Bloco de Notas

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SEGURO MORREU DE VELHO

No 08 Fevereiro 2015.

Presidente da Câmara de Manga desiste de subsídio dobrado

O presidente da Câmara de Vereadores de Manga, José de Sá Elvira (DEM), avalia voltar atrás na intenção de dobrar o valor do seu subsídio. Os vereadores do município recebem salários brutos de R$ 5,9 mil e há uma discussão, bem antiga, sobre o pagamento de valor dobrado aos presidentes da Casa, a título de verba de representação. O subsídio em dobro era pago até o final 2012, mas depois disso o ex-presidente Leonardo Pinheiro (PSB) suspendeu o benefício extra. 

Zé de Sá ficou é só desalento depois que foi informado que o salário dobrado pode estourar o limite de 70% nos gastos da Câmara com pessoal – o que pode abrir espaço para que o presidente responda, no futuro, a ações de improbidade administrativa. Para evitar esse tipo de dor de cabeça e ainda preservar o patrimônio que diz ter construído com muito esforço, o presidente abriu mão da verba extra. Se decidisse fixar sua remuneração em R$ 11,8 mil, Zé de Sá ainda incorreria na vedação que prevê o teto máximo da remuneração dos vereadores deve obedecer o teto máximo de 30% do valor percebido pelos deputados do estado (no caso de Minas, e até onde se sabe, o valor seria de R$ 26,7 mil).   

O vereador chegou a considerar a hipótese de renunciar ao cargo, mas teria pensado melhor. A presidência reserva outros mimos aos seus ocupantes: um deles é decidir o itinerário da van zero quilômetro que a Casa acabou de comprar com o argumento de que servirá como auxílio aos vereanças em seu duro labor legislativo. A Câmara de Manga, por sinal, votou do recesso na última sexta-feira (6), em sessão que marco a estreia de Zé de Sá na condução dos trabalhos. O novo presidente, por sinal, já disse a que veio: alijou os atuais vereadores oposicionistas na Casa de ocuparem cargos nas comissões legislativas.

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