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DÊNISTON LANÇA 'REMEIROS DO SÃO FRANCISCO'

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Documentário traz depoimentos inéditos sobre a história da navegação do Rio São Francisco

### Filme terá lançamentos também nas cidades de Montes Claros, Manga e Januária, no norte de Minas, e em Juazeiro, na Bahia

A história da navegação no rio São Francisco e a importância da sua preservação poderão ser conhecidos, pela primeira vez, no documentário “Remeiros do São Francisco”, filme inicial da trilogia “Navegantes do Velho Chico”. A obra será lançada em Belo Horizonte no dia 27 de março, às 19h30, no auditório do Crea Cultural. O documentário que resgata, com depoimentos, imagens e fotografias históricas do São Francisco, também será lançado nas cidades de Montes Claros, Manga e Januária, no norte de Minas.

O filme é uma produção do diretor manguense Dêniston Diamantino, que se dedica, há mais de 30 anos, à pesquisa e produção de documentários sobre meio ambiente e cultura popular no vale do São Francisco. “Remeiros...” começou a ser produzido em 1988. Ao longo dos mais de 25 anos, o diretor colheu depoimentos, registros e relatos inéditos sobre a história do Rio São Francisco.

“Naquela época tive a chance de conhecer alguns remeiros e comecei a fazer as gravações. Pouquíssimas pessoas conhecem ou já ouviram falar dos remeiros e de suas barcas, apenas os mais velhos ainda se recordam. Muitos não sabem nem que já houve navegação no São Francisco. É uma história fascinante, com tristezas, sofrimentos, mas também muitas alegrias e cantorias”, explica o diretor.

A obra, segundo Diamantino, tem o objetivo de resgatar a história e mostrar como, um dia, foi intensa a navegação no Velho Chico. “Em um tempo muito mais precário e de tecnologia rudimentar, as barcas de vara transportavam até 50 toneladas de mercadorias. A navegação foi fundamental para consolidar as cidades do Vale, e, se tivesse sido preservada, teríamos um rio muito mais saudável, que poderia oferecer a sua população trabalho, renda, intercâmbio cultural, como acontece em vários rios no mundo”, destaca.

Trilogia

DEMORA PARA REDUZIR DESPERDÍCIO NO GORUTUBA

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Obras que vão garantir economia de água em até 40% no perímetro de irrigação custam a sair do papel

O superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Minas Gerais, o ex-deputado e ex-prefeito de Janaúba Dimas Rodrigues (PMDB), precisa agir mais e falar menos. Dimas está envolvido, há um bom tempo, com as prometidas ações da empresa estatal para reduzir o desperdício de água no perímetro irrigado Gorutuba, no norte de Minas Gerais. A meta é estancar a sangria que joga pelo ralo até 40% do líquido que trafega pelos canais do perímetro, localizados nos municípios de Nova Porteirinha e Janaúba.

O tempo passa, o tempo voa, mas as intervenções nunca terminam e sobram imagens de desperdício - como essa da foto ao lado. Em favor do peemedebista Dimas e do atual governo há que se reconhecer que alguma medida foi tomada após décadas de obsolescência da estrutura do projeto. Ainda assim, e por isso mesmo, a solução precisa vir rápido. Quantos balanços e coletivas de imprensa o superintendente ainda vai protagonizar antes de bater o martelo para o assunto? E o que dizer do Projeto Jaíba, de maior porte, onde a água passeia sertão afora também em canais abertos e suscetíveis à evaporação? 

O último balanço divulgado pelo Codevasf dá conta que a conclusão das obras de reforma e modernização que estão sendo empreendidas no projeto “estão avançadas em 35%” e têm um investimento total previsto de R$ 95 milhões, recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Melhor seria dizer que estão atrasadas em 65%, porque já se passaram dois anos desde o seu anúncio. Ora, a água é um produto cada vez mais escasso no Norte de Minas e vê-la jorrar ao léu é um tapa na cara do sertanejo.

