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CLIMA DE ABANDONO PELAS RUAS DE MANGA

No Sábado, 01 Abril 2017 13:11.

Lixo acumulado nas vias públicas demanda por solução urgente

 Finalizada às pressas pela gestão anterior, a Avenida Ayrton Senna é exemplo de abandono e descaso por parte da atual administração

Quem transita pelas ruas da periferia de Manga podia notar, até a semana passada, certa ausência de governo naquilo que é sua atribuição mais elementar: a prestação do serviço de limpeza urbana à população. O contribuinte, que destina, em média, 35% do seu suor para os cofres públicos nos três níveis segue maltratado por seus representantes acima e abaixo. A nova administração reagiu com atraso ao caos que se aproximava. Após quase três meses, a Prefeitura de Manga retomou a coleta do lixo espalhado pela cidade. A força-tarefa deve envolver cerca de 40 garis e não tem previsão para terminar. 

As ruas da cidade estão bem sujas e, a valer, a nova administração dava sinais de que ainda não havia começado. Não por falta de recursos. O município recebeu repasses originados de impostos da ordem de R$ 6,5 milhões (antes dos descontos) até o final de março. Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) teve crescimento de 10,41% no primeiro trimestre do ano, ante ao mesmo período de 2016. 

Tudo corrobora para o fato de que não foi por por falta de caixa que o serviço de limpeza deixou de ser executado, ou o foi de forma precária, por tanto tempo. A arrecadação até cresceu, mas é de se registar que houve recolhimento extraordinário de pagamentos em atraso de contribuições previdenciárias. Isso, entretanto, não teria como afetar o serviço de limpeza - que é realizado com pessoal e equipamentos próprios.  

O lixo de poda de árvores, entulhos de construção, além do acúmulo de terra sobre o calçamento ou asfalto, toma conta da paisagem nos bairros da periferia, onde o problema é mais crítico. No centro, vi, na semana passada, um conjunto de pá carregadeira e caminhão retirando um monte de terra em área nobre da cidade. Antes tarde do que nunca, dirão as pessoas que convivem com o problema. 

Cidades sujas passam provocam uma sensação de abandono e depressão, como naqueles filmes rodados em países pobres da África. Naquela faixa que separa o lado de baixo da parte alta da cidade, não é só o lixo e a terra que toma conta das vias públicas, há ainda o mato que invade passeio e até as pistas de rolamento.

A montanha de lixo espalhada pelas ruas da cidade pode se transformar, mais adiante, em problema de saúde pública, ao facilitar a vida de animais e insetos peçonhentos, casos de ratos, escorpiões, moscas varejeiras, e baratas, além da explosão s famosas muriçocas que já são a marca registrada da cidade. A volta da coleta já tinha mesmo passado do ponto.    

 Toneladas de lixo pelas ruas da cidade:  prefeito reage com atraso e anuncia força-tarefa

Nem mesmo a Avenida Ayrton Senna, pavimentada no final da gestão anterior, escapa do descaso. A administração atual bateu na obra o carimbo de eleitoreira e não fez, até aqui, o menor esforço para arborizar o canteiro central ou fazer a primeira varrição da via. Há lixo acumulado no canteiro central e calçadas em trechos da avenida, além de muita terra acumulada no leito da avenida.

Três meses após a posse do prefeito Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS), não houve providências de reparos para recompor, por exemplo, alguns blocos de meio-fio levados pela enxurrada na altura das obras de construção da escola técnica federal. Um lance de meio fio foi levado pelas águas da chuva e o asfalto só não cedeu porque parece ser de boa qualidade. É muito descaso com a população e desperdício de recursos públicos, sempre tão escassos.

Qual é a dificuldade em se reparar esse dano antes que ele comece a comprometer o asfalto? Que não é do PT nem do ET de Varginha, é do povo dos bairros Arvoredo e JK, sempre tão paparicado em períodos eleitorais. A avenida asfaltada é, antes de tudo, um patrimônio da cidade. Não interessa se o cara votou ou não no prefeito, ele tem que cobrar solução para esse descaso. Cobrar do prefeito, do vereador. Ora, esses caras são ‘empregados do povo’ e muito bem pagos, diga-se de passagem.

