BR-135: COMÍCIO DE ARLEN TERMINA EM FIASCO

BR-135: COMÍCIO DE ARLEN TERMINA EM FIASCO

Paulo Guedes reage à tentativa de adversários em assumir paternidade do asfalto entre Montalvânia e Monte Rei  O risco negro…

More...
PIORA DA CRISE HÍDRICA AFETA IRRIGAÇÃO NO VELHO CHICO

PIORA DA CRISE HÍDRICA AFETA IRRIGAÇÃO NO VELHO CHICO

ANA adota Dia do Rio e suspende captações no São Francisco todas as quartas-feiras até o final de novembro A…

More...
CRISE A PERDER DE VISTA

CRISE A PERDER DE VISTA

A face mais feia desta crise que avança por 12 trimestres consecutivos começa a se manifestar com mais força. Nos…

More...
JUSTIÇA ÀS FAVAS

JUSTIÇA ÀS FAVAS

O bloco dos napoleões vencidos atiça as redes sociais desde que a Justiça Eleitoral resolveu, por vontade própria, assumir a…

More...
UMA PONTE BEM MAIS LÁ PRO FUTURO II

UMA PONTE BEM MAIS LÁ PRO FUTURO II

Conexão entre Malhada e Carinhanha, ponte Guimarães Rosa mostra que sonho dos manguenses é possível  Conhecida como ponte da integração,…

More...
MANGA: UMA PONTE BEM MAIS LÁ PRO FUTURO

MANGA: UMA PONTE BEM MAIS LÁ PRO FUTURO

Em audiência patrocinada pelo Judiciário, lideranças regionais debatem construção de ponte sobre o Rio São Francisco [ATUALIZADO] - O olhar…

More...
Frontpage Slideshow | Copyright © 2006-2012 JoomlaWorks Ltd.
Imprimir

CARRO DE PREFEITO PEGA FOGO APÓS ACIDENTE

No Domingo, 09 Abril 2017 18:29.

Silvanei, de Porteirinha, sai ileso após capotamento entre Montes Claros e Janaúba 

Um acidente de carro com o prefeito de Porteirinha, Silvanei Batista (PSB), na imagem ao lado sendo atendido pelo resgate do Samu 190, movimenta os bastidores do mundo politico do Norte de Minas na tarde deste domingo (9). Silvanei, que está no início do segundo mandato, capotou o veículo por volta das 15h00, próximo à localidade conhecida como Barreiro da Raiz, no trecho entre Montes Claros e Janaúba.

Em nota oficial, a Prefeitura de Porteirinha informa que, “apesar do susto, o prefeito passa bem”. As imagens ao lado circulam em redes sociais. Segundo uma fonte, Silvanei não cumpria compromisso oficial. Ele retornava de Montes Claros, onde acompanhou a internação da sua mãe, vítima de AVC (acidente vascular cerebral) no último sábado. 

Informações não confirmadas dão conta que Silvanei estava ao volante e que teria pedido o controle da direção, em seguida, o carro saiu da pista de rolamento e capotou após bater em uma árvore. Ajudado por pessoas que passavam no local no momento do acidente, o prefeito conseguiu sair do carro, que entrou em combustão logo em seguida. Uma equipe do Samu 190 de Janaúba socorreu o prefeito e o levou ao Hospital Regional de Janaúba.

De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Porteirinha, o prefeito já está hospitalizado e passa bem. Ele já falou com familiares e assessores pelo telefone, quando teria tranquilizado a todos. Segundo nota oficial publicada no perfil do município na rede social Facebook, o prefeito teve algumas escoriações leves e ainda precisa passar por alguns exames. Silvanei está consciente e já refeito do susto. Não há informações sobre boletim médico nem previsão de alta.

A nota oficial, entretanto, não dá detalhes sobre o veículo sinistrado, que é oficial, um Fiat Palio Weekend Adventure, de uso do gabinete e que se destina às movimentações do prefeito pela região. Não há informações sobre a existência de apólice de seguro para cobertura do veículo.

Imprimir

MANGA:100 DIAS RENDEM RUÍDO NA BASE ALIADA

No Sábado, 08 Abril 2017 06:38.

