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OBITUÁRIO: MORRE HENRIQUE FRAGA

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Presidente da Fundação Hospitalar de Manga faleceu nesta madrugada em Montes Claros, após passar por complicações respiratórias

[ATUALIZADO] O diretor-presidente recém-eleito da Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo em Manga, Henrique de Almeida Fraga Júnior, 51 anos, faleceu na madrugada desta sexta-feira (5), em Montes Claros. A Fundação é a entidade mantenedora do único hospital da cidade.

A causa mortis não foi divulgada, mas sabe-se que o estado de saúde de Fraga havia piorado nas últimas três semanas até o ponto da necessidade de remoção de Manga para Montes Claros, onde ele chegou a ser entubado por dificuldades respiratórias.

Eleito para o comando da Fundação Hospitalar no final do ano passado, Henrique Fraga ainda tentava tomar pé da situação da entidade após ser indicado para o cargo pelo prefeito Anastácio Guedes (PT), a quem se juntou nas últimas eleições municipais.

Havia uma expectativa por parte do Podemos, o partido ao qual estava filiado, e do Pros, que ajudou a criar em Manga, de que ele ocupasse a Secretaria de Educação no governo Anastácio. Consta até que o não convite o teria deixado bastante chateado, mas topou assim mesmo assumir a Fundação Hospitalar como uma espécie de prêmio de consolação.

A passagem de Fraga tem sido lastimada desde o início da manhã de hoje por representantes dos diversos segmentos políticos em Manga - o que corrobora suas múltiplas inserções na vida comunitária local. Há, inclusive, depoimentos de lideranças que dizem ter recebido dele mentoria e incentivo para entrar na vida pública. 

"É com muito pesar que recebi a notícia do falecimento do meu amigo Henrique Fraga. Apesar de ter sido 'demonizado' por muitos, que se incomodavam com seu brilho, ele foi um homem de um coração gigante", escreveu o ex-vereador Gil Mendes. A Prefeitura de Manga não havia manifestado suas condolências até a subida deste post. 

POLÍTICA

FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO

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Candidato a presidente do Consórcio que gere o Samu-192, prefeito Noberto dá mau exemplo a furarr fila da Coronavac

REPRODUZIDO DA REVISTA TEMPO

O prefeito de Claro dos Poções, Norberto Marcelino (DEM), tomou a vacina contra a covid-19, fora dos grupos prioritários da primeira fase do plano de vacinação.

A informação foi confirmada pela enfermeira que aplicou o imunizante no chefe do executivo municipal. “O prefeito tomou porque ele está na área da saúde”, justificou a enfermeira Solange Costa Ferreira Soares, que trabalha no setor de imunização.

De acordo com nota emitida pela prefeitura, no dia 22 de janeiro, foram disponibilizadas 46 doses da vacina para o município no primeiro lote, o que garantiu a imunização de 23 pessoas.

A enfermeira disse que apenas alguns dos profissionais da saúde que trabalham na rede de urgência e emergência foram vacinados e que a vacina não tinha sido suficiente para todos aqueles que estão na linha de frente.

"ELE É MÉDICO"

Ao afirmar que o prefeito tinha se vacinado, ela foi questionada se ele exercia a profissão na cidade. “Ele é médico, foi por isso que ele tomou. Ele é prefeito e  médico”, disse.

 A funcionária acrescentou, ainda, que Norberto Marcelino atua como médico no setor público da cidade. “Ele exerce a profissão na própria unidade de saúde”.

Além disso, Solange afirmou que o prefeito estaria no grupo de risco. “Está na linha de frente, sim. Porque ele atua na área”.

FURA FILA

QUANTO CUSTA A MAIS-VALIA?

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Baixa remuneração dificulta montagem da equipe de governo em Manga

Vista parcial da área central da cidade com o prédio da Prefeitura em primeiro plano  

O prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), encontrou uma dor de cabeça a mais nessas três primeiras semanas após a posse no cargo: enfrenta dificuldades para compor cargos do segundo escalão por conta da baixa remuneração prevista para várias dessas funções.

