NA DEFESA, QUINQUINHA PARTE PARA O ATAQUE

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OUTRA OPINIAO

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PERDOAI-OS, MESMO SABENDO O QUE QUEREM

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O JUS SPERNEANDI DE QUINQUINHA

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IMPROBIDADES RECORRENTES 2

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QUINQUINHA TEM DUAS NOVAS CONDENAÇÕES POR IMPROBIDADE

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Em Tempo Real - Luís Cláudio Guedes

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ARRUDA CONDENADO NA RUA DA AMARGURA

No Domingo, 05 Novembro 2017 10:59.

Ex-prefeito de Januária vai recorrer contra 'excessos' da sentença que o condenou a 9,5 anos de prisão

Saiu dos teclados da juíza Bárbara Lívio, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Januária, no extremo Norte de Minas, na última terça-feira (31/10), a primeira condenação contra o ex-prefeito Maurílio Arruda (2009/2012) e mais quatro réus investigados na operação Rua da Amargura, que investigou supostos desvios na aplicação de mais de R$ 1 milhão em obras de pavimentação e drenagem de ruas em Januária durante seu mandato.

Em sentença de 99 páginas, a ser publicada na terça-feira (07/11), a magistrada condena Maurílio Arruda a nove anos e cinco meses de prisão em regime fechado, com base em denúncia de irregularidades em quatro processos licitatórios do ano de 2012, o último da sua gestão à frente da Prefeitura de Januária.

Preso desde o início do mês de agosto deste ano, após ser considerado fugitivo, o ex-prefeito Arruda recebeu a notícia da condenação em um leito do Hospital Prontosocor, em Montes Claros, onde foi internado na semana passada após passar por exames de rotina, que detectou complicações na próstata e ureter.

A juíza negou a Arruda o direito de recorrer em liberdade com o argumento de que ele perdeu o direito a esse tipo de benefício após a fuga espetacular de uma viatura da Polícia Federal, em setembro de 2016, quando era transferido da cidade de Januária, onde foi preso, para o presídio regional de Montes Claros.

Bárbara Lívio manteve a prisão preventiva do ex-prefeito, com a alegação de que é preciso manter a 'cautelaridade', em razão da sua evasão em prisão anterior, especialmente agora que ele foi condenado em primeira instância.

A fuga de Arruda ganhou proporção de escândalo porque, ao ser preso, ele estava em plena campanha na tentativa de se eleger a um segundo mandato a prefeito de Januária. A despeito da prisão e de ter sua imagem veiculada massivamente na imprensa e em redes sociais, o ex-prefeito ficou em terceiro lugar na disputa, com 17% dos votos válidos.

Além do ex-prefeito Maurílio Arruda, que recebeu uma pena dura em relação aos demais envolvidos, foram condenados no mesmo processo o ex-secretário de Educação Alexandre de Sá Rego, o empresário e dono da empresa A.F Construtora Ltda., Fabiano Ferreira Durães,que seria o responsável pela lavagem dos recursos desviados no esquema, além dos servidores públicos Wilton Teixeira Santos e Guilherme Rocha de Magalhães e o fiscal de obras Pedro Alcântara Figueiredo.

A juíza concedeu presente de Natal antecipado na dosimetria das penas aos demais réus, que tiveram suas penas transformadas em medidas restritivas de liberdade, com a prestação de serviços comunitários a entidade determinada pela Justiça, além de multa pecuniária não superior ao valor de 10 salários mínimos. Pesou o fato de terem colaborado com a Justiça e serem réus primários. O mesmo não valeu para Arruda, apontado pelo Ministério Público como chefe da quadrilha.

Os réus foram acusados pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais por suposta participação em organização criminosa que teria agido durante todo o mandato do ex-prefeito Maurílio Arruda para a prática de fraudes contra a administração pública, especialmente por obstruírem a competitividade em processos de licitações supostamente viciados com a apresentação de garantias falsas.

O Ministério Público pedia a devolução de R$ 2 milhões aos cofres públicos do município de Januária, mas a magistrada entendeu que os prejuízos teriam se limitado a R$ 145 mil, por obras pagas, mas não realizadas pela A.F Construtora, em serviços de drenagem pluvial e pavimentação com paralelepípedos da Avenida Brasil.

Segundo a denúncia, esses valores foram repassados ao empresário Fabiano Durães, com base em laudos de medição de serviços falsos. O dinheiro teria sido devolvido para o então secretário Alexandre Rego, para uso na campanha de reeleição do prefeito Maurílio Arruda. Que, por sinal, perdeu a eleição.

