Bloco de Notas

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ARROZ DE POSSE

No Terça, 06 Janeiro 2015 16:29.

Raquel Muniz abre voto para Eduardo Cunha, na tentativa de 'debutar' de salto alto em Brasília

Imagens: perfil no Facebook

Primeira-dama de Montes e deputada eleita, Raquel se desdobrou para comparecer às posses dos petistas Pimentel e Dilma

Primeira mulher do Norte de Minas eleita para o cargo de deputada federal, Raquel Muniz (PSC) tem queimado gasolina de aviação antes de debutar no Congresso Nacional, no início de fevereiro. Madame Muniz tem se virado nos 30 na tentativa de virar arroz de festa nos círculos dos novos donos do poder em Minas e no país. Ela mandou nas selfies com o novo governador Fernando Pimentel (PT) e ainda arrumou tempo para percorrer a ponte aérea BH-Brasília, ainda a tempo de pegar a posse da presidente Dilma Rousseff.

Como parte do plano de mudar para o PMDB, juntamente com o marido e prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), Raquel abriu voto para Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados. E vai longe: sobe e desce o mapa do país na comitiva do deputado pelo Rio de Janeiro, Cunha é considerado o favorito na disputa, mas vai enfrentar Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG).

A futura deputada acompanhou o candidato na visita que fez ao Recife nesta terça-feira, em movimento que pode ser lido como parte  da estratégia que pretende levar adiante para deixar o ‘baixo clero’ no menor espaço de tempo.

Andar de baixo

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CURTO-CIRCUITO

No Segunda, 05 Janeiro 2015 11:26.

Opinião sobre destino de latifúndio opõe ministros Patrus e Kátia Abreu

Promessas de trovoadas e alguns coriscos no campo ao longo do período. Os ministros do segundo mandato de Dilma Rousseff, Kátia Abreu (Agricultura) e o Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) expuseram visões de mundo opostas em suas primeiras declarações. Ambos assumem seus cargos oficialmente entre esta segunda e a terça-feira (6). Patrus, que é um gentleman na melhor acepção do termo, não deve levar o impasse que se vislumbra às vias de fato, mas promete defender a função social da terra para efeito da delimitação de novos assentamentos da reforma agrária. O mineiro quer rever os índices de produtividade, medida técnica utilizada para efeito de desapropriação de terras destinadas à reforma agrária.

Senadora pelo PMDB do Tocantins, a nova ministra é presidente, agora licenciada, da Confederação Nacional da Agricultura (CNM), entidade que representa o agribusiness brasileiro, e, em última instância, a turma do latifúndio. A escolha de Kátia para a pasta foi da própria presidente Dilma Rousseff, depois inserida na cota do partido.

Em entrevista à ‘Folha de S. Paulo’, a nova ministra disse que a reforma agrária no país é assunto “pontual, para os vocacionados. E se o governo tiver dinheiro não só para dar terra, mas garantir a estrutura e a qualidade dos assentamentos. Latifúndio não existe mais”. Kátia defende que não é necessário acabar com a reforma, mas que a bancada ruralista “vai trabalhar sempre contra discurso velho, antigo, irreal” que justifica a necessidade da reforma agrária.

Do seu lado, Patrus avalia que há um caminho a percorrer nessa questão no país. “Avançamos e a própria criação do ministério é prova disso. Mas penso que precisamos avançar mais nessa questão da função social da propriedade", afirmou em entrevista ao ‘Valor Econômico’. O embate, claro, não é novo, apenas toma nova dimensão com a entrada de Kátia Abreu no governo. Sem falar nas demandas do Ministério do Meio Ambiente, várias delas pertinentes aos interesses tanto de sem-terra quanto dos donos das terras. É bastante provável que a presidente tenha que arbitrar as colisões da sua turma bem antes do que o previsto.

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NOVO GOVERNO VELHO

No Domingo, 04 Janeiro 2015 12:17.

Os desafios para a longa travessia do novo mandato

O bate-cabeças entre a presidente Dilma Rousseff e seu ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, em torno do cálculo do salário mínimo a partir de 2016 é sintomático do que pode vir por aí pelos próximos quarto anos. Em entrevista após a posse, Barbosa disse que o assunto seria tratado em momento oportuno, com a possível mudança na regra de cálculo utilizada até aqui – uma combinação entre os números da inflação e o desempenho do PIB. O ministro voltou atrás no que dissera, até se sabe por ter contrariado Dona Presidenta, e o ex-presidente Lula, por tabela.

Ao desautorizar seu ministro no primeiro dia útil da nova gestão, Dilma mostra que está no comando e sinaliza, desde logo, que a turma da 'economia' não terá a liberdade de ação que tanta expectativa gerou nos tais mercados. O ano mal iniciado, reconhece até o próprio governo, não será fácil - no que as idas e retornos do governo que se inaugura não serve como boa promessa.  

