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UM INTERVALO NA PROGRAMAÇÃO. É VAPT E VUPT!

No 14 Fevereiro 2018.

Pelas próximas semanas os 17 leitores aqui do espaço ficam liberados para a leitura em outros sítios. Tem coisa boa por aí. O Blog vai ali e volta já. Na volta, há promessas de um debate que vale uma missa e algumas velas acesas pelas penadas almas que perderam o rumo e têm muito mais a dizer do passado do que propriamente oferecer alguma esperança de futuro. É gente que insiste em permanecer na boca da cena, a despeito de suas incompetências e certo talento para dividir, antes de somar, numa ponta, e outsiders que se apresentam sem a menor noção do tamanho da responsabilidade que é tocar a coisa pública em ambiente tão conflagrado como o atual.  

Fica uma reflexão para aqueles 17 que por aqui navegam: o que dizer de nossas escolhas? O eleitor talvez precise matutar melhor sobre quem delega poderes, pela via do voto, para o cargos de decisão sobre boa parte dos problemas que afeta a vida de todos (temas como saúde, educação, segurança e esperança no futuro). A esperança estará nas mãos dos capitães Nascimento do turno ou virá das antenas de TV, como cantava os Paralamas do Sucesso nos anos 1980.

Não custa perguntar sobre suas atitudes práticas e longe das luzes enganadoras dos palanques eleitorais: esses políticos reconhecem as liberdades de imprensa e o próprio Judiciário como parte dos pesos e contrapesos que harmonizam a vida democrática? Tem muito a ver com a eleição presidencial desta ano-calendário, mas tem link também com as escolhas locais. A cena é pródiga em governos fracassados, em parte pelo ambiente de crise geral, mas também pela pequenez dos seus horizontes.    

Vale para o plano país, mas também para os nossos microcosmos municipais. Sobre os políticos, o eleitor deveria se questionar: entendem a importância que a diversidade de opinião e da tolerância representam para o jogo democrático? Esses agentes respeitam os limites das liberdades constitucionais e as instituições de relevante interesse público? Ou delas querem apenas fazer instrumento do seus joguinhos e interesses mesquinhos?

Ter uma mente aberta para o jogo democrático é determinante para todo o resto -- sob pena de acontecer o que vimos por aí: cidades marcando passo por décadas no atraso e na miséria, em boa medida pelo fracasso das elites que estão no comando. Será uma boa peleja. E vai dar panos para muitas mangas, esses currais onde pastam nossa gente sempre na mãos dos velhos coronéis - agora travestidos de neoliberais 

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