Animais nas ruas

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O HOMEM CERTO, O PAÍS ERRADO

No Sexta, 31 Março 2017 16:45.

Na TV, PMDB fala mais ao mercado que ao eleitor 

O programa do PMDB exibido ontem em rede nacional tentou vender um otimismo que só o presidente Michel Temer parece capturar. As imagens do entorno do Palácio do Planalto são de tirar o fôlego, mas o conteúdo do vídeo parece abordar outro país que não o nosso. O marqueteiro tentou vender a ideia de queTemer é o homem certo no lugar certo, em desbragado culto à personalidade que há muito não se via no horário gratuito eleitoral. Não faltou nem mesmo o saco de bondade da liberação do FGTS das contas inativas, movimento anulado com a menção à reforma da Previdência - unanimidade nacional no quesito rejeição.    

Os jornais de hoje e ao longo da semana, entranto, nos devolvem ao mundo real da corrupção do PMDB no Rio de Janeiro e de tantas outras mazelas. O Brasil não saiu da recessão como afirma o partido, ontem mesmo o Banco Central voltou a reduzir a previsão para o PIB deste ano, ficou em 0,5%. Nesse ritmo, daqui a pouco vai ao negativo dos últimos dois anos.

Tampouco os empregos que o presidente diz ter gerado são reais. O IBGE avisou hoje que o país tem 13,5 milhões de desempregados. O governo bate-bumbo para o recuo da inflação, o que é verdade, mas desconfio que isso não tem nada que ver com a ação do Banco Central. A inflação finalmente cedeu por absoluta falta de demanda. Os juros descem a ladeira e o absurdo seria não caírem, no que o atual governo pode, sim, cantar vitória.

O passeio da câmera pelo terceiro andar do Planalto no fechamento do filmete termina com o rosto em perfil do presidente. Na locução, se ouve que Temer prepara o 'melhor do Brasil de todos os tempos' e que está apenas começando essa tarefa. Pode ser. Mas a pesquisa Ibope/CNI divulgada hoje não sinaliza com tanto otimismo.

A rejaição ao presidente é de 55% e só 10% acham o seu governo bom ou ótimo. Números que lembram a ex-presidente Dilma Rousseff em seus piores momentos. Resumo da ópera: o PMDB de Temer tentou vender otimismo, numa espécie de fuga da realidade. Temer falou mais ao mercado do que à população, cada vez mais ressabiada com as péssimas notícias que o seu governo produz. Resta saber se o curta-metragem do PMDB vai fazer sucesso com os donos do dinheiro. A turma anda com o pé atrás com o presidente. 

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BANNACH DIZ QUE TRAVESSIA DO RIO EM MANGA PASSA POR AJUSTES E “CURVA DE APRENDIZADO”

No Sexta, 31 Março 2017 08:48.

Início da operação da Balsa Califórnia, com lanchonete a bordo, deve melhorar qualidade do serviço

 

Balsa Califórnia deve chegar em Manga nos próximos dias, onde receberá retoques antes de entrar em funcionamento   

Na última terça-feira (28) apenas a Balsa Margarida operava na travessia do rio São Francisco entre Manga e Matias Cardoso, no extremo Norte de Minas. A pane no motor de um dos rebocadores, justamente o que tem capacidade para mover a Balsa Confiança, de maior porte, atrasou as manobras de embarque e desembarque e deixou motoristas irritados.

Atrasos na travessia têm se repetido com alguma frequência nos últimos meses, o que leva à piora da avaliação do serviço por parte dos motoristas. Para complicar ainda mais, as chuvas que caíram na região nos últimos dias deixam as praças de embarque, especialmente aquela do lado de Manga, provocam atrasos nas manobras de embarque e desembarque.

A qualidade do serviço caiu e o usuário já percebeu isso. Segundo a empresa paraense Navegação Confiança, a atual concessionária que administra a travessia local, os problemas serão sanados em curto prazo. A principal medida é o início da operação da Balsa Califórnia, com capacidade para receber 55 veículos – demanda que nem chega a existir naquele ponto do Velho Chico.