Passada a euforia com a posse na condição de subjudice, cresce insatisfação dos aliados com Quinquinha

A eleição do ano passado em Manga foi, de longe, a mais judicializada da história local. Embora incontestável do ponto de vista da frente que colocou sobre o adversário (1,6 mil votos), a vitória do empresário Quinquinha do Posto Shell (PPS) foi consagrada mesmo no tapetão, após lamentável vacilo da Justiça Eleitoral, que liberou o registro de sua candidatura sem a comprovação de quitação eleitoral do pleito anterior, aquele de 2014, quando ele disputou sem sucesso uma vaga para deputado federal.

Como é o do conhecimento geral, o atual prefeito tomou posse com base em decisão judicial e o assunto veio parar aqui em Brasília, onde aguarda julgamento definitivo pelo Superior Tribunal Eleitoral. Quase não se ouve falar das rivalidades do período eleitoral, o que é bom. Os ruídos que podem tirar o sono de Quinquinha do Posto Shell daqui pra frente têm outra matriz e estão ainda em período de latência, com potencial para explodir mais adiante.

Há de tudo um pouco. De modo geral, as queixas são pelo fato do prefeito ter adotado critérios técnicos ao invés de políticos na montagem do seu secretariado. As pastas da Educação, Saúde, Assistência Social, além da Contabilidade, estão em mãos de pessoas sem expressão eleitoral e que sequer subiram no palanque durante a campanha do ano passado, revelaram ao site alguma fontes que pedem para não serem identificadas por temer represálias por parte do prefeito. O estoque de ciúmes por conta dessa opção pode transbordar para a luz do sol.


 

Leia também:

CEM DIAS NO CARGO: QUINQUINHA NA VIDRAÇA


Há ainda aliados de primeira hora insatisfeitos com o fato de terem sido preteridos na composição do governo e colaboradores próximos que avaliam ter merecido do prefeito eleito consideração mais elevada, em razão de serviços prestados antes e durante a corrida eleitoral. Tem gente no primeiro escalão que reclama, não para o prefeito, por óbvio, de ganhar pouco para as responsabilidades que assumem no dia a dia de suas diretorias. É que algumas secretarias foram rebaixadas à condição de diretorias, com o objetivo alegado de economizar R$ 1,3 milhão em quatro anos de mandato. Para o prefeito, talvez fosse bom seus assessores se candidatar ao cargo na condição de voluntariado, sem nenhuma remuneração.

O principal foco das insatisfações tem origem no PRB do vice-prefeito Luiz ‘Foguete’ Santana Caíres, e do médico Cândido Emílio Dourado. O partido teve importância fundamental para a eleição de Quinquinha (pode-se dizer que, sem essa aliança de última hora, ele não teria voltado ao poder), mas ficou sem espaço no governo. Para efeito de comparação, diz uma fonte ouvida pelo site, o PP de Henrique Fraga levou a Secretaria da Administração mesmo sem eleger um único vereador. Embora o próprio PRB também não tenha assento na Câmara de Vereadores, a convicção interna é de que a sigla teve influência superior na eleição do prefeito.

Para deputado, há um "poço de intrigas"

Imprimir

CEM DIAS NO CARGO: QUINQUINHA NA VIDRAÇA

No Sábado, 08 Abril 2017 13:35.

Paradeiro no início do mandato potencializa crise em Manga e já provoca desgastes na imagem do novo prefeito

É ponto consensual nas democracias a ideia de que os primeiros 100 dias de governo são o melhor momento para se imprimir a identidade e a marca das novas administrações. Começar qualquer governo com medidas evasivas e com postura tímida é sinal de hesitação e pouca convicção sobre quais serão as prioridades para o exercício do mandato. É mais ou menos isso que aconteceu em Manga nos primeiros 100 dias da administração do prefeito Joaquim Oliveira, o Quinquinha do Posto Shell (PPS), que se completam nesta segunda-feira (10).

O prefeito retirou de pautas projetos enviados para a Câmara de Vereadores sem deixar claro a motivação. Um deles visava à racionalização da estrutura administrativa com a redução ao status de diretorias de algumas secretarias municipais. Outra proposta fixava novos valores para a gratificação conhecida como pó de giz paga a professores com dedicação exclusiva ao magistério.    


