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A CADA PESQUISA UM NOVO VEXAME TUCANO

No Domingo, 30 Abril 2017 17:07.

Aécio e Alckmin têm desempenho de nanicos no Datafolha. Juntos, valem menos que um Bolsonaro

O retrato do senador Aécio Neves (PSDB) que emerge da última pesquisa Datafolha é desolador. Derrotado pela inepta Dilma Rousseff há pouco mais de dois anos, Aecinho não consegue ser opção à derrocada do petismo. Aécio simplesmente não tem recall (lembrança) na cabeça do eleitor, apesar de ter sido o ultimo tucano a disputar uma sucessão presidencial. O senador mineiro aparece com modestos 5% por cento na pesquisa de intenção de votos divulgada neste domingo (30) pelo jornal ‘Folha de S.Paulo’. 

O PSDB caminha para desempenho nanico na sucessão presidencial. Se a situação é péssima para Aécio, o que dizer do governador paulista Geraldo Alckmin, dono de insuficientes 3% das intenções de voto? Por que os tucanos não conseguem ocupar o vazio político deixado pelo PT é questão para juntar caraminholas na cabeça de muito cientista político e dos 'opinistas' de plantão em espaço nobre dos jornais. Vale uma tese a explicação sobre o momento em que o partido nascido para o diálogo perdeu o link com as ruas e a credibilidade junto aos brasileiros.

É preciso lembrar que o ex-ministro e senador José Serra, derrotado pelo lulopetismo em duas ocasiões, sequer aparece no levantamento do Datafolha. Cede lugar o neofacismo do prefeito de São Paulo, o empresário João Doria, que pousa para a foto da antipolítica ao tratar grevista como vagabundo, com os rigores da lei a quem pensa diferente. Doria tem 5% das intenções de voto e equivale, nessa altura, a um Aécio Neves. Se sobreviver até o ano da graça de 2018, Doria será a tábua de salvação do tucanato para disputar espaço com Jair Bolsonaro (PSC), esse sim, uma desagradável surpresa pesquisa após pesquisa.

Bolsonaro é agora o segundo colocado no Datafolha, agora em empate técnico com Marinha Silva (Rede), e apto a disputar um segundo turno na sucessão presidencial neste triste país. Vou repetir para não deixar dúvidas: Bolsonaro tem 11% das intenções de voto e, na margem, tem o peso dos três tucanos listados na pesquisa (Aécio, Alkmin e Doria somam 13% juntos).

Precisa dizer algo mais para ilustrar o fim do poço a que chegou a social democracia herdada por Fernando Henrique Cardoso? O PSDB é o mentor das atuais reformar levadas a cabo pelo presidente Michel Temer, do PMDB. As reformas de Temer –terceirização, direitos trabalhistas e arrocho previdenciário – têm o aval de Aécio Neves, um político a cada dia mais desconectado com a realidade.

Antídoto

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BRASIL NÃO ACHA O FUNDO DO POÇO

No Sexta, 28 Abril 2017 13:53.

Total de desempregados cresce e atinge 14,2 milhões, informa o IBGE 

Com Agência Brasil 


Para quem apostava que a mudança de governo seria a panaceia para a crise, a notícia não é boa. O país parece não ter achado ainda o fundo do seu poço. A taxa de desocupação no país continua em alta e o país tinha 14,2 milhões de desempregados no trimestre encerrado em março, número 14,9% superior ao trimestre imediatamente anterior (outubro, novembro e dezembro de 2016) – o equivalente a 1,8 milhão de pessoas a mais desocupadas.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada hoje, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os resultados do primeiro trimestre. No trimestre encerrado em fevereiro, o Brasil tinha 13 milhões de desempregados.

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação fechou março em 13,7% com alta de 1,7 ponto percentual frente ao trimestre outubro/dezembro de 2016, quando o desemprego estava em 12%. Em relação aos 10,9% da taxa de desemprego do trimestre móvel de igual período do ano passado, a alta foi de 2,8 pontos percentuais. Essa foi a maior taxa de desocupação da série histórica, iniciada no primeiro trimestre de em 2012.

