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MANGA: A LEI DO RETORNO

Escrito por Luís Cláudio Guedes No 01 Outubro 2017.

Passagem de Quinquinha por consórcio de saúde pode abrir próximo capítulo de condenações judiciais

Sujeito a enfrentar o estresse da investigação que está prestes a ser instalada na Câmara de Vereadores para apurar denúncia por suposta improbidade na contratação do escritório de advocacia Menezes & Associados, de Montes Claros, o prefeito Joaquim de Oliveira Sá Filho, o  Quinquinha do Posto Shell (PPS), também precisa ficar de olho nos 17 processos ativos em que seu nome figura ora como réu (na maior parte deles), ora como requerente (acusador), todos inscritos na Comarca de Manga.

Houve movimentação recente em pelo menos cinco dessas ações, especialmente aquelas do escopo do direito administrativo, nas quais o atual prefeito foi acionado por atos relativos à sua passagem pela presidência do Consorcio Intermunicipal de Saúde da microrregião de Manga (Cismma), ainda durante seu primeiro mandato, por supostos crimes de improbidade administrativa no uso de recursos públicos.

Com o status de ‘conclusos para despacho’ ou com designação de audiência, esses processos podem chegar a termo nos próximos meses, com eventual condenação ou inocência de Quinquinha, que pode escapar de ser sentenciado em parte deles, mas provavelmente não em todos.

O vereador e atual líder do governo na Câmara de Manga, Evilásio Amaro (PPS), também é réu nesses processos, porque atuava como secretário-executivo do Cismma no período em que os supostos crimes por improbidade administrativa teriam sido cometidos.  

Segundo uma fonte próxima ao prefeito, as expectativas pela absolvição em primeira instância não são as melhores - a despeito do batalhão de advogados que Quinquinha tem a seu dispor.

Há ainda outro processo em que o prefeito de Manga aparece como réu ao lado da Construtora Pavisan-Eirelli, de Montes Claros, em que são denunciados pelo município de Manga por irregularidades nas medições e qualidade técnica das obras de asfalto contratados a primeira passagem de Quinquinha pelo cargo (2007/2012).  

Depois de ter o mandato cassado em três sentenças consecutivas por improbidade administrativa, em julho passado, pelo juiz titular da 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Manga, João Carneiro Duarte Neto, além da perda dos direitos políticos acumulada em 14 anos no soma dessas mesmas sentenças, Quinquinha espera pelo pior cenário, mas torce pela reversão das condenações em segunda instância, alternativa a que já lançou mão no caso das cassações do mandato.

Nos bastidores da política local já há quem dê de barato que o prefeito não chega ao fim do mandato, em 2020. Além das complicações com o Judiciário por pecados dos verões passados e da iminente ameaça de cassação pela Câmara, ele já começa a se desentender com aliados. Há coisa de duas semanas, entrou em desnecessário bate-boca com um ex-aliado, durante uma quermesse na comunidade de Cachoeirinha e por pouco não teve um chilique no palanque, quando voltou ao microfone para dizer que não admitia isso e não tolerava aquilo, depois de ser chamado de 'mentiroso' e coisas do tipo, conforme o relato de quem assistiu à cena deprimente (o real significado desse episódio vale uma crônica das idiossincrasias da política local, mas deixemos para outro momento para efeito de melhor apuração).

Troco para asfalto

No plano administrativo, as coisas também não têm andado conforme o previsto nas promessas da campanha, quando o atual prefeito disputou o cargo na condição de candidato sub-judice. A atual administração em Manga é fraca, tatibitate até: até aqui mal e mal consegue pagar os funcionários em dia. A gestão patina em assuntos como saúde  e educação, para ficarmos em dois temas centrais, que vão mal, obrigado.

Investimento novos em infraestrutura ou coisa que o valha? Nem pensar. Após nove meses de mandato, não há uma única obra iniciada e Quinquinha ainda paga o mico de se ver constrangido a segurar a alça do caixão do aliado Aécio Neves, o senador que se desnudou para o país nas conversas com Joesley Batista e agora investe numa crise constitucional entre os pederes Judiciário e Legislativo na tentativa de escapar da perda do mandato e da prisão. 

No desespero, o prefeito recorre a Brasília, onde estão Aécio, o morto-vivo da política nacional, e seus aliados dos bons tempos em que mandavam em Minas. Na última passagem por aqui, o prefeito ouviu do senador tucano Antonio Anastasia a promessa de liberação de R$ 250 mil para asfaltar uma única rua do Bairro Arvoredo. Frustrante, para ficar no mínimo. O dinheiro que irá (quando for, se é que vai) é parte da cota de Anastasia, com origem nas tais emendas parlamentares.

Pouco, muito pouco e o mesmo que contar com o ovo na cloaca da galinha e equivale dizer que a pastinha marrom do prefeito volta cheia de meras promessas após gastar o dinheiro do contribuinte em mais uma viagem perdida à capital do país.

Na administração do faz de conta que Quinquinha tenta levar adiante, não falta nem mesmo o arroz de festa em que se transformou o aliado e deputado estadual Arlen Santiago (PTB), que volta e meia cai de paraquedas na cidade, sempre de malas vazias e promessas idem, depois que passou a sentir na pele o ônus de ser oposição em Minas. Arlen nada traz, nada acrescenta,mas espera ser o majoritário em Manga nas eleições vindouras. A conferir.  

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