Política

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TEMPORADA DE OCUPAÇÃO V

No Sábado, 17 Janeiro 2015 16:54.

Ex-prefeito José Benedito e Ariadna Muniz cotados para a Regional da Saúde em Montes Claros

O petista e advogado Benedito e a médica Ariadna: mais dois noves para cargos no Norte de Minas

Com informações do jornalista Oliveira Júnior

A política, como se sabe não é atividade estanque e que se esgota no fechamento das urnas, que marcam o fim de cada temporada eleitoral. O eleitor guarda o título lá no fundo do baú, de onde só sairá daqui a dois anos quando for novamente obrigado a comparecer a uma sessão eleitoral. Mas os políticos com mandato ou não, esses estão a mil por hora, envolvidos nas negociações de bastidores para ocupar a terra conquistada, em especial no caso de Minas Gerais, onde o PT vira governo pela primeira desde sua fundação. Ao vencedor, as batatas, já dizia Machado de Assis. 

A temporada é mesmo de ocupação. Agora, sabe-se que o ex-prefeito de Janaúba José Benedito Nunes Neto, o Bené (PT), pleiteia assumir a Superintendência Regional de Saúde (DRS) em Montes Claros, órgão responsável pela gestão da saúde no Norte de Minas. Delegado de Polícia aposentado, o advogado José Benedito não tem exatamente o perfil que se espera para o cargo, mas tem a seu favor a experiência administrativa à frente do município de Janaúba (2009/2012).

Contra a pretensão de José Benedito está o fato de ter sido preso durante alguns dias, em julho de 2013, durante a Operação Violência Invisível da Polícia Federal, que investigou a compra de precatórios falsos, utilizados como créditos podres em pagamentos de dívidas previdenciárias em municípios da região. Segundo o jornalista Oliveira Júnior, Bené não comenta a indicação e nem confirma que tenha feito o pleito.

A nomeação de Benedito enfrenta ainda outro obstáculo: a vaga também é alvo do desejo da médica oftalmologista Ariadna Borges Muniz (PRB), irmã do prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), derrotada em outubro passado na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados. Ariadna tem crédito com o governador Fernando Pimentel (PT) e dos petistas do norte-mineiro por não ter acompanhado o irmão Ruy e a cunhada e agora deputada federal eleita Raquel Muniz (PSC) quando eles pularam de mala e cuia nas campanhas dos tucanos Aécio Neves e Pimenta da Veiga, ambos derrotados nas últimas eleições.

Sonho que se sonha só...

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O PULO DO GATO DE RUY MUNIZ

No Terça, 13 Janeiro 2015 10:44.

Pode melar a estratégia do prefeito de migrar para o PMDB para turbinar tempo na TV

Não é só para se aproximar dos governos de Minas e do federal que o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, anunciou seu intento de trocar o PRB, partido ao qual se filiou para disputar a Prefeitura, pelo PMDB. A imprensa simpática ao prefeito cravou a migração ainda para este mês de janeiro, mas o assunto pode ter subido no telhado. E não só pelo receio de Ruy em perder o mandato por infidelidade partidária, em eventual negativa dos bispos da Igreja Universal.

Sim, Muniz precisa corrigir o erro de avaliação política que o fez pular fora do barco petista do agora governador Fernando Pimentel (PT) para se mudar de mala e cuia para as campanhas dos tucanos Pimenta da Veiga (governador) e Aécio Neves (presidente) em agosto do ano passado. Mas não é só isso que o move na direção do partido-ônibus em que o PMDB se transformou há um bom par de anos e com o qual ainda mantém a aliança que indicou o atual vice e sua gente, José Vicente Medeiros.