Os principais gargalos são os cargos de procurador do município (ocupado pelo advogado Reginaldo Rodrigues), procurador da Fazenda (o advogado Edilson Pinto, o Saruga, tem assento na vaga) e a função de controlador interno (assumida por Paulo José Cordeiro).

Os vencimentos brutos previstos para essas três funções variam entre R$ 3,5 mil a R$ 3,7 mil, bem abaixo do valor de mercado e irrisório até mesmo para o padrão médio de prefeituras da região.

Além de serem baixos, esses salários não foram reajustados nos últimos oito anos.

O problema não é novo. Quando assumiu o município para o primeiro mandato em 2013, Anastácio enfrentou as mesmas dificuldades, mas, naquela ocasião, optou por pagar adicionais na forma de gratificações. A estratégia foi contestada judicialmente pela oposição, mas não há, até agora, decisão sobre o processo - nem mesmo em caráter liminar.

TEM O DEDO DELE

A baixa remuneração para funções públicas em Manga tem a digital do ex-prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto Oliveira (PSD), que implantou o plano de cargos e salários do município durante seu segundo mandato (2009/2012).

Irmão do prefeito Anastácio Guedes, o deputado federal Paulo Guedes diz que é quase impossível montar boas equipes de governo com salários tão baixos e critica o ex-prefeito Quinquinhas, que teria levado para a gestão pública o espírito da mais-valia (o conceito capitalista em o empresário paga ao funcionário montante sempre abaixo do real valor pelo seu trabalho).

STATUS DE SECRETARIA

JANUÁRIA VOLTA AOS TEMPOS DE CRISE

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Novo prefeito diz que tinha "baixa expectativa" em relação a antecessor que foi “cruel e irresponsável” ao não pagar salários de dezembro

Prefeito Maurício Miranda no vídeo em que explica a crise do atraso nos salários em Janária

O entusiasmo com a vitória avassaladora do prefeito Maurício Almeida do Nascimento (PP) em Januária cedeu lugar para o inevitável choque de realidade. O prefeito Almeida administra - e mal - a primeira crise do seu governo ao se recusar a pagar os salários de dezembro, no valor atribuído de R$ 3 milhões.

O assunto começou a ganhar repercussão negativa nas redes sociais e obrigou o prefeito a colocar a cara na janela - mas com certo atraso, quando o que já estava patente era a versão incorreta de que a nova administração não honraria as dívidas do seu antecessor.

Em vídeo gravado na quinta-feira (21) para se posicionar sobre o imbróglio, Maurício Almeida informou que a prioridade é o pagamento da folha de pagamento do mês de janeiro e que a dívida deixada pelo antecessor Marcelo Félix Araújo (Republicanos), o Dr. Marcelo, vai ficar para dia incerto e não sabido - a depender da sobra de recursos no caixa.

HERANÇA MALDITA

Maurício Almeida não poupou o antecessor Marcelo Félix, a quem classifica como “cruel e irresponsável” por não ter quitado o pagamento dos servidores do mês de dezembro, o último sob o comando da gestão anterior. 

"Herança a gente não escolhe. Só que, diante de tanta bagunça, deixada nas contas públicas pela gestão passada, que não honrou a folha da Prefeitura, achei um gesto de crueldade e extrema irresponsabilidade", reclama o prefeito Maurício em vídeo espalhado pelas redes sociais.

O prefeito Maurício diz que tinha "baixa expectativa em relação à dignidade da administração" do Dr. Marcelo, mas diz que se surpreendeu com o que encontrou ao tomar posse.

Aqui o prefeito Maurício segue o velho roteiro de decretar o estado de terra arrasada, mas o efeito dessa nomeação de culpa costuma ser passageiro. Não demora para o povo esquecer o ex-prefeito Marcelo e a batata quente cair em definitivo nas mãos do vencedor. 

IMPAGÁVEL

A reação do atual prefeito veio um pouco tarde, porque a crise já estava instalada. O atual prefeito diz ter encontrado apenas R$ 154,4 mil para honrar compromissos superiores a R$ 3 milhões. Só com o funcionalismo.

