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A AMBIÇÃO DE EDMÁRCIO 

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O ex-prefeito de Matias Cardoso, Edmárcio Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (Avante), sonha alto. Animado com a boa aprovação à sua recém encerrada gestão de dois mandatos, decidiu disputar uma das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados nas eleições do ano que vem. 

A meta, claro, é ambiciosa. Matias tem cerca de 6,6 mil eleitores e dificilmente daria suporte a uma empreitada desse porte. Edmárcio não tem 100% desse eleitorado, mas avalia, contudo, que pode ampliar a plataforma de lançamento da futura candidatura para cerca de 16 municípios da região da Serra Geral de Minas - entre eles Janaúba, Jaíba e Porteirinha. 

O argumento é de que lideranças locais estariam dispostas a fechar com um nome identificado com as causas e reivindicações locais. Edmárcio imagina que pode ampliar para 50 municípios o escopo da sua candidatura. A meta é conquistar votação em torno de 50 mil votos - o que pode garantir sua vitória pelo Avante.

META OUSADA

MANGA COLAPSOU

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Hospital  recusa pedidos de transferência de pacientes após Ala Covid atingir lotação máxima

Ouro engarrafado: Funcionários do Hospital conferem estoque de oxigênio medicinal. Abaixo, Saruga e o médico Amaro Neto recebem nova carga do insumo

Oxigênio medicinal no estoque prudencial, ameaça de falta de insumos e medicamentos no médio prazo, além de profissionais da saúde no limite das suas forças. Essa é a situação do único hospital do município de Manga.

A unidade é responsável pelo atendimento semi-intensivo de pacientes com diagnóstico de covid da microrregião formada por seis municípios (Manga, Montalvânia, Miravânia, Juvenília, Matias Cardoso e São João das Missões).

Mesmo após receber carga extra de oxigênio medicinal na tarde deste sábado (20), o estoque do hospital é de apenas 37 cilindros do produto - o que garante autonomia para, no máximo, três dias.

A unidade oferece 16 leitos para atendimento na área de isolamento para pacientes convalescentes da covid-19. Todos eles estão ocupados desde o final da tarde da sexta-feira (19). O consumo diário do oxigênio subiu para 17 cilindros/dia nesta semana, após a Ala Covid operar em sua capacidade plena.

REMOÇÕES NEGADAS

Tecnicamente, o hospital de Manga, que não oferece leitos de UTI, já entrou em colapso e só aceita novos pacientes com quadro confirmado para a covid em caso de alta da internação ou remoção dos casos mais graves da doença para outros municípios.

Os pedidos de remoção têm demorado mais no sistema de regulação ou simplesmente são negados porque todos os hospitais de referência para o atendimento ao Sars-Cov-2 da região enfrentam dificuldades parecidas com o caso de Manga.

EXCLUSIVO COVID

O presidente da Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo, Edilson Silva Pinto, o Saruga, decidiu suspender temporariamente os demais atendimentos em Manga e encaminhar os pacientes para o município vizinho de Montalvânia, medida definida no Plano de Contigências definido há quase um ano pela Gerência Regional de Saúde de Januária.

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A GRS Januária foi informada da emergência e deve decidir nas próximas horas a elevação do Hospital de Montalvânia ao status de retaguarda, o que na prática define a unidade como auxiliar no atendimento de casos clínicos que chegam em Manga, mas que precisarão ser redirecionados para a força-tarefa de tratamento à covid.

INSUMOS

A principal preocupação dos gestores da saúde em Manga é com a possibilidade de faltar o oxigênio para uso hospitalar. Há registro da falta de insumos em todo o país.

Segundo Saruga, que foi diagnosticado com covid-19 na última sexta-feira e está em isolamento domiciliar, o que está faltando são os recipientes para estocar o gás em ambiente de hospital. Não há cilindros disponíveis para a demanda pelo produto, que disparou nas duas últimas semanas em Minas Gerais.

A boa notícia em meio a tanto susto e ameaças à segurança sanitária da população é que a Fundação Hospitalar de Manga dispõe de bom estoque dos medicamentos para tratar os pacientes infectados como coronavírus.