Em relação ao primeiro trimestre móvel do ano passado, a alta da taxa de desocupação chegou a 27,8%, o que significa que mais 3,1 milhões de pessoas estão procurando.

População ocupada recua

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OS CAMINHOS E DESCAMINHOS DE LULA

No Terça, 25 Abril 2017 08:10.

O ex-presidente Lula evoca paixões e ódio em medidas parecidas. Isolado na liderança das intenções de votos para a sucessão presidencial do próximo ano, seu nome dificilmente aparecerá na urna eletrônica. Se aparecer, será na condição de candidato sub judice, com todo o peso que isso pode ter numa eleição nacional. Hoje Lula teria 30% dos votos, mas enfrenta rejeição superior a 50% - o que poderia limitar suas chances na hipótese de chegar à disputa.

Talvez, Lula tenha agora a convicção íntima de que presidentes (ex-presidentes idem) não devem ser amigos de empreiteiros. Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez não são construtoras de fundo de quintal. Tinham e ainda têm negócios bilionários com o Estado brasileiro. O que isso significa? No mínimo dos mínimos, o ex-presidente, candidatíssimo a retornar ao cargo, foi imprudente ao evitar a velha promiscuidade entre governantes e empreiteiros no Brasil.

O ex-presidente perdeu-se no descaminho em que se mistura público e privado no país com essas denúncias de propriedade oculta do sítio em Atibaia e do apartamento no Guarujá. Pior do que isso: teria atuado como lobista de algumas empresas junto ao governo Dilma Rousseff, onde sabidamente mandava mais que a própria presidente. Dilma, por sinal, é a origem de outro descaminho do petista. O maior erro da sua vitoriosa carreira política foi permitir a reeleição da afilhada.

A fama de mito que envolve o nome do Lula passa por sucessivos testes e não se desfaz. Nenhum político na história do Brasil foi tão atacado quanto o petista. Em tempo de redes sociais, é como se ele enfrentasse uma legião de carlos lacerdas, o legendário carrasco de Getúlio Vargas. O ex-metalúrgico é atacado diariamente por comentaristas de emissoras de rádio, artigos de jornais e na internet, de forma mais caudalosa. Ainda assim, detém 30% do eleitorado fiel ao seu nome.

Mais que isso, vê seus principais adversários do PSDB derreter na preferência popular. Aécio Neves (22%), José Serra (25%) e Geraldo Alckmin (22%) também foram citados na Operação Lava-Jato, mas nem de longe são vítimas do linchamento moral enfrentado por Lula, que enfrenta risco de condenação mais provável na segunda instância antes do processo eleitoral do próximo ano.

Incógnitas

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MANGA: VICE EM LUA DE MEL COM PREFEITO, PRB NEM TANTO ASSIM

No Quinta, 20 Abril 2017 08:00.

Peça-chave na eleição de Quinquinha, partido do vice amarga escanteio na administração

Em artigo que publiquei aqui há 15 dias com o título Em Manga, vices concorrem ao esquecimento’, prometi aos meus 17 eleitores que analisaria o papel da composição para indicação do vice-prefeito na eleição do prefeito de Manga, Joaquim do Posto Shell (PPS), de camisa clara na imagem ao lado, nas eleições do não passado. Promessa é dívida.

Há pouco mais de um ano, o advogado Hélder Mota Ferreira cravava para este colunista premonição certeira sobre as eleições em Manga, naquela altura ainda na fase de discussão sobre as futuras candidaturas. Na ocasião, Mota previu que, se a eleição no município tivesse apenas dois candidatos, o prefeito Anastácio Guedes (PT) não teria a menor chance com a sonhada reeleição. A limitação de apenas dois candidatos na disputa, como efetivamente aconteceu, daria ao pleito um caráter plebiscitário de julgamento da administração petista Anastácio, que era considerada apenas regular pela opinião pública local.