A dívida do município para com a Prevjan, o instituto de previdência dos servidores, por exemplo, já avança para a impagável casa dos R$ 100 milhões.

ESTRAGO
O prefeito Maurício diz que não dispõe de saldo para bancar todo “o estrago” que herdou do governo anterior, mas que já tomou providências de cortes de despesas que vão gerar retorno, no médio prazo, que possibilitarão honrar as dívidas da tal herança maldita.

O site apurou que a queda de braço entre a nova gestão e o funcionalismo tem uma razão: o prefeito Maurício avalia que não tem como pagar os salários atrasados antes de garantir a quitação da folha de janeiro, que é de sua responsabilidade direta.

DEIXA FICAR PRA VER COMO É QUE FICA

O CIRCO EM CORIBE

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Bolsonaro vai à Bahia inaugurar trecho da BR-135 que estava praticamente pronto quando assumiu o governo

Na Bahia, Bolsonaro promete impedir que estrangeiros comprem terra no país

Bolsonaro e comitiva na visita à cidade de Coribe para entrega de trecho da BR-135

O trecho de 67 quilômetros da BR-135 entre Coribe e Cocos, no Oeste Baiano, inaugurado nesta quinta-feira (21) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é das poucas obras herdadas de administrações anteriores a que o ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) ainda pode recorrer para salvar o desgoverno federal da total inação.

O ministro Tarcísio de Freitas, por sinal, atuou no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) durante o governo Dilma Rousseff e, por isso, conhece o ‘mapa do tesouro’. Freitas virou o ‘darling’ de Bolsonaro ao se tornar o único ministro com alguma entrega - ainda que de governos passados - a oferecer para que o presidente monte o seu teatro de falsa eficiência.

COLHEITA SEM PLANTIO

Quem não planta, por óbvio, não tem o que colher. Bolsonaro foi à Bahia inaugurar uma estrada cujo projeto foi lançado em 2010 - o de recuperar a extensão da estrada federal que liga Belo Horizonte a São Luís do Maranhão. O edital para as obras na Bahia foi lançado há seis anos, ainda no governo Dilma Rousseff, pelo Dnit.

As obras no Lote 4 da BR-135 entre Cocos e Coribe foram iniciadas em fevereiro de 2017, já no governo Michel Temer - com previsão de término ainda naquele ano e gastos contratados de R$ 101,2 milhões. A obra está pronta há um bom tempo e falo com precisão porque sou um usuário frequente da rodovia.

Para não ser injusto com a atual gestão, é preciso dizer que alguns serviços de reaterro e execução pluvial foram realizados nos últimos dois anos.

O que o governo de turno realmente pode ter inaugurado foi o acesso norte a Coribe - onde a BR-135 ganhou pista dupla e projeto de iluminação. De toda forma, na gestão da coisa pública a inauguração compete a quem está no cargo, tenha mérito ou não o seu governo. Há colheitas sem plantio

ZÉ DE CORIBE

A visita à Bahia era prometida desde setembro do ano passado e sempre adiada. Coribe é mandiocal do deputado federal José Rocha (PL-BA), que, por sinal, ganhou generoso espaço para longa fala no palanque montado nesta manha na cidade que chama de ‘capital do mundo’ - e aqui já se tem a falta de noção do parlamentar.

Um dos filhos do deputado baiano, Manuel Rocha (PR), deixou o comando do município há três semanas, após cumprir dois mandatos como prefeito. Aos olhos de quem atravessa a pequena Coribe, o destaque fica por conta da urbanização e sinalização das vias da cidade. Além do agronegócio, o município tem receitas extras vindas da mineração.

ESTRADA INACABADA

De volta à BR-135, o presidente Bolsonaro e seu ministro da Infraestrutura frustraram as expectativas de lideranças regionais ao não cravar a pavimentação da BR-030, que liga Carinhanha a Brasília.

Também era esperado um anúncio mais contundente da retomada imediata da finalização da pavimentação entre Cocos e a divisa com o estado de Minas Gerais.

