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SEGURO CONTRA GOLPE

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Escolha da vereadora Cassília para vice pode servir de blindagem a Anastácio contra ímpetos pró-impeachment da oposição

Primeira mulher eleita vice-prefeita em Manga, Cassília Rodrigues é figura non grata no grupo político que desembarca do poder 

Corria os meados do mês de agosto passado quando o deputado federal Paulo Guedes recebeu em seu gabinete político de Montes Claros o então pré-candidato a prefeito Vinicius Ramos, o Vinicius Interpop (Republicanos), para falar de eventual aliança na disputa que estava prestes a começar.

O movimento deixou o PSB da assistente social e vereadora Cassília Rodrigues em pânico. Cassília se colocava até ali na condição de pré-candidata a prefeita, mas o que o PSB mirava mesmo era sua indicação para compor na vice do petista Anastácio Guedes, eleito prefeito neste domingo para um segundo mandato à frente da Prefeitura de Manga.

Paulo Guedes ficou vivamente impressionado com a fala e a ‘humildade’ de Vinicius Interpop, mas foi convencido a não embarcar na aventura da aliança com um aliado do deputado bolsonarista e seu rival na cena política do Norte de Minas, Delegado Marcelo Freitas (PSL).

Vinicius voltou para Manga e fechou o acordo para ser o vice na chapa do agroempresário José Carlito Oliveira (PSL), nome mais adequado ao seu perfil no espectro político, e o resto é conhecido. A dupla cresceu bastante nas intenções de voto, mas acabou em terceiro lugar quando as urnas foram finalmente tabuladas.

Cassília acabou sendo mesmo a indicada para a vice do agora prefeito eleito Anastácio Guedes e agora entra em cena com o inédito título de primeira mulher a ocupar a função de vice-prefeita na quase centenária história da machista Manga. Tudo indica que o papel de Cassília no governo Anastácio não será só o da opção pela diversidade e da afirmação feminina em seu futuro governo.

A vice-prefeita eleita é figura non grata do grupo político que vai deixar o poder em janeiro próximo e sua presença no banco de reservas do prefeito Anastácio pode inibir eventuais tentativas de impeachment por parte do ainda prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD). Cassília e o PSB, quem diria, será uma espécie de hedge (proteção) contra iniciativas golpistas da oposição, que, aliás, é phd na matéria.

CÂMARA DIVIDIDA

O RAIO DE NOVO, NO MESMO LUGAR

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Anastácio vence em Manga com boa margem, mas terá desafios inéditos pela frente

Deputado Paulo Guedes discursa ao lado do prefeiot eleito Anastácio Guedes no palanque de 2016: volta por cima 

[ANÁLISE] - Uma vitória maiúscula, daquelas que não deixa dúvidas para mimimi ou contestação. O ex-prefeito Anastácio Guedes (PT) derrotou o prefeito de Manga, Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), com uma diferença de 926 votos nas eleições do último domingo. O resultado final só foi conhecido perto da meia-noite, porque o sistema de apuração registrou problemas técnicos na coleta e consolidação dos datos. 

Escrevi aqui há um par de anos que uma segunda vitória de Anastácio em Manga seria equivalente ao raio que cai duas vezes em um mesmo lugar. Aconteceu, porque a política tem lá seus meandros e voltas aos pontos de partida. Mas nem tudo é festa como mostro mais adiante.

O petista conquistou 39,59% dos votos válidos contra 31,27% do prefeito Quinquinhas. Na sequência, ficaram José Carlito Oliveira, o Carlitão (PSL), com 23,51% dos votos apurados, e o atual vice-prefeito, Luiz do Foguete (PDT), com irrisórios 4,64%. Professor Isaías Nascimento (Rede) ficou com 0,66% dos votos válidos, performance bem abaixo do barulho que fez nas redes sociais, além do lanterna Adailton Silva (Patriota), 0,32% do resultado apurado.

A ressaca pós festa da vitória deve (ou pelo menos deveria) trazer para Anastácio e seu entorno um choque de realidade sobre as baixas expectativas ao longo do futuro mandato. Ao contrário da sua primeira passagem pelo cargo, entre 2013 e 2016, o PT agora virou quase que um pária da política nacional, a caminho de se tornar uma sigla nanica.

Tasso Guedes não tem mais o presidente nem governador para chamar de seu e isso, claro, é obviamente um complicador. Não bastasse isso, o petista vai herdar um município com o status de terra arrasada e ainda em meio à pandemia do coronavírus. Não há alunos nas escolas da rede municipal de Manga e o próximo prefeito terá o desafio de minimizar essa grande perda para os estudantes locais.