O outro lado: 'Confio em Deus e na Justiça"

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QUINQUINHA TENTA ADIAR INVESTIGAÇÃO

No Quinta, 02 Novembro 2017 16:40.

Sem voto na Câmara, prefeito de Manga apela a chicana para adiar rito da comissão processante em acusação de improbidade

[ATUALIZADO] - Antes de perder o mandato, ha 10 anos, quando foi cassado pela Câmara de Vereadores de Manga, o ex-prefeito Humberto Salles (de óculos, na foto ao lado)  desdenhou da investigação em que a Casa vasculhava seus recibos da (não) prestação de contas de convênio assinado com o governo estadual para a área da saúde.

Salles adiou o quanto foi possível o momento definitivo em que teria que assinar a notificação em que dava ciência de que era alvo de processo na Casa do Povo. Inventou viagens, se exilou em Belo Horizonte e na Fazenda Jatobá, até ser finalmente localizado por um emissário da comissão processante. Ante o inevitável, fez pouco caso. Um erro crucial.

O ex-prefeito estava em um desses cafés de beira de estrada, numa viagem entre Manga e a capital dos mineiros, quando finalmente foi localizado. Reza a lenda que teria dito ao então vereador Alessandro Roger Almeida que temia mais os efeitos de um salgado, que levava à boca no momento da abordagem, do que perder o cargo por conta da ação dos vereadores daquela quadra.

Fora da política desde então, Humberto Salles é dono de curto e desairoso verbete na enciclopédia online Wikipédia. Vice-prefeito de então, Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS), o Joaquim de Oliveira Sá Filho, abraçado a Salles na foto lá do alto, teria agido na surdina para apear o titular do cargo. Depois, foi só partir para o abraço: abocanhou o cargo no que restava daquele mandato e depois se elegeu prefeito para dois novos mandatos - um deles o atual, em que se mantém na cadeira, embora sub judice, após acumular o status de cassado em três sentenças judiciais.

O tempo passa e a Lusitana roda. Dez anos depois após 'herdar' o cargo de Humberto, é o mesmo Quinquinha que enfrenta agora os efeitos de nova investigação por improbidade administrativa no âmbito do Legislativo local. O atual prefeito é acusado de irregularidades recorrentes na contratação do escritório Menezes Consultores e Advogados Associados, de Montes Claros, que deve receber do município de Manga o valor de R$ 66 mil até o final do ano, a título de prestação de assessoria jurídica e outras avenças pelo prazo de nove meses.

Quinquinha é investigado pela Câmara de Manga em razão do contrato com dispensa de licitação com a empresa Menezes & Associados, considerado irregular e motivo de duas das três condenações a perda do mandato que acumula ao longo deste ano, em sentenças publicadas em julho deste ano, com a assinatura do juiz titular da 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Manga, João Carneiro Duarte Neto.

Além da perda do mandato, o magistrado determinou ainda a perda dos direitos políticos de Quinquinha pelo prazo de 10 anos e ao pagamento de duas multas de multa civis, uma delas fixada em 50% do patamar de 25 vezes a média do valor bruto da remuneração recebida por ele durante o período que atuou como gestor do município, nos cargos de vice-prefeito e prefeito de Manga, entre janeiro de 2008 a dezembro 2012.

Quinquinha contesta até numeração de página...

Ao contrário do seu ex-aliado Humberto Salles, o atual prefeito de Manga não chegou a dizer que teme mais a indigestão de um salgadinho do que ser cassado pelos atuais vereadores quando foi notificado, há três semanas, por um funcionário da Câmara. Ele é mais sutil. Preferiu adotar o estratagema da procrastinação e de chicanas jurídicas que beiram o ridículo, desde a instalação da comissão processante, há um mês. São filigranas que não têm o efeito de uma coxinha mal dormida, mas o objetivo é o mesmo.

Comandada pelo advogado Fábio Oliva, a estratégia do prefeito, triplamente condenado por improbidade, consiste em atrasar ao máximo o andamento processual da comissão processante, que tem 90 dias para produzir o relatório final que vai indicar a cassação do seu mandato ou arquivar a denúncia. Os advogados de Quinquinha têm se esforçado no mister artificioso. Reclamaram da falta de numeração em um dos documentos que embasam a investigação: a sentença do juiz João Carneiro Neto com a dupla cassação do mandato de Quinquinha. Documento público, sob o qual não paira nenhuma dúvida.

