IMPROBIDADES RECORRENTES 2

IMPROBIDADES RECORRENTES 2

Prefeito de Manga dispensa de licitação escritório que atuou na campanha eleitoral para livrá-lo da inexigibilidade O prefeito de Manga,…

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UM SÉRGIO MORO NO SERTÃO?

UM SÉRGIO MORO NO SERTÃO?

 Quem é o juiz que tira o sono de políticos no extremo Norte de Minas  Atual titular da 2ª Vara…

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ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA

ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA

Prefeito de Manga evita críticas a juiz após segunda condenação à perda do mandato Uma clara mudança de atitude marca…

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OPOSIÇÃO LEVA BÔNUS, PREFEITO FICA COM ÔNUS

OPOSIÇÃO LEVA BÔNUS, PREFEITO FICA COM ÔNUS

Vereadores aprovam projetos que criam despesas, mas  rejeitam proposta para suposta redução de gastos      Imagem: Clever Inácio -…

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QUINQUINHA TEM DUAS NOVAS CONDENAÇÕES POR IMPROBIDADE

QUINQUINHA TEM DUAS NOVAS CONDENAÇÕES POR IMPROBIDADE

Numa única sentença, juiz decreta duas novas perdas do cargo para prefeito de Manga >> Dispensa de licitação em contratos…

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JUIZ GARANTE LIBERDADE DE IMPRENSA E EXPRESSÃO AO EDITOR DESTE 'EM TEMPO REAL'

JUIZ GARANTE LIBERDADE DE IMPRENSA E EXPRESSÃO AO EDITOR DESTE 'EM TEMPO REAL'

Justiça nega indenização por danos morais a uma filha do vice-prefeito de Manga  O vice-prefeito Luiz Fogueteiro e a filha…

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UM POST PARA CORRIGIR UM ERRO DO BLOG

No Segunda, 31 Julho 2017 06:17.

Quinquinha não pediu para servidor efetivo fazer sua defesa em rede social. Bronca é com vereador Som Nogueira

      Imagem: www.norticias.com.br 

Diferentemente do que publicamos aqui, o prefeito de Manga, Quinquinha do Posto (PPS), não pediu para que servidores comissionados e efetivos, reunidos no Salão da Educação, na tarde da quinta-feira (20/7), fizesse sua defesa nas redes sociais. Vale o registro de que o autor destas linhas enviou pedido de esclarecimento ao prefeito e ao seu ex-futuro secretário de Governo e ainda na Administração, Henrique Fraga, que optaram por não responder.

O encontro efetivamente aconteceu e teve o propósito de desmentir os ruídos da rádio-corredor que davam conta da sua iminente saída do cargo, após ter sido condenado por três vezes à perda de mandato por improbidade administrativa, decretadas pelo juiz João Carneiro Duarte Neto, da Comarca local.

Segundo uma fonte, na ocasião o prefeito se disse ‘inocente’ e prometeu reverter os reveses em instâncias superiores - além de ouvir do vice-prefeito, Luiz Fogueteiro (PRB), o compromisso de que não conspira para apeá-lo do cargo. “Você conhece o Quinquinha, ele não seria bobo de se expor na frente de servidores concursados”, diz a mesma fonte sob o compromisso do anonimato.

A cobrança do prefeito por reação dos assessores às críticas que recebe nas redes sociais teria acontecido em outro momento, em reunião restrita a alguns dos servidores comissionados no seu gabinete. Ali, ele teria reclamado de ser alvo frequente das pancadas do vereador Anderson Cesar Ramos, o Som Nogueira (PSB), e teria pedido aos assessores mais empenho em sua defesa e da administração.

Um dia antes, Som Nogueira havia postado no Facebook um ácido comentário sobre o descaso do prefeito com a Guarda Municipal, logo depois da tentativa de assalto a mão armada no terminal rodoviário da cidade. “Uma vergonha de uma administração fracassada e absolutamente incompetente. O povo precisa acordar para os desmandos e a falta de respeito de uma gestão que só está preocupada em engordar os salários de comissionados e deixar em completo abandono os efetivos, que tanto contribuem para o nosso município”, escreveu o oposicionista.

