a polêmica entrevista da ex-ministra e senadora Marta Suplicy ao jornal ‘O Estado de S.Paulo’. Entre outras coisas, a ex-prefeita de São Paulo afirmou que "ou o PT muda ou acaba", além de críticas ao ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), a quem chama de ‘inimigo do Lula’ e ao presidente do PT, Rui Falcão, que, na sua opinião, traiu o projeto do político do partido.

Marta também partiu para o ataque contra o novo ministro da Cultura, Juca Ferreira, contra quem acaba de enviar denúncias à Controladoria Geral da União (CGU) por suposta improbidade em passagem anterior pela pasta. Juca teria sido o responsável por contratos de R$ 105 milhões firmados pela pasta com a Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC). 

Mas o ponto alto da entrevista à jornalista Eliane Catanhêde foi a, como posso dizer, inconfidência que Marta solta no ar ao revelar que Lula esperou por uma desistência da presidente Dilma Rousseff em favor do ‘Volta Lula’, do qual Marta, por sinal, foi uma das militantes mais aguerridas. A bronca de Marta contra o  presidente Ruy Falcão tem como origem de que ele teria 'se acovardado no debate sobre quem era melhor para o país, mesmo sabendo as limitações da Dilma'.

Mas não é só: segundo Marta, o ministro Mercadante age para reduzir a influência de Lula junto ao Palácio do Planalto, porque tem interesse em disputar a Presidência em 2018. A ser verdade, expõe uma fissura interna ainda inédita nos intramuros do petismo. A petista diz, sem meias palavras, que a condução da economia no primeiro mandato 'foi desastrosa'. Segundo Marta, Dilma não mudou os rumos da política econômica justamente para não fortalecer o “Volta Lula”. O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marta-critica-dilma-ataca-colegas-e-afirma-ou-o-pt-muda-ou-acaba,1618119

Nas primeiras repercussões da entrevista, petistas não identificados nas matérias dizem que a senadora tenta criar um fato político que justifique a sua saída do PT, inclusive sem caracterizar infidelidade partidária e a expulsão da sigla. Marta pretende voltar à Prefeitura de São Paulo, mas não há espaço no partido para seu projeto político, já que Fernando Haddad tem a prerrogativa de disputar a reeleição. Petistas graduados, como dito mais acima, evitam comentar as diatribes de Marta. Antes vão consultar Lula sobre o que fazer.

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ME INCLUA FORA DESSA

No Domingo, 11 Janeiro 2015 10:17.

Ex-prefeito de Manga desconhece indicação para escritório do Idene em Januária

O ex-prefeito de Manga por dois mandatos Haroldo Lima Bandeira (1997/2004) disse ao Em Tempo Real que não foi consultado sobre a possível indicação do seu nome para a gerência do Idene (Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas) em Januária. O assunto foi publicado neste final de semana na coluna ‘Preto no Branco’, do jornal ‘O Norte’, de Montes Claros, editada por Aldeci Xavier, um amigão que Bandeira conserva desde os tempos em que foi prefeito.

“Fico lisonjeado com a lembrança do meu nome, mas é a primeira vez que ouço falar disso”, disse o ex-prefeito por telefone. Haroldo Bandeira não diz se tem interesse no cargo, mas acrescenta que anda afastado da política desde que transferiu parte dos seus negócios para a cidade baiana de Cocos.

Via Única

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NOME DE ANASTASIA SURGE NA LAVA A JATO

No Quinta, 08 Janeiro 2015 15:04.

Ex-governador teria recebido dinheiro do doleiro Alberto Youssef. Tucano nega

Rebuliço na blogosfera petista nesta quinta-feira (8) após texto do jornal ‘Folha de S.Paulo’ que vincula o nome do ex-governador de Minas e senador eleito Antonio Anastasia às investigações da Operação Lava-Jato, que apura fraudes em contratos da Petrobras. Em depoimento à Polícia Federal, o policial Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca, contou que foi a Minas Gerais entregar R$ 1 milhão ao ex-governador de Minas em 2010, durante a campanha para a reeleição de Anastasia. Careca diz ter visitado uma casa, em Belo Horizonte, para fazer a entrega da quantia.

Anastasia reagiu ao vazamento da informação e afirma jamais ter visto o policial Careca ou mesmo Alberto Youssef. O senador eleito diz que o governo de Minas que seu governo jamais manteve qualquer relação com a Petrobras. "Não conheço este cidadão, nunca estive ou falei com ele. Da mesma forma não conheço, nunca estive ou falei com o doleiro Alberto Youssef", escreveu o tucano em sua conta no Facebook.

A confirmação do envolvimento de Anastasia nos rolos da Operação Lava a Jato serviria como justificativa à tese de que a roubalheira na Petrobras envolve partidos de todos os matizes na política brasileira, além de ser prática antiga nos corredores da companhia. Anastasia é o que pode ser chamado de tucano de alta plumagem, além de ter sua carreira política diretamente vinculada ao senador Aécio Neves (PSDB), que recentemente declarou, em entrevista, que perde eleição presidencial para uma ‘organização criminosa’ e não para um partido politico.

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EM ROTA DE COLISÃO

No Quarta, 07 Janeiro 2015 15:43.

Disputa pelo preenchimento de cargos pode gerar primeira crise entre PT e PMDB no Norte de Minas

O fio desencapado das nomeações para o comando dos órgãos estaduais no Norte de Minas deve produzir muito em breve as primeiras faíscas entre os deputados Paulo Guedes (PT) e Tadeu Martins Leite, o Tadeuzinho (PMDB), que ladeiam o governador Fernando Pimental, na foto ao lado.

Eles foram nomeados, respectivamente, para o comando das secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico do Norte, Noroeste e Vale do Mucuri (Sedinor) e do Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana (Sedru). A posse nos cargos, entretanto, só acontece no início de fevereiro, após o fim do recesso legislativo. Os deputados optaram por assumir o mandato antes para o qual foram eleitos em outubro passado, para só depois se licenciaram da Assembleia Legislativa.


Tadeuzinho quer receber a Sedru de porteira fechada, com direito à indicação dos cargos de coordenação e supervisão das regionais da Cemig e Copasa, entre outros, para a região Norte. O filho de Luiz Tadeu Leite avalia que as nomeações para os cargos das duas concessionárias são de competência da Sedru, que tem boa parte de suas ações  diretamente ligadas às duas empresas. Se for adiante, a queda de braço entre os dois secretários pode anular as vantagens que a região conquistou com a indicação de dois representantes para o primeiro escalão do novo governo.

Deputado mais votado no Estado, Paulo Guedes e o PT norte-mineiro não estão dispostos a repartir o butim dessas nomeações, com a alegação de que a região foi essencial para levar o partido à primeira vitória em Minas. O embate ainda não veio à tona, mas cada secretário já elabora sua lista de indicados para os cargos. O conflito em potencial deve cair muito em breve na mesa do governador Fernando Pimentel, que deverá arbitrar o assunto e definir a quem cabe a prerrogativa de indicar seus apadrinhados.