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ATRITOS NA BASE ALIADA DE QUINQUINHA

No Terça, 30 Janeiro 2018 20:41.

Vereador provoca mal-estar no entorno do gabinete do prefeito ao chamar a secretária da Saúde de 'zero à esquerda'

Se dependesse do vereador Amaro (E), a secretária Lucilene e o ex-vereador Eziquel Batista já teriam descido o meio fio da gestão do aliado Quinquinha (D)

[ATUALIZADO - 31/01/2018 - 13:01.15] - Cada dia com sua agonia. Conforme registrei aqui há pouco mais de um ano, o mandato tão arduamente disputado, pela via da judicialização, não anda fácil para o prefeito de Manga, Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS). Além das dores de cabeça com a comissão processante que enfrenta na Câmara de Manga, onde é investigado por suposta improbidade administrativa e da crescente insatisfação dos servidores, inclusive dos comissionados, que se queixam de ganhar pouco e trabalhar muito, Quinquinha ainda precisa administrar as brigas de bastidores entre aliados da sua base política. 

Além disso, o prefeito ainda anda às voltas com advogados para lidar com duas condenações judiciais a perda do atual mandato e direitos políticos em razão de atos de improbidade praticados na passagem anterior pelo cargo (2007/2012). Esses processos dormem nos  escaninhos do Judiciário, mas podem saltar de suas gavetas no horizonte do atual mandato com a confirmação ou revisão em segunda instância.   

Mas não é só. A despeito de tudo isso, Quinquinha anda às voltas com desentendimentos entre seus aliados. Há cerca de duas semanas, o líder do governo na Câmara Municipal, vereador Evilásio Amaro Alves (PPS), protagonizou um bate-boca com a secretária de Saúde, Luciene de Almeida Souza. Fontes próximas ao gabinete do prefeito contaram ao Blog, com pedido de embargo aos seus nomes, que a temperatura subiu no gabinete da secretária, que teria, praticamente, expulsado o parlamentar da sua sala, após ter sido chamada de 'zero à esquerda'. 

O Blog enviou questionamentos para vereador Evilásio via aplicativo de mensagens instantâneas para tentar entender o motivo da briga, mas não teve retorno. Tudo indica, segundo os relatos que ouvi, que a disputa por espaço político dentro da administração pode ter motivado o líder do governo a classificar como 'nulidade' a secretária de Saúde do Governo do seu partido, pessoa de confiança do prefeito, até porque já exercera a mesma função em mandato anterior.

Na condição de único parlamentar na Câmara Municipal do mesmo partido que o do atual mandatário do município, o PPS, de núemro 23 na urna eletrônica, Evilásio reivindica mais espaço na administração - o que não é incomum na política, porque quem ganha deve exercer o poder, no que vale a máxima do 'Mateus, primeiro os nossos'.  

A peleja de Evilásio com a secretária Luciene teria começado junto com o atual mandato. O vereador tenta convencer o prefeito Quinquinha a demiti-la para colocar no lugar uma indicada sua, a assistente social Jackeline Amaro Madureira. "Ele não quer a secretária aqui em Manga, quer que ela volte para Matias Cardoso", contou ao site uma fonte, em referência aos domicílios residencial e eleitoral da secretária. 

A xenofobia do vereador, diz essa mesma fonte, se explica em razão do seu interesse em ter o controle da pasta da Saúde de porteira fechada. O prefeito, contudo, tem mostrado resistência aos argumentos do aliado: ele segue a velha máxima de que não se deve nomear alguém que teria dificuldade em demitir mais adiante.

Como precisa do apoio do vereador para ser sua voz nos embates na Câmara Municipal, ele vai 'cozinhando' o aliado em banho-maria, mas já teria tomado a decisão de não atender ao pleito do correligionário - até porque isso significaria abalar o já precário equilíbrio da sua base política. Não há nada mais complicado de administrar que ciumeira de aliado político. 