“Estamos em maus lençóis...”

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SONO DOS JUSTOS PARA QUINQUINHA?

No Domingo, 30 Julho 2017 17:52.

Para advogado, prefeito tem boas chances de reverter sentenças que cassaram seu mandato

O presidente da 192ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Manga, o advogado Walter Amaro Sobrinho, avalia como razoáveis as chances do prefeito daquele município, Joaquim Oliveira, o Quinquinha do Posto (PPS), conseguir reverter essas três condenações à perda do mandato e direitos políticos que lhe foram imputadas pelo juiz João Carneiro Duarte Neto, titular da 2ª Vara Cível da Comarca de Manga.

Com boa experiência em processos do tipo, Amaro diz que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais normalmente leva em conta o fato do Ministério Público não ter requerido a condenação dos réus, como são os casos da condenação do prefeito Quinquinha na ação em que foi condenado por contratar, sem licitação, uma de suas empresas quando exerceu o primeiro mandato na Prefeitura de Manga e a contratação, também por inexigibilidade, do escritório de advocacia Menezes Consultores & Advogados Associados, de Montes Claros, que também é réu em uma das ações, para ministrar palestra em ano eleitoral e prestar assessoramento jurídico nas ações de interesse do município.

Pode não ser revogação das sentenças, ele diz, mas provavelmente Quinquinha do Posto escapa da cassação pela via judicial e pode conseguir mitigar o peso das pesadas multas que lhe foram impostas.

Ultra petita

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ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA...

No Sábado, 29 Julho 2017 17:32.

Por conselho de assessor, prefeito de Manga evita criticar sentença com novas condenações à perda de mandato

[ATUALIZADO]

Uma clara mudança de atitude marca a estratégia do prefeito de Manga, Joaquim Oliveira, o Quinquinha do Posto (PPS), entre a primeira e segunda sentenças do juiz titular da 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Manga, João Carneiro Duarte Neto, que determinou, para surpresa geral e por três vezes consecutivas, a perda do seu mandato no mês passado, com o acúmulo da suspensão dos direitos políticos por 14 anos, pagamento de multa e devolução dos valores pagos indevidamente pelo município durante sua passagem de cinco anos pelo cargo (2007/2012).

Logo após a primeira condenação, motivada por pagamentos à Balsa Ninfa da Índia, de sua propriedade, durante o primeiro mandato, um assessor publicou texto no blog 'Manga em Foco' em que Quinquinha dizia considerar a sentença do juiz João Carneiro "injusta e desestimulante". Ainda segundo a nota, Quinquinha teria dito que decisões como aquela que o condenaram a perda do mandato "só desestimulam as pessoas honestas a ingressarem na política".

O prefeito, entretanto, recuou do tom belicista uma semana depois, com a nova sentença em que o magistrado João Carneiro Neto o condenou duplamente à novas perda do mandato - desta vez por contratar sem licitação o escritório Menezes - Consultores & Advogados Associados, de Montes Claros, do amigão Farley Menezes (aqui).

O que mudou no intervalo das duas condenações? O prefeito passou a desconsiderar os conselhos do seu antigo mentor, que historicamente lhe recomendava ir para a briga judicializada contra qualquer desafeto que atravessasse seu caminho, e agora passou a ouvir a voz mais ponderada de um novo conselheiro.

Vexatórias

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CASO AVAMS:SEMANA DECISIVA PARA DEPUTADO

No Sábado, 29 Julho 2017 11:18.

Justiça julga na quinta-feira suposta improbidade de Paulo Guedes na presidência de associação de vereadores 

Deputado mais votado nas últimas eleições em Minas Gerais, o petista Paulo Guedes enfrenta esta semana novo capítulo da novela que teve início em fevereiro de 2004, com a denúncia oferecida ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais pelo então ativista do chamado controle social e hoje advogado Fábio Henrique de Carvalho Oliva, com base em depoimentos da ex-secretária executiva da Associação dos Vereadores da Área Mineira da Sudene (Avams) Maria de Fátima Antunes Rocha, que acusou o petista de utilizar a estrutura da entidade para diagramação de algumas edições do extinto jornal 'Vale do Sol'.