O prefeito de Montes Claros atua para evitar um estrago que ainda pode estar por vir, a saber: a possibilidade cada vez mais delineada da verticalização da aliança entre o PT e o PMDB na próxima sucessão municipal também em Montes Claros. Principal adversário político de Muniz na cena local, o deputado estadual e agora secretário de Desenvolvimento das Regiões Norte, Nordeste e Vale do Mucuri (Sedinor), o petista Paulo Guedes, quer repetir, na maior cidade do meio norte-mineiro, a dobradinha vitoriosa que levou o PT pela primeira vez ao governo de Minas e que comanda o país pelo segundo mandato consecutivo.

O que deixa Ruy Muniz apavorado é a possibilidade de enfrentar Paulo Guedes e o também secretário Tadeu Leite Martins, o Tadeuzinho (PMDB), na condição de vice na disputa pela reeleição em 2016. Tadeuzinho é deputado e também secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana (Sedru) e, até aqui, um aliado de Ruy Muniz. Se a chapa se confirmar, seria o fim da aliança entre Muniz e o ex-prefeito Luiz Tadeu Leite, ainda o mandachuva do PMDB em Montes Claros (foto). O prefeito de Montes Claros desconfia que pode dar namoro no jeito como os deputados-secretários se olham.

A dupla Paulo Guedes/Tadeuzinho tira o sono de Muniz não só pela representatividade que possui hoje em Montes Claros, mas também, e principalmente, pelo grande potencial de fogo que teriam ao juntar o tempo de televisão dos seus respectivos partidos no horário eleitoral gratuito. A eleição em Montes Claros é sensível ao fator tempo de TV. Não é por outro motivo que Ruy Muniz busca aproximação com o casal de ex-deputados Jairo Ataíde (DEM) e Ana Maria Resende (PSDB).

Cadeado na porteira

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PERÍODO SABÁTICO

No Sexta, 02 Janeiro 2015 15:20.

Suplente de deputado, Humberto Souto tem planos para disputar novamente a Prefeitura de Montes Claros

O advogado e ex-deputado Humberto Souto (PPS), 80 anos, faz pausa forçada na vida pública iniciada em 1962, quando estreou na política no cargo de vereador por Montes Claros. Ministro aposentado do Tribunal de Contas da União (TCU), Souto não conseguiu se eleger para novo mandato de deputado federal nas últimas eleições, a despeito de ter recebido 70.924 votos em todo o Estado.

Novamente suplente de deputado federal, após ter sido eleito para sete legislaturas, Souto não entra na disputa por cargos por entender que há poucas opções disponíveis para alguém com a sua biografia e tempo de estrada. Primeiro suplente do PPS, partido historicamente mais próximo dos governos tucanos do que da base aliada petista, ele agora se entrega a período de descanso forçado na espera pela sucessão municipal de Montes Claros.

Dono da maior votação que um candidato a deputado já recebeu em Montes Claros, mais de 42 mil sufrágios em outubro do ano passado, o octogenário Souto vai aproveitar a parada técnica para se preparar para disputar novamente a prefeitura do município. Em 2012 ele ficou com 23,97% dos votos válidos na disputa pela sucessão do então prefeito Luiz Tadeu Leite (PMDB), a despeito do curto prazo que teve para tocar sua campanha após substituir o candidato Athos Avelino, que renunciou antes de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

Ficou perto de ir ao segundo turno, mas foi superado pelo atual prefeito Ruy Muniz (PRB), que disputou e venceu o segundo turno contra o deputado estadual Paulo Guedes (PT).

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MUNIZ BUSCA ABRIGO NO PMDB

No Segunda, 29 Dezembro 2014 18:57.

Prefeito tenta voltar à base aliada dos governos estadual e federal após adesão à candidatura Aécio

O prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, anda sem clima para permanecer no seu atual partido, o PRB. É que Muniz tentou boicotar a candidatura da própria irmã, Ariadna Muniz, da mesma sigla, a deputada federal nas últimas eleições por temer que ela canibalizasse votos da primeira-dama de Montes Claros a agora deputada federal eleita Raquel Muniz (PSC). Sem ambiência no PRB, o prefeito de Montes Claros anunciou mais uma mudança de partido: pretende migrar para o PMDB a partir de janeiro. Ele iniciou sua vida pública em 1982 no PT, mas depois transitou pelo PFL e depois Democratas, antes de migrar para o PRB.

