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RESILIENTE DILMA

No 08 Agosto 2014.

Tudo como dantes nos números da sucessão presidencial

Os números cheios da pesquisa Ibope/TV Globo de intenção de voto para presidente da República, divulgada ontem à noite pelo Jornal Nacional, sinalizam para a esperada estabilidade no atual momento da campanha. O resultado é praticamente idêntico à votação em primeiro turno observado na pesquisa anterior, com pequenas variações dentro da margem de erro, ligeiramente favorável aos candidatos de oposição.

Dilma Rousseff tem agora 38% dos votos, Aécio Neves, 23%, Eduardo Campos, 9%, e o Pastor Everaldo 3%. Já na simulação do segundo turno, Dilma venceria Aécio por 42% a 36%, mas o tucano reduziu em dois pontos a diferença anterior. A presidente também venceria Eduardo Campos por 44% a 32%.

A boa notícia para Dilma é que, a despeito do péssimo momento na economia, seu desempenho mostra importante resiliência [termo da psicologia que, entre outros significados, faz menção à capacidade dos indivíduos resistirem a situações adversas]. O levantamento Ibope aponta leve melhora na percepção que a população tem do governo federal, agora em 32% ante os 31% apurados no mês de julho.

A aprovação da presidente, não o da candidata, deu salto mais consistente ao avançar de 44% para 47%. Para um governo que tem errado muito, não é pouca coisa. A melhora no humor popular com Dilma é associada por quem entende do riscado pelos sinais de arrefecimento da inflação, por efeito sazonal da queda nos preços dos alimentos, e pela expectativa de que o desemprego não mostre sua face feia no horizonte curto.

Segundo turno em aberto

O dado fornece margem de manobra para os bruxos da campanha da petista lidar com a taxa de rejeição, que segue no patamar de 36%, bem acima do seu principal adversário, o tucano Aécio Neves, tenha oscilado de 16% para 15%. A resiliência de Dilma é dado esperançoso para os petistas na longa travessia de dois meses que separam o atual momento do dia da eleição.

Certamente, haverá muito espaço para os oposicionistas crescerem com o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, mas até aqui, Dilma segura a rapadura da possibilidade de liquidar a fatura ainda no primeiro turno: a soma das intenções de votos de todos os candidatos está, na foto atual, do mesmo tamanho da suas intenção de voto, em 38%. O que não fica muito claro é se ela não cai diante da momentânea incapacidade que os seus concorrentes têm em avançar. Por exemplo: até que ponto as denúncias sobre a construção do aeroporto em terras de parentes na cidade de Cláudio tiraram o fôlego de Aécio Neves na fase em que tinha tudo para dar uma arrancada? Vai saber.

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