Pediram vistas aqui e acolá para contestar a falta de rubrica dos membros da comissão em algumas folhas do processo e, por fim, pediram para que o presidente da CP, o vereador Bento Ferreira Gonçalves (PR), invalidasse a primeira notificação assinada por Quinquinha, há quase três semanas - quanto oficialmente tomou conhecimento da investigação e foi citado sobre o prazo para sua defesa.

Após ouvir a assessoria jurídica da Câmara, a comissão processante concordou em fazer nova notificação ao prefeito, que ganha o prazo de mais três semanas para pensar em novas chicanas. A comissão processante atendeu aos queixumes dos advogados do prefeito para evitar que ele recorra ao Judiciário com a alegação de cerceamento de defesa nas fases posteriores do processo. Quinquinha foi novamente notificado na última terça-feira (31) e agora deve apresentar sua defesa no prazo de 15 dias. 

O site apurou que o prefeito teria enviado pedidos de socorro a pelo menos três vereadores (preservo os nomes desses parlamentares, por enquanto, para evitar o desgaste que teriam junto ao eleitorado - além de que as 'estórias' que se ouve por aí podem não corresponder aos fatos) da maioria oposicionista na Câmara. Tenta reverter pelo um voto dos seis que podem lhe podar o mandato em três anos. Até aqui, segundo consta, a estratégia deu em águas de barrela. Deu em nada, foi em vão - como parece demonstrar a tática desesperada de tentar barrar o avanço do calendário da comissão processante e o dia em que terá que, finalmente, enfrentar o plenário da Casa.

O objetivo de Quinquinha é adiar o julgamento da comissão processante ao máximo, quem sabe até o início do recesso legislativo, daqui a um mês. O plano é esfriar a investigação, que de resto já anda bem fria (daqui a pouco explico) e jogar o assunto para fevereiro do próximo ano. Quinquinha ganha tempo no cargo, não se sabe exatamente para quê, já que comanda uma das administrações mais medíocres que o município já teve.

Descrença

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O PASSADO É ROUPA QUE JÁ NÃO CABE MAIS

No Domingo, 29 Outubro 2017 11:11.

Com o pé na estrada, Lula se faz de mito e vende sonhos antigos que o PT ajudou a destruir

"Você não sente nem vê/ Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo / Que uma nova mudança em breve vai acontecer / E o que há algum tempo era jovem novo / Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer"

Belchior

A peregrinação do ex-presidente Lula por Minas Gerais não foi o fracasso retumbante como propõe alguns veículos da grande imprensa, muitos a soldo do PMDB - e sabe-se lá de quem mais -, mas também não foi o sucesso de público que o petismo faz crer nas redes sociais. Em suas andanças, Lula chegou a ser hostilizado por manifestantes ligados a Jair Bolsonaro - a nova face do exército de militontos despolitizados o bastante para dar a um deputado brasileiro o status de mito. O que não cai bem a um deputado brasileiro, pelos motivos sabidos, e, de resto, é prova cabal de provincianismo terceiro-mundista e bestialização do debate.

Políticos devem ser tratados como funcionários públicos que são, a exemplo do que se faz em sociedades ditas desenvolvidas - em muitos países eles andam de trem e metrô e evitam sugar o suor de quem paga impostos. Misturar mitologia com política não deu certo com Lula e tampouco dará com Bolsonaro. Os estragos ficam e aqui fecho o parênteses.

A caravana pelas Minas e Gerais, de certa forma colocou Lula em seu devido lugar. Líder disparado nas pesquisas para presidente da República no ano que vem, mas sem ter certeza de que terá condições jurídicas para registrar sua candidatura, seria inevitável não atrair audiência e alguma plateia por onde passa. Nem de longe, contudo, conserva a áurea de mito da política brasileira, dono de tirocínio e cálculo político invejáveis. Para o bem da Nação, os mitos também envelhecem (A esse respeito sugiro voltarem ao meu artigo 'Lula, a crise e o retrato de Dorian Gray') .

Aos 72 anos, o ex-presidente exibe vigor físico para maratonas políticas como a desta semana, mas sua voz e seu discurso traem sempre o mais do mesmo. Quem acompanhou a política entre os anos 1970 e 1990 do século passado não pode deixar escapar nas falas de Lula certo ranço de mercadoria estragada e o déjà-vu de velhas utopias, que o PT plantou em muitos dos que amávamos a revolução, mas que depois contribuiu para sepultá-las nesse protagonismo de mais de 30 anos na vida política brasileira.