A nova embarcação está em solo na cidade baiana de Carinhanha e deve chegar a Manga nos próximos dias, onde deve ficar adernda ainda por algum tempo para receber a estrutura do andar superior. A Balsa Califórnia foi vistoriada pela Capitania dos Portos de Bom Jesus da Lapa e deve passar por um último teste de navegação para finalmente receber a homologação da Marinha do Brasil.

A nova balsa tem 54 metros de comprimentos por 12,5 de largura, mas sua área útil é superior a 600 metros quadrados porque a estrutura tem dois andares. O diferencial da Balsa Califórnia serão os serviços de bordo oferecidos por uma lanchonete no segundo andar, onde os passageiros deverão ser instalados com mais segurança durante o tempo da travessia.

O empresário Carlos Bannach, dono da Navegação Confiança, contou ao site que enfrentou “dificuldades não previstas” desde que assumiu a travessia, em maio do ano passado, e que ainda passa por uma “fase de aprendizado” para conhecer as características da operação entre Manga e Matias Cardoso. “A maior parte dos nossos problemas para administrar o serviço tem origem nas péssimas condições dos dois portos, especialmente aquele do lado de Manga”, explica Bannach, que tem quase 40 anos de experiência no ramo da navegação fluvial.

Investimentos nas praças de embarques

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DORIA QUER OCUPAR VÁCUO NA POLÍTICA

No Quinta, 30 Março 2017 09:43.

Com políticos tradicionais na berlinda, prefeito de São Paulo já é visto como opção dos tucanos para 2018


O estilo marqueteiro do prefeito de São Paulo, João Doria Júnior (PSDB), começa a dar resultados. Com apenas 90 dias de mandato, o nome de Doria deve ser incluído nas próximas rodadas de pesquisas para a sucessão presidencial. Se é afoiteza ou não, como alertou FHC, que queima seus últimos cartuchos de cacique do partido, saberemos mais adiante.

Doria percebeu que o cavalo está prestes a passar arreado e não tem perfil de quem vai perder a oportunidade. Em seu favor pesa o fato de que os três presidenciáveis do PSDB tiveram seus nomes citados na Operação Lava-Jato, ainda não se sabe em que grau. Os senadores Aécio Neves e José Serra, diz o senso comum dos analistas políticos, perderam o bonde da história e terão poucas chances de verem seus nomes emplacados para a sucessão do presidente Michel Temer ou quem lá estiver na hipótese da cassação.

O prefeito de São Paulo ainda faz cara de paisagem sobre o assunto para não ferir susceptibilidades do seu padrinho político, o governador de São Paulo, Geraldo Alkmin, a quem deveria suceder no projeto inicial. Alkmin também teve o nome citado na Lava-Jato e agora corre o risco de ser o criador engolido pela criatura.

A aposta de Doria, por enquanto, é do puro marketing – território que ele domina como poucos. Além das esquisitices como vestir roupa de gari, andar de ônibus e obrigar seu secretariado a madrugar para cumprir horários, ele agora avança mais uma casa com ataques frontais a Lula e ao ex-ministro Ciro Gomes. A polarização pode lhe render algum dividendo, mas ele tem pela frente o desafio de fazer uma boa administração na maior cidade do país, o que, até aqui, não é possível mensurar.

Metas

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É TUDO SERTÃO

No Quinta, 30 Março 2017 08:11.

Proposta que inclui 83 municípios no semiárido mineiro avança na Câmara dos Deputados

A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira 29, proposta do deputado federal mineiro Zé Silva (Solidariedade), que determina a inclusão de novos municípios na área de delimitação do Semiárido brasileiro. Com a aprovação, o semiárido mineiro avança sobre outros 83 municípios que integram a chamada área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Do total dos 853 municípios de Minas Gerais, apenas 168 do meio-norte estão incluídos na área sob jurisdição da Sudene. Já aquele considerados como inseridos nas condições que tipificam o semiárido somam 85 até aqui. Há casos, até, em que municípios vizinhos e com as mesmas características socioeconômicas e de clima têm status diferentes. Se for sancionado lá mais adiante, o projeto vai possibilitar que esses 83 municípios dos vales do Jequitinhonha e Mucuri, Noroeste e Norte de Minas Gerais passem a contar com avaliação diferenciada na hora de serem contemplados por políticas públicas dos governos estadual e federal.