Há um trecho de cerca de 10 quilômetros abandonado há pelo menos uma década pela construtora responsável pela obra na região do Rio Itaguari. Duas pontes e o asfalto naquele ponto ficaram sem conclusão - o que obriga os usuários da BR-135 entre os estados de Minas e Bahia a passar por um maltratado desvio.

DERROTAS

BASTIDORES: TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO

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Município sede de reserva indígena fica com 74% das vacinas destinadas à microrregião de Januária

Prefeito Jair Xakriabá, de máscara preta e já imunizado, discursa na tenda montada para receber as primeiras doses da vacina contra a covid-19

[ATUALIZADO] - O município de São João das Missões, no extremo Norte de Minas, ficou com 73,6% das 14.080 doses da vacina Coronavac distribuídas esta semana pelo Governo de Minas para os 25 municípios sob jurisdição da Gerência Regional de Saúde de Januária.

O município, que é sede da reserva indígena Xakriabás, recebeu uma primeira tranche de 5.186 doses da vacina e deverá receber a mesma quantidade daqui a duas semanas. 

Na prática, de cada quatro doses da Coronavac destinadas para a GRS Januária, três serão enviadas para São João das Missões. Das 14.080 doses recebidos ontem pela GRS, 10.372 serão aplicadas naquele município.

Segundo a GRS Januária, a população residente nos 25 municípios é de 406 mil habitantes. A distribuição de quase 75% das doses para apenas um município da microrregião gerou muita insatisfação entre os secretários de saúde - que esperavam uma divisão mais equânime do imunizante, mesmo respeitadas as prioridades estabelecidas pelo governo estadual.

Com população estimada de 13 mil pessoas (70% delas de remanescentes da etnia indígena Xakriabás), São João das Missões ficou, sozinho, com três quartos do total de doses da vacina contra a covid-19 e deverá vacinar cerca de 20% dos seus habitantes - um luxo, quando se considera que a média de pessoas vacinadas no país durante esta primeira etapa de imunização não deverá chegar a 3%.

PRIVILÉGIO

Ciente do privilégio que as circunstâncias e os critérios de repartição das doses da Coronavac lhe concederam, o prefeito Jair Cavalcante Barbosa, o Jair Xakriabá (Republicanos), montou uma tenda com balões em azul e branco em praça pública para bater-bumbo no lançamento da campanha de vacinação no âmbito local na tarde da terça-feira (19).

Tabela com a distribuição das vacinas repassadas aos 25 municípios da microrregião de Saúde de Januária (Fonte: GRS)

Para se ter ideia da disparidade na distribuição das vacinas, o município de Itacarambi, ali do lado, recebeu apenas 36 doses da vacina nessa primeira leva. 

Na divisa oposta, Manga, com população de 18,4 mil habitantes, ficou com apenas 180 doses - suficientes para a cobertura de 90 pessoas, já que a vacina chinesa demanda duas aplicações para que tenha eficácia garantida em 50,4% dos casos. 

SUA PARTE NESSE LATIFÚNDIO

Brasília de Minas foi contemplada com o segundo maior número de doses (535), seguida por São Francisco (380) e Januária (262). Os municípios de Campo Azul e Patis receberam apenas 13 doses da Coronavac cada um. Ibiracatu, Juvenília e Pintópolis tiveram direito a 15 aplicações. 

“Nosso município vive um momento histórico. Tivemos o privilégio de receber um número maior de doses, porque temos pessoas de alto risco, inclusive os 70% dos indígenas que se enquadram nesse critério”, discursou Jair em vídeo distribuído nas redes sociais.

Jair Xakriabá foi uma das primeiras pessoas a se imunizar em São João das Missões, prerrogativa que a condição de inídigena lhe confere. A fila de prioridade inclui ainda profissionais de saúde na linha de frente do combate à covid, além dos idosos em situação de asilo.

O prefeito quer aplicar as cinco mil doses do imunizante e recomendou, duranta sua fala na cerimônia de lançamento da campanha de vacinação, à população local para que não se deixe levar pelas campanhas anti-vacina que circulam nas redes sociais.