Lula até tenta reaplicar sua antiga habilidade de mercador de esperanças, mas claramente há algo fora do tempo e espaço. Que futuro o país pode ter com Lula na Presidência depois das barbeiragens que marcaram os quatro mandatos petistas? Com quais forças ele governaria após o partido sair escorraçado do Planalto com o impeachment de Dilma Rousseff e toda sorte de bandalheiras que se descobriu após subir o tapete dos seus governos?


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A MORTE E A MORTE (POLÍTICA) DE LULA DA SILVA


A combinação de fatores internos e externos que fizeram dos anos Lula no governo um tempo de fartura chegaram a termo com o desastre da gestão Dilma Roussef. Por sinal, foi aquela conjuntura favorável que ainda serve ao que restou de discurso para Lula justificar eventual tentativa de retorno ao cargo.

Mas há outras faturas a considerar. Contas públicas arrebentadas, bancos oficiais e empresas públicas quebradas, inflação e desemprego nas alturas e um país sem rumo, além de passar o país para as mãos da quadrilha que aí está compõe o legado de Lula e Dilma ao país.

Não fosse Dilma o fracasso que sabemos, os larápios do PMDB jamais teriam coragem de tomar o poder naquela armação parlamentar que o lulo-petismo chegou acusar como golpe. Ora, o PMDB e seus satélites, PSDB à frente, se arvoraram à tomada do poder porque sabiam estar diante de uma presidente inepta na política e desastrada na gestão da coisa pública.

O que Lula pode fazer para apagar esse passado, do qual, nunca é demais lembrar, tem boa parte da responsabilidade, pois sabidamente parcela das dificuldades de Dilma já estavam lá quando ela chegou ao Palácio do Planalto, como herança maldita jamais assumida dos anos de demagogia do seu padrinho político e inventor na Presidência. São fatos, mas sobre eles Lula evita fazer o necessário mea-culpa.

Recepcionado por onde passa por militância catequizada e sem nenhum senso crítico a respeito do fracasso da experiência petista no poder, Lula é pura repetição quando investe nos proselitismos para cada ocasião. Em Minas, voltou a se comparar a Tiradentes para dizer que não cabe em si mesmo, no seu corpo finito de 72 anos, e propõe ser uma ideia a se eternizar no coração de milhares de brasileiros donos a seu ver, da verdadeira consciência política.

Bate na tecla de que, não fosse ele, milhões de brasileiros não teriam comida e direito a cursar uma faculdade, que é odiado por tirar a filha da empregada da senzala e por ai vai. Sim, seu governo foi responsável por boas políticas públicas, mas também ceifou banqueiros e empresários bandidos, com quem manteve relações pouco convencionais. Dessa responsabilidade, que motiva os muitos processos a que responde, ele tergiversa com o argumento de sofre perseguição política.

Panelas surradas 

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EM CRISE, HOSPITAL DE MANGA TERÁ ELEIÇÃO

No Quarta, 25 Outubro 2017 08:13.

Tradicional alvo de disputa entre grupos políticos locais, controle da unidade deve voltar para o município

 Troca de comando: parte da fachada do prédio do Hospital de Manga, que terá eleição em novembro

O cargo de presidente da Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo, a entidade filantrópica mantenedora do único hospital do município de Manga, no extremo Norte de Minas, não é remunerado. Ainda assim, tem sido objeto de disputa entre as forças politicas locais, que sempre se digladiaram para ter o controle da unidade de saúde - de grande potencial estratégico no atendimento da população de pelo menos seis municípios da microrregião de Manga.

A eleição para a troca de comando na Fundação Hospitalar está marcada para a quinta-feira (30/11). Ao todo, estarão em disputa 11 posições de comando distribuídas entre os conselhos Diretor e Fiscal da entidade. O colegiado votante é formado por indicados da secção local da Ordem dos Advogados do Brasil, sindicatos dos Trabalhadores Rurais e Produtores Rurais, Loja Maçônica, Câmara dos Diretores Lojistas, igrejas Católica e Batista, além de outras entidades da sociedade civil local e da própria Fundação Hospitalar, que tem direito a um voto na eleição.