Segundo o deputado, demitida por ele durante sua passagem pelo comando da Avams e proibida de realizar evento privado em que utilizava o nome da associação, a ex-secretária orquestrou uma “espécie de vingança ao se associar ao notório jornalista Fábio Oliva para levar a denúncia ao Ministério Público". A briga rendeu uma ação trabalhista, que, segundo o deputado, praticamente sugava toda a arrecadação da Avams durante o período em que presidiu a associação.

Após acolher a denúncia, o Ministério Público acionou o deputado Paulo Guedes em ação civil pública por ato de improbidade administrativa sob a acusação de que teria utilizado a estrutura física da Avams no período em que presidiu a entidade (2001/2004). Sala de escritório, computador e telefones, além dos serviços do outro réu na ação, Renato Lopes Santos, diagramador e funcionário temporário da associação, foram ‘cedidos’ para a confecção de algumas edições do extinto jornal ‘Vale do Sol’, publicação extemporânea e sem circulação definida, que dava apoio às atividades parlamentares do mandato do petista quando foi vereador por Manga.

Em março de 2015, onze depois do início da ação, a juíza Rozana Silqueira da Paixão, da 1ª Vara da Fazenda Pública em Montes Claros, sentenciou o deputado Paulo Guedes por improbidade administrativa e o condenou ao pagamento de multa civil no valor de três vezes da remuneração que recebeu enquanto vereador do município de Manga no ano de 2001, à suspensão dos seus direitos políticos por oito anos e proibição de contratar com o Poder Público ou receber incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de 10 anos. Renato Lopes também foi condenado ao pagamento de multa e proibição de acesso a contratos com entes públicos.

Ao contrário do que o agora advogado e jornalista Fábio Oliva escreve nos seus inúmeros textos sobre o assunto, Paulo Guedes não foi condenado por ter alienado um veículo da Avams para quitar a dívida que tinha com Renato Lopes pela prestação dos serviços de diagramação do jornal ‘Vale do Sol’ .

Veja o que a juíza Rozana Silqueira Paixão registrou em sua sentença sobre o assunto:   

- Por fim, importante frisar que não restou demonstrada qualquer irregularidade na venda de veículo de propriedade da Avams ao segundo réu. Em verdade, tal fato não é objeto da lide, haja vista que o Ministério Público sequer citou tal venda em sua exordial [ação que inaugura um processo] ou em sede de alegações finais. (confira aqui).

Deputado diz que denúncia é frágil e condenação será revista

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UM SÉRGIO MORO NO SERTÃO?

No Sexta, 21 Julho 2017 08:20.

 Quem é o juiz que tira o sono de políticos no extremo Norte de Minas 

Atual titular da 2ª Vara Cível da Comarca de Manga, no extremo norte-mineiro, o juiz João Carneiro Duarte Neto, tem sido chamado de o Sérgio Moro do sertão por políticos locais, em referência ao titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, notório pelo combate à corrupção no âmbito da Operação Lava-Jato. A comparação de bastidor começou a surgir depois que o magistrado condenou o atual prefeito do município, Joaquim Oliveira, o Quinquinha do Posto (PPS), a três perdas consecutivas de mandato e inelegibilidade pelo prazo de 14 anos, em duas ações civis públicas por improbidade administrativa (aqui e aqui e os links ao final deste texto), e mostra certo temor de que a caneta do magistrado alcance outros nomes também com ações em trânsito não julgado na Comarca.

João Carneiro estará em férias até 14 de agosto e não foi localizado pelo site para comentar se a comparação com o juiz Moro o deixa lisonjeado. Fontes ouvidas pelo site para este texto corroboram a tese ao atestarem a qualidade técnica das fundamentações que utiliza em suas decisões. Traduzindo para linguagem popular: o magistrado é bastante duro em suas decisões, como acaba de descobrir o atual prefeito do município sede da Comarca.