DÍVIDAS NO RADAR

JÁ VAI TARDE

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Quinquinhas amarga 1ª derrota em plano pessoal após judicializar política manguense em grau inédito e perder aliados aos magotes

>> Futuro do prefeito segue em aberto e depende de reversão da eventual perda de direitos políticos em processo por improbidade

[EDITORIAL] - Quinquinhas de Quincas de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), entrou para a vida pública pela porta dos fundos, há 13 anos, no episódio do impeachment do então prefeito Carlos Humberto Salles, de quem era vice. Salles sempre o acusou de agir nos bastidores para lhe tomar o cargo, em acordo com a Câmara de Vereadores de então.

O mundo gira e a Lusitana roda. Quinquinhas sofre agora sua primeira derrota eleitoral desde então, e ela veio com sabor azedo. O ainda prefeito fracassou na tentativa de se reeleger para aquele que seria seu quarto mandato. E pior: perdeu para o PT, a quem se dedica a demonizar diuturnamente e com esmero, junto com o deputado aliado Arlen Santiago (PTB).

É a primeira derrota que Quinquinhas sente na pele. Seu grupo político já havia perdido para o agora prefeito eleito Anastácio Guedes, mas foi, como posso dizer, uma derrota terceirizada. Seu então candidato a prefeito Maurício Ramos foi derrotado pelo petista nas eleições de 2012.

Agora foi diferente e foi mais acachapante, porque um prefeito que perde a própria reeleição dá mostras incontestáveis de incompetência. Quinquinhas já vai tarde. Previ, aqui neste espaço, há quase quatro anos, as nuvens negras no horizonte do prefeito no artigo "Ao vencedor, a aspereza dos abacaxis".

Ex-prefeito daqui a um mês e meio, Quinquinhas não vai deixar saudades - exceto, talvez, entre seu cada vez mais reduzido grupo de acólitos. Sob seu comando, Manga viveu um período de poucas realizações e de judicialização extrema contra adversários ou a quem pensa diferente, inclusive na crítica jornalística. É o caso do autor dessas linhas, a quem ele e seus agentes interpostos acionaram judicialmente e sempre por motivos fúteis em cinco ocasiões.

SEM LEGADO

A tática de tratorar adversários com recurso ao Judiciário rendeu ao prefeito muitos desafetos e perdas de companheiros políticos. O grupo de aliados que reuniu há quatro anos para derrotar o PT foi praticamente desmontado ao longo deste mandato. Seu vice-prefeito, Luiz do Foguete (PDT), quarto lugar nessas eleições, foi uma dessas defecções.

Terceiro colocado nas disputa, Carlito Oliveira, o Carlitão (PSL), também é, indiretamente, uma costela que deixou o 'quinquismo' ao compor com o vice na chapa Vinicius Ramos, o Vinicius Interpop (Republicanos), cuja família era aliada tradicional do prefeito derrotado neste domingo.

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LEIA TAMBÉM: 
AO VENCEDOR, A ASPEREZA DOS ABACAXIS

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Desceram do palanque de Quinquinhoas o médico Cândido Dourado e seu irmão o ex-vice-prefeito Eliel Dourado, o ex-prefeito Haroldo Bandeira, seu ex-secretário de Administração Henrique Fraga e lideranças como o ex-vereador Gil Mendes e cabos eleitorais importantes, que foram engrossar as fileiras adversárias.    

Qual é o legado de Joaquim do Posto após 10 anos no cargo? Pouco. Quase nada. Talvez um quarteirão de casas de péssimo gosto arquitetônico onde instalou postos de saúde e o serviço de assistência social. Algum serviço de pavimentação de rua e obras de menor expressão aqui e acolá. Pouco. Quase nada.

FRACASSO NA BR-135

Uma das grandes frustrações do prefeito foi se meter em uma praia que não era a sua. Ele se autonomeou o pai do asfalto da BR-135 entre Manga e Itacarambi. Chegou ao cúmulo de colocar “o esforço pela pavimentação” na pobre e minguada lista de realizações do mandato que - felizmente! - acaba daqui a 45 dias.

Foram inúmeros os passeios do prefeito e sua trupe aliada a Brasília desde a posse do presidente Michel Temer, movimento que continuou agora no governo Jair Bolsonaro.

Quinquinhas, que até aqui tem alternado de partido político como troca as camisas azuis desde que se aventurou na seara da política, chegou mesmo a se filiar ao centrão, no PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, só para ficar mais próximo dos gabinetes aqui da capital federal no atual governo.