Não há risco no radar para a falta de antibióticos, sedativos e os bloqueadores utilizados nos casos de infecção pulmonar mais críticos, em que o paciente precisa receber ventilação mecânica.

CADÊ O PREFEITO? 

No meio desse barulho todo, o prefeito Anastácio Guedes (PT) anda sumido e se limita a falar do assunto em suas redes sociais com alertas protocolares para que a população obedeça às restrições da Onda Roxa, iniciativa do governo estadual que impõe limites à circulação de pessoas e proíbe o funcionamento de atividades não essenciais.

O silêncio de Anastácio já começa a assanhar a oposição local. Para não dizer que não em flores, o prefeito pediu à Câmara Municipal na semana passada autorização para abrir crédito suplementar no orçamento do município para a compra de vacinas com outros entes federativos.

Aprovado em regime de urgência urgentíssima pelos vereadores, o projeto é uma trapizonga sem pé nem cabeça que não define de quanto será o gasto com a compra de vacinas nem indica como isso vai se dar. Vacinas, como sabem aqui os meus três leitores, não estão disponíveis no mercado da esquina. No dia e quando essas vacinas chegarem - e se chegarem - talvez não se tenha mais o qu fazer. 

NOVA POLÍTICA É SEPULCRO CAIADO

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Delegado Marcelo é indiciado em inquérito que apura suspeita de caixa 2 nas eleições de 2018

Indiciado pela Polícia Federal, deputado Delegado Marcelo faz selfie sorridente ao lado de Bolsonaro 

Nada como um dia atrás do outro. Caiu como uma bomba no mundo político norte-mineiro a notícia publicada pela coluna Painel da Folha de S. Paulo dando conta que o deputado federal em primeiro mandato Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) foi indiciado pela Polícia Federal sob a acusação de ter praticado crime de caixa dois na campanha eleitoral de 2018.

Não era para menos. Bolsonarista de quatro costados, a antiga vestal da moral e bons costumes na política, o policial federal implacável com prefeitos corruptos de tempos atrás, esse varão de Plutarco incorruptível e impávido como um Bruce Lee, quem diria, mudou de lado no balcão da política, não para depurar as práticas que corroem a coisa pública nacional, mas, supostamente, para se juntar aos meliantes de gravata que outrora combatia. 

Um entre muitos exemplos para morrer de rir, não fosse trágico, porque abala toda e qualquer esperança que o eleitor ainda guardasse em seus heróis com pés de barro e mitos de araque, aqueles disfarçam com mentiras suas incompetências e sociopatias e que jogaram o país no fosso mais profundo da sua História.   

NÃO É POUCA COISA

A investigação sobre o caixa 2 de Marcelo Freitas já chegou na fase do relatório final, enviado ao Ministério Público de Minas Gerais, a quem agora cabe decidir se apresenta ou não denúncia contra o parlamentar. A peça corre em sigilo de justiça. 

A investigação, por óbvio, não indica a culpa do Delegado Marcelo. Caixa 2 não é exatamente o tipo de crime que tira o sono de políticos no Brasil. Mas não é pouca coisa o fato de que alguém que se apresentava contra esse tipo de prática ter sua campanha eleitoral na mira da instituição que tanto se gaba em pertencer. 

Marcelo Freitas é  delegado licenciado da Polícia Federal e formava, até outro dia, no movimento lava-jatista, a iniciativa comandada pelo ex-juiz Sérgio Moro para varrer a corrupção do mapa do país e que deu no vemos. Vale para Freitas o que valia para a mulher de César, a quem não bastava parecer honesta. 

NÃO PASSOU EM BRANCO

A notícia do indiciamento de Marcelo Freitas quase passa despercebida em meio ao pandemônio que tomou conta do Norte de Minas com o colapso dos sistemas de saúde. 

Mas, em tempos de redes sociais, nada passa incólume. Um dos desafetos do deputado-delegado, o empresário multimilionário e ex-prefeito de Montes Claros Ruy Muniz (sem partido) não deixou por menos.