Fazer parte do semiárido habilita esses municípios a receber alguns benefícios. O principal é a flexibilização das condições financeiras na contratação de operações com bancos públicos (redução da taxa de juros, expansão da carência, aumento do limite de recursos por contrato); ampliação dos beneficiários (mulheres, jovens, ribeirinhos, extrativistas, indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, agricultores com maiores rendas, grandes cooperativas etc.); diversificação das atividades econômicas apoiadas (turismo rural, agroecologia etc.); e, principalmente, a simplificação das condições de acesso e a redução de alguns entraves bancários.

A última atualização da metodologia para inclusão de novos municípios no âmbito da Sudene ocorreu em 2005. O projeto ainda tem um longo percurso nos corredores do Congresso e passa agora pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça daquela Casa.

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UM DIA TODA CARNE SE CONTRAI

No Terça, 21 Março 2017 09:01.

Mídia muda rumo da cobertura da operação Carne Fraca ao suspeitar exageros na ação da Polícia Federal

Vamos combinar que o país já tem crises em excesso para fabricar mais uma. O bote da Polícia Federal na sexta-feira da semana passada sobre o negócio das carnes no Brasil repete muito da espetacularização que virou a marca registrada da atuação da instituição ao longo dos últimos anos. A expectativa geral é de que após o estouro da boiada, a PF traga demonstre a existência de fogo por baixo da fumaça que fez espalhar sobre o agronegócio pátrio, um dos poucos setores que permanecia imune à crise geral da economia.

A crise na carne, claro, entrou na agenda da politização bestial que assola o país. Houve até quem denunciasse mais uma investida dos americanos para destruir uma das poucas competências da qual o Brasil se orgulha. Pode-se dizer que nossas elites políticas e empresariais dispensam ajuda externa para fazer besteiras e não dá para negar o fato de que a corrupção realmente está entranhada nas nossas instituições. Teorias conspiratórias com o cheiro do enxofre da Guerra Fria não tem mais lugar na história. O que não significa que o país possa se dar ao luxo de perder a oportunidade para rever práticas suspeitas, tanto aquelas técnicas vinculadas à vigilância sanitária e de saúde animal quanto aos desvios da política, que dão azo a todo tipo de males que têm jogado a confiança pátria morro abaixo. 

Nenhum brasileiro em pleno gozo de suas faculdades mentais teria motivos para corroborar as suspeitas de que nada pode sair de bom dessa chafurda em que frigoríficos apareçam entre os principais financiadores das campanhas eleitorais e os políticos tenham a primazia de indicar pessoas de sua confiança para cargos-chave da fiscalização desse mesmo setor. Por outro lade, ninguém, em sã consciência, pode concordar com a tese de que toda a carne vendida aqui e lá fora tenha os problemas apontados durante o anuncio da apuração Carne Fraca.

Quatro dias depois do estouro da operação, a cobertura da imprensa mudou da desconfiança total com as carnes vendidas nos supermercados para uma linha mais racional de que houve exageros. A pressão do governo e empresários do setor contribuiu para o tom mais comedido, mas não foi só. Pesaram, por óbvio, os argumentos para os prejuízos na ainda incipiente recuperação econômica do país, a pedra de toque a que o governo Temer se apega para evitar sustos na travessia até as eleições do ano que vem.

A Polícia Federal não reagiu às críticas que tem recebido da tropa de choque governista, inclusive aqueles da imprensa. Em off (sem assumir a autoria da fala), mandou avisar que o que se divulgou até aqui é apenas a ponta do iceberg e que vem chumbo grosso por aí. O país não vai sair ileso dessa grande lambança.