Há ainda outras duas versões para o bate-boca entre Evilásio e a secretária Luciene, que também foi procurada pelo site para explicar o episódio, mas não deu retorno. Numa delas, o vereador também não teria gostado da secretária Luciene ter retirado funções de  Jackeline Amaro Madureira, sua subordinada na Secretaria de Saúde e responsável pela emissão das guias para tratamento fora de domicílio, as TFDs.

Noutra versão, o copo entre os dois teria entornado porque a secretária teria demonstrado restrições à indicação de uma prima e afilhada do vereador para o cargo de diretora do hospital da Fundação de Amparo ao Homem do Campo. A direção da Fundação Hospitalar, uma entidade sem fins lucrativos e de direito privado, mudou em outubro do ano passado, quando passou para o controle de pessoas indicadas pelo prefeito Quinquinha de Quinca de Otílio.  

A oposição em Manga, ô raça, já apelidou a entidade de Fundação de 'Amaro' ao Homem do Campo. O que é um exagero, já que nem todas as pessoas com o sobrenome da família têm atividade política ou cargo diretivo na Fundação. 

Evilásio também reivindica a exoneração do ex-vereador Eziquel Castilho de um cargo de quinto escalão na Secretária de Saúde. Alega que o ex-colega de Câmara Municipal usa o cargo comissionado como plataforma tentar viabilizar uma futura candidatura a vereador. Quinquinha resiste em atendê-lo, porque Eziquel seria apadrinhado vice-prefeito Luiz Carlos Santana Caíres, o Luiz do Foguete, ambos são filiados ao PRB, e sabe que não pode comprar mais essa encrenca.

Quinquinha estaria recebendo ainda da pressão para não trazer de volta para a administração o também ex-vereador Gil Mendes de Jesus (PP). Gil Mendes foi demitido no pacote de maldades que o prefeito anunciou em outubro do ano passado e deve ser novamente nomeado em cargo de comissão a partir do próximo mês de março. Se depender de Evilásio, contudo, Mendes permanece exilado na Sibéria junto com a multidão que engorda os índices de desemprego no país. 

Ao longo do último mês, o vereador Amaro ainda comprou duas outras brigas. Uma delas com a diretora da escola municipal Padre Ricardo Trischeller, Jácia Lopes, por posições divergentes em relação à transferência de um policial militar do Batalhão local para outra cidade, além de ter paralisado a partida final do campeonato amador, no final do ano passado, por cerca de 40 minutos. O vereador teve que deixar o estádio Mário Barbosa porque o árbitro juiz ameaçou encerrar a partida pelo meio. São assuntos que não cabem no espaço deste texto e sobre os quais o vereança também se recusou a comentar.     

Raimundão não gostou de veto às suas emendas

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PROVEDOR REGIONAL PUXA AVANÇO DA BANDA LARGA

No Segunda, 29 Janeiro 2018 16:28.

A Agência Nacional de Telecomunicações divulgou comunicado nesta segunda-feira (29) com a informação de que foram adicionados ao sistema 1,91 milhão de novos contratos de banda larga fixa no país entre janeiro e dezembro de 2017 - crescimento de 7,15% em relação a 2016. No total, existem no país 28,67 milhões de acessos de banda larga fixa.

A expansão do serviço de banda larga fixa foi puxada pelos provedores regionais responsáveis por 1,28 milhão de novos contratos, aumento de 43,72%, totalizando 4,21 milhões de contratos ativos neste seguimento no final do ano de 2017. Dessa forma, dobrou o crescimento quando comparado à entrada de 591,35 mil novos contratos em 2016.

No ano passado, considerando somente os provedores nacionais, a TIM registrou crescimento de 85,87 mil novos contratos (+26,37%), a SKY aumento de 54,86 mil (+17,69%), a Claro entrada de 482,89 mil (+5,74%), a Vivo somou 108,14 mil (+1,45%) a sua base de assinantes no ano de 2017. A Oi foi a única prestadora onde uma houve uma redução que chegou a 108,83 mil (-1,70%) contratos.