Antes de ser transferido para Manga, João Carneiro atuou na Comarca de Rio Pardo de Minas. Uma passagem rápida, mas a tempo de condenar, em agosto do ano passado, dois ex-prefeitos, um ex-presidente da Câmara Municipal e, vejam só meus 17 leitores, um advogado, também contratado irregularmente, sentenciados em quatro ações civis de improbidade administrativa. A exemplo do que acaba de acontecer em Manga, a suspensão de direitos políticos, a devolução de valores que não tiveram prestação de contas e o pagamento de multa civil foram algumas das determinações do juiz.

Atual diretor do fórum João Cunha Urtiga, e substituto na comarca do vizinho município de Montalvânia, o juiz João Carneiro é paraense de Xinguara, de onde saiu aos 15 anos para buscar o sonho de atuar na magistratura. Texto assinado por Lázzaro Gomes no site da Faculdade Cathedral, em maio de 2015, narra a trajetória de Carneiro Duarte. Aprovado em dois concursos para juiz (Minas e Rio Grande do Norte), ele diz que sempre teve o sonho de atuar na magistratura e atribui o segredo do seu sucesso ao “estudo solitário e o autodidatismo”.

“Eu sempre tive o sonho de ser juiz de Direito. Durante a Faculdade não fiquei restrito aos ensinamentos em sala de aula. Dediquei-me aos estudos para concursos públicos”, disse João Carneiro na entrevista que concedeu à Faculdade Cathedral.

Desde que assumiu a Manga, no início deste ano, o magistrado deu início a uma reviravolta que sacudiu a rotina da Comarca, com a tentativa de profissionalização da prestação de serviços judiciários e implementação do plano estratégico que busca reduzir o acervo processual que a Comarca, que tem jurisdição sobre seis municípios, acumulava há décadas – atualmente esse número é de 10.278 ações - número ainda bastante elevado, mas inferior aos mais de 15 mil processos que a Comarca contabilizava no passado. Em apenas um semestre, o número de processos em trâmite foi reduzido em pelo menos mil casos. Para a empreitada, Carneiro Neto conta com a participação e empenho do colega e titular da 1ª Vara Cível, Luiz Felipe Sampaio Aranha.

Entre os servidores do Tribunal de Justiça local, o magistrado João Carneiro é visto como uma espécie de workaholic. Ele não tem horário para deixar o Fórum João Urtiga da Cunha e adota ainda a rotina de trabalhar aos finais de semana. Os serventuários do Fórum João Urtiga começaram a entender na prática o significado da expressão dedicação ao trabalho, mas tem valido a pena: a Comarca perdeu sua habitual invisibilidade com o os atuais magistrados e volta e meia é citada em reportagens do portal do TJMG, com repercussão para todo o estado por meio das reproduções de sites especializados ou não.

Entre as iniciativas para reduzir o elevado número de processos existentes na Comarca, estão os mutirões para instrução e julgamento dos processos relativos à cobrança do Dpvat (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), renegociação de dívidas com o Banco do Nordeste e as negociações que colocaram ponto final em contencioso trabalhista de algumas centenas de servidores públicos da Prefeitura de Jaíba, um dos municípios sob jurisdição da Comarca e responsável por quase metade da demanda por assistência judiciária local.

Imagem do mutirão para renegociação de dívidas bancárias: umas das frentes paera baixar o estoque processual da Comarca   

Somente no mutirão com devedores do Banco do Nordeste foram realizadas mais de mil audiências para solucionar dívidas em atraso, com o saldo final de 692 acordos celebrados e 630 processos baixados arquivo com extinção declarada. O total de dívidas renegociadas foi de R$150 milhões. Em um único dia, com a mobilização de força-tarefa que reuniu mais de 70 pessoas.