Há motivos de sobra para supor que há mesmo algo de podre no reino Tupiniquim, ao ponto de merecer a mobilização de uma operação policial por dois anos seguidos. A credibilidade do setor sai arranhada e ainda vai levar um bom tempo para recuperar a confiança. Os federais, do seu turno, devem mesmo satisfação à opinião pública, já que não uma categoria olímpica, acima das leis e do bom-senso. A mais simples delas, mas de gravidade incontestável, é o porquê da espera de longos dois anos para colocar ponto final em práticas que colocam em risco a saúde da população.

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PREFEITO DE MANGA CONSEGUE VITÓRIA E VAI PRESTAR CONTAS, MAS PROCESSO SEGUE NO TSE

No Segunda, 20 Março 2017 09:48.

Tribunal manda Quinquinha prestar contas da campanha de 2014 e afasta tese da inelegibilidade, mas TSE ainda vai julgar quitação eleitoral fora do prazo

 Fac-símile com as assinaturas da auxiliar administrativa Aline Mota e do gerente da Agências dos Correios em Manga, Demócrito Monteiro, balizaram entendimento do TRE sobre argumento de Quinquinha de desconhecia prestação de contas   

[ATUALIZADO EM 21/03/2017, 08:30] - O Tribunal Regional de Minas Gerais (TER/MG) anulou por unanimidade, na semana passada, decisão em que havia rejeitado a prestação de contas do atual prefeito de Manga, Joaquim de Oliveira Sá Filho, o Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS), em razão de sua frustrada candidatura a deputado federal nas eleições de 2014 pelo PTdoB. O Tribunal confirmou agora a antecipação provisória de tutela em que o juiz Ricardo Matos de Oliveira revogou, em 9 dezembro do ano passado, os efeitos de outra decisão em que o próprio Tribunal Eleitoral mineiro julgara como não prestadas as contas do então prefeito eleito, em virtude da sua participação como candidato a deputado federal nas eleições de 2014.

O assunto foi noticiado de forma burocrática pelo blog chapa branca ligado à atual administração, que destacou o fato da decisão do TRE mineiro retirar dos ombros do prefeito o risco de vir a ser afastado do cargo por conta da ameça de inelegibilidade que o rondava desde agosto do ano passado, ainda na condição de pré-candidato a prefeito de Manga. Naquela ocasião, o promotor eleitoral da Comarca de Manga, Daniel Lessa Costa (confira aqui), detectou problemas com a prestação de contas de Quinquinha de Quinca de Otílio relativas ao ano de 2014, logo após examinar a documentação em que o agora prefeito tentava se habilitar para a disputa eleitoral no município.

O MP Eleitoral fundamentou, então, a ação de inelegibilidade de Quinquinha por ausência de quitação eleitoral que resultava da não prestação de contas da campanha a deputado federal. É essa mesma quitação eleitoral que ainda promete ser fonte de dor de cabeça para o prefeito no Tribunal Superior Eleitoral. O vice-procurador geral eleitoral, Nicolao Dino encaminhou, há pouco mais de um mês, agravo interno ao ministro Henrique Neves da Silva, do Superior Tribunal Eleitoral, em que se manifesta contra os recursos especiais que deferiu o recurso de candidatura de Quinquinha.

O vice-procurador Nicolao Dino argumenta o agravo na Súmula 70 do TSE, que diz, em resumo, o seguinte: o evento superveniente apto a afastar a inelegibilidade do candidato deve ocorrer obrigatoriamente até a 'data da eleição'. O vice-procurador eleitoral alerta o TSE para o fato de que "... o fato que supostamente afastaria a causa da inelegibilidade em questão aconteceu em 9.12.2016, portanto, após o pleito. Em outras palavras, a inelegibilidade encontrava-se em plena vigência na data da eleição, em 2.10.2016, marco final para a aferição de eventos supervenientes aptos a restaurar a capacidade eleitoral passiva do cidadão".     

Seja como for,  a decisão da corte mineira da semana passada era mais ou menos esperada, porque o Tribunal Regional Eleitoral tem como entendimento consolidado a necessidade do candidato ser informado em sua residência de eventuais omissões ou irregularidades em suas prestações de contas, após participação em processos eleitorais. O aviso de recebimento (AR) com a notificação da Justiça Eleitoral, em que se estipulava o prazo final de 72 horas para a prestação de contas da campanha de 2014, teria sido endereçado para a caixa postal que a empresa J.J. Combustíveis, razão social da empresa Posto Oliveira, aluga na agência dos Correios de Manga. A correspondência, segundo a Justiça Eleitoral, deveria ter sido entregue em residência de passagem pela cidade, localizada à rua Pedro Gonçalves, 120, no Bairro JK.