Segundo o discurso oficial, quando o sistema estiver concluído e em operação, os 426 usuários do perímetro passarão a contar com significativa melhoria na eficiência de condução e distribuição de água. “Dessa forma, será possível aumentar a reserva de água na barragem, garantindo o fornecimento aos produtores, mesmo em períodos de baixa precipitação como o que vem ocorrendo nos últimos anos”, explica o chefe da Unidade de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação da Codevasf em Minas Gerais, engenheiro agrícola Marcos Egídio. Tomara que não seja no Dia de São Nunca, porque essa explicação do seu Egídio chega com atraso de pelo menos 10 anos.

Outros fatores que beneficiarão os produtores do Gorutuba, acrescenta Egídio, serão as reduções nos custos da manutenção da infraestrutura de uso comum e no de energia elétrica parcelar para parte do irrigantes. As obras da reforma estrutural do perímetro permitirão a transformação de parte do sistema de condução de água de canais abertos para o sistema de tubulação.

Tubos em lugar dos canais...

TRAGA-ME UM COPO D´ÁGUA...

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Minas quer tornar ‘água dura’ mais potável para o consumo de moradores do semiárido

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana (Sedru) firmou acordo com o Instituto de Gestão das Águas (Igam) para aplicar, em Minas Gerais, a metodologia adotada pelo governo federal na recuperação, implantação e gestão de sistemas de dessalinização no semiárido mineiro. Os recursos foram aprovados há quase dois anos e o novo titular da Sedru, Luiz Tadeu Martins, elegeu o tema como prioridade da pasta, no âmbito do Água Doce, programa coordenado em nível nacional pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o governo mineiro, instituições federais, municipais e sociedade civil, com o objetivo de mitigar a escassez de água em comunidades urbanas e rurais por meio do tratamento da água e do fornecimento do produto em boas condições para o consumo.

A meta é construir 69 sistemas, em 20 municípios dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, com base em critérios como IDH, dureza da água e questões socioambientais. O foco serão áreas que enfrentam problemas críticos de seca e que já possuem poços tubulares perfurados, com vazão, mas que não estão sendo utilizados devido à baixa qualidade do recurso encontrado. As chamadas águas duras ou salobras, como o norte-mineiro entende melhor, são aquelas com pH (poder de hidrogênio) superior a sete. Cada sistema de tratamento terá capacidade para atender, em média, 600 pessoas, garantindo a elas o acesso mínimo diário a cinco litros de água.

O programa será feito em três etapas. As duas primeiras, de diagnóstico e fiscalização, já foram licitadas, no entanto, as ordens de serviço ainda não foram dadas e a fase de diagnóstico das localidades ainda não foi concluída. Depois disso, começam as obras. Os investimentos de R$15,5 milhões do Governo Federal e R$1,5 milhão do Governo de Minas. De acordo com o secretário Tadeu Martins Leite, a Sedru vai acelerar as ações do programa, a começar pela capacitação dos técnicos, que o Ministério deve realizar no próximo mês. “Vamos estabelecer uma política pública permanente de acesso à água incorporando cuidados ambientais e sociais na gestão dos dessalinizadores, pois, não basta prover água tem que ser água de qualidade”, afirma o secretário.

Água doce

SEDE DA AVAMS

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Muniz promete agilizar doação de terreno

O presidente da Associação dos Vereadores da Área Mineira da Sudene (Avams), Leonardo Pinheiro (PSB), viveu nesta sexta-feira (13) seu dia de ‘Daniel na cova dos leões’. Pinheiro, que é primo em primeiro grau do secretário de Estado Paulo Guedes (PT), participou de reunião no gabinete do prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), quando acertou os detalhes para que o município faça a doação do terreno para a construção da sede própria da entidade que reúne a vereança norte-mineira.