O Dilma II, que herda herança difícil do primeiro mandato, tudo está a indicar, será coerente a si mesmo em dizer uma coisa e entregar outra bem diferente. Nos dois discursos de posse, Dona Presidenta fez balanço bastante condescendente de seu primeiro mandato, ao concluir que reduziu a níveis aceitáveis a miséria no país. Não há porque esperar que mandatários sejam duros consigo mesmos ao avaliar seus governos, mas a promessa de acabar com a miséria no país era, de per si, uma boutade da primeira mulher a assumir a Presidência, um exagero sem fundamento e de difícil concretização nos limites daquilo que um mandato permite realizar. Dizer que cumpriu tal meta, entretanto, soa como mero delírio, pois a miséria campeia por aí para quem quiser ver. Exemplos dela sobram aqui mesmo em Brasília, a curta distância do Palácio.

O discurso que serviu para animar parte militância,  reservava outras contradições. A defesa da Petrobras ‘contra inimigos internos e externos’ parece fora de propósito quando até as emas do Palácio Alvorada sabem que Dona Presidenta está próxima dos números da estatal há pelo menos oito anos, contabilizado o período em que foi ministra o presidiu o Conselho de Administração da estatal outrora orgulho nacional. Não há gesto concreto do governo para acabar com as roubalheiras na companhia, mesmo depois dos vexames de tentar barrar a CPI [que, por sinal, não viu nada de errado na administração da empresa]. CPI proposta para investigar os malfeitos por lá, mas que não conseguiu capturar os rastros da quadrilha que dominava o pedaço. O anunciado propósito de salvar o galinheiro depois da porta arrombada é positivo, mas de pouca valia para reverter o estrago financeiro e político que a crise causou.

Em raras ocasiões na história...

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GOVERNO DE MINAS TEM NOVA LOGOMARCA

No Sábado, 03 Janeiro 2015 20:27.

 

 

A novo logo do governo estadual insere o 'Gerais' que tinha sumido durante os governos do PSDB

Este Em Tempo Real divulga em primeira mão a nova logomarca do governo de Minas, agora sob o comando do petista Fernando Pimentel. A peça é tentativa de corrigir o que seria uma distorção implementada durante os 12 anos de mando do PSDB no Estado, quando foi adotado o slogan ‘Governo de Minas’, sem menção aos Gerais. A nova marca passa a adotar a frase ‘Minas Gerais – Governo de Todos’, como sinalização de que o meio norte-mineiro, ou o que se convencionou chamar de os gerais passam a integrar as preocupações e a ser foco das políticas públicas durante a gestão petista.

A nova identidade do governo de Minas faz ainda menção ao projeto de governo participativo que Pimentel promete implantar durante os próximos quatro anos. Como sinalização de que o discurso da integração entre as diversas regiões do Estado não é mera retórica, o novo governador já teria concordado em participar das próximas comemorações do 'Dia dos Gerais, data em que a pequena cidade de Matias Cardoso, no extremo Norte de Minas, recebe, de forma simbólica, a sede do governo estadual durante um dia, a cada 8 de dezembro. Criado há menos de uma década, o evento foi esvaziado durante os governos tucanos, ao não contar com a presença do governador de Minas. A data foi criada por força de Lei estadual, de 2011, após a aprovação da Emenda Constitucional 89, de autoria do deputado estadual Paulo Guedes.

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EDMÁRCIO DA SISAN NO PT?

No Sábado, 03 Janeiro 2015 09:20.

Dois anos após ser eleito, prefeito cogita trocar de partido para ficar mais próximo do Palácio Tiradentes

O prefeito de Matias Cardoso, Edmárcio de Souza Leal, o Edmárcio da Sisan (PSC), na foto ao lado com o polegar em riste em sinal de positivo, pode se tornar o ‘boi da guia’ na romaria de mandatários municipais dispostos a buscar abrigo no PT, como estratégia de aproximação com os novos donatários do Palácio Tiradentes. No caso de Edmárcio, ele pretende ainda, com o gesto, abrir espaço para futuros voos políticos. A possibilidade de migração foi discutida recentemente, durante as tratativas para a eleição da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams).

Edmárcio da Sisan, um cristão-novo na cena política regional, ambicionava presidir a entidade, mas topou ficar em uma das vice-presidências, com a promessa de que será a bola da vez na próxima sucessão – daqui a dois anos. Uma das formas de se credenciar para o cargo seria se paramentar com a camisa de estrela vermelha no peito. 

Ex-gerente da Fazenda Sisan, em Matias Cardoso, Edmárcio escolheu o PSC para ingressar na vida pública mais por afinidade com o seu patrão, o senador por Sergipe Eduardo Amorim, do que propriamente por qualquer critério ideológico ou que tais. Está no PSC como poderia estar no PSD do notório fisiológico e agora ministro de Dilma e Gilberto Kassab, ou outra dessas siglas que ninguém presta atenção e que têm como função precípua poluir as fotos oficiais em dia de posse dos novos governantes.

A data da assinatura de ingresso no ninho petista ainda não foi definida, mas, seja como for, Edmárcio da Sisan terá como padrinho e abonador da sua ficha o deputado federal Gabriel Guimarães (PT), com quem divide a foto deste post, e de quem se tornou amigo e correligionário. Edmárcio pula de galho e deve levar um magote de colegas que até outro dia mesmo batiam continência para o tucano Aécio Neves e seus prepostos no Palácio Tiradentes, pela ordem, o senador Antonio Anastásia e o agora ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP). O mundo gira e a Lusitana roda... Edmárcio não retornou às ligações do site para comentar o assunto.