O entorno de Ruy turbinou a notícia nas redes, embora os jornais do grupo tenham optado por não dar destaque ao assunto, que bombou mesmo foi em grupos de Whatsapp - invariavelmente com demonstrações de assombro ante a máscara de bom-mocismo do delegado que virou político. 

FALA FREITAS: 'VAZAMENTO ILEGAL'

DEU RUIM E PODE PIORAR

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Secretária de Saúde diz que há “risco iminente” de falta de medicamentos e insumos hospitalares em Manga

Quando topou assumir o cargo de secretária de Saúde de Manga, a vice-prefeita Cassília Rodrigues (PSB) sabia das dificuldades que a empreitada representaria em meio à maior crise sanitária já enfrentada pelo país. Mas nem no pior cenário imaginado, ela poderia prever que a situação se agravaria tão rápida e letalmente. 

O número de óbitos provocados pela covid dobrou desde a posse de Cassília no dia 1º de janeiro. Eram seis na virada do ano e agora somam 12. Já a quantidade de pessoas infectadas pelo vírus saltou de 362 diagnósticos em janeiro para 655 agora. A explosão do número de contaminados, claro, impacta o sistema de saúde local.      

O que já está ruim, pode piorar. Segundo a Cassíia, o município enfrenta risco iminente de desabastecimento de medicamentos e de insumos hospitalares - caso dos cilindros de oxigênio medicinal, que o site mostrou com exclusividade aqui. 

PREÇOS DISPARAM 

TEMPESTADE PERFEITA

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Prefeito de Januária decreta calamidade pública no município após hospital fechar leitos covid por falta de oxigênio
Imagem: Reprodução de vídeo Ascom Januária  
Entrada do Hospital de Januária: risco de colapso pela falta de oxigênio 

O prefeito de Januária, Maurício Almeida (PP), resolveu radicalizar a dramática situação que o município enfrenta após a explosão de casos de contaminação pelo coronavírus. Maurício decretou estado de calamidade em Januária até o final de junho.

O receio é que a situação saia do controle nas próximas semanas e a administração precise apelar para medidas drásticas para conter uma eventual queda ainda mais drástica na arrecadação de impostos, com efeitos na execução das metas fiscais do município.

COLAPSO NAS FINANÇAS

A ocupação de leitos no Hospital de Januária era relativamente tranquila até a última quinta-feira - com 20% de ocupação para o Centro de Tratamento Intensivo (dois pacientes em tratamento para a covid) e de 27% para a ala de atendimento clínico.

Maurício Almeida ficou especialmente assustado com o iminente colapso do único hospital do município, que foi obrigado a fechar quatro dos seus 10 leitos exclusivos para tratamento da covid após enfrentar dificuldades para renovar os estoques de oxigênio hospitalar e gás comprimido.

A unidade hospitalar se viu na contingência de ter que pedir cilindros do insumo emprestados para as congêneres da região. Januária passou a registrar mais de 30 novos diagnósticos para a Sars-Cov-2 nos últimos dias, aumento de 200% em relação à média do início deste ano.  O recorde de casos em toda a pandemia aconteceu nas últimas 48 horas, com 35 registros. 

O município também registrou nesta semana o 21º óbito pela covid - esse número ficou estável em 17 casos durante todo o mês de janeiro, mas voltou a subir em fevereiro e março.

NUVENS NEGRAS

EM MODO PÂNICO

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Direção do hospital de Manga alerta para risco da falta de oxigênio caso pandemia saia do controle

Fachada da ala administrativa do Hospital de Manga: risco de colapso

Dois óbitos em uma semana e a constatação de que há mais casos de vítimas da covid com demanda para internação em ambiente de UTI levaram o presidente da Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem, o advogado Edilson Silva Pinto, a fazer um apelo dramático para que a população obedeça às medidas restritivas decretadas pelo governo de Minas para os municípios da microrregião.

