Artigos

Imprimir

SIDCLEI NEGA NOMEAÇÃO EM CARGO COMISSIONADO

No 23 Março 2015.

Sindicalista diz que texto faz juízo de valor e ‘detona’ sua atuação no SindManga

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Manga (SindManga), professor Sidclei Pereira (PCdoB), contestou informação publicada aqui no site de que teria sido nomeado, há cerca de duas semanas, para a área de coordenação de planejamento da Prefeitura de Manga. Segundo Sidclei, ele encontra-se atualmente cedido para setor administrativo da Secretaria de Educação, a seu pedido, após ter enfrentado problemas de saúde que o impediam de exercer suas funções em sala de aula na Escola Municipal Padre Ricardo Trischeller, o Caic. O sindicalista diz que não está lotado em função com status de diretoria e que não recebe vencimentos de R$ 2,5 mil, como afirmava o texto publicado na manhã de hoje.

A Secretaria de Administração confirmou a informação de que o professor Sidclei efetivamente atua na coordenação de planejamento do município e que sua função é de fazer a interlocução entre as várias pastas, mas diz que a portaria que o nomeou faz menção a ‘função gratificada’ e não a diretoria como foi publicado.

Sidclei ligou para o signatário do site logo pela manhã, pouco tempo depois do texto ir ao ar, para pedir retratação em pontos do texto que alegou serem incorretos. Um deles, a nomeação para cargo comissionado, que efetivamente não procedia -  embora a função gratificada tenha o mesmo status de nomeação comissionada. O Sindicalista prometeu enviar informações sobre a atuação da entidade que preside, mas, no começo da tarde, voltou a entrar em contato para pedir a retirada do texto do ar e informar que não enviaria mais uma nota com pontos da sua atuação no SindManga.

O professor também pediu os nomes das pessoas que pautaram o texto com a alegação de que essas pessoas pretendiam apenas prejudicá-lo. Avisado de que o sigilo da fonte é garantia constitucional para os profissionais de imprensa, ele disse que “tomaria outras providências”, sem explicar quais seriam.

“O site cumpre o seu papel, mas o texto mostra algo que não corresponde ao trabalho que o Sindicato executa. Sua matéria me detonou”, protestou o professor. Na conversa anterior, ele questionou a afirmação de que a entidade deixou de ser atuante durante a sua gestão. Sidclei diz que, no último final de semana, esteve reunido com a diretoria do SinManga para discutir uma pauta de reivindicação para o funcionalismo. "O SindManga não é só Sidclei, cada categoria tem um diretor-responsável. Quer dizer que se eu morrer amanhã, o Sindicato vai acabar?", argumentou.

SindManga vai rejeitar proposta de aumento do município

Segundo o professor, o Sindicalista vai rejeitar os 5% de aumento linear que a Prefeitura de Manga acabou de enviar para apreciação dos vereadores do município. Sidclei também não concorda com a previsão de reajuste de 3% prometido para quem passar na avaliação de desempenho que o município pretende realizar, porque a medida não respeita critérios de isonomia e pode criar servidores primeira e segunda categorias.

O professor Sidclei também reclama da comparação que o texto fez do seu mandato, iniciado há dois anos, com o da diretoria anterior, que chegou a realizar a primeira greve do funcionalismo municipal em 90 anos de história do município. Sidclei alega que o texto fez juízo de valor sobre o seu trabalho e da atual diretoria do Sindicato. Sobre o assunto, não há porque o site fazer retratação, já que parcela dos servidores está há quase três anos sem receber aumento.

A atual gestão concedeu aumento de 10% apenas para o pessoal da saúde e educação, além do reajuste anual para aqueles servidores que recebem salário mínimo. As demais categorias ficaram a ver navios e o fato do presidente do SindManga se alinhar à administração não pode mesmo interessar ao conjunto dos servidores, como mostrou a matéria. No mais, nossos pedidos de desculpas ao professor Sidclei pela informação errada de que fora nomeado para o cargo de diretor.

Vale reforçar, entretanto, que, procurado, pelo site para comentar o assunto ele se limitou a dizer apenas que se tratava de "especulações de bastidores". Procurado novamente, já com a informação de que a página havia  confirmado sua nomeação e que havia relatos de professores que se diziam chateados com a sua gestão na entidade, o professor não retornou - só vindo a fazê-lo após a publicação da matéria.

Adicionar comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Entre os termos de uso do espaço para comentários estão a restrição a comentários racistas, misóginos e homofóbicos, além de xingamentos e apologias ao uso de drogas ilícitas, crimes inafiançáveis ou proselitismo partidário. Os comentários serão moderados ou recusados para evitar excessos.


Código de segurança
Atualizar