Em meados de fevereiro do ano passado, durante passagem por Santiago, no Chile, recebi a sugestão de pauta sobre o balão de ensaio do então vereador Luiz do Foguete, ainda no PT, e o advogado Maurício Magalhães (PR) para criar uma terceira via nas eleições municipais em Manga. Este Blog praticamente lançou a campanha de Luiz do Foguete a prefeito, que deu para trás algum tempo depois. O leitor pode recordar a narrativa desse movimento aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Naquela altura do campeonato, o agora prefeito Quinquinha do Posto Shell ainda aquecia os motores para a campanha, que só começaria para valer lá pelo mês de junho. Quinquinha entrou em pânico ao ler aqui no Em Tempo Real a possibilidade de Maurício Magalhães e Luiz do Foguete lançarem uma chapa alternativa no município. O agora prefeito delegou a empregados seus negócios em Januária, onde se exilara desde que a Prefeitura de Manga, em dezembro de 2012, e voltou correndo para Manga com a missão de melar qualquer possibilidade de terceiras ou quarta candidaturas na disputa local.

Quinquinha do Posto Shell montou um quartel general na sala de jantar da residência do advogado Hélder Mota, onde iniciou o plano para cooptar o vereador Luiz do Foguete para compor a vice da sua futura chapa. Começava ali a investida para tomar o PRB dos domínios do então vice-prefeito Eliel Dourado (aqui). Com a ajuda de Quinquinha, Luiz do Foguete virou presidente daquele partido e selou a aliança com o seu nome de vice na chapa que venceria as eleições em Manga. Maurício Magalhães desistiu de sair candidato, após compor acordo com o PT para ser o vice de Anastácio.

É preciso reconhecer que o atual prefeito foi bastante competente na empreitada de evitar que a existência de três ou quatro candidatos no pleito pulverizasse os votos e impedisse seu projeto de retomar o poder local, como demostrarei mais adiante. O agora prefeito precisava a todo custo evitar que o que acontecera quatro anos antes, quando Maurício Ramos (PPS) perdeu as eleições para Anastácio Guedes em uma disputa que teve ainda os candidatos Maurício Magalhães e Hugo Mota. Com Magalhães fora da disputa, só faltava colocar Hugo Mota fora de cena. Foi o que Quinquinha fez na véspera do prazo final para o fim das convenções (aqui).

E aqui chego à conclusão: o PRB foi peça fundamental para a eleição do atual prefeito, mas ainda espera por espaço no atual governo à altura desse protagonismo. Segundo uma fonte com bom trânsito no partido, o vice-prefeito Luiz do Foguete é só entusiasmo com o estilo Quinquinha de governar. 'Enamorado' com a posição de ocupante da antessala do poder, o vice não percebe o choro dos descontentes no entorno do seu Partido, que, na prática, exerce papel secundário na administração. Há muxoxos pelo fato do prefeito ter optado por critérios técnicos na montagem do seu secretariado. Parcela do PRB esperava ter sido contemplada com as secretarias da Educação e Saúde. Na pior das hipóteses, com pelo menos uma delas.

Ao invés disso, reclamam, o prefeito deu preferência a pessoas sem expressão eleitoral e que sequer subiram no palanque durante a campanha do ano passado. Por que o ex-vereador Eziquel Castilho não foi o indicado para a pasta da Saúde, cargo que ele ocupou no primeiro mandato de Quinquinha? Naquela ocasião, ninguém aceitava a função, com medo do retorno de Humberto Salles ao cargo -- o processo de impeachment? Candidata a vereadora de 102 votos em outubro do ano passado, Edneida Mendes Batista (PRB), mulher do advogado Hélder Mota, daria uma boa Secretaria de Educação, com base na performance que teve no mesmo cargo durante o governo petista, quando elevou o Ideb do município, o índice que mede avanços na educação básica. Apesar dessas credenciais, nunca teve seu nome cogitado para o cargo.

Estouro da boiada

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VEREADORES APROVAM FERIADO NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA. PREFEITO SANCIONA?

No Quarta, 19 Abril 2017 13:15.