 Leia também:

MANGA: CEM DIAS RENDE RUÍDO NA BASE ALIADA


A expectativa agora é para saber se ele terá nova chance para causar aquela primeira boa impressão que capta a boa vontade da população para o resto do mandato. Como ele perdeu essa primeira chance, talvez fosse o caso da Justiça Eleitoral zerar o jogo e lhe dar nova posse no cargo, como contou ao site uma das 20 fontes ouvidas para essa série de reportagens, durante recente visita que fiz à cidade. Para boa parte do entrevistados, inclusive da base de apoio do prefeito, Quinquinha teria queimado a largada e precisa correr contra o tempo para recuperar o tempo perdido. 

Como uma nova posse é impossível, o que se terá em Manga, a partir desta segunda-feira, depois dos 100 dias da posse do prefeito é a marca de uma gestão sem rumos, marcada por muito ruído e resultados concretos muito próximo do zero absoluto.  


Com uma agravante: o discurso de campanha, quando se vendeu a ideia de que o município teria de volta ao cargo um prefeito realizador e com soluções prontas para a crise não se confirmou no mundo das coisas concretas – pelo menos até aqui. Resultado: a imagem do administrador competente que Quinquinha do Posto Shell, um empresário do ramo de distribuição de combustíveis, tentou construir com base nos mandatos anteriores começa sofrer seus primeiros arranhões perante a opinião pública local. Isso em parcos 100 dias de governo.


De concreto até aqui, o prefeito só conseguiu produzir um desnecessário estado de calamidade financeira, toneladas de lixo espalhadas pela rua e estradas vicinais intransitáveis após o período de poucas chuvas na região (problemas que só agora começam a ser sanados). Sem falar no que já indica ser uma piora no atendimento à saúde da população. Faltam profissionais em diversas especialidades médicas e o Hospital da Fundação Rural de Amparo ao Homem do Campo opera no limite, por falta de recursos para o seu custeio. 

Mas não há uma única notícia positiva em cem dias de mandato? Deixo para a avaliação do leitor o juízo sobre o anúncio da doação de um ônibus escolar por um deputado aliado - a úncia 'notícia positiva' desde a posse. Mais do mesmo, porque de ônibus escolar o município anda bem servido. Resumo da ópera: 100 dias sem limpeza pública, 100 dias sem obras, 100 dias sem sinalização de rumos.

Para esconder a falta de resultados, Quinquinha lançou mão de táticas políticas bem batidas. Uma delas foi a estratégia da distração. O prefeito tentou ‘vender’ a tese do caos, ao espalhar em um blog chapa-branca informações de que teria recebido o município como uma fazenda arrasada, ao acusar seu antecessor, o petista Anastáco Guedes de ter deixado dívidas milionárias para pagar, aprontado sabotagens e realizados pagamentos indevidos antes de deixar o cargo, além da falsa polêmica sobre a homologação dos contratos de trabalho de servidores recém-aprovados em um concurso público. Consumiu dois meses para chegar à conclusão de que deveria decretar estado de emergência financeira no município, dias depois de ter cancelado o apoio ao Carnaval.

Resumo da ópera: o caos que se anunciou não foi confirmado e o prefeito parece precisar de uma nova posse para enfim cair a ficha de o prefeito agora é ele. 

No caso da crise da falta da coleta do lixo, Quinquinha do Posto Shel optou por criar um problema para depois oferecer a solução de uma força-tarefa para recolher a sujeira que se acumula pelas ruas. Tudo para reforçar a teoria do caos herdado da gestão anterior, mas com o efeito colateral de submeter a população que paga impostos aos riscos inerentes da falta da coleta do lixo.

“O atual prefeito instalou o caos completo no município. Não entendo a cabeça dele e das pessoas que o cercam. A mim me parece que eles queriam gerar a impressão de que herdaram uma cidade quebrada em todos os sentis para se colocarem no papel de vítimas, mas a população percebeu a manobra. Está claro para os servidores, para as pessoas do povo e mesmo para muitos que o apoiaram, que não foi uma boa escolha”, diz o deputado estadual Paulo Guedes (PT). Principal adversário político de Quinquinha, Guedes avalia que o fundamento da atual administração é o revanchismo para com os servidores, comerciantes, carroceiros e varredeiras de ruas, com as pessoas mais simples.

