IMPROBIDADES RECORRENTES 2

IMPROBIDADES RECORRENTES 2

Prefeito de Manga dispensa de licitação escritório que atuou na campanha eleitoral para livrá-lo da inexigibilidade O prefeito de Manga,…

More...
UM SÉRGIO MORO NO SERTÃO?

UM SÉRGIO MORO NO SERTÃO?

 Quem é o juiz que tira o sono de políticos no extremo Norte de Minas  Atual titular da 2ª Vara…

More...
ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA

ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA

Prefeito de Manga evita críticas a juiz após segunda condenação à perda do mandato Uma clara mudança de atitude marca…

More...
OPOSIÇÃO LEVA BÔNUS, PREFEITO FICA COM ÔNUS

OPOSIÇÃO LEVA BÔNUS, PREFEITO FICA COM ÔNUS

Vereadores aprovam projetos que criam despesas, mas  rejeitam proposta para suposta redução de gastos      Imagem: Clever Inácio -…

More...
QUINQUINHA TEM DUAS NOVAS CONDENAÇÕES POR IMPROBIDADE

QUINQUINHA TEM DUAS NOVAS CONDENAÇÕES POR IMPROBIDADE

Numa única sentença, juiz decreta duas novas perdas do cargo para prefeito de Manga >> Dispensa de licitação em contratos…

More...
JUIZ GARANTE LIBERDADE DE IMPRENSA E EXPRESSÃO AO EDITOR DESTE 'EM TEMPO REAL'

JUIZ GARANTE LIBERDADE DE IMPRENSA E EXPRESSÃO AO EDITOR DESTE 'EM TEMPO REAL'

Justiça nega indenização por danos morais a uma filha do vice-prefeito de Manga  O vice-prefeito Luiz Fogueteiro e a filha…

More...
Frontpage Slideshow | Copyright © 2006-2012 JoomlaWorks Ltd.
Imprimir

ERRO DE AÉCIO ERA SÓ PARA ‘ENCHER O SACO’

No Terça, 06 Junho 2017 08:15.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma logo mais o julgamento da chapa que elegeu Dilma Rousseff, cassada no ano passado, e o atual presidente, Michel Temer. Será puro jogo de cena, sem chance de ser concluído esta semana, já que o circo está armado para que um dos ministros faça pedido de vista e adie a decisão final para as calendas gregas.

Em uma das suas muitas inconfidências e explosões de mau-caratismo captadas pelos grampos da Polícia Federal, o senador afastado do mandato Aécio Neves (PSDB) contou que a ação que pode cassar a chapa Dilma-Temer foi ajuizada por seu partido somente para “encher o saco” do PT.

Aécio confessou a cafajestice em conversa gravada por Joesley Batista, um dos donos da JBS. “Lembra depois da eleição? Os filhos da puta sacanearam tanto a gente, vamos entrar com um negócio aí para encher o saco deles também.” Ainda segundo Aécio, que assinou a ação na condição de presidente do PSDB, o presidente Michel Temer pediu para ele retirar a ação no TSE logo após o impeachment que cassou Dilma.

O neto de Tancredo nunca aceitou a derrota nas eleições de 2014. Mau perdedor, ele tentou essa vendeta para ‘encher o saco’ dos adversários. Não contava com as voltas que o mundo dá. Por ironia do destino, Aécio está morto politicamente, na mesma condição de boa parte dos seus arqui-inimigos petistas. Aécio agora corre contra o tempo para evitar ir para a cadeia e perder mandato, não necessariamente nessa ordem. Pode levar adiante sua irresponsabilidade e alegar na Justiça que a ação contra a chapa Dilma-Temer perdeu o efeito, já que é impossível 'encher o saco' do petismo, também combalido e a caminho da extinção.   

A atitude infantil e tresloucada de Aécio não deve ter maiores consequências para o morto-vivo que insiste em ocupar a Presidência da República. Não com o TSE, a corte que tem histórico de decisões sem muita coerência com a letra da lei. Mas não deixa de ser curioso o fato de que Temer enfrente agora a chapa quente de passar pelo escrutínio do TSE com as incertezas de uma possível delação do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), seu ajudante de todas as ordens. 