Batizada de Onda Roxa, as novas medidas objetivam reduzir a escalada de transmissão do coronavírus para garantir a capacidade de atendimento dos sistemas de saúde. O decreto do governo estadual proibe a circulação de pessoas entre 20:00 e 5:00 do dia seguinte e restringe o funcionamento das atividades comerciais apenas às essenciais.      

 

O Hospital de Manga é referência para o tratamento da covid originados em cinco municípios da microrregião. Edsilson Silva alertou para a possibilidade, sombria, de desabastecimento dos cilindros de oxigênio hospitalar caso o nível de internação cresça exponencialmente nas próximas semanas. No limite, o hospital pode entrar em colapso.

Boletim divulgado na manhã desta sexta-feira (12) pela Fundação Hospitalar mostra uma situação mais ou menos confortável. Há nove pacientes internados (cinco deles na enfermaria e outros quatros no semi-intensivo) para um total de 21 leitos disponíveis.

RISCO

“Para o atual nível de internação, o Hospital usa de 29 a 30 cilindros de oxigênio por semana. Se porventura, e Deus nos livre, aumentar o número atual de pacientes, teremos sérios problemas com o oxigênio”, afirmou Edilson Saruga em áudio distribuído via redes sociais.

O presidente da Fundação Hospitalar diz que a situação no momento é tranquila, porque há a previsão da entrega de nova carga de oxigênio e ar comprimido. A próxima remessa dos cilindros está prevista para a próxima quarta-feira (17).

Segundo Saruga, a população precisa se conscientizar do risco iminente de caos no atendimento hospitalar. “Mas há o risco do aumento do fluxo e essa é a nossa preocupação. Precisamos nos manter firmes nessa questão da Onda Roxa para não aumentar o número de pessoas internadas”, alerta.

NONO ÓBITO 

VÍTIMA DA COVID

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Agropecuarista Carlito Oliveira e candidato a prefeito nas últimas eleições é a oitava vítima do coronavírus em Manga

Imagens do produtor Carlito Oliveira em sua propriedade em Manga

A escalada fatal que a pandemia tomou no país nas últimas semanas segue fazendo vítimas. O agroempresário José Carlito de Oliveira, o Carlitão, 61 anos, morreu nesta quarta-feira (10), em decorrência de complicações respiratórias após ter sido contaminado pelo coronavírus.

Carlitão teve o diagnóstico para a doença confirmado na semana passada e se tratava em casa, mas o quadro clínico se agravou nas últimas horas. Ele chegou a ser levado para o Hospital de Manga, mas teve a morte confirmada no final da manhã.

A partida repentina de Carlitão repercute bastante nas redes sociais. Ele disputou o cargo de prefeito de Manga nas últimas eleições, quando ficou na terceira colocação com 2.619 votos (23,51% do total) e se tornou uma figura pública.

A Fazenda Juazeiro, o principal negócio do produtor rural Carlito Oliveira aparece entre um dos maiores empregadores do município.

GENEROSIDADE

ANO DE PANDEMIA E DESPEDIDAS

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Número de óbitos em Manga cresce 15% em 2020 na comparação com ano anterior, mas impacto da pandemia é pequeno

Se você tem aquela impressão de que mais pessoas têm morrido após o estouro da pandemia do coronavírus, seu feeling não está errado. Dados do Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais, Interdições e Tutelas de Manga, no extremo Norte de Minas, confirmam essa percepção.

O registro de óbitos cresceu 15% no município em 2020 na comparação com o ano anterior. Foram registradas 160 mortes no ano passado, periodo quase totalmente impactado pelo avanço da covid-19. No ano anterior, em 2019, o Registro Civil havia sido notifivado de 139 óbitos. No total do país, o crescimento é ainda mais impressionante, como você vai ler mais abaixo.

Oficialmente, no entanto, a elevação dos óbitos não tem relação direta com o coronavírus. Durante todo o ano de 2020, o município registrou cinco eventos (há um caso pendente de confirmação) ligados à causa mortis como sendo a Sars-Cov-2. Esse número veio bem abaixo do crescimento da letalidade local no mesmo período (21 registros a mais no ano passado vis-à-vis 2019).