“Ele deveria mudar o seu slogan do é assim que se faz para o ‘É assim que se persegue”, provoca. 

Guedes insiste na tese de que o atual prefeito pegou o município pronto para dar continuidade aos avanços da nossa gestão. Diz que o seu irmão e ex-prefeito Anastácio Guedes pagou todos os salários, inclusive o décimo terceiro, além de ter deixado dinheiro em conta para a continuidade de vários projetos, que até agora não foram retomados. “A administração de Anastácio saiu sem deixar um centavo de dívidas com fornecedores em Manga e eu desafio o atual prefeito a nos desmentir”, diz o deputado.   

Cem dias sem site oficial, sem logomarca...
Imprimir

NOVO MÍNIMO

No Sexta, 07 Abril 2017 18:50.

Governo propõe salário mínimo de R$ 979 para o próximo ano

Da Agência Brasil

O governo propôs salário mínimo de R$ 979 para o próximo ano. O valor consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, apresentado hoje (7) pelos ministros anunciaram os ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira, e da Fazenda, Henrique Meirelles.

Atualmente, o salário mínimo é R$ 937. De acordo com Oliveira, a equipe econômica seguiu a regra atual, que determina a correção do mínimo pela inflação do ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) de dois anos anteriores.


Como em 2016 houve contração de 3,6% do PIB, o salário mínimo será corrigido exclusivamente pela variação do IPCA de 2017. Para chegar a estimativa, o governo considerou a estimativa de 4,48% para o IPCA que consta do boletim Focus, pesquisa com mais de 100 instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central.

Aumento do déficit

Imprimir

PERUAÇU BUSCA RECONHECIMENTO DA UNESCO

No Quinta, 06 Abril 2017 21:39.

Januária vai sediar audiência pública para reconhecimento do Peruaçu como patrimônio mundial da humanidade 

A Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou nesta quinta-feira  (6) requerimento para a realização de audiência pública no município de Januária, extremo norte de Minas Gerais, com vistas a discutir estratégias para se buscar o reconhecimento do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu como patrimônio mundial da humanidade. O pedido, de autoria do presidente da Comissão, deputado Paulo Guedes (PT), sinaliza agora para a definição da a data da reunião, que deve ser agendada até a próxima semana.

Segundo Paulo Guedes, a estimativa é que o selo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) fortaleça as potencialidades naturais e do turismo ecológico do Norte de Minas, especialmente nos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, onde o parque está inserido. “Este reconhecimento vai projetar toda a região no cenário turístico mundial, promovendo o desenvolvimento dos municípios em inúmeros aspectos”, pontuou o parlamentar.

Com uma área de mais de 56 mil hectares, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu possui um vasto patrimônio cultural como arte rupestre pré-histórica e sítios arqueológicos milenares de importância internacional. Em 1999 foi criada a unidade de conservação do parque, com o objetivo de proteger este valioso patrimônio.

A partir de 2015, o movimento em torno da candidatura das Cavernas do Peruaçu para a obtenção do selo da Unesco ganhou força, com o envolvimento de várias entidades nacionais e internacionais. O deputado Paulo Guedes, um dos entusiastas desta que será uma das maiores conquistas do Norte de Minas, vem fazendo a interlocução junto a diversos órgãos, principalmente junto ao Governo do Estado de Minas Gerais, na busca de apoio à obtenção do selo.

Na última semana do mês de março, o grupo que lidera o movimento lançou a campanha “Peruaçu Patrimônio da Humanidade – Eu apoio!”. A ideia é realizar várias ações de divulgação com o objetivo de dar visibilidade à candidatura. O logotipo da campanha traz um triângulo estilizado representando o Estado de Minas Gerais, desenhos de pinturas rupestres e a frase “Sou do Mundo. Estou em Minas Gerais”, em alusão à música do mineiro Milton Nascimento.

Imprimir

QUINQUINHA NA VIDRAÇA

No Quinta, 06 Abril 2017 07:55.