NÃO GOSTEI

A 1ª DOSE DA VACINA COVID VAI PARA…2

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Enfermeira é primeira pessoa vacinada com a Coronavac na regional de Saúde de Januária presta homenagem à colega vítima da doençaPRIMEIRADOSEMOSAICO.jpg - 217,50 kB

A enfermeira Ana Luiza Reis recebe a primeira dose da vacina contra a covid na microrregião de Januária: homenagem à xará Ana Luíza Sales, vítima da doença

A primeira pessoa a receber a vacina chinesa Coronavac nos 25 municípios que formam a microrregião da Gerência Regional de Saúde de Januária foi a enfermeira Ana Luiza Carvalho Reis, 28 anos, que atua centro de referência do Covid, em Januária.

Ana Luiza foi vacinada no final desta manhã com uma das 14.080 dose repassadas pelo governo de Minas na manhã desta terça-feira. Para surtir efeito, a Coronavac demanda duas aplicações, com intervalo mínimo de 15 dias entre elas. 

Além de ser uma profissional da linha de frente no combate à Sars-Cov-2 em Januária, a escolha de Ana Luiza Carvalho Reis é uma homenagem que o município presta à uma homônima sua, a também enfermeira Ana Luíza Sales Bernardino, 30 anos, uma das vítimas da covid-19 no município, cuja morte, no final do mês de outubro, causou grande comoção na cidade.

ATIVISMO

E A 1ª DOSE DA VACINA COVID VAI PARA...

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Em tom ufanista, Januária recebe 14 mil doses da Coronavac destinadas à microrregião com 25 municípios e 406 mil habitantes

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O prefeito de Januária, Maurício Almeida (camisa azul), faz pose de 'pau pra toda obra' durante chegada dos isopores com a vacina anti-Covid na cidade 

Com menos de 20 dias no posto, o prefeito de Januária, Maurício Almeida (PP), já mostrou que não veio para perder a foto. Almeida rumou cedo para o aeroporto de Januária e estava a postos para receber o ‘isopor’ com as 14.080 doses da vacina CoronaVac que o governo mineiro destinou para a Gerência Regional de Saúde de Januária, responsável pela gestão da saúde em 25 municípios do extremo Norte de Minas - com população estimada de 406 mil habitantes.

Almeida saiu do aeroporto de Januária direto para o encontro de logo mais com o governador Romeu Zema (Novo), que finalmente dará as caras na região. Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Januária, a decisão sobre o início da campanha de vacinação na microrregião só acontece depois do encontro com Zema, que deve reunir cerca de 30 prefeitos do Norte de Minas. 

Durante o trajeteo para Montes Claros, o prefeito Maurício gravou um vídeo ao lado do motorista do carro oficial em que demonstrou esperança de trazer no porta-mala, logo mais, alguns milhões para obras em Januária.

De volta a Coronavac, as doses da vacina serão refrigeradas até o momento da distribuição para os municípios da região, prevista para começar ainda hoje - ou, no máximo, na quarta-feira. Serão imunizados (em duas doses) cerca de 7 mil moradores do extremo norte-mineiro.

Segundo a Gerência Reginal de Saúde de Januária, os 25 municípios da região têm até agora 4.406 casos confirmados para a Sars-Cov.2, com 95 óbitos registrados. O número de recuperados da doença é de 4.018 pacientes.

Na lista de prioridades estão profissionais de saúde na linha de frente de combate ao covid, idosos em instituições de longa permanência, pessoas com deficiência e a população indígena mineira.

GOTA D’ÁGUA

O leitor que se der ao trabalho de fazer uma conta de padeiro vai perceber que a vacinação no Brasil é uma gota d’água (sem trocadilho) ante um oceano de brazucas que dela depende para voltar à normalidade de suas existências.

Para a maior parte da população, o risco real é de ser contaminado pelo vírus antes de receber sua dose salvadora da vacina que o governo de São Paulo encomendou à chinesa Sinovac. Na microrregião de Januária, apenas 3,5% da população devem receber as duas doses do imunizante nessa primeira leva. 