 Projeto vai agora à sanção do prefeito, que recebe pressão de comerciantes para vetar iniciativa
Som Nogueira conseguiu apoios para aprovar proposta que Gil Mendes (D) tentou sem sucesso há três anos
 
[atualizado] - A Câmara de Vereadores de Manga aprovou na segunda-feira (17) o projeto de Lei que institui o Dia da Consciência Negra no âmbito do município, com a criação de mais um feriado no calendário local em 20 de novembro.  Segundo o autor da proposta, o vereador Anderson César Ramos, o Som Nogueira (PSB), as comunidades remanescentes de antigos quilombos do município precisam ser “reconhecidas e empoderadas com mecanismos que possibilitem a reflexão e busca por soluções para os problemas sociais que enfrentam”. 
 
O Dia da Consciência Negra é considerado ponto facultativo no plano nacional, mas sua oficialização pode ser decidida em âmbito local por estados e municípios, tornando feriado a data que lembra o dia da morte de Zumbi dos Palmares - que acontece no dia 20 de novembro. 
 
Votaram em favor da medida os vereadores Som Nogueira,  Bento Ferreira e Cassilia Rodrigues (PSB), além de Raimundo Mendonça Sobrinho (PTB).  Já Evilásio Amaro (PPS), que se posicionou contra o projeto, convenceu o amigo José Carlos Mendes, o Macalé da Agropasto (PR) e Ednaldo Neves Saraiva (PSC), a votarem contra o novo feriado municipal.  
 
O assunto vai agora para a sanção ou veto do prefeito de Manga, Quinquinha do Posto Shell (PPS), que recebe pressão da Associação Comercial Empresarial e Industrial de Manga (Acim) para rejeitar o projeto.  A quase sempre silenciosa Acim resolveu botar a boca no trombone contra o Dia da Consciência Negra local. Em clima de politização, a entidade divulgou nota de repúdio contra a decisão dos vereadores com o argumento de que o feriado não mudará os ideais o desenvolvimento de políticas de enfrentamento ao racismo e de promoção da igualdade racial, mas mudará, sim, a economia do município, principalmente no setor empresarial. 
 
“Sofremos com a instabilidade econômica e política. Os empresários já não suportam pagar tantos impostos e taxas, as regras trabalhistas sufocam o empresariado brasileiro.  Diante de reclamações de empresários, uma reunião deve ser convocada para fazer alterações no projeto. Vamos comunicar ao prefeito que os comerciantes não concordam tal decisão”, diz a nota  da Associação Comercial de Manga.
 
A Acim alega que não foi consultada sobre o assunto e que que seus associados não podem ser afetados pela decisão dos vereadores, que prejudicaria cerca de 350 comerciários de Manga. “Entendemos que o feriado já é ponto facultativo e que a decisão acerca da ausência do dia caberá ao comerciante em acordo com os seus funcionários”, diz a nota, sem explicar porque o comerciário seria prejudicado com o feriado remunerado.  
 
Ativista do movimento negro em Manga, o professor Isaías Rodrigues do Nascimento contesta a Associação Comercial de Manga. "O que  há de benefício para o povo negro é vetado pelos especuladores de sempre. Os governantes só sancionam projetos e decretos quando interessa aos comerciantes, aos fazendeiros e outros que só visam explorar o povo. Sem nenhum compromisso com o fortalecimento de sua estima e dignidade das comunidades negras", diz Nascimento, para quem os os políticos não deveriam ser 'empregados dos empresários'.
 
"Confio que desta vez será diferente, por acreditar no caráter e bom senso de nosso prefeito", complementa.
 
Semana da Consciência 
 
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ARROCHO SALARIAL NOS MUNICÍPIOS

No Domingo, 16 Abril 2017 11:07.

CNM avalia impacto do salário mínimo nos municípios. Em Manga, caminha-se para a 'minimização' da renda do servidor 

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou, há alguns dias, estudo que antecipa o impacto da política de valorização do salário mínimo nas contas municipais depois que o governo federal anunciou a proposta de aumento do salário mínimo para R$ 979 no bojo do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2018.

