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TADEU É O NOVO CONDÔMINO DA SEDINOR

No 13 Abril 2017.

Pimentel cede às pressões e nomeia indicado do PMDB para adjunto da pasta

TEXTO ATUALIZADO EM 13/04/2017 - ÀS 22:51

Fim do imbróglio que, nas últimas semanas, movimentou os bastidores da fatia do governo mineiro com interesses políticos no Norte de Minas. O governador Fernando Pimentel bateu o martelo e decidiu acabar com a interinidade de mais de ano na Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor).

Aliado do deputado estadual Paulo Guedes (PT), Gustavo Xavier Ferreira não dá mais as cartas na pasta responsável pela definição de politicas públicas voltadas ao desenvolvimento regional do meio-norte mineiro. Xavier deixou a Sedinor e foi nomeado, com perda de algum status, para o Idene (Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais), uma autarquia vinculada àquela mesma Secretaria.   

O novo titular da Sedinor é o ex-prefeito de Serro, município da região da Serra do Espinhaço, Epaminondas Pires de Miranda, o Nondas (PR). A Sedinor, que até aqui era domínio do deputado Paulo Guedes (PT), tem agora a interveniência do deputado estadual Luiz Tadeu Martins, o Tadeuzinho (PMDB), aliado do governo estadual. Coube ao deputado Tadeuzinho a indicação de Jean Alves Coelho para o posto de secretário adjunto da Sedinor. As mudanças saíram na edição desta quinta-feira (13) do Minas Gerais, o diário oficial do Estado.  

Com a proximidade das novas eleições, cresce As zonas de atrito entre aliados do governo mineiro e o potencial de brigas por espaço em áreas-chave do governo. Tadeu Martins já reclamava há algum tempo do espaço sob controle do petista Paulo Guedes em áreas de governo com interesse direto no Norte de Minas. Pimentel resolveu arbitrar o contencioso entre os parlamentares aliados ao indicar Nondas para o cargo. O ex-prefeito coordenou a campanha de Pimentel na região central de Minas e é considerado indicação da cota pessoal do governador.  

A surpresa, contudo, é que a briga por mudanças na Sedinor teve, nos bastidores, o aval do deputado federal Gabriel Guimarães (PT), que não vê com bons olhos os planos de Paulo Guedes para alçar voos maiores em 2018. Guedes já anunciou que vai concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O movimento do petista Guimarães pode sinalizar para uma aliança sua com o Tadeu Martins na busca pela reeleição do ano que vem, em substituição ao apoio de Guedes. Um terço dos mais de 200 mil votos obtidos por Gabriel nas últimas eleições saiu do Norte de Minas.

Mudanças também no Idene

Paulo Guedes perdeu os anéis, mas conserva os dedos com a nomeação de Gustavo Xavier para o Idene. Quem fica na chuva, por enquanto, é Ricardo Campos, exonerado do cargo de diretor-geral da autarquia nesta quinta-feira. Campos deve ser nomeado para outro cargo nos próximos dias. Sob protestos, Guedes aceitou os argumentos de que ocupara até aqui espaço desproporcional aos interesses da aliança PT-PMDB no Norte de Minas. A pergunta que não calar: Paulo Guedes perde espaço de atuação política com vistas ao seu projeto para 2018?

Perde. Não a ponto de inviabilizar seu futuro projeto político, mas perde. Gabriel Guimarães ganha esse mesmo espaço? Aí são outros quinhentos. Levar para a esfera pública essa briga de intramuros não foi atitude das mais inteligentes. Não agora que o PT mineiro precisa mais do que nunca de sintonia fina para enfrentar os ruídos que a operação Lava-Jato joga no colo do ex-presidente Lula e Fernando Pimentel. 

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