O presidente da secional manguense da Ordem dos Advogados do Brasil, Walter Amaro, diz que o frenesi que tomou conta da Comarca é bem visto pelos advogados, porque reduz a pressão por solução dos processos que recebem de seus clientes. Casos que estavam parados há décadas nos escaninhos do fórum têm sido finalmente julgados e sentenciados. Amaro ressalta, porém, que toda nenhuma mudança tem aprovação unânime. Há quem reclame de iniciativas do diretor do Fórum João Urtiga, como a que limitou o acesso dos advogados aos servidores e a limitação de atendimento a apenas dois casos por vez. “No geral as mudanças são muito positivas”, elogia Amaro.

Ponte sobre o Rio São Francisco

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DEVAGAR QUASE PARANDO...

No Quarta, 26 Julho 2017 08:07.

País volta a ter juros de um dígito ainda hoje, enquanto isso governo começa a parar por falta de dinheiro 

O Banco Central deve anunciar logo mais a manutenção do atual ritmo de redução da taxa básica de juros, com a redução da Selic para 9,25% ao ano. Nossos juros voltam ao patamar de um dígito quatro anos depois da então presidente Dilma Rousseff tentar, à base de canetada no Diário Oficial, civilizar as taxas escorchantes cobradas pela banca. Não deu certo, como tantos outros voluntarismos da presidente, a mesma que ajudou a colocar o Brasil nessa esparrela que todos sabemos.

A queda dos juros é notícia boa, na visão do mercado e de quem toma empréstimos, mas terá pouco efeito para amenizar o fato, praticamente dado, da incapacidade do governo em cumprir a meta fiscal de 2017. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já flerta com a possibilidade de ajustes na meta de garrotear o déficit nos previstos R$ 139 bilhões, para incredulidade geral dos chamados agentes de mercado. Você não leu errado, caro leitor. O rombo das contas púbicas no país já era de espantosos R$ 140 bilhões e vai ficar pior.

Meirelles aparece no noticiário com aquele olhar blasé de quem não sabe quanto custa viver com um salário mínimo para dizer que, se necessário for, sua equipe econômica vai aumentar novos impostos. O país está numa pitimba que dá dor – como já mostrou a crise da emissão de passaportes ou a falta de dinheiro para ações corriqueiras da Polícia Rodoviária. A julgar pelo tom alarmista da colunista Miriam Leitão, a coisa não anda boa. Seu artigo reflete a capa pessimista sobre contas que não fecham que “O Globo’ estampa hoje.

Governo federal quer faturar com usinas da Cemig

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MORO ‘BULIU’ NO BOLSO DA JARARACA

No Terça, 25 Julho 2017 08:13.

Exposição pública do bloqueio dos bens do ex-presidente é golpe certeiro no que ainda sobra de sua credibilidade

Pouco depois de ser levado coercitivamente pela Polícia Federal ao Aeroporto de Congonhas, em março de 2016, por ordem do juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um desabafo:

- Se tentaram matar a jararaca, não bateram na cabeça, bateram no rabo. A jararaca tá viva, como sempre esteve -, declarou em uma daquelas suas falas de efeito direto para o entendimento de todos os públicos.

O tempo passou e Lula recebeu a primeira sentença saída da lavra do mesmo Sérgio Moro. Foi condenado a 9,5 anos de prisão e ao bloqueio de bens por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso tríplex da praia do Guarujá. Uma sentença dura, com efeito imediato, pelo menos no que diz respeito à indisponibilidade dos bens do ex-presidente, provável candidato ao Palácio em 2018. Moro não chegou ao ponto de encaminhar Lula para uma cela, por entender que a prisão de um ex-presidente da República “envolve certos traumas”. A prudência, segundo Moro, recomenda que se aguarde o julgamento em liberdade.

Mas a prudência parou por aí. O Banco Central tornou indisponíveis cerca de R$ 606 mil em conta correntes do presidente e outros R$ 9 milhões em títulos de previdência privada do ex-presidente e da empresa LILS, que tem as iniciais de Lula e faturava, há até pouco tempo, suas palestras no país e exterior. Moro ainda confiscou três apartamentos e um terreno, todos os imóveis em São Bernardo do Campo, além de dois veículos em nome do petista.

