TERREMOTO EM ITACARAMBI: 10 ANOS DEPOIS

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Em Tempo Real - Luís Cláudio Guedes

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QUINQUINHA E ARLEN ATOLADOS NA BR-135

No Terça, 12 Dezembro 2017 07:44.

Aliados, prefeito e deputado ‘compram’ causa do asfalto da rodovia e outra vez frustram sonho da população

 Imagens das visitas de Arlen, Quinquinha e satélites a Brasília para reivindicar a retomada das obras...   

... da BR-135 entre Manga e Itacarambi: promessas vazias e o povo na lama

Com a derrocada do petismo no plano federal após o impeachment de Dilma Rousseff, o prefeito de Manga, Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS), e o deputado estadual Arlen Santiago (PTB) se apressaram em assumir a paternidade pelas obras de pavimentação da BR-135 entre Manga e Itacarambi, no extremo Norte de Minas. Arlen é um parlamentar em busca de uma causa desde que os tucanos perderam o mando político em Minas Gerais.

Arlen, que entende pouco de estrada, lama e poeira, porque cruza o Norte de Minas a bordo do seu helicóptero 'Águia Prateada', abraçou a causa da pavimentação da BR-135, no que amarra seu destino nas urnas, pelo menos naquela microrregião de pobreza, sofrimento e crença em promessas inúteis, à realização da obra da rodovia ainda federal - que não veio e dificilmente virá para a fatura eleitoral de 2018.

Ocupou nesse propósito o lugar do seu principal antagonista na política norte mineira, o também deputado estadual Paulo Guedes (PT), que em passado recente tinha seu nome associado à pavimentação da estrada, já concluída entre a divisa com estado da Bahia e Manga. A BR-135 ainda tem como padrinhos os deputados federais Zé Silva (Solidariedade) e Toninho Pinheiro (PP), que acompanharam as comitivas norte-mineiras nas audiências aqui Brasília.

O asfalto da BR-135 serve aos propósitos eleitoreiros de políticos há mais de três décadas. Agora chegou a vez de Arlen e Quinquinha reivindicarem para si o futuro da obra. Santiago se considera o dono do pedaço, porque os municípios de Manga, São João das Missões e Itacarambi, todos no trajeto da estrada que teve suas obras paralisadas durante os governos petistas, são administrados na atual quadra por aliados seus.

Arlen tem influência próxima do zero sobre os destinos da BR-135, já que não é deputado federal, mas, ainda assim, arregimentou lideranças regionais, entre elas o prefeito Quinquinha, para a empreitada de garantir a retomada do asfalto. Ciceroneados pelo deputado federal Toninho Pinheiro (PP), Quinquinha e Arlen estiveram em Brasília em diversas ocasiões ao longo de 2017, em visitas aos gabinetes aqui de Brasília, na tentativa de garantir a liberação da obra da reforma. Obra que, como mostrei aqui, não viria e nem virá pela falta que fazem os R$ 110 milhões necessários à sua continuidade. 

Quinquinha e Arlen abraçaram a bandeira da BR-135 e agora são o endereço da insatisfação dos motoristas que entra ano e sai ano enfrentam a poeira e o barro da travessia entre Manga e Itacarambi. Bastou chover, para que o trecho da estrada ficasse intransitável. O prefeito e o deputado precisam explicar porque a obra não saiu. A paternidade não é bem vista, como mostrou o fracasso da ‘inauguração’ do subrecho da estrada entre Montalvânia e o povoado de Monte Rei, em junho deste ano, quando prefeito e deputado foram recepcionados em uma praça praticamente vazia (aqui).

Desmembramento

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TERREMOTO EM ITACARAMBI: 10 ANOS DEPOIS

No Domingo, 10 Dezembro 2017 16:46.

Vítimas do tremor de terra viram sua vida mudar pouco após tragédia

O repórter Luiz Ribeiro traz à nossa fraca memória o evento que, há 10 anos, assustava o Norte de Minas e o país, pelo ineditismo de suas consequências. O tremor de terra registrado na comunidade rural de Caraíbas, em Itacarambi, no extremo Norte de Minas, marcava a primeira morte registrada por essa causa no Brasil.

Uma criança de apenas cinco anos foi vitimada, enquanto dormia, após a casa em que morava ruir com o impacto dos tremores. Ribeiro desta que o sinistro, vamos chamar assim, apesar de trágico, contribuiu para o avanço dos estudos sobre fenômenos sismológicos no país.