A estratégia, por óbvio, não deu certo e a autorização para o asfalto não saiu antes das eleições como ele pretendia. O desgaste dessa promessa não cumprida se somaria aos muitos planos de campanha que divulgou na eleição passada e que não foram cumpridos.

O ainda prefeito atribui o fracasso da sua gestão à 'herança maldita' que teria herdado do antecessor Anastácio, ao governo Fernando Pimentel, que reteve recursos das prefeituras, à crise fiscal que o país enfrenta nos últimos anos e, por fim, à pandemia do coronavírus que o atropelou neste último ano de mandato.     

ZERO ENTREGA

MATIAS: PREFEITO FAZ SUCESSOR

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Maurélio vence candidato de João Cordoval e amplia mando político do padrinho Edmárcio Sisan

O placar do Fla-Flu eleitoral entre o atual prefeito Edmárcio Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (Avante), e seu antecessor, João Cordoval (MDB), em Matias Cardoso, foi mesmo o que já esperado, com a vitória do auxiliar administrativo Maurélio Santos Pereira, o Maurélio da Sisan (Avante).

Os dados da cotação ainda não foram tabulados pelo TSE, mas a vitória de Maurélio foi incontestável: 3.052 votos contra 1.908 destinados ao oposicionista Cláudio Márcio Oliveira (Patriotas), que tinha como companheira de chapa Vanessa Cordoval (PT), ex-primeira-dama do município e mulher de Cordoval, que administrou o município por dois mandatos (2009/2016). Vale um disclaimer: ainda não são os números oficiais.

Matias teve somente dois candidatos nessas eleições e o triunfo do prefeito Edmárcio da Sisan foi incontestável. Ele indicou Maurélio, um colega de iniciativa privada que, sozinho, talvez, não se elegesse a vereador e colocou no cargo pelos próximos quatro anos.

Maurélio, 34 anos, atuou como secretário de Obras na gestão Edmárcio e é com essa experiência no currículo que vai assumir o município pelos próximos quatro anos.

Na prestação de contas que fez à Justiça Eleitoral em outubro, Maurélio informou receitas de R$ 120 mil, valor elevado para os padrões da pequena Matias.

Desse total, R$ 70 mil foram repassados à sua campanha pela direção estadual do PSL e os outros R$ 50 mil pela direção nacional do Avante.   

OUTROS VOOS

TSE DÁ VITÓRIA A ANASTÁCIO

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Com 72% dos votos apurados, petista coloca 700 votos de frente em relação ao prefeito Quinquinhas e liquida fatura em Manga

Anastácio e a candidata a vice Cassília Rodrigues: petista devolve derrota de quatro anos contra prefeito Quinquinhas

As apurações das eleições municipais no Brasil estão atrasadas, supostamente por ataque hacker - no que já está sendo considerado um movimento da extrema direita - com vínculos internacionais - para facilitar a radicalização do bolsonarismo daqui a dois anos.

Seja como for, o aplicativo do Tribunal Superior Eleitoral acaba de ser atualizado e coloca o petista Anastácio Guedes praticamente eleito em Manga, com 38,16% dos votos válidos - números bem próximos aos da pesquisa realizada pelo Instituto Veredas, há quase três semanas, e duramente contestada pelos adversários.

Em segundo lugar aparece o atual prefeito Quinquinhas de Quincas de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), com 30,16% dos votos apurados. Carlito Oliveira, o Carlitão (PSL), a novidade na atual temporada eleitoral no município, aparece com 25,28% dos votos válidos.

Anastácio tem, por essa prévia, 699 votos de frente em relação a Quinquinhas e a expectativa é de que a diferença se aproxime dos 1000 votos até o final da apuração.

DUPLA DERROTA DE QUINQUINHAS

O ELEITOR, ESSE SUMIDO

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Fechadas as urnas, baixo comparecimento deve se confirmar em razão da pandemia e desestímulo do eleitor
Imagem: Isaías NascimentoMovimentação do eleitor na manhã deste domingo em frente à Escola Municipal Padre Ricardo Trischeler em Manga: votação tranquila

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente Tribunal Superior Eleitoral (TSE), avaliou agora há pouco que o clima nas eleições municipais foi “tranquilo demais”, em referência à possibilidade do baixo comparecimento do eleitor em razão da pandemia.

Com a votação concluída, Manga, no extremo Norte de Minas, é um exemplo de que a expectativa deve se confirmar. Fontes do site no município indicaram que as eleições transcorreram de forma tranquila, com uma outra escaramuça aqui e acolá, mas que a nota do dia, e que deve ser a marca desta eleição, foi mesmo o baixo comparecimento do eleitor.