A Prefeitura de Manga tem a prerrogativa de indicar dois delegados à votação (os secretários de Saúde e Educação) e, tudo leva a crer, vai fazer uso dessa vantagem na tentativa de retomar o controle do hospital. O site apurou que o município já tem pelo menos três nomes de plantão para entrar na disputa, com a confirmação da chapa aguardada para os próximas dias.

Um deles vem a ser o secretário de Governo, Henrique Fraga, que traz no currículo passagem não bem-sucedida por outra entidade cara à população local: a Fundação Educacional Manguense, que praticamente foi à breca após o longo mandarinato de Fraga por lá. O prefeito ainda tem na manga do colete o nome de Paulo Roberto Nunes, o Paulo Credireal, outro agregado fiel à atual administração e nome de sua confiança para administrar o hospital.

Corre por fora ainda, e com menor chance, a técnica do Judiciário Alberice Amaro Belém, que poderia representar opção mais neutra por não estar subordinada por indicação política ao projeto de poder do prefeito Quinquinha, embora fosse apoiada por ele na hipótese de entrar na disputa. Disputa por um cargo não remunerado e de dedicação quase exclusiva, porque os pepinos do hospital não respeitam horários convencionais nem domingos e feriados.

O candidato oficial deve encontrar resistência na disputa, mas ela não virá da atual oposição - que dá claro sinais de que pretende se mantar distante da quase impossível missão de administrar o hospital. Outro nome que também se apresentou como pré-candidato foi o empresário Mauro Ramos, dono da única empresa de venda de banda de internet na cidade. Ramos tinha sido, até o final da terça-feira (24), o único nome a ensaiar confirmação de chapa.

Outra candidatura que tem potencial para incomodar muito o prefeito de Quinquinha de Quinca de Otílio é o do padre Gilberto Pereira de Souza, atualmente lotado no vizinho município de Miravânia, mas que já passou pela Paróquia de Nossa Senhora Aparecida. Gilberto comandou a Fundação Hospitalar entre 2009 e 2014 e travou uma ranhenta disputa com o agora novamente prefeito pelo comando da entidade. Quinquinha chegou a se queixar ao bispo da Diocese de Januária, dom José Moreira da Silva, a quem pediu para pressionar o padre Gilberto a deixar a presidência do Fundação em turbulenta troca de acusações durante o ano de 2012. Por esse histórico tumultuado, é pouco provável que o padre entre na disputa - até porque a distância entre as duas cidades seria empecilho ao seu eventual mandato.

Criada em 1974 como alternativa de atendimento médico hospitalar à população rural do município, que, àquela altura, ainda não tinha os benefícios da seguridade social implementados pela Constituição Cidadã de 1988, a Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo está tecnicamente falida. A pergunta que não pode calar é esta: por que tanta gente se dispõe a brigar por uma função que só traz dor de cabeça e zero remuneração? Dúvida pertinente.

A resposta é simples: o cargo de diretor-presidente do único hospital da cidade concede ao seu detenter um poder político considerável sobre decisões administrativas que impactam diretamente na vida da população de pelo menos cinco municípios da microrregião de Manga.

O ainda presidente da Fundação Hospitalar é o advogado Ulisses Ribeiro Sales, ligado à oposição política do turno e sob o campo de influência do deputado estadual Paulo Guedes (PT). Ulisses Sales já manifestou publicamente que não pretende ser reconduzido ao cargo. Tampouco o deputado pediu que tentasse a reeleição, mas preocupado que está com os destinos na política e as andanças do ex-presidente Lula, que nesta semana passa por Minas Gerais e faz escala em Montes Claros.

Ulisses quer deixar o cargo, entre outro motivos, porque diz ter enfrentado ao longo deste ano pressões do atual prefeito do município, Joaquim Oliveira Filho, o Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS), que teria adotado uma estratégia para estrangular a já mais que estrangulada situação financeira da Fundação Hospitalar de Amaro ao Homem do Campo no seu primeiro ano do atual mandato.

O município se limitou a fazer apenas os repasses legais para a instituição e só mais recentemente, e a muito custo, teria concordado em fazer um repasse extra de R$ 20 mil para evitar que a unidade suspendesse o atendimento e pudesse garantir os protocolos mínimos para não entrar na lista negra da vigilância sanitária.

Dívida milionária

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PAÍS VAI VIRAR A PÁGINA LULA DE SUA HISTÓRIA

No Domingo, 22 Outubro 2017 13:25.