Para os próximos três anos, a previsão é de que o mínimo vá a R$ 1.029 em 2019; e chegue em 2020 no valor de R$ 1.103. O impacto nas folhas de pagamento municipais pode chegar a atingir R$ 40 bilhões até 2020. O cálculo leva em conta o desempenho do PIB nos próximos três anos, que pode se confirmar ou não. Visto em retrospectiva, apenas no período entre 2003 a 2015, o reajuste do mínimo acumulou impacto de R$ 25,407 bilhões nas folhas de pagamentos das prefeituras.

Os cálculos elaborados pela CNM tomam por base dados disponibilizados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Ressalta-se que, como a última atualização disponível da Rais é de 2015, os cálculos da CNM para a previsão do impacto do aumento do salário mínimo foram feitos com base no efetivo municipal desse ano.

A nova meta de resultado primário e os parâmetros macroeconômicos referentes aos próximos anos e que estarão presentes no PLDO de 2018 foram anunciados pelo governo federal no dia 7 de abril. O texto será encaminhado ao Congresso Nacional. De acordo com o governo, apesar da previsão do déficit primário para 2018 ser de R$ 129 bilhões, a estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) do país tenha crescimento real de 2,5% em 2018 e 2019, chegando em 2020 a 2,6%.

A CNM destaca que os municípios têm mais de seis milhões de funcionários com remuneração vinculada ao salário mínimo, o que faz das prefeituras o maior empregador do Brasil na faixa mínima de renda. Para a entidade, apesar de a política de valorização do salário mínimo ser positiva à população e ao conjunto da economia, causa problemas de caixa às prefeituras. Isso porque pressiona as folhas de pagamento, principalmente em regiões do país em que os municípios possuem baixa arrecadação e a maior parte dos funcionários é paga pelo piso nacional.

Manga caminha para o ‘mínimo total’

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A CRISE TRAZ RISCO DE RETROCESSO

No Sábado, 15 Abril 2017 11:35.

A exibição massiva dos depoimentos de corruptos confessos na TV e Internet nos últimos dias eleva níveis inéditos nosso complexo de vira-latas, aquele mesmo apontado por Nelson Rodrigues em dias bem mais festivos e esperançosos. A baixa estima dos brasileiros beira o fundo do poço, em processo inciado com as manifestações de 2013, o vexame na Copa do Mundo no ano seguinte, até chegar à atual depressão econômica, com efeitos diferidos no tempo até por volta de 2025. A origem da nossa crise certamente não está nas instituições, que mal ou bem ainda funcionam, a despeito de terem sido cooptadas pelo capital.

Nem tão subitamente assim, descobrimos que o Brasil passa por uma crise de lideranças - para muito além das crises financeira, ética e moral já sabidas, e por isso mesmo. O efeito mais perverso disso: a desesperança começa a ganhar espaço, mesmo ante a velha e acomodada promessa de que seriamos o país do futuro. Caminhamos em círculos viciosos, em voos de galinha de repetitivos retornos ao ponto de partida, que minam os ânimos e a crença de que esse país-eldorado efetivamente posa ter lugar e vez em algum momento do porvir.

Os dias melhores que não vieram, pois foram prorrogados pela (des) motivação do turno: a ditadura, a crise do petróleo, a dívida externa e o vilão FMI, que desembocaram em décadas perdidas, a inflação galopante, o impeachment do Collor, a crise financeira de 2008, as crises de energia e agora da água, e por aqui estamos.

A normalidade democrática foi, talvez, a maior de todas as promessas. Curiosamente, os três partidos que de alguma forma protagonizaram aquele momento – PMDB, PT e PSDB – estão no centro da nossa atual débâcle.

As lideranças dessas três siglas foram cruamente expostas, em maior ou menor grau, por atuaram na submissão da democracia e dos interesses do Estado à voracidade do capitalismo selvagem e canalha que, não de agora, domina a República.