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De volta ao prefeito Maurício Almeida, sua performance fotogênica só mimetiza as cenas que se repetem no dia de hoje por todo o país. Governadores, deputados, prefeitos, vereadores, as ilustríssimas mulheres de vereadores, e quem mais vier (exceto o negacionista Jair Bolsonaro), estarão a postos para faturar com a vacinação de poucos - por enquanto.

MATÉRIA-PRIMA

O flagelo do coronavírus é responsável pela imolação de 210 mil brasileiros na contagem oficial, mas é de se estimar que três ou quatro vezes esse número tenha morrido, quando se considera o critério das mortes por complicações em razão da covid.

Há uma demanda quase ansiosa pela vacina que, infelizmente, será para poucos ao longo deste primeiro semestre. O noticiário nacional, contudo, informa nesta manhã que o Instituto Butantã, responsável pela produção e distribuição da vacina chinesa no país, pediu autorização à Anvisa para a liberação de outras 4,8 milhões de doses.

O noticiário dá conta ainda que pode faltar o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), insumo fundamental para a produção da vacina de Coronavac no Brasil. O mesmo vale para o material fornecido pela Oxford, que é a vacina contratada pelo Ministério da Saúde, e que terá produção a cargo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Jandeiro.  

POR QUE ME UFANO!

ESVAZIADA, AMAMS ACLAMA PRESIDENTE

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Entidades municipalistas do Norte de Minas optam por consenso na escolha das suas diretorias, exceto no Samu onde a disputa segue indefinida

Prefeitos filiados à Amams na foto oficial durante a eleição para a escolha da nova diretoria da entidade 

A outrora influente Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) elegeu sua nova diretoria na última sexta-feira (15) de forma consensual.

O prefeito do pequeno município de Padre Carvalho, José Nilson Bispo de Sá, o Nilsinho (Republicanos), foi aclamado presidente e vai para tocar a lojinha municipalista pelos próximos dois anos.

A nova diretoria tem ainda os prefeitos Celio Santana (Buenópolis) como 1º vice-presidente, Robson Adalberto Mota Dias (Coração de Jesus) na 2ª vice-presidência, Ronie Douglas Dias (Olhos D'água) na diretoria de Gerenciamento Econômico, Norberto Marcelino (Claro dos Poções) na Articulação Política, José Geraldo Alves de Almeida (prefeito de Ponto Chique) como diretor de Desenvolvimento Regional.

Já o Conselho Fiscal é formado por Carlos Alberto Mota Dias (prefeito de São João da Lagoa), Vanderli de Carvalho Barbosa (Felixlândia), Rodrigo Fernandes (Pedras de Maria da Cruz), Diego Antonio Braga (Grão Mogol), Eduardo Rabelo (Francisco Dumont) e Reginaldo Antonio Silva (Jaíba). 

NOVO VELHO- A posse da nova diretoria ainda depende da confirmação da presença do governador Romeu Zema (Novo), que, por sinal, bate asas neste final de semana por municípios do Norte de Minas.

A presença do governador que nada fez em Minas até aqui na solenidade de posse da Amams será uma tentativa de lembrar os bons tempos em que a entidade tinha algum peso na cena política regional.

Mas Zema é um novo velho, no que diz muito, por exemplo, o sucateamento da malha rodoviária sob sua batuta. As estradas mineiras são agora um queijo suiço e, não demora, quem tem planos eleitorais vai tentar sair da órbita do ‘caipira’ que tomou Minas de assalto na onda bolsonarista que varreu o país há dois anos. A nova política está morta, só falta alguém para bater o prego no seu féretro.

SEM PARAQUEDAS - Um dado mostra o esvaziamento da Amams. Dos quase 100 municípios sobre a área de influência da Associação, pouco mais de 50 prefeitos estavam aptos a votar. Entre os deputados com representação regional, apenas Paulo Guedes (federal) e Zé Reis (estadual) deram com os costados por lá. A boa notícia é que nenhum dos paraquedistas de ocasião apareceu.