O gerente da agência dos Correios em Manga, Demócrito Monteiro, assumiu na ocasião, por meio de declaração, ter cometido falha em serviço ao entregar o AR à auxiliar administrativa da J.J. Combustíveis Aline Evangelista Mota dentro na sede local da ECT, quando o correto, segundo o Ministério Público Eleitoral de Minas, em mudança de entendimento em relação ao que defendera anteriormente, deveria enviá-la para o endereço do político. No extrato ao lado, autos do processos que explicam o erro que teria sido cometido pelo gerente Demócrito e que balizou esta última decisão do TRE mineiro.  

A Justiça Eleitoral passou ao largo de fatos cristalinos e estranhos, para dizer o mínimo, nas defesas apresentadas por Quinquinha de Quinca de Otílio. Na sua primeira defesa à constatação do Ministério Público Eleitoral, ele chegou a declarar nos autos do processo que o aviso de recebimento fora entregue na porta da sua residência a pessoa desconhecida, uma mulher do povo que ali passava por acaso, em busca de emprego. Esse argumento inicial, como ele mesmo demonstrou posteriormente, era mentiroso.

Tampouco se levou em conta o fato da de Aline Mota ser uma espécie de secretária particular do prefeito e pessoa responsável pela realização de serviços como pagamento de contas, depósitos bancários e verificação de extrato bancários de suas empresas, e providências afins, além, claro, como admitido processualmente, do manuseio de correspondências, na condição de auxiliar administrativa da J.J Combustíveis, à qual está vinculada por contrato de trabalho desde 2012. Não se ouviu dizer que ele pagou juros bancários por que sua auxiliar deixasse de entregar as cobranças bancárias entregues via Correios. A Justiça Eleitoral parece ser uma velha senhora mais adaptada ao papel de madrinha.

Os problemas de Quinquinha com a Justiça Eleitoral foram sanados e ele finalmente pode dormir tranquilo e encerrar os altos custos com as defesas nesses processos? Ainda não. "A decisão do Tribunal Regional Eleitoral que derruba a inelegibilidade do prefeito de Manga não interfere na ação que tramita junto ao TSE, já que o argumento lá é distinto. O que se questiona lá é a data em que o prefeito obteve sua quitação eleitoral, que já era posterior ao dia da eleição", explica a advogada Isabelle Fagundes de Sá.   

A judicilização das eleições municipais em Manga segue seu curso deletério em pelo menos duas outras frentes. Uma delas no Tribunal Superior Eleitoral, aqui em Brasília, onde se questiona o fato de que a quitação eleitoral do atual prefeito ter sido confirmada em data posterior ao da eleição – o que contraria súmula do próprio TSE. Quinquinha pode perder o mandato e o município passar por novas eleições? Pouco provável e nem o mais empedernido entre os petistas manguenses sonha com esse tipo de desfecho.

Julgamento da opinião pública

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DE NOVO A PANACEIA CONTRA TODA SAFADEZA

No Sábado, 18 Março 2017 12:00.

Apertada de costura e sem rumo, classe política volta a acenar com o velho remédio da reforma política

A lista do Janot teve efeito de terremoto no mundo político em Brasília e estados. A delação do fim do mundo cumpre parcialmente sua promessa: não deixou pedra sobre pedra. As listas que vazaram na semana passada incluem dois ex-presidentes da República (Lula e Dilma Rousseff), pelo menos cinco governadores, dois ex-ministros da Fazenda, seis ministros do governo Temer, os três nomes de maior potencial no PSDB para disputar a Presidência da República (Geraldo Alckmin também foi citado, além dos senadores José Serra e Aécio Neves), antigos e atuais presidentes da Câmara e do Senado, deputados e senadores, além de gente sem foro privilegiado, aos magotes. Chega a oito o número de partidos envolvidos, entre eles os representativos PMDB, PT e PSDB. Gente graúda, gente pequena. 