Nossa crise, repita-se, é de lideranças. O que não é prerrogativa apenas do território da política, vale dizer. E aqui se coloca nosso dilema do dia: de onde virão as saídas para essas crises a que as nossas elites políticas e empresariais no enfiaram? Não será, certamente, dos bons líderes que já não temos em estoque.

Disso decorre nossa fragilidade maior e a ameaça -- real -- de que conquistas importantes dos últimos 40 anos se invalidem diante da sanha reformista: a normalidade democrática (de longe a maior conquista), a universalização da educação, redução nos índices africanos das desigualdades sociais, a regularidade fiscal nas contas públicas, a estabilidade inflacionária, e as mais recentes Lei da Ficha Limpa e o fim do financiamento empresarial das campanhas políticas, entre outras.

Candidatos a bombeiro

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TADEU É O NOVO CONDÔMINO DA SEDINOR

No Quinta, 13 Abril 2017 13:32.

Pimentel cede às pressões e nomeia indicado do PMDB para adjunto da pasta

TEXTO ATUALIZADO EM 13/04/2017 - ÀS 22:51

Fim do imbróglio que, nas últimas semanas, movimentou os bastidores da fatia do governo mineiro com interesses políticos no Norte de Minas. O governador Fernando Pimentel bateu o martelo e decidiu acabar com a interinidade de mais de ano na Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor).

Aliado do deputado estadual Paulo Guedes (PT), Gustavo Xavier Ferreira não dá mais as cartas na pasta responsável pela definição de politicas públicas voltadas ao desenvolvimento regional do meio-norte mineiro. Xavier deixou a Sedinor e foi nomeado, com perda de algum status, para o Idene (Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais), uma autarquia vinculada àquela mesma Secretaria.   

O novo titular da Sedinor é o ex-prefeito de Serro, município da região da Serra do Espinhaço, Epaminondas Pires de Miranda, o Nondas (PR). A Sedinor, que até aqui era domínio do deputado Paulo Guedes (PT), tem agora a interveniência do deputado estadual Luiz Tadeu Martins, o Tadeuzinho (PMDB), aliado do governo estadual. Coube ao deputado Tadeuzinho a indicação de Jean Alves Coelho para o posto de secretário adjunto da Sedinor. As mudanças saíram na edição desta quinta-feira (13) do Minas Gerais, o diário oficial do Estado.  

Com a proximidade das novas eleições, cresce As zonas de atrito entre aliados do governo mineiro e o potencial de brigas por espaço em áreas-chave do governo. Tadeu Martins já reclamava há algum tempo do espaço sob controle do petista Paulo Guedes em áreas de governo com interesse direto no Norte de Minas. Pimentel resolveu arbitrar o contencioso entre os parlamentares aliados ao indicar Nondas para o cargo. O ex-prefeito coordenou a campanha de Pimentel na região central de Minas e é considerado indicação da cota pessoal do governador.  

A surpresa, contudo, é que a briga por mudanças na Sedinor teve, nos bastidores, o aval do deputado federal Gabriel Guimarães (PT), que não vê com bons olhos os planos de Paulo Guedes para alçar voos maiores em 2018. Guedes já anunciou que vai concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O movimento do petista Guimarães pode sinalizar para uma aliança sua com o Tadeu Martins na busca pela reeleição do ano que vem, em substituição ao apoio de Guedes. Um terço dos mais de 200 mil votos obtidos por Gabriel nas últimas eleições saiu do Norte de Minas.

Mudanças também no Idene

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TEMER FIRME NO ENTORNO EM CHAMAS?

No Terça, 11 Abril 2017 18:10.

Imunidade temporária e 'pargmatismo jurídico' deixam presidente incólume ao tsunami que abala politica

 A lista do fim do mundo, agora sob os cuidados do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, provocou um cataclismo ontem aqui em Brasília. A luz do sol é o melhor desinfetante, já disseram. A Lista de Fachin tem o mérito de mostrar que o clã Odebrecht pagou por favores, em maior ou menor grau, prestados por todos os presidentes brasileiros desde a redemocratização em 1984. A lista, que já foi do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, traz indícios de corrupção praticados por oito ministros do atual governo, 24 senadores e 42 deputados, aí incluídos os presidentes das duas principais casas legislativas do país. Tem ainda 11 governadores e um magote de supostos corruptos sem foro privilegiado.

