Política

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MOVIMENTOS PARA 2016

No 16 Março 2015.

Maurício Magalhães avalia como ‘difícil’, mas não descarta aliança com o PT em Manga

Para quem avalia que outubro de 2016 é um incerto lugar no futuro, melhor prestar atenção às movimentações dos políticos com interesse na disputa municipal que começa daqui a pouco mais de um ano. Um dos nomes cotados para disputar a sucessão do prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), o ex-vereador Maurício Magalhães, o Cabeção (PR), nega que tenha firmado acordo de boa convivência com o petismo com vistas a uma possível aliança na disputa municipal do ano que vem. “Essa informação é 100% mentirosa”, irrita-se Magalhães, que, entretanto, não descarta totalmente a possibilidade.

Ele avalia que um acordo nessa direção dependeria de duas situações: uma delas, o desempenho da atual administração. “O Anastácio até então não mostrou a que veio", ele diz. A outra, a concordância dos correligionários do seu grupo político. Maurício reafirma sua “firme intenção” em sair candidato a prefeito em 2016, mas ressalta que sempre estará aberto a possíveis alianças, desde que isso não comprometa o desempenho de um eventual governo. “Até agora só vi mudar os nomes dos prefeitos, mas a forma de administrar permanece sempre a mesma”, ele critica.

Sem unanimidade...

Nos bastidores locais, há especulações de que o entorno do secretário estadual Paulo Guedes (PT) estuda a viabilidade da composição com o grupo de Maurício, que inclui o médico e ex-vice-prefeito José Cecyvaldo Ribeiro, além do vereador Eziquel Castilho (PT). Essa aliança poderia ser a saída para enfrentar uma eventual liderança nas pesquisas eleitorais favoráveis ao ex-prefeito Quinquinha Oliveira (PTdoB).

A aliança com Cabeção, no entanto, não é unanimidade no grupo político do deputado estadual licenciado Paulo Guedes. Companheiro de primeira hora do petista, o ex-prefeito Humberto Sales (PSB) ainda não convive bem com a ideia de se juntar com Maurício Magalhães, o principal carrasco do processo que culminou com a cassação do seu mandato em 2007.

Magalhães, por seu lado, ironiza a possibilidade de Quinquinha ser o nome preferido do eleitor manguense. "Não consigo vizualizar, em nenhuma hipótese a chance de Quinquinha voltar por cima. Se depender desse cenário, minha aliança com o PT jamais vai acontecer", ele diz. 

Na lógica que move as campanhas políticas, o maior número de candidaturas sempre favorece ao candidato da situação – porque pulveriza o potencial eleitoral das oposições. No caso de Manga, o que se avalia é que a aliança entre o petismo e o grupo vinculado ao médico Cecyvaldo Ribeiro pode ganhar status de imbatível – a despeito dos habituais candidatos-marmotas de sempre, que a cada quatro anos entram em cena só para fazer figuração.

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