Talvez essa tenha sido a pancada mais certeira na cabeça da jararaca desde que Lula começou a enfrentar a sanha judicial. Há razões para crer que o que tiver de excesso na dosimetria da condenação possa ser amenizado em outras instâncias do Judiciário. A pena é dura e o confisco de bens bate naquela que ainda é parte mais sensível do corpo humano. Se não for revista, a tungada do juiz Moro no bolso do petista é desproporcional ao delito em julgamento, especialmente porque não se comprovou, nos autos do processo, que Lula tivesse a propriedade do tríplex, ainda que escondida em contrato de gaveta.

O argumento contrário a isso é que o crime de ocultação de patrimônio se caracteriza justamente pela ausência de escritura. Se o apartamento não está em nome de Lula, é porque ele escondeu a propriedade em nome de um laranja ou coisa do gênero. A condenação teve como base mais evidências do que fatos, ao considerar mais provas circunstanciais trazidas ao processo por testemunhas que disseram, por exemplo, ter visto o ex-presidente no local. Também não ficou provado que o dinheiro usado na compra do apartamento veio da Petrobras.

Biografia

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TEMER BALANÇA, MAS NÃO CAI

No Segunda, 24 Julho 2017 13:33.

O recesso parlamentar de julho tem servido para baixar a temperatura da crise política que eclodiu em 17 de maio, com a denúncia de Joesley Batista contra o presidente Michel Temer. O mundo político dá de barato que o presidente vai se safar dessa primeira denúncia da Procuradoria Geral da República, que deve ser votada no início de agosto. Rodrigo Janot promete pelo menos mais duas antes de deixar o cargo em setembro, mas no governo a tática é o cada dia com sua agonia.  

Temer não só afastou o risco iminente da queda, como ainda se dá ao luxo de penalizar a população com o indigesto aumento de impostos no custo dos combustíveis, com pesado efeito para quem tem carro ou não. Tudo isso, a despeito de ostentar níveis de aprovação entre os piores já medidos para um presidente, era 7% antes da tungada no bolso da população.    

Por que Michel Temer não cai é a pergunta que muito analista tenta explicar por aí. Há muitas teses na praça a demonstrar a resiliência do presidente, aquela que faltou à Dilma Rousseff para se manter no cargo mesmo com o voto de 57 milhões de brasileiros. Para o mercado, por exemplo, o ruim com Temer poderia se tornar pior sem ele, desde que ele consiga se segurar na pinguela até 2018 com a preservação das reformas que prometeu entregar. O grande capital financeiro, o agronegócio e setores conservadores no país fecham com o presidente até aonde for possível, na tentativa de barrar a eventual volta de Lula à cadeira presidencial.  

Mesmo acuado, é forçoso reconhecer que Temer tem o apoio congressual que Dilma jamais teve, por conta da sua conhecida inépcia para o jogo da política. O presidente conhece os meandros do Congresso e já mostrou que não vai se apegar a escrúpulos se o preço for cevar a base aliada que lhe garantir os 172 votos de deputados que faça a denúncia de Janot morrer na praia do plenário.

De todas as hipóteses que tentam explicar o porquê de Temer conseguir se agarrar ao cargo, a mais precisa talvez venha a ser a ausência de manifestantes nas ruas. As últimas manifestações não são nem sombra daquilo que se viu antes da queda de Dilma, os deputados estão à vontade para deixar Temer ir ficando, para ver no que vai dar.

Silêncio das ruas

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OPOSIÇÃO LEVA BÔNUS, PREFEITO FICA COM ÔNUS

No Domingo, 23 Julho 2017 12:14.

Vereadores aprovam projetos que criam despesas, mas  rejeitam proposta para suposta redução de gastos

     Imagem: Clever Inácio - www.norticias.com.br

MANGA - Ficou pela metade o pacote de ajustes que o prefeito do município, Joaquim Oliveira, o Quinquinha do Posto Shell (PPS), enviou para a Câmara Municipal no final do mês de junho com carimbo de urgência mais que urgentíssima. A vereança manguense suspendeu o recesso parlamentar para votar, na segunda-feira (17), em sessão extraordinária, os pedidos do prefeito. A emenda ficou pior do que o soneto para a enrolada administração do prefeito Quinquinha. Vou explicar.