A deputada federal Raquel Muniz (PSC) e o presidente da Câmara de Montes Claros, Marcos Nen (PSD), além dos vereadores Fernando Anjos do Futuro e o Pastor Waldiney também estiveram na audiência, que rendeu a boa notícia de que o prefeito vai enviar, já na próxima semana, projeto de lei para que a Câmara de Montes Claros confirme a autorização para a cessão do terreno, que ainda não tem local designado. A matéria deve tramita em caráter de urgência, o que não deixa der ser um sinal de que Muniz não mistura o parentesco de Pinheiro como petista Guedes, conhecido desafeto do atual mandachuva em Montes Claros.

TEMPORADA DE OCUPAÇÃO XI

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Odair faz divisão isonômica em nomeações para a Educação regional, mas desagrada gregos e gorutubanos

Os novos  'superintendentes' Zé Gomes (de bata) e Stela Abreu: manguenses indicados pelo secretário Paulo Guedes para as SREs de Montes Claros e Januária (Imagens: perfis no Facebook)

Começaram, há cerca de uma semana e finalmente, as nomeações do governo Fernando Pimentel para os cargos em comissão no Norte de Minas. É a efetivação da temporada de ocupação depois de muita especulação em torno dos nomes de pessoas interessadas nas nomeações. No caso das quatro indicações para superintendências regionais de ensino, o secretário de Estado e Governo, Odair Cunha, a quem cabe a palavra final sobre quem assume e quem vai para a planície dos insatisfeitos, optou por fazer divisão quase salomônica dos cargos entre os deputados e agora secretários Paulo Guedes (Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais) e Luiz Tadeu Martins (Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana), além de contemplar o (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE).

Ao petista Guedes couberam as nomeações para as SREs de Montes Claros e Januária. Os escolhidos, conforme antecipara este Em Tempo Real desde janeiro, foram os manguenses José Gomes Filho, Zé Gomes, para a unidade de Montes Claros assumiu, e Stela Abreu Santos, em Januária, ambos petistas. Já Tadeu Martins apadrinhou a nomeação de Veraci de Souza Jacome (Janaúba), irmã do empresário Juraci Fernandes Jacome, o Juraci da Biossolo (PTB), candidato derrotado nas últimas eleições municipais em Nova Porteirinha. Juraci tem interesses na área da comunicação, em sociedade com o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB) em uma emissora de rádio em Nova Porteirinha.

A nova titular da SRE em Pirapora, Jacqueline Guimarães Santos Aguiar, por sua vez, veio do meio sindical, com o acolhimento do nome indicado pelo Sind-UTE. Indicado pelo secretário Paulo Guedes e o deputado federal Gabriel Guimarães, Márcio Roberto da Silva, o Marcão da Educação, de Várzea da Palma, foi preterido em Pirapora, no arranjo preparado pelo secretário Odair Cunha.   

A ‘formula’ utilizada por Odair Cunha para preencher as vagas da educação com isonomia entre petistas e peemedebistas acabou por desagradar gregos e gorutubanos, além de sindicalistas e políticos, estes últimos de modo especial, porque não teria correspondido ao resultado das urnas em outubro do ano passado. O deputado Paulo Guedes, que foi majoritário em 14 das 17 cidades que formam a Superintendência Regional da Serra Geral, com sede em Janaúba.

Imagem: álbum de família

A nomeação de alguém ligado ao peemedebista Tadeu Martins frustrou as expectativas do petismo local, sobretudo porque o ex-prefeito de Janaúba José Benedito Nunes Neto (PT) contava com a nomeação da cunhada e inspetora escolar Isete Martins para a Superintendência Regional de Ensino de Montes Claros. Isete é mulher do oficial de Justiça José Luiz Nunes, irmão de Zé Benedito, de quem foi chefe de gabinete e secretário municipal de Obras e Serviços Urbanos na Prefeitura de Janaúba. A escolha, vale repetir, foi para o manguense Zé Gomes.

Drible na certificação