O presidente Michel Temer também teve o nome citado nas delações da Construtora Odebrecht, mas não está entre os investigados por prerrogativa de 'imunidade temporária'. Por aí ele não corre o risco de perder o cargo. Há contra ele outro processo em curso no Supremo Tribunal Eleitoral, mas também não será dali que o presidente deve perder o sono. O que não dá mais para esconder é que Temer trafega pelo movediço terreno em que se transformou o setor público brasileiro. Nosso sistema político foi tomado por uma espécie de gangrena ética e moral que agora chega ao ponto da metástase. A República demanda por uma refundação, que certamente não virá -- como tentarei mostrar adiante. 

O adiamento recente lá no TSE do julgamento do relatório do ministro Herman Benjamim sobre os malfeitos da chapa Dilma Rousseff-Temer, sinalizou para o governo que dali não virão dores de cabeça. Temer faz o jogo do liberalismo ao se comprometer com as reformas que vão desfigurar o atual arcabouço de proteção social e trabalhista. Não será o grande capital a pedir sua cabeça, tampouco seus adversários do petismo – em tese os mais interessados em demonstrar a veracidade da tese do golpe contra Dilma.

Não há sequer o clamor das ruas contra um presidente impopular e disposto a jogar o custo do fracasso das elites nacionais no lombo do povo, via reformas diversas e aumento de impostos em breve tempo. O PT não tem o mais pálido interesse em mobilizar as massas (talvez não tenha mais esse poder), porque um aprofundamento das investigações na Justiça Eleitoral exporia o partido a novos episódios constrangedores.

Noves meses após a posse Temer no cargo de presidente, é patente que a maior crise da nossa República segue mais ou menos do mesmo tamanho, ao contrário do que bradavam os partidários do impeachment – inclusive os ‘opinistas’ interessados da grande imprensa. No plano macroeconômico, o país segue sem rumo, mesmos com algumas melhoras no ambiente por conta da inflação sob controle (por absoluta falta de demanda) e a cruzada do Banco Central pela queda dos juros.

Grosso modo, conforme explicou o filósofo Hélio Schwartsman, em artigo recente na ‘Folha’, há duas correntes jurídicas que explicam o funcionamento da Justiça. Uma delas é a principista, em que os magistrados avaliam a instrução do processo e as provas nos autos, sem levar em conta os efeitos que a decisão pode provocar, inclusive na vida institucional de um país ou na rotina vindoura de determinado réu. Os principistas não concebem passar as mãos sobre a cabeça de eventuais transgressores da lei, duela a quien duela.

Temer não tem com que se preocupar

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OPOSIÇÃO VÊ ‘APAGÃO ADMINISTRATIVO’ NOS PRIMEIROS 100 DIAS DO GOVERNO QUINQUINHA

No Domingo, 09 Abril 2017 15:52.

Líder do governo na Câmara, Evilásio diz que prefeito herdou caos e que a casa 'começa a ser arrumada'

Fomos a campo para ouvir opiniões sobre os primeiros 100 dias do governo do prefeito Joaquim Oliveira, o Quinquinha do Posto Shell (PPS), em Manga. Foram mais de 20 entrevistas, que resultaram na série de reportagens que termina nesta segunda-feira. Na média das opiniões, o prefeito queimou a largada e paralisou o ritmo de obras que a administração anterior teria imprimido no final do ano passado, mesmo após o ex-prefeito Anastácio Guedes (PT) ter perdido a eleição.

A menção ao ritmo acelerado – que a bem da verdade só aconteceu mesmo ao final do governo e quando Inês já estava bem morta - é referência às obras do Parque Uirapuru, o asfaltamento da Avenida Ayrton Senna e ruas dos Bairros Tamuá e Novo Cruzeiro, além do início da construção do novo mercado e da segunda unidade da creche do programa Proinfância na cidade, essas duas últimas ainda em curso.