Dos cinco projetos em análise, três tratavam de aumento de despesas. Um deles, prometia ser uma reorganização da estrutura da administração, com a extinção de duas secretarias (de resto já inoperantes), além da alteração nos vencimentos de 104 servidores comissionados (aumento para 102 deles e redução para outros dois). Além dos dois auxiliares que perderiam o status de secretário municipal, com a extinção das duas pastas, Quinquinha iria mandar para o altar o sacrifício o seu chefe de gabinete, Elísio Cardoso de Abreu, que perderia status ao virar assessor, além de dinheiro, porque o seu salário seria reduzido de R$ 5 mil para R$ 3,5 mil.

Por seis votos a dois, os vereadores aprovaram os projetos que aumentavam as despesas, mas rejeitaram a reestruturação administrativa – o que deixou o prefeito com uma batata-quente não mão. O prefeito tinha tanta certeza que a medida passaria que até mandou colocar a nova estrutura administrativa, com seus respectivos cargos no novo e completamente invisível site do município.  

A tal reforma administrativa supostamente que iria economizar R$ 29 mil mensais na folha de pagamento não aconteceu e o prefeito continua rodeado de servidores comissionados insatisfeitos com as disparidades na política salarial do município. Tem uma elite de servidor que ganha R$ 5 mil e uma maioria remunerada por valores bem próximos ao salário mínimo, e não raramente para assumir funções de alta responsabilidade.

 Fac-simile de uma das tabela de valores enviada à Câmara pelo prefeito: medida foi rejeitada 

Na ponta das despesas, a Câmara de Vereadores aprovou as proposta do prefeito que aumenta de R$ 23 para R$ 173 o valor da gratificação de incentivo à docência, mais conhecida como pó de giz, para as professoras que dão expediente nas salas de aula (as regentes). A outra lei aprovada reajustou os vencimentos dos profissionais de pedagogia em 12,5%, para R$ 1.350 ante os R$ 1.20 que recebiam até aqui. A situação só não compromete a situação das contas municipais porque as despesas com os professores são pagas pelo Fundeb (O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

O prefeito Quinquinha tem saudades do primeiro mandato na Prefeitura de Manga, quando tinha nas mãos uma dócil Câmara de Vereadores e não estava amarrado a compromissos políticos. Hoje a situação é outra. Ao vencedor os abacaxis.

Faça o que digo, não o que faço...

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EDMÁRCIO DÁ CARTÃO VERMELHO PARA ARLEN

No Sábado, 22 Julho 2017 10:31.

Crise leva prefeito de Matias a migrar apoio para Tadeu Martins, em busca de abrigo no guarda-chuva do governo estadual

O deputado estadual Arlen Santiago (PTB) é o único da bancada norte-mineira na Assembleia Legislativa de Minas a contar com a vantagem comparativa de ter um avião para chamar de seu. Ainda assim, começa a sentir na pele o peso de voar baixo na planície dos oposicionistas ao governo estadual. O prefeito de Matias Cardoso, Edmárcio Souza Leal, o Edmárcio da Sisan (PSC), rompeu, há alguns dias, o acordo político que mantinha com Arlen desde 2010. Vai transferir seu apoio para o também deputado estadual Luiz Tadeu Martins, o Tadeuzinho (PMDB). Arlen ainda tenta demover o correligionário, mas o sapo não pula por boniteza, muito mais por precisão - como já dizia Guimarães Rosa. 

Pragmatismo

Uma reunião recente entre Edmárcio e vereadores da sua base aliada definiu a mudança. Basicamente, o movimento do prefeito de Matias reflete sua premente necessidade de se abrigar no juazeiro bom de sombra do governo estadual, hoje em mãos do petista Fernando Pimentel, de quem Tadeu Martins é aliado. Edmárcio é um dos primeiros, mas certamente não será o único a fazer o cálculo pragmático e chegar à conclusão que precisa mais do que promessas vazias para enfrentar as vicissitudes do atual mandato.

Diário Oficial