Serviço de emissão de nota fiscal eletrônica volta a funcionar após pane causada por troca de fornecedor

Pauta sugerida por um leitor durante minha recente passagem por Manga. A troca de fornecedores para a prestação do serviço de emissão da nota fiscal de serviço eletrônica (NFS-e) no final do mês de janeiro ainda causa alguns transtornos para escritórios de contabilidade e contribuintes do município, localizado no extremo Norte de Minas. Assim que tomou posse no cargo, o prefeito Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS) decidiu cancelar o contrato com a empresa Síntese Tecnologia e Informática, responsável pela gestão das notas eletrônicas de emissão da Prefeitura de Manga para arrecadação do imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN).

O sistema foi implantado em nível local em maio do ano passado, quando a empresa Síntese concluiu o cadastro e possibilitou ao próprio contribuinte emitir as notas de serviço a partir do próprio estabelecimento com o uso de senha e código de acesso. O novo prefeito optou por não renovar o contrato com Síntese entregá-lo à Memory Software para Gestão Pública Municipal, empresa que já atuava no município em sua primeira gestão (2007/2012).

A suspensão dos serviços, contudo, tirou o sono de contadores e comerciantes por quase 60 dias. A emissão das notas só começou a ser normalizada na semana passada, após a Memory concluir a transferência da base de dados para o seu software de gestão. O desconforto para quem precisava emitir suas notas foi potencializado ainda pelo fato do prefeito Quinquinha ter suspendido o atendimento ao público nos primeiros 45 do mandato.

Segundo uma fonte, a migração do banco de dados da Síntese Tecnologia para o software da Memory resultou em perdas de informações cadastrais – o que obrigou os empresários a comparecer ao prédio da Prefeitura para providenciar a emissão avulsa notas de suas vendas até a recente regularização do problema.

Modernização

Imprimir

VOO DE PREFEITO FICA MAIS EM CONTA

No Quarta, 05 Abril 2017 19:11.

Consórcio de municípios consegue desconto de 16% na compra de passagens áreas 

Licitação realizada na semana passada pelo Consórcio IntermunicipaI Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimams) vai reduzir em 16% os gastos dos municípios norte-mineiros. A vencedora do certame foi a empresa Aeromix Agência de Viagens e Turismo, que passa a concentrar a emissão de passagens para prefeituras filiadas à Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams).

A empresa passa vai prestar os serviços fornecimento de passagens aéreas nacionais com taxa de desconto pré-fixada, ida e volta, incluindo reserva de lugares, marcação, desdobramento, substituição, revalidação, cancelamento e endosso de passagens de todas as empresas aéreas para os municípios consorciados.

O Cimams foi criado em setembro de 2014 com a missão de atuar como uma central de compra que reúna os municípios da região, além de oferecer ferramentas às prefeituras para controlar suas frotas e aquisição de peças. A proposta é reduzir custos ao se aumentar o poder de barganha junto aos fornecedores. O prefeito de Matias Cardoso, Edmárcio de Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (PSC), é o atual presidente do Consórcio.

Imprimir

EM MANGA, VICES CONCORREM AO ESQUECIMENTO

No Quarta, 05 Abril 2017 07:15.

Nos últimos 60 anos, apenas dois deles chegaram ao cargo de prefeito. Nenhum pela vontade do eleitor

Um pouquinho de história da política de Manga para os meus 17 leitores. Todo vice-prefeito sonha em ser o sucessor do seu companheiro de chapa. A aspiração é legítima, mas a realidade mostra que chegar ao posto de segundo nome na linha sucessória no município é o caminho mais curto para se enterrar carreiras políticas que em algum momento pudessem -- talvez - terem se mostrado promissoras. 

Os números confirmam a tese: no intervalo histórico local de 60 anos, apenas dois vice-prefeitos chegaram a ocupar a cadeira do titular, nenhum deles pelo voto. O primeiro caso foi há quase 40 anos, quando Élzio Mota Dourado assumiu a vaga após o então ex-prefeito Silvino Pereira Gonçalves renunciar e lhe dar, de mão beijada, o maior presente que já recebeu ao longo da vida. Naquela época, o mandato era de seis anos. Silvino foi cuidar da vida após quatro anos no cargo. Élzio assumiu, fez o dever de casa, e foi reeleito na eleição seguinte.

