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CRISE DA ÁGUA: PERDAS CUSTAM CARO AO PAÍS

No Terça, 27 Janeiro 2015 14:44.

Desperdício de água no Brasil causa prejuízo de R$ 10 bilhões por ano

A crise da água entrou em definitivo na agenda do país e, oxalá, pode contribuir para a conscientização sobre a necessidade de se adotar mais e menos discurso sobre o tema da sustentabilidade. O desperdício de água no Brasil representa perda de R$ 10 bilhões por ano, o que alerta para a dura realidade de que a crise hídrica que começa a entrar no radar dos brasileiros, é mais prejudicial do que se imagina.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostrou em reportagem, na semana passada, que o país perde 37% da água tratada. Os dois danos, o porcentual e o montante em dinheiro, fazem parte de um estudo divulgado em março do ano passado pelo Instituto Trata Brasil e a Universidade de São Paulo e que voltou à tona.

Em meio a debates sobre problemas no abastecimento, a Agência Senado publicou texto sobre este estudo e lembrou: “além de agravar a escassez hídrica, essas perdas dificultam novos investimentos”. Dessa forma, falta dinheiro para aplicar em abastecimento e saneamento, e isso limita a oferta de serviços essenciais à população.

De acordo com o estudo, a água se perde por causa de tubulações antigas e mal conservadas. Como o recurso hídrico que chega não é o suficiente, as companhias precisam captar mais água da natureza para atender os consumidores. O custo se eleva e perde-se com isto.

Os municípios seriam capazes de diminuir as perdas em 30% até 2025, afirma a Agência Nacional das Águas (ANA). No entanto, a reguladora adianta que para isso são necessários de R$ 834 milhões. Valor a ser aplicado em diversas ações. Sem dinheiro para bancar a virada de mesa, os governos apela para o racionamento na ponta do consumidor: estão a caminho apelos para que a população economize cada gota, em pequenos gestos, como evitar lavar calçadas e carros.

Se a perda fosse reduzida em 10%, as concessionárias de água teriam por ano R$ 1,3 bilhão a mais, diz o Instituto Brasil. Projeto de lei em tramitação no Senado quer obrigar a coleta, o armazenamento e o uso de águas pluviais para irrigar áreas verdes e lavar calçadas, com previsão de estrutura adequada nos novos condomínios residenciais e comerciais, hospitais e escolas.

A proposta também concede incentivos tarifários para que condomínios e domicílios individuais adotem medidas com o fim de acabar com vazamentos e instalem dispositivos que economizam água, como vasos sanitários com descarga reduzida. O projeto aguarda deliberação da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Um bom exemplo para reduzir os impactos da crise da água, mas que segue a passos de tartaruga na velha e costumeira burocracia.
[Com Agência CNM]

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AZAR DE UNS É FESTA PARA OUTROS

No Domingo, 25 Janeiro 2015 15:48.

Municípios receberão mais R$ 1,14 bilhão com aumentos de impostos anunciados por Dilma

Tem prefeito aliviado com o pacote de medidas para arrecadar mais anunciado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no início da semana passada. É que os municípios vão ficar com parcela dos R$ 20,6 bilhões que o governo federal espera arrecadar com de impostos e contribuições.

A elevação nas alíquotas cobradas no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de cosméticos e da Contribuição por Intervenção de Domínio Público (Cide-Combustíveis) deve representar incremento de R$ 641,5 milhões somente nos repasses da União para os municípios somente em 2015. Os municípios esperam receber mais R$ 506,1 milhões na forma de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

A outra fonte de receita extra para os municípios virá do veto que a presidente Dilma Rousseff à correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda aprovada pelo Congresso Nacional no final do ano passado. Dilma vetou o percentual, com a promessa de vai enviar nova medida provisória ao Parlamento, com proposta de reajuste menor, de 4,5%. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o recolhimento do IR deste mês de janeiro leva em conta a tabela anterior, de 2014.

Por isso, a renúncia fiscal será de R$ 4,846 bilhões contra os R$ 7 bilhões previstos anteriormente pelo Congresso. O dinheiro retirado à fórceps dobolso dos trabalhadores vai render mais R$ 506,1 milhões em transferência do FPM. 

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GOVERNO MIRA CLASSE MÉDIA E IRRITA ATÉ O PT

No Domingo, 25 Janeiro 2015 10:26.