Números de Minas

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PREFEITOS EM PÉ DE GUERRA COM PIMENTEL

No Sábado, 27 Janeiro 2018 17:41.

O governador de Minas, Fernando Pimentel, vai lidando como pode com a insatisfação dos prefeitos após a repetição dos atrasos nos repasses obrigatórios do ICMS e IPVA e de parcelas em aberto do pagamento do transporte escolar. Em casa que falta pão todos brigam e ninguém tem razão, mas o governador já se deu conta do estrago que a briga com os prefeitos pode representar no seu projeto de reeleição, especialmente agora que seu partido, o PT, perdeu o chão com a condenação do ex-presidente Lula.

No entorno do Palácio Tiradentes, a convicção é de que o choro da prefeitada tem sido turbinado pelos adversários do petista, que tem sido acusado de mentir sobre os repasses por entidades municipalistas de várias regiões do Estado. Na semana passada, por exemplo, o prefeito de Pouso Alegre, Rafael Simões (PSDB), foi o anfitrião de encontro com pelo menos 40 pares, quando a situação entre governo estadual e municípios foi dramatizada em grau máximo. Simões, claro, passa ao largo das responsabilidades dos ex-governadores Aécio Neves e Antonio Anastasia na falência de Minas.

Amams ameaça parar transporte escolar

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ROMA LOCUTA, CAUSA FINITA? DEU PERDA TOTAL NA INVESTIGAÇÃO DA CP CONTRA QUINQUINHA?

No Sexta, 26 Janeiro 2018 08:18.

Desembargador suspende trabalhos da comissão processante na véspera da votação do relatório final e dá 10 dias para Câmara explicar assunto

[ATUALIZADO] - O vice-prefeito de Manga, Luiz Carlos Santana Caíres, o Luiz do Foguete (PRB), esteve perto da cadeira de prefeito na semana que chega ao fim como jamais estará em sua datada carreira política. O desembargador Luís Carlos Gambogi, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), acatou, na tarde da quinta-feira (25), o chororô do prefeito de Manga, Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS), e concedeu liminar em que suspende novamente os trabalhos da comissão processante que investiga a contratação do escritório de advocacia Menezes & Associados, de Montes Claros, em fevereiro do ano passado.

O plenário da Câmara deveria ter votado hoje o relatório que indicava o afastamento do prefeito, mas não há clareza sobre a retomada dos trabalhos da comissão - que tem prazo pré-determinado de 90 dias -, mas a decisão do desembargador Luís Carlos Gambogi, a segunda em menos de um mês, suspende a sessão Câmara de Vereadores marcada para a manhã desta sexta-feira. Nela, o plenário da Casa apreciaria o conteúdo do parecer da comissão processante, que pede o afastamento de Quinquinha do cargo de prefeito em razão de ter violado o princípio da moralidade administrativa na contratação do escritório de advocacia Menezes & Consultores Associados.

A intensa queima de fogos que tomou conta dos céus da cidade assustou a população, de ordinário alheia às idas e vindas da política local fora dos períodos eleitorais, mas serviu para mostrar o poder que a comissão processante da Câmara de Vereadores tem para tirar o sono de Quinquinha. O prefeito comemora decisão liminar, e portanto provisória, até que se julgue o mérito da causa, como se solução definitiva fosse para barrar a investigação. Deve ter lá seus motivos.

De volta a Luiz do Foguete, piada que corre entre a oposição dá conta que o intenso foguetório da tarde de ontem foi, em boa medida, patrocinado pelo vice. Luiz teria motivos para soltar foguetes, não se sabe se por fidelidade a Quinquinha ou se teria respirado aliviado com o fato de não ter que assumir a Prefeitura de Manga em momento de crise, com promessas de atrasos de salários e cortes nos direitos dos servidores (aqui).