O outro caso é mais recente e de natureza diversa. O atual prefeito de Manga, Quinquinha de Quinca de Otílio, era o vice de Humberto Salles em 2007, quando a Câmara de Vereadores deu início a um improvável processo de cassação do mandato do então mandatário. O que parecia impossível aconteceu: Salles foi afastado e Quinquinha assumiu por alguns dias. Foi o que bastou para tomar gosto pelo cargo. Recorreu ao Judiciário e assumiu em setembro daquele ano, quando 'herdou' 16 meses do mandato do seu companheiro de chapa. Disputou a reeleição em 2009, quando foi eleito – agora sim – com o voto popular. Sua ascensão ao cargo, no entanto, foi pela via do se chama atualmente de golpe parlamentar, em caso muito semelhante ao que colocou o atual presidente Michel Temer no Palácio do Planalto. 

Não há, desde o início dos anos 1960, o caso de um vice que tenha esperado expirar o prazo constitucional do mandato do titular no cargo para chegar ao poder com a sagração vinda das urnas nas eleições seguintes. Desde 1960, foram disputadas 14 eleições para prefeito no município, somada à indicação do prefeito biônico no mandato 1971/72. A maior parte dos vices se contentou em cumprir o papel decorativo no banco de reservas, constitucionalmente destinado ao segundo nome disponível para o exercício do cargo de executivo municipal.

O vice ideal para qualquer prefeito em qualquer lugar é aquele que sabe o papel institucional que o cargo lhe reserva e vai cuidar da sua própria vida nas suas fazendas, escritórios, comércios ou o que for. Vices que chamam para si um papel mais ativo ao longo do mandato têm boa chance de entrar em rota de colisão com o titular -- mas a convivência é possível e há exemplos disso em Manga, embora esses mesmos vices tenham caído no esquecimento. Há casos de vices que reivindicam uma sala no prédio da Prefeitura e se oferecem para representar o titular em cerimônias mais irrelevantes, casos de entrega de troféus aos campeões do esporte local, festas de formatura e demais eventos que pedem a presença de autoridades civis, militares e eclesiásticas. Ficam ali, na sombra do poder do mandatário de fato, na expectativa de cavarem seu espaço para os dias futuros.

Também há aqueles vices que servem de anteparo ao mandachuva de plantão. O prefeito passa a maior parte do tempo em viagens para ‘buscar recursos’, enquanto o vice fica na cidade com a missão de lidar com as cobranças e reclamações dos cabos eleitorais, aliados e eleitores. Não há papel mais inglório: o vice carrega o ônus das coisas ruins da gestão e o prefeito só aparece na fotografia quando ela é boa, para chutar ao gol a bola na marca do pênalti (quando se tem gol para marcar, claro).

Reeleição é o calo no sapato dos vices

Imprimir

SOUTO SUBMERGIU?

No Domingo, 02 Abril 2017 13:48.

Apesar da longa experiência legislativa e passagem pelo TCU, prefeito tem início difícil à frente de Montes Claros  

No cargo há quase 100 dias, o prefeito de Montes Claros, Humberto Souto (PPS), 83 anos, busca distância dos holofotes. Nos bastidores da política local corre o comentário de que o prefeito tem evitado aparições em público, além de não cumprir longos expedientes no gabinete lá no prédio Prefeitura, ali na Avenida Cula Mangabeira. Após três meses de mandato, segundo as mesmas fontes, Humberto Souto não teria conseguido gerar nenhum fato de impacto ou imprimir o que poderá ser a marca da sua gestão.

Sem notícias boas a oferecer, o prefeito tenta administrar as dificuldades deste início de mandato. Problemas antigos como as falhas na limpeza pública e os buracos nas ruas continuam exatamente do mesmo tamanho. Há reclamações ainda com a chamada indústria das multas de trânsito, que Souto prometeu colocar ponto final na primeira hora e parece ter mudado de plano.

Outro motivo de dor de cabeça para o prefeito é a cobrança da taxa de lixo instituída pelo ex-prefeito Ruy Muniz. Souto prometeu acabar com a cobrança, mas foi obrigado a admitir que não teria como cumprir sua principal promessa de campanha e levar adiante a proposta de renúncia fiscal com as receitas do município em queda livre.