O Norte de Minas, por sinal, passou a ser sobre o tema e motivo de estudos de especialistas, depois que outros casos de tremores de terra foram registrados em Montes Claros após o evento em Itacarambi. A descoberta de que a região pode estar sob uma falha geológica assustou os norte-mineiros.

No caso de Itacarambi, o então governador Aécio Neves (PSDB) visitou a cidade, um ano depois da tragédia para fazer a entrega de 76 casas populares para abrigar as famílias atingidas pelo impacto dos tremores - que teve grande repercussão na imprensa nacional e mesmo fora do país. Depois disso, e para não fugir do velho descaso do poder público no país, o assunto caiu no esquecimento e muito pouco foi feito. As famílias foram cadastradas no programa federal Bolsa e Família e toca suas vidas entre a 'rua' e suas antigas roças. Não há registro de iniciativas oficiais para prevenir novos sismos. 

Imagem: Agências Minas 

Vítimas do terremoto foram transferidas para casas populares nos arredores da cidade

Confira o texto do repórter Luiz Ribeiro, que gentilmente cedeu o material para nossa publicação. Ao final, link para a entrevista que ele fez com o professor-doutor Lucas Vieira Barros, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), que acompanhou o caso de perto:

Há 10 anos, um tremor de terra pela primeira vez provocava morte no país e abalava também as estruturas da sismologia brasileira. Em 9 de dezembro de 2007, o fenômeno de 4,9 graus na Escola Richter, que praticamente devastou a comunidade rural de Caraíbas, no município de Itacarambi (Norte de Minas), matou a menina Jessiquele Oliveira Silva, então com cinco anos, que dormia em casa com a família quando as paredes vieram abaixo. Seis pessoas ficaram feridas, duas delas com traumatismo craniano. Das 77 casas da localidade seis ficaram completamente destruídas e as demais tiveram as estruturas abaladas. Com isso, todas as famílias foram removidas para a área urbana de Itacarambi, a 30 quilômetros, onde passaram a morar em um conjunto habitacional construído pelo governo do estado.

Além da comoção, o tremor de Caraíbas passou a ser considerado um marco na sismologia brasileira. “Foi um acontecimento que, apesar de triste e lamentável, teve reflexos significativos sobre o pensamento das pessoas em geral e de nós, sismólogos. Serviu para mostrar que, diferentemente do que se pensava, a terra pode tremer no Brasil, e com consequências trágicas”, afirma o professor Lucas Vieira Barros, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), responsável pelos estudos sobre o abalo sísmico na comunidade rural, cuja causa foi uma falha geológica existente na região. “Foi um aviso de que deveríamos intensificar os estudos e investigações sobre o potencial dos sismos brasileiros”, acrescenta.

O especialista salienta que, passada uma década, a ciência avançou em relação aos sismos no país. “Cresceu muito nosso conhecimento sobre as ocorrências sísmicas, no espaço e no tempo, embora ainda seja pouco entendida a sismicidade do interior continental estável, como é o caso do Brasil”, afirma. Mas Lucas Barros destaca que os tremores continuam imprevisíveis. “Os sismos brasileiros podem ser traiçoeiros. Podem acontecer em qualquer lugar, sem nenhum sinal. Caraíbas/Itacarambi foi um caso desses. Naquela vila, que era habitada havia mais de um século, ninguém nunca havia ouvido falar sobre tremores de terra”, exemplifica.

O especialista da UnB lembra que Minas Gerais é um “estado sísmico”. Foi a unidade da federação com maior registros de tremor de terra no ano passado, conforme estudo da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), na qual foi criado um núcleo de sismologia e uma rede sismográfica, em parceria com a UnB. Com esses equipamentos são monitorados os abalos no Norte de Minas, inclusive na própria cidade de Montes Claros, onde também há uma falha geológica, segundo estudos da própria UnB e do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

Famílias ainda sofrem dificuldades

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MILITÂNCIA DO PSDB VAIA AÉCIO

No Sábado, 09 Dezembro 2017 16:24.

O senador bon vivant Aécio Neves (PSDB), o mais carioca entre todos que nasceram em Minas, conta com os votos do eleitor mineiro para garantir uma vaga na sombra da maré mansa do foro privilegiado após 2019. Mas a vida de Aécio não anda fácil. Até mesmo a militância do PSDB joga pedra nessa Geni que envergonha todo cidadão de bem deste pobre e infeliz país desde que vieram à luz do sol seu convescote com o dono da Friboi.

Ex-presidente do PSDB, Aécio Neves foi vaiado ao chegar ao hotel aqui em Brasília onde o partido realizou, neste sábado, sua convenção nacional para eleger o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como presidente da sigla. Aécio chegou a levar uma claque, formada por membros do PSDB Jovem em Minas, mas nem isso impediu o constrangimento no ninho tucano.