A Câmara de Manga tem agora 10 dias para demonstrar que são falsas as razões alegadas pela defesa do prefeito para justificar o pedido do mandado de segurança que parou a comissão processante. Enquanto isso, os trabalhos seguem suspensos até que outra a 5ª câmara cível do TJMG decida em contrário.

Assunto encerrado? Roma locuta, causa soluta? Vale para o caso a expressão latina usada pelos católicos e adaptada para as lides dos tribunais de que, uma vez que a Justiça falou, a causa está encerrada? Não se sabe de onde Quinquinha tira tantas certezas ante à decisão cautelar do magistrado Cambogi. Uma liminar ainda é uma liminar, mesmo diante da contundência que se vê na sentença, que não considerou, anida, os argumentos da parte contrária.   

'Meu amigo Roger, deu tudo certo...'

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ANÁLISE: PT VAI PARA O TUDO OU NADA

No Quinta, 25 Janeiro 2018 08:37.

A executiva nacional do PT está reunida em São Paulo para avaliar a extensão dos estragos provocados pela confirmação da condenação, com majoração na dosimetria da pena contra o ex-presidente Lula no julgamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. O lulopetismo chegou àquela encruzilhada que vai definir o futuro de Lula e a própria existência da legenda no curto e médio prazo. A questão que não é externada, mas que invade mentes e corações consiste em saber se o PT existirá sem Lula.

O petismo vai caprichar no vermelho cor de guerra, com promessas de radicalização. No imediatismo da ressaca cívica e moral (os petistas perderam bastante a noção do que isso significa após chegar ao poder), a única solução possível é manter a candidatura de Lula, que será lançado ainda hoje para a empreitada praticamente impossível. Enquanto se bate com seus moinhos de vento, Lula precisa escolher com calma o melhor momento para a saída da cena presidencial e na escolha sobre quem passará o bastão da maior liderança popular da história do país. Não será escolha fácil.

Os anunciados Fernando Haddad e Jacques Wagner não estão à altura do desafio, tampouco há essa figura disponível. Lula nunca levou a sério esse negócio de sucessão e agora paga pelo erro de não ter incentivado a renovação no intramuros do partido. A única concessão que fez nessa seara foi a Dilma Rousseff, decisão da qual se arrepende amargamente. No mais, o PT vai apostar na tese de que eleição sem Lula é golpe.

O absoluto descaso do país para seu drama pessoal nesse day after do julgamento em Porto Alegre recomenda cuidado também nessa frente, porque mostra carência de soldados disponíveis para a guerra santa que o petista pretende travar. O ano eleitoral, contudo, segue incerto mesmo com o nome de Lula fora da urna eleitoral. Seus opositores, em especial do engajado Judiciário, precisam moderar o ímpeto - sob pena de reforçar em Lula não mais o papel de mito, que lhe andava meio desbotado, mas o de mártir jogado numa cela qualquer das horrorosas prisões brasileiras. Lula na cadeia, enquanto gente muito suspeita desfila por aí no tapetes vermelhos do poder é receita de certo risco.   

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FONTE:QUINQUINHA COGITOU RENÚNCIA BRANCA

No Quinta, 25 Janeiro 2018 08:16.

Na intimidade do seu gabinete, e para pessoas do seu círculo máximo de confiança, o prefeito de Manga, Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS), tem dito que não vai recorrer judicialmente caso a Câmara de Vereadores vote pelo seu afastamento na manhã desta sexta-feira (26), em sessão designada para apreciar e deliberar sobre o parecer da comissão processante que concluiu pela violação do princípio da moralidade administrativa na contratação do escritório de advocacia Menezes & Consultores Associados, em fevereiro do ano passado, com dispensa de licitação. Trata-se de uma lorota, evidente, mas é útil para acalmar as muitas brigas na base (assunto sobre o qual vou falar em outro post). 