Parcela deles não têm direito ao voto por inadimplência com a entidade, mas há ainda quem simplesmente não queira perder tempo com o associativismo, por considerá-lo inócuo. A tese aqui é a de que o eleitor médio não tem a menor ideia do que venha a ser a Amams e dela não tira nenhum proveito.

ERA DOURADA - Em seus dias áureos, a Associação ergueu uma sede suntuosa em Montes Claros. Quem pontificava por lá era o novamente prefeito de Patis, Valmir Morais (PTB), que também acaba de ser eleito por unanimidade para a presidência Cimams (Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene).

O Cimams, que entre as suas multifinalidades tem o propósito de realizar licitações conjuntas para os municípios, era comandado até aqui pelo ex-prefeito de Matias Cardoso Edmárcio Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (Avante), nesta foto de terno ao lado do prefeito e novo presidente do consórcio, Valmir Morais.

Com Valmir, a Amams teve alguma interlocução com o Palácio Tiradentes e chegou a receber os governadores tucanos Aécio Neves e Antonio Anastasia, aqueles que iniciaram a quebradeira de Minas antes do petista Fernando Pimentel colocar a cereja no bolo já bem azedado.

CONVERSA PRA BOI DORMIR

PREFEITO SUSPENDE 59 NOMEAÇÕES

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Anastácio cancela pela 2ª vez posse no cargo de servidores aprovados em concurso realizado pela Prefeitura de Manga em 2012

Vista parcial da praça da Prefeitura de Manga: posse de servidor suspensa outra vez  

A cena política em Manga anda cansativa e se repete, volta e meia, como pura farsa. Um dos primeiros atos do prefeito Anastácio Guedes (PT), já no primeiro dia útil no cargo, foi nomear uma comissão sindicante para avaliar a licitude do ato do antecessor no cargo, o ex-prefeito Quinquinhas de Quincas de Otílio, o Joaquim ‘Posto’ Oliveira (PSD).

A comissão especial é formada pelos servidores Wesley Acipreste (presidente), Raquel Carlos Rocha (secretária) e Rosário Carlos Rocha (suplente), responsáveis por decidir pela lisura ou não da decisão que nomeou 59 servidores no apagar das luzes da gestão anterior. 

O concurso foi aberto ainda no ano de 2012, durante o segundo mandato do ex-prefeito Quinquinhas, mas foi cancelado pela primeira gestão petista no início de 2013. 

A posse dos novos ex-servidores aconteceu no dia 9 de dezembro passado para os cargos de auxiliar de serviços gerais, motorista de  veículos leves e pesados, operador de limpeza, vigia, eletricista, auxiliar de biblioteca, auxiliar de secretaria escolar, atendente de farmácia, fiscal de tributos municipais, fiscal sanitário, monitor escolar, professor de educação básica I, desenhista técnico, administrador de empresas, assistente social, fisioterapeuta, engenheiro civil, pedagogo e psicólogo. 

Deputado Paulo Guedes e o prefeito Anastácio em foto de arquivo: concurso anulado duas vezes sob o argumento de nulidade de ato e falta de caixa para bancar nomeações

Em fala aos servidores empossados, o ex-prefeito declarou que sua administração “elaborou todo um planejamento financeiro para que esses servidores pudessem ocupar os seus respectivos cargos, sem comprometer o financeiro do município”. Quinquinhas só não não explicou como seria possível 'planejar despesas' para uma administração que sabidamente já não seria mais sua. 

FILME VELHO

De volta a Anastácio, o petista praticamente repetiu agora o gesto de quando assumiu o cargo pela primeira vez, em janeiro de 2013, para o primeiro mandato. Na ocasião, Anastácio anulou a validade do concurso público homologado pelo seu antecessor Quinquinhas para a efetivação de 57 servidores ao quadro de funcionalismo do município.

Desde então existe uma ação civil pública que tenta anular a primeira decisão de Anastácio, que argumentou, há quatro anos, que a administração anterior não havia cumprido prazos previstos na Lei Eleitoral para a realização desse tipo de certame.

NULIDADE NO ATO