Imprimir

SELO UNESCO DO PERUAÇU MOBILIZA JANUÁRIA

No Terça, 06 Junho 2017 07:51.

Audiência pública é etapa da campanha pelo reconhecimento da unidade de conservação como patrimônio mundial

 

A beleza da Gruta do Janelão: uma das atrações que se pretende abrir para a visitação pública 

A possibilidade de reconhecimento pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu como patrimônio da humanidade será debatida pela Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quinta-feira (8). A audiência, que acontece no auditório da 17ª superintendência regional de Ensino em Januária atende a requerimento do presidente da comissão, deputado Paulo Guedes (PT).

A área do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu se espalha por três municípios do extremo Norte de Minas. Januária, Itacarambi e São João das Missões cedem parte do seu território para abrigar os limites do parque, que conta ainda com importante sítio arqueológico parcialmente destruído pela ação humana antes mesmo de ser mapeado em todo o seu acervo.

A expectativa dos organizadores da audiência é de que o selo da Unesco para Peruaçu fortaleça o potencial do turismo ecológico do Norte de Minas. Curiosamente, uma das reclamações das lideranças na região é de que o parque é mais conhecido por pesquisadores, inclusive do exterior, mas ainda não é muito visitado por turistas, embora obras recentes tenham incrementado sua infraestrutura, com trilhas, sinalização e centro de visitantes.

“Este reconhecimento vai projetar a região no cenário turístico mundial, promovendo o desenvolvimento dos municípios em inúmeros aspectos”, diz o deputado Paulo Guedes. O parlamentar é um dos entusiastas campanha, lançada em março último, em prol do reconhecimento da Unesco, com o envolvimento de entidades nacionais e internacionais.

O slogan da campanha é “Peruaçu Patrimônio da Humanidade – Eu apoio!”. A ideia é realizar várias ações de divulgação com o objetivo de dar visibilidade à candidatura. O logotipo da campanha traz um triângulo estilizado representando o Estado de Minas Gerais, desenhos de pinturas rupestres e a frase “Sou do Mundo. Estou em Minas Gerais”, em alusão à música “Para Lennon e McCartney”, de Milton Nascimento.

O parque

Imprimir

ASFALTO DA BR-135 AVANÇA EM DIREÇÃO À BAHIA

No Domingo, 04 Junho 2017 14:49.

Conclusão dos trechos entre Monte Rei/Montalvânia e Cocos divisa com Minas é bom sinal, mas obra segue parada em Manga

 

Placa com detalhes do contrato e o canteiro de obras entre Cocos e a divisa com Minas, em Pitarana

A pavimentação da BR-135 avança aos trancos e barrancos desde que o então ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos visitou os municípios de Manga e Montalvânia, no extremo Norte de Minas, em 2010, horas antes de um jogo da seleção brasileira durante a Copa do Mundo da África do Sul. Desde então, o asfalto entre Itacarambi e a divida com o Estado da Bahia patina em idas e vindas.

A boa notícia é a conclusão do subtrecho de 18,4 quilômetros entre o povoado de Monte Rei e Montalvânia, suspensa desde o final de 2011, quando a primeira empresa vencedora da licitação, a SPA Engenharia, desistiu do contrato assinado com o Ministério dos Transportes e deixou a região sem sequer concluir a fase de terraplanagem da rodovia. A empresa Ethos A Ethos Engenharia de Infraestrutura S.A, de Belo Horizonte, assumiu a obra em julho do ano passado e agora finaliza os detalhes antes da entregá-la ao Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (DNIT).

O subtrecho da BR-135 entre Manga e a divisa com a Bahia ficou pronto com seis anos de atraso, com a conclusão em curso do subtrecho Montalvânia/Monte Rei. A boa notícia é que, do lado baiano, a obra também avança com o início da pavimentação entre a divisa com Minas Gerais, na altura do povoado de Pitarana, município de Montalvânia, e a cidade de Cocos. A empresa Top Engenharia, de Salvador, ganhou a licitação e ficou responsável pelo asfaltamento do subtrecho até Cocos, com extensão de 22,9 quilômetros. A obra, que tem custo previsto de R$ 77 milhões deveria ter sido concluída no último mês de abril.

Reserva indígena

Imprimir

EDMÁRCIO FAZ DIREITO

No Sábado, 03 Junho 2017 18:26.