Para o advogado e ex-vereador Maurício Magalhães (PR), sob Quinquinha o município deu “uma travada feia” nos primeiros 100 dias da administração do atual governo. “Os servidores sentem isso na pele. No caso dos professores, houve a subtração do benefício pó de giz, sem falar na contratação de servidores em detrimento da lista de espera das pessoas habilitadas para a função em concurso público”, explica Magalhães, que disputou o cargo de vice da chapa derrotada nas últimas eleições.

Maurício lembra a falta de médicos especialistas na rede de municipal de saúde e os velhos problemas de sempre de abastecimento em comunidades rurais e demora excessiva para melhorar os acessos vicinais para essas mesmas comunidades, apesar do município ter maquinário e pessoal preparado para esse tipo de serviço.

O ex-vereador Maurício Magalhães avalia que Quinquinha 'travou' o município. Já o deputado Paulo Guedes (D) vê 'revanchismo e caos' nos primeiros três meses do mandato   

Quem também não poupa o prefeito é o vereador em primeiro mandato e líder da oposição, Anderson Cezar Ramos, o Som Nogueira (PSB). “Estamos assistindo a uma série de desmandos e total falta de respeito por parte do executivo local. Nossos ofícios estão sendo ignorados e nossas demandas não estão sendo atendidas. Espero e vou cobrar por melhoras”, disse Nogueira ao site. Para o vereador, a atual gestão tem encontrado diversas dificuldades para gerir o município e não conseguiu ainda demonstrar que saberá superar esses desafios.

Na Câmara Municipal, onde conta com o apoio de apenas três dos noves vereadores, Quinquinha do Posto Shell também não é visto em boa conta depois que tentou transferir para o Legislativo a responsabilidade pela falta de realizações. Entre as muletas a quais o prefeito se apega para negar os muitos pedidos que recebe quando vai à Prefeitura, estão a crise financeira que atravanca o país e o fato do eleitor ter mandado maioria de oposição para a Câmara.

“Estamos muito tranquilos com o que aconteceu nas últimas eleições em Manga, o povo decidiu e nós respeitamos essa escolha. Agora, passados esses 100 dias do desgoverno do prefeito Quinquinha, o que se percebe é um arrependimento geral. O povo foi enganado”, diz o deputado estadual Paulo Guedes (PT), a principal força de oposição ao atual mando político no município.

O deputado diz que o governo anterior, comandado pelo seu irmão Anastácio Guedes, foi vítima de um ‘verdadeiro massacre’ da parte do grupo político liderado por Quinquinha. “Eles passaram quatro anos tentando desconstruir tudo que fazíamos. Diziam que nossas obras não seriam concluídas, que era tudo eleitoreira, e repetiam isso durante visitas à casa das pessoas, com intrigas, para desqualificar o governo de Anastácio”, lembra Guedes.


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O deputado reclama do que seria a "atitude de revanchismo" do atual prefeito, especialmente em relação ao Parque Uirapuru, que teria sido abandonado apenas por razões políticas. “O parque ficou praticamente pronto, faltando apenas alguns detalhes de acabamento. O prefeito foi lá desligou a iluminação que a população aprovou, fechou a academia ao ar livre e 100 dias depois nada aconteceu”, reclama. Segundo Paulo Guedes, todo o material para concluir o alambrado do Uirapuru estava no local e foi devolvido ao almoxarifado. 

“Tudo que deixamos está à mercê do ataque de vândalos e de animais que invadem a área e pisoteiam a grama que custou o suor do povo de Manga. O que custa religar a energia? O que custa concluir o fechamento do Parque?”, acrescenta o parlamentar, para quem o atual prefeito recebeu o município “prontinho para dar continuidade aos avanços” e, ao invés disso, teria “fechado a Prefeitura por quase 100 dias, deixou o lixo tomar conta das ruas e instalou o caos”.

Evilásio: o ‘caos’ veio da administração petista