Nos últimos dias, Quinquinha tem alternado momentos de euforia com dias de péssimo humor (ocasiões em que enfrenta fotossensibilidade). Durante essas crises existenciais, o prefeito diz aos interlocutores (cada vez mais poucos) que vai abrir mão do mandato para se dedicar aos seus postos de gasolina. Lorota.

Quinquinha já pressentiu que não vai conseguir fazer um bom mandato e que, a cada dia que passa, perde capital político e complica sua vida para depois que deixar o cargo - com a possibilidade de vir a enfrentar novas ações judiciais sem o abrigo dos caríssimos advogados pagos pela viúva. 

O prefeito voltou a repetir o cansativo mantra de que a política só lhe causa prejuízos, porque é forçado a delegar a terceiros, pessoas que nem sempre têm o "mesmo olho dono", a gerência das suas empresas. Essa balela não o impediu, entretanto, de bancar quebrar lanças durante a campanha mais cara e judicializada da história de Manga nas eleições de 2016. Mas essa é outra história.

Muxoxos

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AS 'TESOURADAS' DE QUINQUINHA

No Quarta, 24 Janeiro 2018 07:17.

Prefeito 'rasga' plano de cargos e salários e Sindicato promete ir à Justiça para evitar precarização dos direitos dos servidores

O clima entre os servidores municipais em Manga é de desânimo e baixa autoestima como nunca visto antes na história daquele município do extremo Norte de Minas. Há um pouco de tudo: demissões políticas no início do atual mandato, ataques a direitos constitucionais e à progressão às carreiras dos servidores, além de pedaladas nos pagamentos do abono do décimo terceiro salário e adicional de férias para quem pediu o benefício agora neste mês de janeiro. Há uma clima de exceção, sem que se tivesse estado de emergência financeira ou coisa do tipo. 

Desde que tomou posse, em janeiro do ano passado, Quinquinha demitiu pelo menso 150 servidores - a última leva há pouco mais de duas semanas na vira do ano, quando venceram os contratos dos temporários. Após a demissão em massa de pelo menos 100 servidores em outubro do ano passado (aqui), o prefeito Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS), voltou a surpreender negativamente o funcionalismo com a edição do decreto 83/2017, assinado no início de dezembro do ano passado, mas só divulgado no início deste mês. A medida tenta minimizar o descontrole das contas públicas locais. O decreto 83/2017 é draconiano na forma e abusivo nos objetivos de limitar os gastos com pessoal aos padrões prudenciais da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei 101/2000), que estipula em 54% os gastos do município com folha de pagamento. O decreto e suas cláusulas de exceção não tem prazo determinado para perder a validade, o que fica a critério do prefeito.   

Fac-similes de parte do decreto 83/2017: duro ataque de Quinquinha aos direitos dos servidores

Se a intenção era boa, reduzir gastos, a forma foi desastrosa. Quinquinha, nunca é demais lembrar (ele esquece, o povo não), foi o primeiro e único prefeito da história de Manga a lidar com uma greve de servidores, em 2010 (aqui) . Desta vez, o prefeito de Manga mostrou sua faceta autoritária com a decisão de governar via decreto. A crise financeira que o país atravessa serve de justificativa para as medidas que atingem direitos dos servidores, mas, estranhamente, o prefeito não chamou para o diálogo o Sindicato dos Servidores Municipais de Manga (SindManga), além da Câmara de Vereadores, partidos políticos, igrejas e outras forças da sociedade civil local. 

Sem maioria na Câmara, Quinquinha mandar ver no decreto, caminho antipático e autoritário para tocar o dia a dia da administração e lidar com os efeitos da crise que, se é real, não deveria ser paga apenas pelos servidores.