Início de mandato difícil expõe presidente a críticas e isolamento

Imagem: Ueslei Marcelino

Não promete ser fácil a travessia do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Ela tomou um chá de sumiço desde o discurso da posse, há quase um mês. Sumiço estratégico, porque enfrenta a fase mais aguda da usina de más notícias em que o governo momentaneamente parece ter se transformado. O noticiário tem sido dominado por anúncios de medidas como a redução de benefícios trabalhistas e previdenciários, aumento de impostos, combustíveis e dos custos dos financiamentos bancários, além do corte generalizado de gastos e o veto à correção da tabela do Imposto de Renda. São decisões que terão em breve reflexos na inflação, no que só potencializa o mau-humor geral. 

Anúncios que vão em direção oposta ao discurso de campanha, mas que fazem a festa do tal mercado financeiro – já bastante animado desde o convite para Joaquim Levy deixasse seus afazeres no Bradesco para ocupar o Ministério da Fazenda. O que é bom para os tais mercado não é promessa de chuva para a população, chamada outra vez a pagar à conta, em especial a classe média, dos juros que o governo paga – aos bancos, em especial – para se financiar. Quem tiver paciência e discernimento pode conferir isso nos lucros de tesouraria que os bancos anunciarão daqui a alguns dias. Seria algo como o velho ‘siga o dinheiro’, para mostrar quem ganha [muito] e quem dança na ciranda das finanças nacionais.

De volta à crise: amontoam-se sobre a mesa da presidente uma série de desafios como há muito não se via, a prometer a tal tempestade perfeita que, desde agora, dá de barato que 2015 será outro ano perdido para o país. Até a natureza parece contribuir com a conjuntura que tira o sono presidencial, com a ameaça de racionamento de água e energia a partir do meio do ano em boa parte do país. Além do ainda não dimensionado drama para a vida das pessoas, esse cenário sombrio tem potencial para jogar a economia em recessão.

Tudo isso já seria cardápio incomparável de problemas, mas não é só: há ainda os desdobramentos da Operação Lava a Jato, que pode levar o setor da construção civil e naval à bancarrota, com origem e motivo nos desmandos da Petrobras, que sangra energia, em sentidos figurado e literal, e a credibilidade do governo e país aqui e lá fora.

Nem mesmo a seara da política é propícia à presidente, de onde sempre se espera pudessem vir os apoios necessário para cruzar os mares revoltos da atual crise e indicativos de soluções para a crise. O governo está paralisado nesse campo à espera da eleição para as presidências da Câmara e do Senado, daqui a uma semana. O PT escalou Arlindo Chinaglia para enfrentar Eduardo Campos, do PMDB. Seja lá qual for o resultado dessa disputa, em que Campos é majoritariamente favorito, vão restar sequelas para o governo administrar.

De volta às medidas impopulares, o aumento dos juros para o financiamento da casa própria e do financiamento ao consumo, somadas à tunga em direitos trabalhistas e previdenciários, indispõe a presidente junto à opinião pública. Mesmo o governista mais convicto fica sem argumento diante da saraivada de más notícias frontalmente contrárias ao país do sonho que o marqueteiro João Santana apresentou outro dia mesmo no horário eleitoral.

Não só não defendem como aderem de mala e cuia ao coro dos descontentes, no que só contribui para o isolamento de Dona Presidenta. O PT anda incomodado com o que lê nos jornais. Os chutes na canela começaram com a incômoda entrevista da ex-ministra Marta Suplicy, há duas semanas. Ministra de Dilma, diga-se de passagem, que, para resumir, insinuou que sua ex-chefe não está prepara para administrar o país. Na última terça-feira, a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, fez críticas às medidas anunciadas pelo ministro Joaquim Levy, um dia antes. O boletim diz que os ajustes propostos pela equipe econômica para estimular o crescimento da economia embutem risco “não desprezível” para aprofundar as “tendências recessivas” da economia.

Risco de recessão

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ENFIM CAIU A FICHA

No Sábado, 24 Janeiro 2015 11:01.

Governo avalia crise de água “preocupante” e pede ajuda da população

Imagem: Wilson Dias\Agência Brasil

[
Com Agência Brasil] - O governo federal resolveu, e não era sem tempo, admitir o tamanho da encrenca que a crise da água e energia representam como potencial de agravamento para o já instável quadro econômico que ameaça fazer de 2015 um ano para ser esquecido, bem mal começou. Depois que o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, admitiu a possibilidade de racionamento no fornecimento de energia elétrica, foi a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, considera “sensível e preocupante” o cenário de abastecimento de água no país. Já não era sem tempo. Está aí bem visível a forma como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), lidou com o assunto da falta d’água no Estado: a negação de um problema não faz com que ele desapareça. Não que o governo federal estivesse alheio ao tema, porque alertas têm sido dados internamente. A boa notícia é que resolveram trazer o assunto a público, ainda que ao lançar mão de dizer à população que ela vai pagar a conta e ainda 'precisa colaborar'. 