“Peguei uma Prefeitura que não tinha carro para recolher o lixo. Peguei uma Prefeitura que não tinha carro para pegar animais nas ruas. Não tinha uma rua que não tinha buraco. Esse é o quadro”, tem repetido o prefeito, que insiste no discurso da herança maldita e no mantra de que sua prioridade no cargo é recuperar a credibilidade e a imagem do município - arranhada com os episódios que resultaram no afastamento do cargo do ex-prefeito Ruy Muniz, em meados do ano passado, e a ascensão ao cargo do então vice José Vicente Medeiros.

Quem já teve oportunidade de ver o prefeito em ação não esconde a surpresa com o seu desconhecimento sobre situações básicas da gestão municipal. Na semana passada, ele capitulou diante da proposta do governo estadual em devolver a gestão plena da saúde ao município. Sem experiência de execução no currículo, ele optou pela cautela: pediu tempo para decidir se aceita ou não gerir a saúde em plano local, uma prerrogativa do município que passou às mãos do Estado em setembro de 2015, por decisão judicial, naquele contexto de suspeição sobre supostos atos de Ruy Muniz para beneficiar um hospital do seu grupo empresarial.

Souto reluta em pegar o abacaxi, com o argumento de que nada será resolvido sem uma análise aprofundada, por parte da Prefeitura, dos dados sobre repasses, além de contatos com representantes dos hospitais.

O prefeito está na política há 55 anos. Começou a carreira como vereador por Montes Claros, em 1962. Desde então, acumula nove mandatos legislativos, além de ter presidido o Tribunal de Contas da União. A assessoria do prefeito de Montes foi contatada, mas não retornou até a publicação deste post.

O outro lado

Imprimir

O TEMPO FECHA PARA AÉCIO

No Domingo, 02 Abril 2017 17:16.

A reportagem de capa da revista Veja desta semana, com base na delação ex-presidente de infraestrutura da Odebrecht Benedicto Junior, sobre suposto pagamento de propina da empreiteira ao senador mineiro Aécio Neves deixa o tucano mais longe daquele sonho de ocupar a cadeira que o avô, Tancredo Neves, não conseguiu por circunstâncias impostas pelo destino. O dinheiro teria sido repassado por meio de conta no exterior da jornalista Andrea Neves, irmã mais velha do político e sua assessora ao longo da carreira.

Os detalhes estão lá no site da Veja. Aécio volta a negar com a indignação de sempre, o que não tem impedido que seu nome mexeu, virou apareça nas bocas de ‘matildes’ às voltas com a investigações da Operação Lava-Jato e que tais. Andrea também reagiu com veemência para negar os depósitos. Ela chegou a chorar durante a gravação de vídeo que circula na internet.

Com sua carreira nacional ferida de morte, o senador mineiro terá duas opções para 2018, quando vence o seu atual mandato. Pode disputar novamente a senatoria ou, quem sabe, tentar a vaga de inquilino do Palácio Tiradentes, sede do governo de Minas. Nessa hipótese, poderia enfrentar nas urnas o atual governador Fernando Pimentel, do PT, que também só enxerga nuvens carregadas no seu futuro imediato. Seria o sujo em combate com o mal lavado.

Sobre Aécio, pesa ainda seus movimentos recentes, em colaboração com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para tirar da lista de crime a prática antidemocrática do caixa 2. Foi algo mais ou menos assim: para os tucanos, dinheiro repassado aos demais partidos, PT à frente, seria coisa de bandido. Para o PSDB, seria preciso relativizar, pois o dinheiro não teria contribuído para o enriquecimento pessoal de ninguém. FHC voltou atrás depois, mas sua biografia já estava arranhada.

Fossem mesmos os estadistas que pretendem, Aécio e FHC estariam empenhados em passar a limpo essa sujeira toda que tomou conta do Brasil. Na conatramão, Aécio quer usar a borracha para limpar do seu currículo as mentiras que os delatores insistem em associar ao seu nome. O PSDB de São Paulo assiste a tudo de camarote, embora os nomes dos sempre presidenciáveis José Serra e o governador Geraldo Alckmin também tenham aparecido como destino de recursos de origem duvidosa.