Os políticos estão sem rumo. Acuados e distantes anos-luz do que pensa e deseja a opinião pública, eles esboçam a velha reação de sempre, quando as coisas não vão lá muito bem, com a proposição de uma nova reforma política, se possível uma daquelas que traga a solução que garanta a impunidade contra os crimes de caixa 2 e salve as peles de lobos e cordeiros.

O sentimento da população é de asco crescente com a política e seus personagens. No mundo ideal, uma reforma política digna desse nome teria que trocar todo o mainstream da atual elite política. O problema é que não há o que colocar no lugar.

Ao comemorar os três anos da operação Lava-Jato, o procurador do Ministério Público Deltan Dallagnol defendeu que qualquer mudança no status quo da política depende do eleitor, sugerindo que o voto nos atuais eleitos deveria ser evitado – ou pelo menos naqueles com manchas em suas vidas pregressas. Por aí, desconfio, a coisa não muda. As eleições no Brasil são mais acessíveis para quem tem mais poder de fogo, antes vindo das empresas e agora sabe-se lá de onde.

O fato concreto é que a desconfiança e a pouca predisposição do eleitor com os políticos estão perto de chegar ao ponto limite. Acuados, eles jogam na sala a salvação da reforma, desde que mantenha os privilégios de sempre. Fim do foro privilegiado, sistema misto de financiamento das campanhas, criação de um fundo eleitoral, voto em lista e por aí. Vai resolver ? Sem chance.

O clima é de salve-se quem puder. A reforma que virá certamente não é aquela que a população espera. O Congresso Nacional perdeu já há um bom tempo o fio que o conectava às ruas. Boa parte dos congressistas tem pendencias em vários níveis com a Justiça. A movimentação dos três poderes nos últimos dias não atende ao apelo geral, quando muito busca saídas que deixe mais ou menos como está.

Nem o fato de todos estarem sob suspeição serve como alento. O risco geral faz com que os políticos esqueçam suas diferenças pontuai e ideológicas em busca da solução que os salvem a todos. Nesse caso, infelizmente para o eleitor e o país, a união não produz açúcar.

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NA PELEJA DO MARKETING, LULA ENGOLE TEMER

No Sexta, 17 Março 2017 09:24.

Ex-presidente escolhe o Dia de São José para a ‘inauguração popular’ da transposição do Velho Chico no sertão paraibano

Citado em cinco processos até aqui no âmbito da Lava Jato, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva decidiu antecipar a sucessão presidencial de 2018. Vai rodar o país na tentativa de formar um novo ‘queremismo’ em torno do seu nome, como forma de evitar os desdobramentos da operação que tem deixado o mundo político sob forte estresse. O ‘queremismo’ foi um movimento político que pedia a permanência de Getúlio Vargas no poder, ali por volta de 1945.

Lula botou o pé na estrada e participa neste domingo, 19 de março, em Monteiro, na Paraíba, do ato extraoficial no centro da cidade para a ‘inauguração popular’ das obras de transposição do Rio São Francisco. A comitiva do petista conta ainda com a participação da ex-presidente Dilma Rousseff, do ex-ministro Ciro Gomes (que teria sugerido ao então presidente tocar o projeto), dos governadores Ricardo Coutinho (Paraíba) e Camilo Santana (Ceará), além de um magote de deputados e senadores de oposição ao governo Michel Temer e lideranças dos ditos movimentos sociais.   

A visita de Lula a Monteiro acontece uma semana depois da passagem do presidente Temer por lá para abrir a comporta de Campos, que liberou a vazão da água do Rio para o eixo leste da transposição. Houve protestos contra Temer, que respondeu assinalou que a obra não tem ‘paternidade’.

Seja como for, a escolha de Lula pelo Dia de São José para visitar Monteiro não parece tão aleatória. Há tradição sertaneja reserva para a data a chegada das chuvas ao sertão. O petista sabe trabalhar com esses simbolismos e, nesse quesito, deu um baile na assessoria presidencial – paga a preço de ouro para pensar suas estratégias. A expectativa dos organizadores é de que 50 mil pessoas se reúnam para receber Lula e sua comitiva. São esperadas caravanas de todo o Nordeste.