O prefeito foi um pouco além das prerrogativas discricionárias que o mandato lhe confere ao editar o decreto 83/2017, que praticamente anula uma lei que ele mesmo havia sancionado no mandato anterior, em 2009, quando criou o plano de cargos e salários dos servidores municipais. O artigo 2º, inciso III da editada agora suspende "a revisão ou qualquer reestruturação de planos de cargos, carreiras e vencimentos da administração". Desde que foi assinado, em 2008, o plano de cargos e salários nunca foi respeitado, por nenhum gestor, mas nenhum deles tinha chegado ao exagero de anular esse importante marco regulatório que impacta diretamente a vida dos servidores.

Mas não é só. Em entrevista ao Blog, o presidente do SindManga, Wilder Barbosa Oliveira, conta que Quinquinha foi além no arrocho aos servidores: suspendeu o pagamento de horas extras, concessão de férias, licenças-prêmio ou de interesse, cessão de servidores, o afastamento de servidores para realização de cursos para aprendizagem e aperfeiçoamento profissional e por aí vai, exceto o que ele, o prefeito, em ato solitário, entender como possível de ser concedido.

O sindicalista reclama da “total falta de transparência e disponibilidade para o diálogo do atual prefeito”, que tem ignorado sistematicamente os ofícios encaminhados pelo SindManga com pedido de agenda e providências que interessam ao funcionalismo. “Apresentamos nossa pauta de reivindicações pouco depois da posse dele, em março de 2017, mas, como era esperado, fomos ignorados pela gestão, que não respondeu às nossas petições durante aquela escandalosa onda de exonerações revanchista”, explica o sindicalista Wilder.

Lotado no setor da saúde do município, o psicólogo Wilder Barbosa conta que era neófito nas lides sindical e partidária, mas que decidiu assumir o SindManga para evitar que a única trincheira de defesa e mobilização do funcionalismo deixasse de existir. “Não participo do jogo político-eleitoral em Manga e acho que as discussões são muito rasteiras e limitadas às questões pessoais, com predomínio dos interesses de grupos familiares restritos em detrimento da maioria da população da cidade”, delimita.

Segundo o presidente do SindManga, o retorno do prefeito Quinquinha ao poder inaugurou um tempo de retrocesso para o funcionalismo local. O primeiro susto veio logo no início do atual mandato, com a exoneração de servidores concursados, por critérios que mostraram claramente políticos e de revanchismo. Posteriormente, o prefeito se negou a conceder o reajuste automático de 3% por conta da progressão horizontal dos salários-base. Ele pagou o benefício em separado, sem vincular aos salários do servidor, como se fosse mera gratificação, que pode ser suspensa a qualquer tempo. O Sindicato coordena ações judiciais trabalhistas para cerca de 90 servidores, que buscam integralizar o direito previsto em lei.

Wilder também denuncia o desrespeito ao estatuto do servidor e à Constituição Federal quando Quinquinha deixou de encaminhar para a Câmara de Vereadores a proposta de revisão salarial anual. Mais recentemente, o prefeito suspendeu os pagamentos do 1/3 de férias no momento da entrada do gozo. A administração ‘pedalou’ o pagamento desse benefício para o retorno das férias.

Para SindManga, gestão é pouco transparente 

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OUTRA OPINIÃO

No Terça, 23 Janeiro 2018 23:49.

O Estado democrático de direito colocado em “xeque”

Por Paulo Guedes (*)

Esta quarta-feira (24) será um dia histórico para o Brasil e para os brasileiros, um divisor de águas na nossa jovem democracia. Mesmo diante da “aberração judicial” praticada contra o ex-presidente Lula, ainda é preciso crer que aquele tribunal não irá validar a condenação de um inocente. É esse suspiro de esperança que nos faz acreditar que ainda vivemos em um Estado Democrático de Direito.