O prefeito de Matias Cardoso, Edmárcio de Moura Leal, Edmárcio da Sisan (PSC), alterna a gestão do município com as aulas do primeiro período de Direito na Faculdade Vale do Gorutuba (Favag), campus de Janaúba.

Edmárcio, que antes de entrar para a política ganhava a vida como gerente de fazenda na Sisan, de propriedade do senador pelo estado do Sergipe Eduardo Amorim (PSC), busca se qualificar para a vida fora da Prefeitura de Matias Cardoso. Prefeito em segundo mandato, ele faz planos para voos maiores.

Segundo uma fonte, partiu do senador Amorim a sugestão para que Edmárcio corresse atrás da graduação. A aposta é que o prefeito dispute, no futuro, uma cadeira de deputado estadual na Assembleia de Minas. O atual mandato dele, o segundo como prefeito de Matias, termina em 2020.

Imprimir

JANUÁRIA CONSEGUE LIMINAR E ‘LIMPA’ O NOME

No Quinta, 01 Junho 2017 08:10.

Município volta a ficar apto a receber verbas federais 14 anos depois de ser envolvido em crises

Após passar por tempos difíceis ao longo dos últimos 14 anos, por conta da versão local do que se poderia chama de operação Mãos Limpas ou Lava Jato, o município de Januária começa a respirar ares de estabilidade. A Prefeitura de Januária conseguiu emitir sua primeira Certidão Negativa da Previdência, o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), após anos de negativação em que a Prefeitura local ficou impedida de receber recursos federais.

O documento tem validade provisória, até 14 de novembro deste ano. Apesar do bate-bumbo do prefeito Marcelo Félix Alves de Araújo, o Dr. Marcelo Félix (PSB), a vitória é mais simbólica do que prática, como se verá mais adiante, porque o grosso da dívida previdenciária do município não está contratado com o regime geral do INSS.  

O status de regularidade com a Previdência Oficial veio após a Associação dos Municípios Mineiros da Área da Sudene (Amams) encabeçar ação judicial para conseguir a certidão negativa, a despeito de não quitarem seus débitos juntos ao INSS. Segundo o secretário de Planejamento do município, André Rocha, a última vez que Januária conseguiu a CRP foi no agora distante ano de 2004.

O município foi sacudido por crises políticas por quase uma década, período em que teve seis prefeitos afastados do cargo e pelo menos três deles presos acusados de corrupção. A caça às bruxas local foi patrocinada pela ONG Asajan (Associação Amigos de Januária). Ninguém ouve mais falar da tal entidade e limpeza nos hábitos locais que ela prometia acabou não acontecendo, pelo não da forma como era propagandeado pelos seus líderes. A Asajan provocava o Ministério Público, que provocou ações que levou ao afastamento provisório ou definitivo de pelo menos seis prefeitos no período de seis anos.

A virada em Januária veio durante a administração do ex-prefeito Manoel Jorge de Cadastro (2013/2016), quando a espantosa sucessão de escândalos que fizeram do município motivos para piada em todo o país foi finalmente estancada. O atual prefeito Dr. Marcelo, como prefere ser chamado, surfa agora na onda da quase normalidade ao reaver a condição de receber verbas federais ou contrair novas dívidas.

“É a primeira e mais importante etapa vencida. Estamos há anos impedidos de receber repasses da União, sem poder firmar convênios, nem contratos de financiamento em função do CRP”, comemora Dr. Marcelo. A regularidade com o INSS, contudo, não livra o município da dívida milionária com a Prevjan, o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Januária.

Dívida impagável

Imprimir

MANGA: QUINQUINHA DEMITE 33 SERVIDORES

No Terça, 30 Maio 2017 08:20.

Prefeito cancela nomeação de servidores aprovados em concurso público da gestão anterior

[ATUALIZADO] - Mais um petardo saiu do gabinete do prefeito de Manga, Joaquim Oliveira, o Quinquinha do Posto Shell (PPS), na direção dos servidores municipais aprovados no concurso público unificado determinado pelo termo de ajuste de conduta (TAC) firmado entre o município e a Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público.