ABSTENÇÃO

QUE FIASCO FOI ESSE?

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Comparativo das entregas em final de mandato mostra avanço acachapante de Matias Cardoso sobre Manga

[ATUALIZADO] - O evangelista Tiago (2:17-19) diz que a fé sem obras é uma fé morta. Proponho um passo secular para longe dos domínios da doutrina e rumo ao profano: uma administração pública sem obras é ela também morta, e não só morta, é como o joio que não merece florescer - também aqui com o empréstimo do sentido teológico.

Digo isso a propósito do momento político-eleitoral que acaba de acontecer, feito intrinsecamente de escolhas, em que o eleitor tem a oportunidade de fazer seu julgamento sobre se vai renovar ou não os votos de confiança com quem soube cuidar dos talentos que recebeu via soberania popular e sobre quem os deixou apodrecer em maus toneis, onde o bom vinho é transformado em péssimo vinagre.

Salto das metáforas bíblicas para a vida como ela é - ou como deveria ter sido. Duas cidades vizinhas, dois governos em finais de mandato, mas com resultados absolutamente opostos.

Talentos distribuídos em solo fértil e talentos jogados aos pedregulhos, ali naquele chão em que nada floresce e os corvos aproveitam para beliscar o almoço.

TÃO PERTO, TÃO LONGE

Falo de Matias Cardoso, onde o prefeito Edmárcio Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (Avante), fecha o ciclo de dois mandatos ao enfileirar lista de entregas de porte, performance coroada com boa aprovação popular - o que não é fácil para mandatos duplos.

Dito isso, não há como evitar a comparação com Manga, bem ali do lado, onde o ainda mandatário Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), passa pelo vexame por não ter o que mostrar para o eleitor em plena campanha para a reeleição, concluída no domingo (15 de novembro 2020).

Como não poderia deixar de ser, pela falta de entregas - ele é o primeiro prefeito em Manga com o carimho de zero-entrega após quatro anos no cargo, como não poderia deixar de ser, chegou ao momento eleitoral com baixa aprovação dos seus conterrâneos, além da perda de muitos aliados ao longo da jornada. 

Tempo de colheita: obras da gestão atual nos povoados de Lagedão e Gado Bravo, esquecidos pelo poder público desde sempre 

TEMPO DE PLANTAR, TEMPO DE COLHER

MANGA ANDA... PARA TRÁS

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Eleitor terá neste domingo duas opções já testadas em suas muitas falhas e poucos acertos e a aposta no tertius sem experiência no currículo 

[ANÁLISE] - O eleitor manguense tem à mesa seis opções de candidatos, das quais apenas três são exequíveis do ponto de vista eleitoral. São três projetos distintos, mas todos com algum potencial de sair vitorioso nas urnas no próximo domingo – dada a percepção de que o jogo pode ter embolado nesta reta final da corrida eleitoral.

Uma delas é candidatura do ex-prefeito Anastácio Guedes (PT), que lidera (ou liderava) a disputa, segundo pesquisa do Instituto Veredas, do final de outubro – o único levantamento apto a ser divulgada durante a atual temporada de caça ao voto, posto que foi registrado na Justiça Eleitoral como indica a legislação.

O petista Anastácio ancora seu sonho de voltar a comandar o município com base no recall (lembrança) da sua passagem pelo cargo entre 2013/16, além de contar com o forte cabo eleitoral que a fraca gestão do atual prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD).

AGORA VAI?

Anastácio também enfrentou um mandato difícil, especialmente na sua segunda metade, que coincidiu com o auge da demonização e queda do petismo do mando federal, com o impeachment de Dilma Rousseff. A crise daquele momento paralisou a administração, que teve ainda como outros pecados a má escolha do time de secretários para ajudar na gestão. 

                      Três prá lá, três prá ca: em sentido horário os candidatos Carlitão, Quinquinhas, Pastor Isaías Nascimento, Anastácio, o vice-prefeito Luiz do Foguete e Adailton Locutor  

Ainda assim, o irmão do deputado federal Paulo Guedes tinha como aliado no governo estadual o petista Fernando Pimentel. Com isso, conseguiu legar um pacote de obras no mandato, parte delas no final do segundo tempo. Várias dessas obras ficaram inacabadas e uma das metas do candidato é, segundo promete, voltar para conclui-las. Como?, é a questão em aberto.

Tem coisa de porte nesse bolo, ao contrário do que o atual prefeito tenta fazer agora. Entre elas a escola técnica federal e uma creche do programa Pro-Infância - além da urbanização do Parque Uirapuru. Alguns desses projetos foram descontinuados no governo Jair Bolsonaro, mas estão em estágio de construção que não admite retorno sob pena de rasgar o dinheiro do contribuinte.  

