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PIMENTEL, AÉCIO, LULA, TEMER...

Escrito por Luís Cláudio Guedes No 02 Agosto 2017.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), por improbidade administrativa. O MPF entrou ontem com uma proposta de ação na Justiça Federal ainda baseado em informações coletadas durante a operação Acrônimo. Os procuradores afirmam que Pimentel cobrou R$ 12 milhões da construtora Odebrecht. As investigações foram informações repassadas por Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, e por diretores da Odebrecht, que firmaram acordo de delação premiada com o MPF. Há outras cinco pessoas citada na ação, inclusive o próprio Bené.

Sérgio Moro, juiz da Lava Jato, embora a apresentação seja dispensável, abriu ontem a terceira ação criminal contra o ex-presidente Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nas obras do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, São Paulo. Na semana passada, o magistrado havia condenado o petista a 9,5 anos de prisão no caso do apartamento tríplex na Praia do Guarujá. Nos dois casos, Lula é investigado por suspeitas de envolvimento com grandes construtoras donas de contratos bilionários com o governo federal.    

Na segunda-feira (31), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, voltou a pedir a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e seu afastamento do mandato. Vale lembrar que a prisão já havia sido negada no final de junho, em posição monocrática, pelo ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

Na decisão, o ministro se permitiu ao acinte de derramar elogios ao político mineiro, a despeito dele ter se desnudado para o realmente é nos áudios vazados pela turma da JBS, naquele episódio em que ele pedia favores financeiros para pagar seus advogados no processo da Lava Jato e que tais. Só para registro, o ministro Gilmar Mendes veio novamente em defesa do amigo Aécio, em prejuízo de todas as cautelas que deveria ter um ministro da corte suprema deum país que se julgue minimamente sério.

Daqui a pouco, a partir das 9:00, o plenário da Câmara dos Deputados decide se aceita ou não o pedido de investigação vai apreciar a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente Michel Temer. O teor da denúncia é grave e tem por base acusações de Joesley Batista, que contou à PGR ter ‘financiado’ a turma de Temer no PMDB desde as eleições de 2006. Parcela dos deputados vai livrar a cara do presidente com o engavetamento da denúncia.

Parece bastante, mas não é só. Temer está no cargo há pouco mais de um ano e o país segue sem rumo naquilo que realmente interessa para as pessoas que não tem como cobrar das empresas por favores que prestam a empresários corruptos. O desemprego não cede e a economia não dá sinais de reação. Por negligência do Estado, que esses senhores citados acima representam (representaram) em maior ou menor grau de responsabilidade, a violência tomou conta do país e os cadáveres se amontoam nas metrópoles e interior.

A infraestrutura do país claudica, a educação e a saúde são o que todos sabemos, mas Temer e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, só apontam como solução o jeito mais simples – e covarde – de tungar o bolso da população, já massacrada pelo conjunto da má obra de políticos que se usam o voto popular para vender decisões de governo a quem pagar melhor. O país parece estar no limite, mas os acima citados e tantos outros só pensam em livrar a própria cara. 

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