Em portaria do último dia 15 de maio, mas publicada somente nesta segunda-feira (29), o prefeito exonerou 33 servidores municipais após declarar a nulidade dos atos de posse realizados no segundo semestre do ano passado pelo seu antecessor no cargo, o petista Anastácio Guedes.

A Portaria 079/2017 elenca 10 ‘considerandos’ para justificar as demissões de 18 auxiliares de serviços gerais, 11 motoristas, três pedagogas e uma assistente social. Entre as alegações ‘considerandas’ do prefeito Quinquinha do Posto Shell para o passaralho estaria o estouro no limite de gastos de gasto com pessoal e o fato de que algumas dessas nomeações teriam excedido o limite de vagas fixadas no edital do concurso público, realizado no ano passado pela Universidade de Montes Claros (Unimontes) em cerca de 80 municípios da região.

Quinquinha alega ainda que houve “nomeações em massa” no período de 180 dias que antecede o final do mandato fere a Lei de Responsabilidade Fiscal e que poderia inviabilizar o pagamento dos salários do total dos servidores. Ele agora tenta resolver o excesso da gestão petista com a medida da demissão também em massa. Entre os seus ‘considerandos’, entretanto, não consta o fato de que o ex-prefeito Anastácio Guedes foi obrigado a demitir cerca de 150 servidores contratados em agosto do ano passado, para cumprir cláusula do TAC firmado com o Ministério Público Regional. Embora desastrada no conjunto da obra, a gestão petista legou a Quinquinha situação de pessoal melhor do que encontrou.

Contraditório

Imprimir

BOM CABRITO É O QUE MUITO BERRA

No Domingo, 28 Maio 2017 12:53.

Após perder o controle da Sedinor, Paulo Guedes indica aliado para a Copasa Norte

[TEXTO ATUALIZADO] - Após tomar um gol contra entre as pernas com a perda do mando na Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor), há pouco mais de um mês, o deputado estadual Paulo Guedes (PT) acaba de recuperar um pouco de terreno com a nomeação do ex-diretor de Ricardo Campos para a Diretoria de Operações Norte da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Ricardo Campos foi desalojado do Idene há cerca de 40 dias para abrir espaço ao amigo Gustavo Xavier Ferreira, então secretário-adjunto da Sedinor, exonerado pelo governador Fernando Pimentel, que nomeou para sua vaga o ex-prefeito de Serro, município da região da Serra do Espinhaço, Epaminondas Pires de Miranda, o Nondas (PR).

Pimentel recebia pressões do deputado estadual Luiz Tadeu Leite Martins, o Tadeuzinho (PMDB) e do correligionário Gabriel Guimarães (PT), deputado federal, para limitar o mando de Paulo Guedes nas capitanias hereditárias do Norte de Minas. A decisão já anunciada por Guedes de disputar mandato de deputado federal em 2018 teria sido motivos de ciumeira no intramuros do petismo norte-mineiro. Com Ricardo Campos na diretoria operacional da Copasa para o Norte de Minas, Guedes é, de certa forma, recompensado com o baque representado pela perda da Sedinor.  

Diferentemente do que foi publicado em conhecida coluna política regional, o atual diretor da Copasa Norte, Gilson de Carvalho Queiroz Filho, não cede lugar para Ricardo Campos, que passa a atuar como assistente da representação regional da de seneamento mineira. "Acredito poder contribuir com os atendimentos aos nossos municípios, em especial os que mais necessitam e temos a certeza de que não faltará empenho, dedicação e esforço para tal", escreveu Campos em uma rede social. A turma do Palácio Tiradentes já queima pestanas para descobrir uma forma de encaixar o agora ex-diretor. Como diz aquele hit sertanejo, a fila anda. Não demora muito para a próxima freada de arrumação.


Leia também:  

TADEU É O NOVO CONDÔMINO DA SEDINOR

Imprimir

MANGA: PREFEITO PERDE AÇÃO PARA OPOSIÇÃO

No Sábado, 27 Maio 2017 11:01.