Ex-presidente precisa voltar à cena eleitoral para explicar o fracasso dos governos petistas em melhorar o país

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Minas Gerais nesta segunda-feira (23) para o giro local da caravana 'Lula pelo Brasil'. Serão sete dias na estrada, com início por Ipatinga, cidade que o petismo considera como um dos seus berços no país. Na sexta-feira (27), dia do seu aniversáro de 72 aos, Lula chega a Montes Claros, após visita a Salinas, onde faz uma das duas visitas a campi do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, rede de escolas criada em seu governo.

Salinas, como se sabe, é o berço da mais apreciada cachaça do Brasil, a Havana, o que pode ter pesado na decisão do ex-presidente em dar uma esticadinha até lá. Lula passa por Salinas na véspera do seu natalício, quando será muito festejado, sem dúvida. Além de renovar seu já não pequeno estoque da séries especiais do melhor produtor do lugar.

Lula participa de pelo menos 12 atos públicos durante a caravana, que termina em Belo Horizonte, na segunda-feira (30). Ali, o ex-presidente planeja se encontrar com prefeitos mineiros para, em seguida, fechar a maratona de viagens com ato na Praça da Estação.

E o que Lula tem a dizer aos mineiros? Vai reafirmar sua condição de vítima de uma perseguição implacável por parte de inimigos nunca nominados, mas certamente o juiz Sérgio Mouro e a imprensa golpista, além de repetir o que chama de grandes números do seus dois governos (2003/2010), em que constam, no plano estadual, a criação de três universidades em Minas e 16 campi universitários em regiões até então esquecidas por sucessivos governos (o que é verdade), além de 43 novas escolas técnicas em Minas Gerais (o que é um engodo, pois muitas delas, ficaram pelo meio de caminho, como é o caso da unidade em Manga e outros municípios da região).

Bolsa Família, ProUni, Farmácia Popular e outros programas da era petista também são lembrados no palanque lulista, oportunidade em que acusa o "desmonte dos programas e políticas públicas de desenvolvimento e inclusão social pelo governo golpista [de Michel Temer] em um ano e meio". O que Lula nunca diz é o 'governo golpista' de Michel Temer e seus quadrilheiros, responsável pelo desmonte de direitos do povo, é, de longe, a pior herança que o PT legou ao país, junto com a ex-presidente Dilma Rousseff, a piloto do Titanic Brasil na direção da maior recessão da sua história.

Sem Dilma, o PMDB não teria chegado ao mando do país para se apresentar, quanta ironia!, como o garantista da reversão dessa fase triste que o pais começa a superar, ainda que à custa de muito sacrifício justamente para o público cliente do lulo-petismo, começa a ser revertida.

O retorno do PT à Presidência será o grande divisor de águas daquela que promete ser a mais tensa eleição no país desde a redemocratização, há pouco mais de 30 anos - período em que o lulo-petismo se confundiu com a vida política do país. É preciso reconhecer que ninguém teria resistido ao ataque diário por parte de um mídia raivosa como aconteceu a Lula. O paralelo possível seria o ex-presidente Juscelino Kubitschek, mas aqueles eram outros tempos, quando não existiam internet nem a máquina de moer biografias surgida com as redes sociais.

Defendo a tese de que não deve ser negado a Lula o direito de participar da próxima sucessão presidencial. Não apenas pela sua condição de líder inconteste de toda e qualquer pesquisa, mas, entre tantos outros motivos, em razão da permanência de Michel Temer no cargo após tudo que sabemos, o que neutraliza qualquer prurido que se pudesse ter em relação ao impedimento de quem quer seja de se submeter à vontade popular pela via democrática do voto.

O PT já anunciou sua estratégia para garantir ao ex-presidente o registro de candidatura, a despeito da condenação a 9,5 anos de prisão da lavra do juiz Sérgio Mouro e da provável confirmação da sentença pela segunda instância no tribunal regional de Porto Alegre. Caberá ao Tribunal Superior Eleitoral a prerrogativa para impugnar ou não o nome de Lula, mas isso em situação limite. Ora, Lula é o fiel da balança das eleições do próximo ano. Com ele em cena, o jogo toma determinada configuração, com espaço para anti-lulistas como João Dória e Jair Bolsonaro. Sem Lula, muda tudo. O que mostra a centralidade do seu nome no jogo político brasileiro. Lula precisa participar da disputa. Se vai ganhar e, em caso de vitória, consegue governar é outra história.        

Restolho ético e moral