Num processo recheado de perguntas sem respostas, as únicas certezas são de que o mundo inteiro está atento e sem saber como o tribunal vai fazer para justificar uma condenação sem a presença de provas substanciais, e, claro, que o objetivo maior da Lava Jato nunca foi o combate à corrupção. Ao contrário de outros que se dizem os “paladinos da moralidade”, Lula não foi flagrado com nenhuma mala de dinheiro e tampouco tem conta em paraísos fiscais. Então, trataram de ligá-lo a “convicções”.

Não é apenas o Lula quem será julgado amanhã. O judiciário brasileiro será também sentenciado.

Na verdade, o que querem as elites brasileiras, que nunca aceitaram Lula, é combater – de forma rasteira - aquele que lidera todas as pesquisas e que pode ser imbatível nas urnas, o cara que tirou milhões de pessoas da linha da pobreza, que colocou os pobres nas universidades e que deu dignidade às famílias que sequer podiam sonhar. É isso que eles querem combater!

Por isso, não podemos nos calar. Defender Lula é defender a democracia no nosso País!

Paulo Guedes é deputado estadual. 

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O PAÍS OLHA PARA LULA COM AMOR E ÓDIO

No Domingo, 21 Janeiro 2018 17:38.

Porto Alegre não será final do campeonato, mesmo com os placares indicando condenação. PT erra ao radicalizar

Tem razão o PT quando denuncia aos quatro ventos o torniquete judicial armado para retirar o ex-presidente Lula das próximas eleições. Há mesmo uma pressa incomum para os padrões nacionais na tramitação do processo sobre o apartamento tríplex na Praia do Guarujá.

O julgamento de Lula no Tribunal Regional Federal em Porto Alegre, na quarta-feira (24), interfere e acelera o conta-giro da história da próxima sucessão presidencial. Tudo está a indicar que a condenação do ex-presidente será confirmada. A única dúvida que sobra é em relação ao placar final. Se por 3 votos a zero, o que dificulta sobremaneira os planos presidenciais de Lula ou o 2 a 1, sempre pela condenação, masque pode lhe garantir o benefício da dúvida na instância eleitoral.

Não tem razão o petismo, aliás, comete erro estúpido para quem precisa de setores como a classe média para voltar a existir eleitoralmente, quando propõe radicalizar contra o jogo que o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato produziram. Não será com ameaças de que vai pegar em armas, para matar ou morrer, caso Lula seja julgado culpado e preso - como fizeram nos últimos dias a senadora e presidente do PT, Gleise Hoffmann, e seu colega de parlamento Lindberg Farias, que o ex-presidente vai atingir o coeficiente eleitoral de que precisa para ganhar as eleições - caso participe dela, o que hoje é bem incerto.

O país olha para Lula com um misto de amor e ódio. Muito da rejeição a Lula e aos governos petistas foram diluídas na tragédia administrativa comandada por Michel Temer, o que só aumenta a perplexidade com a estratégia burra que Lula e seus comandados tentam levar adiante. Seria muito mais fácil, e inteligente, pousar de vítima dos seus algozes. E para isso não precisar dar um tiro. O PT, claro, late, mas nunca morde.       

Lula não está acima da lei, embora sejam compreensivelmente justos os motivos daqueles que se perguntam por que só ele está no banco dos réus, a meros oito meses da eleição, enquanto dezenas de outros políticos também denunciados não recebem o mesmo tipo de pressão.

O argumento de que eleição sem Lula é fraude chega a ser ingênuo, mas tem sua razão de ser quando a cena deste ano eleitoral mostra gente muito suspeita no exercício dos seus mandatos e cargos, como é o caso do próprio presidente Michel Temer ou do senador Aécio Neves, além de ministros como Eliseu Padilha e Moreira Franco. A Lava Jato mudou o curso e o discurso quando essas figuras foram apanhadas em flagrantes delituosos com os donos da JBS et caterva.

Se não é culpado como afirma, Lula também não é de todo inocente. O país voltará os olhos para Porto Alegre na quarta-feira com um misto de amor e ódio. Maior líder popular dos tempos modernos, quiçá de toda a história do Brasil, Lula traiu o povo na mudança que prometeu representar.