Juiz eleitoral manda ao arquivo Aije em que Quinquinha acusava opositores por abuso de poder econômico nas eleições de 2016

O juiz eleitoral da Comarca de Manga, Luiz Felipe Sampaio Aranha, indeferiu, em todo o seu teor, na quinta-feira (25/5), a Ação de Investigação Jurídica Eleitoral (Aije) em que o então candidato a prefeito pela coligação ‘Manga Merece Mais’, o agora prefeito, Joaquim Oliveira, o Quinquinha do Posto Shell (PPS), acusava o seu adversário nas eleições municipais de 2016, Anastácio Guedes (PT), e outros, inclusive o autor destas linhas, por abuso do poder econômico e utilização indevida de veículos ou meio de comunicação social na reta final da campanha. Os autores da ação foram o vereador Evilásio Amaro Sobrinho (PPS) e Paulo Roberto Lopes Nunes, prepostos do prefeito Quinquinha na coligação ‘Manga Merece Mais’.

Além de Anastácio, figuravam como ‘investigados’ na Aije o deputado estadual Paulo Guedes (PT), o então candidato a vice-prefeito pela coligação derrotada Maurício Magalhães (PR), o assessor parlamentar Marcos Fred de Oliveira e Rita de Cássia Ferreira Campos, além do ex-secretário municipal de Transportes Jercílio Vieira Lima e o autor deste texto.

A ação foi protocolada na Justiça Eleitoral de Manga em 15 de outubro do ano passado pelos advogados Brisa Viana Lopes e Antonio Miguel Amaro Madureira. Na inicial, Quinquinha acusava os ‘investigados’ de responsabilidade pela distribuição do ‘Jornal Gerais’ entre os dias 30 de setembro a 2 de outubro do ano passado, em período próximo ao pleito eleitoral para a escolha de prefeito, vice e vereadores do município.

Na ação, os advogados arguiram que o ‘Jornal Gerais’ continha textos destinados a mudar o voto do eleitor, ao afirmar que o voto em Quinquinha poderia ser ‘voto perdido’, em razão da sua situação sub judice junto à Justiça Eleitoral. O agora prefeito disputou as eleições de 2014 para o cargo de deputado federal e não prestou contas da campanha. A não quitação eleitoral gerou ações de impugnação do seu registro eleitoral na disputa pelo cargo de prefeito no ano passado, o que detonou judicialização inédita nas eleições municipais em Manga. A briga judicial entre Quinquinha e o PT local chegou ao TSE, em grau máximo de recurso e foi decidida em favor do atual prefeito. 

De volta a Aije, em sua sentença, o juiz eleitoral Luiz Felipe Sampaio Aranha concluiu que Quinquinha e seus advogados não apresentaram os autos do processo “qualquer prova que comprovasse o abuso do poder econômico”, que precisa ser devidamente comprovado e não apenas presumido. O magistrado rechaçou ainda a alegação de “desequilíbrio no pleito”, uma vez que os investigados Anastácio Guedes e Maurício Magalhães perderam a eleição.

“Não conseguiu o ‘investigante’ [a coligação do prefeito Quinquinha] comprovar qualquer ato por parte dos 'investigados' que seja gravoso o suficiente para condená-los”, finalizou o juiz Luiz Felipe, ao julgar improcedente e mandar para o processo para o arquivo.

Liberdade de expressão

Imprimir

CONCILIAÇÃO REDUZ ACERVO DE PROCESSOS

No Sexta, 26 Maio 2017 17:46.

Comarcas de Manga e Montalvânia apostam em acordos para encerrar cobrança de R$ 70 milhões em créditos podres do BnB

Vem aí uma força-tarefa nas comarcas de Manga e Montalvânia para incentivar a conciliação nos cerca de 1,3 mil processos em que o Banco Nordeste do Brasil (BnB) tenta receber mais de R$ 70 milhões em empréstimos concedidos por meio de microcrédito e outras operações de crédito para produtores rurais e pequenos empresários do extremo Norte de Minas. A maioria desses processos está relacionada a ações judiciais de execução e cobrança, após o banco ter tentado todas as formas de renegociação dos débitos.

As dívidas não recebidas também sã chamados de não performadas. As audiências de conciliação também interessam ao banco, na medida em que pode reaver créditos já lançados em prejuízo em seus balanços. Ainda que concedam descontos nessas dívidas, os valores são revertidos como lucro nos seus resultados. 