FONTE: IBGE

Números de 2020 (ainda não disponíveis) vão inverter a tendência de queda no número de mortes em Manga mostrada no gráfico acima

MENOS VIOLÊNCIA 

A boa notícia é que o número de mortes violentas caiu 35% durante o ano da pandemia (14 eventos em 2019 ante nove em 2020). Na direção contrária, cresceram os registros de óbitos por insuficiência respiratória e hipertensão arterial sistêmica, além dos diabetes, cardiopatias e os diversos tipos de neoplasia.

A elevação das mortes por causas não diretamente associadas à pandemia ainda não foi suficientemente investigada. A relação mais próxima que os especialistas dão é a chamada morte por complicações relacionadas à covid.

EXPLOSÃO DE ÓBITOS

VOLTA ÀS AULAS: MERENDA E ENVELOPE

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Piora da pandemia e falta de estrutura adiam implantação de modelo híbrido para retorno às aulas em Manga

Imagem ilustrativa, sem vinculação com as escolas do município (Barueri)  

Salas vazias: Manga adia retorno às aulas por falta de insumos e riscos da covid-19  

[ATUALIZADO] - O recrudescimento da pandemia do coronavírus no país, somada à ameaça de que as novas e mais perigosas cepas do vírus se espalhem pelo país nas próximas semanas, devem adiar, sine die, a implantação do chamado modelo de ensino híbrido na rede municipal de ensino de Manga.

Decreto assinado pelo prefeito Anastácio Guedes (PT) no começo de fevereiro definiu o retorno gradual e progressivo às aulas no formato presencial e remoto, na definição da Secretaria Municipal de Educação.

Segundo o decreto, “o ensino híbrido é modelo educacional constituído por mais de uma estratégia de acesso às aulas, em que o processo de ensino e aprendizagem ocorre em formato presencial e virtual”. 

VIRTUAL ENVELOPADO

O ensino remoto possível, contudo, não é o virtual com a oferta de aulas via internet ou em mídias físicas. O município vai manter o sistema adotado na gestão passada, com a entrega de envelopes com conteúdos para que os alunos estudem por conta própria em casa.

Mensalmente, a Secretaria de Educação vai distribuir os blocos de atividades pedagógicas enviadas (BAP) juntamente com as cestas básicas que substituem a merenda escolar enquanto durarem os efeitos da pandemia.

A abertura do ano letivo no município está prevista para a próxima segunda-feira, 8 de março. Até o dia 10, a SME pretende convocar os pais dos alunos para receber os primeiros pacotes com as tarefas e a distribuição merenda.

Não é o ideal, mas é o que se vai conseguindo oferecer - no que mantém o grande fosso entre os alunos pobres matriculados nas escolas públicas dos pequenos municípios e o ensino nos colégios das classes média e alta nas médias e grandes cidades.  

OS SEM-INTERNET

JANUÁRIA: LOCKDOWN DA MADRUGADA

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Almeida recria comitê de enfrentamento à covid e adota medidas restritivas no período noturno

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Chegada da vacina: há pouco mais de um mês, prefeito Maurício Almeida recebia as primeiras doses da vacina Coronavac para a microrregião de Januária  

O prefeito de Januária, Maurício Almeida (PP), tenta se antecipar aos efeitos da escalada de casos por coronavírus que ameaça colapsar os sistemas de saúde dos municípios em todo o país.

Um ano após a chegada da pandemia ao Brasil, o ambiente é de caos e de pouca margem para reagir ao avanço da doença e ao registro diário de óbitos sempre acima do milhar.

Por decreto com vigência prevista para este sábado (27), Maurício Almeida recriou, com nova configuração, o Comitê Municipal de Combate e Prevenção ao Coronavírus.

Esse comitê terá funções deliberativas e consultivas e conta com a participação dos órgãos de saúde pública, polícias, Ministério Público, Câmara de Vereadores e entidades da sociedade civil, casos da OAB e CDL, entre outras, além das igrejas.

CORUJÃO