O neto de Tancredo não subiu à mesa de honra da convenção, não discursou e saiu de fininho poucos minutos após deixar seu voto de convencional na urna. Ainda a tempo de dar entrevistas com pose de estadista, algo que ficou patente que ele nunca foi e, tudo indica, nunca será.

Nos próximos 10 meses, Aecinho vai tentar um retorno a Minas, onde alegará a inocência em que ninguém mais acredita. Será reeleito, decerto, mas não é sombra do que imagina ter sido - quando quebrou o caixa em Minas, com o discurso enganador de que fazia um choque de gestão.

O que se viu hoje em Brasília é que nem os tucanos aguentam mais Aécio, em boa medida o responsável pela total falta de rumos do partido. É de dar pena e asco. Mas o senador conta com os mineiros para livrá-lo de um juiz de primeira instância e do risco passar uma temporada atrás das grades.  

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SE COBRIR VIRA CIRCO...

No Sexta, 08 Dezembro 2017 13:51.

Pareceu fora de propósito zum zum-zum em torno da renúncia à vida pública do deputado-palhaço Tiririca. Ele não renunciou ao mandato, como muitos entenderam. Embora me inclua entre os simpáticos à ideia de que a democracia deva comportar certas bizarrices, como é o caso da atuação parlamentar de figuras como o próprio Tiririca, o ex-jogador Romário, o cantor Sérgio Reis, e tantos outros personagens de origem midiática, penso que a passagem, quase sempre obscura, dessa turma pelos corredores do Congresso Nacional é um desserviço ao país.

O leitor sempre pode argumentar que melhor um Tiririca com sua alma de pureza circense do que o comboio de bandidos em busca de foro privilegiado que abarrotam os corredores do Congresso. Vale como tese, mas receio que não é pedir muito que o eleito tenha contribuição a dar ao país. A despedida em tom indignado do deputado Tiririca soou falsa aos meus ouvidos sempre desconfiados. Após 7 anos de parlamento, não dá para o cara se apresentar como a virgem no puteiro.

A passagem do deputado-palhaço pelo parlamento só não foi de todo apagada porque ele apresentou projeto em que buscava incluir a atividade circense entre os setores beneficiados pelo amparo da Lei Rouanet, de incentivo à cultura. Pleito justo, em um país sempre vergonhoso em todos os aspectos, mas também por entregar renúncia fiscal para grandes empresas – bancos incluídos - se autopromoverem como mecenas da cultura, para não falar do patrocínio oficial a shows de astros do show business internacional, com preço médio de ingresso na casa de R$ 1 mil.

No mais, Tiririca subiu à tribuna uma única vez, justamente na despedida, para dizer que deixa a política de ‘cabeça erguida’. Antes, já tinha insinuado em entrevista ao SBT que recebeu proposta pouco republicana para livrar Temer das duas denúncias de corrupção. Tiririca deixa o parlamente de estômago embrulhado, mas ficou a dever atitude mais corajosa de denunciar o que viu por lá.

Pelo menos, não nesse tom generalista que adotou nas suas falas recentes. Mas o Congresso é maios ou menos o que cantou Benito Di Paula em dias melhores sobre o Brasil. “Se cobrir, vira circo, se cercar, vira cadeia/ Essa vida é um trapézio, preso na cumeeira’. Tiririca não volta na próxima Legislatura. Falta não fará. O país já sai no lucro se a sua vaga não cair em mãos de gente muito mais perigosa que o palhaço arrependido de ter buscado outros picadeiros.

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PROJETO PARA A BR-479

No Sexta, 08 Dezembro 2017 08:18.

O governador Fernando Pimentel deve anunciar nesta sexta-feira, durante as solenidades de comemoração do Dias dos Gerais, em Matias Cardoso, no extremo norte do Estado, a autorização para que o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG) faça a licitação para o projeto-base da pavimentação do trecho da BR-479 entre Januária e Chapada Gaúcha.

Reivindicada por políticos e entidades da região desde a primeira visita do governador à microrregião de Januária, em 2015, a obra é considerada uma espécie de redenção da região, por facilitar o acesso rápido a grandes centros consumidores como a capital federal, Goiânia e Anápolis.

O trecho tem extensão de 163 quilômetros e deve custar cerca de R$ 300 milhões aos cofres estaduais. Dinheiro que o governador não tem, mas ainda assim avalia que ganha pontos com o eleitor da região ao autorizar a elaboração do projeto.