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OUTRA DO SACO DE MALDADES

No 15 Janeiro 2015.

Caixa aumenta taxas do financiamento para compra da casa própria com recurso da poupança

Um balde de gelo no setor imobiliário, que ainda não conseguiu assimilar direito a reversão de forte alta nos preços dos imóveis ao longo da última década. A Caixa Econômica Federal divulgou nesta quinta-feira (15) novas taxas para financiamentos imobiliários com juros da poupança. Foi o último banco a reajustar as lina de financiamento imobiliário, mas a decisão tem forte impacto no mercado porque a instituição é dona de cerca de 70% do crédito para o setor, o que inclui empréstimos às pessoas físicas e para empresas, o chamado crédito à produção.

O ajuste nos juros para operações contratadas por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) passa a valer a partir da próxima segunda-feira (19). A justificativa foi o aumento na taxa Selic (juros básicos da economia), que subiu nos últimos meses e está em 11,75% ao ano.

O governo deixa a conta da aquisição da casa própria bem mais salgada para a classe média, mas mantém os subsídios, inclusive via juros para os financiamentos habitacionais contratados com recursos do Programa “Minha Casa Minha Vida” e do FGTS, que não serão corrigidos. Pelo menos por enquanto.

De acordo com a Caixa, os mutuários que já assinaram contrato não terão mudança. No Sistema Financeiro Habitacional (SFH), apenas a taxa para quem não é correntista da Caixa não mudou, sendo mantida em 9,15% ao ano. Para os correntistas do banco, os juros subirão de 8,75% para 9% ao ano. Os mutuários com conta na Caixa e que recebem salário por meio do banco passarão a pagar 8,7% ao ano de juros, em vez de 8,25% ao ano.

O SFH financia até 90% de imóveis de até R$ 650 mil. Em São Paulo, no Rio de Janeiro, Distrito Federal e em Minas Gerais, o valor máximo de avaliação do imóvel corresponde a R$ 750 mil. As linhas do SFH tem custo efetivo máximo limitado a 12% ao ano. O custo efetivo máximo engloba juros e impostos sobre a linha de crédito, mas exclui gastos com seguros e taxas de administração.

Aumento maior para o SFI

No Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que segue regras de mercado e não tem limite de valor para os imóveis, a taxa para quem não tem relacionamento com a Caixa subirá de 9,2% ao ano para 11% ao ano. Para os correntistas do banco, os juros passarão de 9,1% ao ano para 10,7% ao ano. Quem tem conta no banco e recebe salário pela Caixa passará a pagar 10,5% ao ano de juros, em vez de 9% ao ano.

Para os servidores públicos, a taxa aumentará de 8,6% para 8,7% ao ano para os correntistas. Para os servidores com conta na Caixa e que recebem salário pelo banco, os juros passarão de 8% para 8,5% ao ano.

No caso dos servidores públicos, os juros também subirão de 9% ao ano para 10,5% ao ano. Para servidores com conta na Caixa e que recebem salário pelo banco, os juros saltarão de 8,8% ao ano para 10,2% ao ano.

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