Banho de rio

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QUINQUINHA PEDE VOTO E JOAQUIM GOVERNA

No Quinta, 16 Março 2017 15:14.

Prefeito de Manga adota no cargo nome diferente daquele utilizado na urna e palanque eleitorais

O antes e o depois: o candidato Quinquinha agora é o executivo Joaquim Oliveira retratado nos textos do blog chapa branca 'Manga em Foco'. Ao contrário do candidato, prefeito se cerca por assessores e a liturgia do cargo 

'Vaidades das vaidades. Tudo é vaidade’, já dizia o Eclesiastes há coisa de uns 3.000 anos. O prefeito de Manga, Joaquim de Oliveira Sá Filho, o Quinquinha de Quinca de Otílio (PPS), não gosta do seu nome no diminutivo. Ele optou por ser chamado de ‘Joaquim Oliveira’, forma de tratamento que tem sido utilizada pelo blog chapa branca que sua assessoria especializada mantém na internet desde 14 de janeiro – duas semanas após a posse do atual e ainda sub judice prefeito de Manga.

É óbvia a metamorfose onomástica entre o candidato que pretendia se mostrar ‘mais humano’ e próximo do eleitorado com o agora prefeito ‘Joaquim Oliveira’, o executivo que aparece de terno e gravata nas fotografias daquele mesmo blog chapa branca. A mudança, que afasta o prefeito do dia a dia das pessoas comuns, especialmente os mais simples e de baixa escolaridade, teria, segundo fontes ouvidas pelo site (e por episódio do qual participei), sua explicação e razão de ser.

O prefeito nunca gostou do que avalia ser corruptela do seu prenome. Ainda assim, o apelido Quinquinha não é apenas o diminutivo do seu nome: é a forma como sempre foi conhecido, desde os tempos da sua passagem pela região de origem ali entre Miravânia e as Panelinhas I e II, localidades que se emanciparam de Manga há coisa de 25 anos.

Segundo uma fonte, Quinquinha de Quinca de Otílio avalia como pejorativa a fórmula encontrada pelo povo simples e sertanejo para diferenciar o seu nome e imagem públicos do nome do pai Joaquim de Oliveira Mota, o Quinca de Otílio. No interior do país, e mais fortemente no semiárido, é muito comum as pessoas serem designadas com o aposto dos nomes de pais, maridos e mulheres. Dona Maria de ‘seu’ Joaquim... E por aí vai.

Quinquinha de Quinca de Otílio é muito cioso da sua imagem política. Ele seguiu a risca o conselho do seu consultor para usar camisas azuis durante a campanha política. Sugeriu ainda aos candidatos a vereador com quem tinha mais sintonia, além do vice-prefeito, Luiz Carlos Santana Caíres, o Luiz Fogueteiro (PRB), que fizessem o mesmo. Os ‘camisas azuis’ identificavam em palanque o time do candidato 23 (o número do PPS na urna eleitoral). A estratégia, nunca é demais repetir, foi copiada das campanhas tucanas país afora. Nada de novo sob o sol, também já dizia o Eclesiastes.

Durante reuniões com pré-candidatos a vereador, no período de formação das chapas com vistas às eleições do ano passado, ele fez uma espécie de preleção em que dava conselhos sobre como os aspirantes a uma vaga na Câmara de Manga deveriam se comportar e vestir. A fala foi confirmada por dois participantes do encontro.

Críticos do prefeito atribuem essa mudança do tratamento mais popular utilizado na cédula eleitoral e no palanque da eleição do ano passado como um jeito encontrado pelo agora prefeito ‘Joaquim Oliveira’ de se distanciar do candidato ‘Quinquinha’. Ele só teria utilizado o apelido do qual não gosta em sua propaganda eleitoral porque sabia que dificilmente seria reconhecido pelo asséptico e distante ‘Joaquim Oliveira’, que ninguém sabe quem é. 

Liturgia do cargo e o vento que passa...