A intenção de abrir o ano filiado com nova filiação não é de todo um incômodo para o prefeito, que está de olho mesmo é no tempo de TV do PMDB, bem maior do que o do nanico PRB. O movimento do prefeito de Montes Claros, contudo, envolve algum risco: o PRB, que é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, pode reivindicar o direito à fidelidade partidária – o que embute a possibilidade, ainda que pequena, de perda do mandato do atual prefeito da maior cidade do Norte de Minas.

Não há sinais de que Muniz seria bem-vindo ao PMDB, que vê na estratégia apenas uma manobra para voltar a se aproximar da base aliada do governador eleito, o petista Fernando Pimentel, e da presidente Dilma Rousseff. Ruy fez uma arriscada aposta política ao deixar o ninho petista e abrir apoio aos candidatos derrotados do PSDB em Minas e na eleição presidencial, respectivamente Pimenta da Veiga e Aécio Neves. No PMDB, Ruy Muniz teria maior cacique para reivindicar verbas do estado e da União para Montes Claros -- além de reduzir o impacto que a disputa pela reeleição deve ter com a cada vez mais provável (re)entrada do deputado estadual Paulo Guedes em cena.

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ABERTA A TEMPORADA DE OCUPAÇÃO

No Segunda, 29 Dezembro 2014 11:58.

Azarão na disputa, prefeito petista de Capitão Enéas leva partido ao comando da Amams pela primeira vez

O deputado Guedes (camisa verde) ao lado de prefeitos após acordo para eleição na Amams. César Emílio será candidato único, com apoio de Edmárcio da Sisan e Luizinha Rocha

Um acordo costurado pelo deputado estadual Paulo Guedes (PT) vai levar o prefeito de Capitão Enéas, César Emílio Lopes, ao comando da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams). Esta será a primeira vez que um petista vai ocupar o cargo de presidente da entidade que reúne prefeituras do Norte de Minas, no que sinaliza o início da série de mudanças em curso após a derrota do grupo ligado ao senador Aécio Neves (PSDB) nas últimas eleições estaduais. A eleição de Fernando Pimentel (PT) deve provocar o maior turnover (renovação) de cargos em órgãos públicos e autarquias no meio norte-mineiro - além de mudanças em entidades classistas ligadas à representação pública, como é o caso da Amams.

O petista César Emílio corria por fora na fase que antecedeu o acordo para montagem da chapa única que vai disputar a eleição na Amams, prevista para o dia 13 de janeiro. O nome mais cotado para levar a disputa era o do prefeito de São Francisco, Luiz Rocha Neto, o Luizinho (PMDB), além do cristão-novo Edmárcio de Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (PSC), prefeito da pequena Matias Cardoso – que também ensaiou alguns passos para assumir a entidade.

Após horas de negociações, que chegaram a varar a madrugada da segunda-feira, 22 de dezembro
(na foto acima), saiu o acordo que vai levar o prefeito de Capitão Enéas a disputar o cargo em chapa única, que inclui ainda os nomes dos desistentes Edmárcio da Sisan e Luizinho Rocha, respectivamente com a primeira e segunda vice-presidência na futura mesa-diretora da Associação para o mandato 2015/16.

Paulo Guedes, que assume na próxima semana o cargo de secretário Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor), teve que usar todo seu poder de convencimento para conciliar os interesses conflitantes dos prefeitos aspirantes ao comando da Amams. Luizinho Rocha topou desistir após ser convencido de que vai receber o comando da entidade por gravidade já a partir de abril de 2016, quando César Emílio e Edmárcio precisarão pedir licença para disputar suas respectivas reeleições. Como prêmio consolação, Luizinho deve levar um assento na futura diretoria da Associação Mineira dos Municípios (AMM), que também deve sair da órbita dos tucanos mineiros direto para os braços do petismo local.

A tempo presente