Apesar da perspectiva de chuva para os próximos dez dias na região, o diagnóstico é de que nunca se viu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais (e região metropolitana de Belo Horizonte, agora sob o comando do PT) seca tão intensa nos últimos 84 anos, disse a ministra depois de reunião no Palácio do Planalto, com outros ministros, para discutir a situação dos reservatórios de água e as previsões de chuva.

Como resposta à situação, o governo prometeu fazer mais parcerias com os estados e criar uma campanha de conscientização para que a população passe a poupar água. Izabella Teixeira defendeu o acompanhamento da crise até o fim do período de chuvas, mas adiantou que o Ministério do Meio Ambiente vai criar uma ação mais “incisiva”, pedindo a colaboração das pessoas.

Ela disse que a reunião é feita semanalmente pelos técnicos do governo, e hoje foi ampliada, com a participação de representantes de sete ministérios, para nivelar a informação do que “está acontecendo”. Além de sua pasta, estiveram presentes os titulares da Casa Civil (Aloizio Mercadante), de Minas e Energia (Eduardo Braga), da Integração Nacional (Gilberto Occhi), do Desenvolvimento Agrário (Patrus Ananias) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Tereza Campello).

“Ano passado estávamos operando abaixo da mínima histórica. Agora nós estamos operando abaixo do ano passado. Está tendo uma vazão afluente muito aquém do que já foi registrado numa série histórica desde 1930”, informou Izabella Teixeira. De acordo com ela, além dos ministérios participaram representantes do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, de órgãos metereorológicos e da Agência Nacional de Águas.

Das análises, foi possível prever um cenário de chuvas nos próximos dias. Existe, segundo ela, “uma sinalização de perspectiva de chuvas", mas, obviamente, tem que ver se isso vai acontecer de fato, qual o volume de água armazenado, e se isso pode melhorar ou não os níveis de abastecimento.

Esse monitoramento dos dados vai continuar, disse ela. O governo também vai apoiar estados e municípios, e acompanhar as demandas deles, já que o abastecimento da população não é competência do governo federal. Segundo Izabella, as parcerias dependem do que os estados vão apresentar como medidas emergenciais e de caráter estruturantes.

Parcerias

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CAI O RITMO DA GERAÇÃO DE EMPREGO NO PAÍS

No Sexta, 23 Janeiro 2015 18:02.

Brasil criou quase 400 mil empregos em 2014

O Brasil registrou 396.993 novas vagas de trabalho com carteira assinada no ano de 2014. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o desempenho corresponde a aumento de 1% em relação ao estoque de empregos em dezembro de 2013.

No entanto, os empregos criados no ano passado representam queda de 64,4% em relação às vagas abertas em 2013 – que somaram 1,1 milhão. O tombo é melhor explicado pelo mês de dezembro, quando a economia brasileira fechou 555.508 vagas com carteira assinada. É o pior desempenho no mercado de trabalho nacional desde 2002.

Para tentar amenizar o impacto da má notícia, o governo também divulgou balanço da geração de vagas formais no quadriênio 2009/2014. Segundo o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o Brasil atingiu a marca de 5,2 milhões de novos empregos gerados no período, um crescimento de 11,97% tomando como base os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e da Rais. Dias disse ainda que 2014 foi um ano atípico, marcado por grandes eventos como a Copa do Mundo e as eleições, que retrai o ânimo dos investidores e abala a confiança dos mercados.  

Os números do Caged informam que os estados que mais geraram empregos foram Santa Catarina, com 53.887 (+2,72%), o Rio de Janeiro, com 53.586 postos (+1,39%) e o Ceará, com 47.372 (+3,98%).

Entre as regiões, o Sudeste teve o melhor desempenho, com 121.689 vagas (+0,56%), seguido do Sul, com 118.795 vagas (+1,62%) e do Nordeste com 99.522 empregos (+1,51%). No Centro-Oeste, o saldo foi positivo em 39.335 (+1,25%) e no Norte em 17.652 vagas (+0,39%). O setor que mais criou empregos foi o de serviços com 476.108, em seguida vem o comércio, com 108.814, e administração pública com 8.257 empregos.

Os setores da agricultura, construção civil e da indústria de transformação fecharam o ano com saldo negativo. Na agricultura, a variação negativa ficou em 370 vagas. A construção civil terminou 2014 com menos 106.476 empregos e indústria de transformação com menos 163.817 postos de trabalho.


[Com Agência Brasil]