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MANGA: INVESTIGAÇÃO DE IMPROBIDADE CONTRA QUINQUINHA CHEGA À RETA FINAL

No Sábado, 20 Janeiro 2018 10:21.

Balanço é positivo, apesar das tentativas do prefeito em parar investigação

Presidente da comissão processante, Bento Gonçalves, teve que publicar edital de convocação em jornais da capital após sumiço do vereador Evilásio Amaro - líder do governo na Casa e membro vogal da comissão 

A comissão processante (CP) instalada pela Câmara de Vereadores de Manga no início de outubro do ano passado faz sua última de reunião de trabalho nesta segunda-feira (22), após jornada tumultuada, com muitas idas e vindas, nas sucessivas tentativas da defesa do prefeito Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS) de obstruir os trabalhos de investigação por suposta prática de improbidade administrativa na contratação do escritório do advogado Menezes & Consultores Associados, em fevereiro do ano passado, pelo valor global de R$ 65 mil para prestação de serviços de consultoria jurídica ao município de Manga pelo prazo de 10 meses.

Nesta segunda-feira, os três membros da comissão vão finalizar os trabalhos da investigação contra Quinquinha, quando deliberaram sobre a procedência ou improcedência da denúncia. Na mesma sessão, a comissão processante encaminha a redação do relatório final com as suas conclusões, que deverão ser encaminhadas ao presidente da Câmara, João França Neto, o Dão Guedes (PT), para apreciação e votação no plenário da Casa.

A reta final da investigação contra Quinquinha foi marcada por vários percalços, pela dificuldade que o presidente da comissão, o vereador Bento Ferreira Gonçalves (PR) e o secretário Israel Jarbas Pimenta, o Bio (PSB), tiveram para notificar o prefeito e seu advogado Fábio Oliva, além do outro membro da comissão, o líder do prefeito na Casa, vereador Evilásio Amaro Alves (PPS).

Nas últimas semanas, o trio criou uma série de obstáculos para evitar que fossem notificados para a sessão em que seriam realizadas as oitivas de Quinquinha e suas testemunhas e, mais recentemente, para terem ciência desta última sessão deliberativa da CP. O advogado Fábio Carvalho Oliva, que só apareceu na Câmara na última quinta-feira (18), com pedido de vistas ao processo, alegou viagem em férias ao interior de São Paulo. Oliva se recusou a receber arquivo do processo em PDF e contou com a ajuda do vereador Anderson Cezar Ramos, o Son Nogueira (PSB), que não participa da comissão, para ter acesso aos autos.  

Já o prefeito Quinquinha foi localizado por vereadores e servidores da Câmara Municipal na noite do sábado, 6 de janeiro (veja aqui), quando participava da festa de casamento de uma funcionária pública na comunidade rural de Caiúbas, próximo à divisa com o município de Juvenília. Visivelmente constrangido diante dos convivas das bodas nupciais, o prefeito chegou a ele a notificação mas se recusou a assinar após manter contato telefônico com o advogado Fábio Oliva.

Também localizado em sua residência no mesmo final de semana, o vereador Evilásio Amaro se negou a assinar a convocação para a próxima sessão da comissão com o argumento de que só era vereador no horário comercial, de segunda a sexta-feira. Durante esta última semana, a Câmara de Manga fez um esforço final para localizar e notificar o vereador, mas foi tudo em vão.

O vereador Bento Gonçalves, presidente da comissão processante, chegou a enviar um ofício à mesa diretora da Câmara informando sobre as dificuldades na localização de Evilásio, que seria, segundo o comunicado, tentativa de obstrução. A Câmara resolveu então publicar edital de convocação (na foto lá do alto de página) no Diário Oficial de Minas Gerais e no jornal O Tempo, além de spot na rádio comunitária local.

Para Evilásio, comissão age de 'má fé'