O mutirão é coordenado pelo juiz João Carneiro Duarte Neto, titular da 2ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude de Manga e pelo cooperador na Comarca de Montalvânia, o juiz Luiz Felipe Sampaio Aranha. O movimento deve totalizar mil audiências entre os dias 19 a 23 de junho para o município de Manga, além de Montalvânia, onde a ação acontece no dia 21. O BnB atua no extremo Norte de Minas por meio de suas agências em Montalvânia, Jaíba, Januária, Janaúba e Monte Azul. 

Segundo o juiz João Carneiro Duarte Neto, as partes que têm litígio com o banco devem checar com o advogado se o processo já foi incluído no mutirão e, se for o caso, solicitar a inclusão com uma simples petição. Os devedores do banco de federal terão horários predeterminados para ouvir a proposta da instituição bancária, acompanhadas de seus procuradores e com intervenção de conciliadores das comarcas.

Na opinião do juiz João Carneiro, que atualmente também responde pela Comarca de Montalvânia, a realização do mutirão sinaliza para a sociedade a revitalização do fomento do Estado para com os pequenos e médios empresários. “Essa é uma medida de vital importância para os pequenos e pobres municípios, principalmente aqueles assolados pela seca”, destaca o magistrado. Se cumprir a meta proposta com a iniciativa, o juiz terá dado um passo importante para reduzir o estoque de quase 11,5 mil processos que esperam por julgamento definitivo na Comarca de Manga.

“A proposta é que todos saiam da audiência com uma solução para o seu caso. Nas situações em que não houver acordo, os processos serão encaminhados para julgamento e sentenciados no mesmo dia”, explica o magistrado.

A força-tarefa para solucionar as dívidas de produtores com o BnB deve envolver pelo menos 80 pessoas nas duas comarcas, entre eles serventuários da Justiça, voluntários, funcionários do banco Nordeste e advogados. Serão montadas várias salas de conciliação, de forma a permitir a realização de sete audiências simultâneas, com intervalos de 20 minutos.

Negociação pode injetar dinheiro novo na região

Imprimir

DINHEIRO DESVIADO RETORNA PARA SAÚDE

No Sexta, 26 Maio 2017 12:35.

Em iniciativa inédita na região, recursos devolvidos por Corby são revertidos na compra de imóvel para consórcio de saúde

Enquanto a opinião pública pátria entope as redes sociais com a indignação com os termos da delação premiada oferecida à dupla de açougueiros goianos Joesley e Wesley Batista, por conta do acordo que permitiu à dupla ir morar no exterior e ainda levar jatinho e iate para curtir a vida de bilionários, a Comarca de Januária dá bom exemplo de uso de recursos tomados de gatunos do dinheiro público.

O caso que se vai relatar aqui é bem mais modesto, decerto, do que os números na escala dos bilhões que se ouve por aí, mas tem o mérito de ter antecedido a operação Lava Jato e todo o simbolismo que representa como força motriz para o ansiado fim da corrupção no país. A corrupção não vai acabar, pois a missão é impossível, mas tem muita gente por aí que se achava acima do bem e do mal e foi obrigada a passar uma temporada atrás das grades e ainda ser obrigado a devolver o que surrupiou dos cofres públicos.

Um dos predecessores de gente rica na cadeia, o empresário januarense Marcus Vinicius Crispim, o Corby, assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público em novembro de 2014, quando se comprometeu com a devolução de nove imóveis e 20 veículos adquiridos por valores que teriam sido desviados de esquemas de licitações fraudulentas em prefeituras do Norte de Minas, com valor estimado de R$ 10 milhões.

No início deste mês de maio, os juízes Bárbara Lívio, Juliano Carneiro Veiga, Karen Castro dos Montes e David Pinter Cardoso deram destinação mais útil à parcela do valor devolvido por Corby com o anúncio da doação de imóvel avaliado em R$ 1 milhão terreno de 1,1 mil m², no bairro São Vicente, na região norte de Januária, para servir de sede ao Consócio Intermunicipal de Saúde do Alto Médio do São Francisco (Cisamsf). Os juízes colaboradores ainda autorizaram a aquisição de cinco veículos – avaliados em R$ 160 mil. Quatro deles serão destinados para o município de Itacarambi e um para o de Cônego Marinho. A iniciativa é inédita na região e envolveu parceria do Judiciário e do Ministério Público de Januária.

'Relevância histórica'