O TERTIUS

Outra candidatura com alguma chance de vingar no próximo domingo é a do agroempresário José Carlito Oliveira (PSL), que saiu praticamente do nada, aqui em sentido literal, para obter o maior crescimento nas intenções de voto na atual corrida eleitoral – quando considerado o desempenho individual.

Como assim?, perguntam aflitos meus três leitores. Carlitão não existia para a política manguense até meados deste ano. Sua campanha foi construída de última hora, após o agora vice na chapa, o empresário Vicinius Ramos, o Vicinius Interpop (Republicanos), jogar a toalha.

BOIA DE SALVAÇÃO

O candidato do PSL saiu do zero para pontuar acima dos 20%, ainda de acordo com a única pesquisa com registro no TSE. O fazendeiro representa uma espécie de terceira via, com o carimbo da extrema direita bolsonarista e, em certa medida, serviu de boia de salvação para o eleitor que ansiava por um fato novo na política local.

Carlito é a alternativa para o eleitor que não suporta mais ver a cara do prefeito Quinquinhas sempre ‘tentano’ achar um culpado para suas próprias falhas administrativas e sua míope visão política.

Por outro lado, o candidato do PSL atrai quem não quer ver de novo na prefeitura a patota do petismo local, com seus arranjos familiares e partidários. Sim, ainda há um anti-petismo no ar, o mesmo que derrotou Anastácio há quatro anos, agora com reduzido poder de fogo.

NEM TUDO SÃO FLORES

SUSTO NA REDE

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Candidato Pastor Isaías é atropelado por motoqueiro ao sair de agência bancária

O candidato Isaías Nascimento em dois momentos: em entrevista à rádio comunitária local, durante a pré-campanha, e estendido no chão à espera do socorro  

O candidato a prefeito de Manga Isaías Nascimento (Rede Sustentabilidade) foi vítima de um acidente de trânsito no início da tarde desta quarta-feira (11), quando atravessava a Avenida Tiradentes, no centro comercial da cidade. Isaías tinha acabado de sair de uma agência bancária, onde tratava de assunto pessoal.

O candidato ficou estendido no chão até a chegada do socorro. O sol da tarde estava, como sempre, escaldante e alguém teve a ideia de cobrir o pastor com pedaços de papelão. Outro transeunte ofereceu um guarda-chuva para amenizar a exposição direta aos raios solares - tudo sob os olhares dos muitos curiosos. 

Segundo nota divulgada pelo diretório local da Rede, o candidato foi surpreendido ao ser “atingindo por uma motocicleta que transitava pelo local em alta velocidade”. O candidato foi atendido pelo Samu 192 e levado para o Hospital de Manga, onde foi medicado e ficou em observação ao longo da tarde. 

O condutor da moto, um adolescente que não tem habilitação para conduzir esse tipo de veículo, teria se evadido do local após perguntar se o candidato estava bem, na tentativa, aparente, de fugir ao flagrante.

O candidato registrou boletim de ocorrência. O momento do acidente teria sido registrado por uma das câmeras do serviço de vigilância Olho Vivo.

“Foi muito estranho o episódio. Saí do banco, cumprimentei as pessoas e comecei a atravessar a rua. Olhei na direção da padaria e só ouvi um barulho, o impacto e quando percebi já estava no chão. Estou machucado, mas estou bem. Graças a Deus por isso”, diz Isaías em mensagem ao site.

COMPRESSA E CAMA

ANÁLISE: BOLSONARO TERMINA O MANDATO?

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Coronavírus atropelou projeto de reeleição de Trump nos EUA e pode dificultar segunda metade do (des)governo Bolsonaro por aqui

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) só pensa na reeleição. O sobe e desce dele país afora para inaugurar obras herdadas de outros governos faz parte da estratégia de conquistar novas faixas de eleitorado, especialmente entre os mais pobres – onde ganhou simpatias após ser obrigado pelo Congresso Nacional a pagar o auxílio emergencial de R$ 600 (agora reduzido pela metade).

Bolsonaro está com tudo e não está prosa, mas há nuvens no horizonte. Uma delas é o isolamento político no mundo com a derrota de Donald Trump, a quem dedica simpatia que extrapola a sempre bem-vinda relação mais distante entre as nações. Países não são amigos, países têm interesses (e negócios), como o presidente brasileiro não demorará a perceber.

O mandatário brasileiro se indispôs com vários dos seus pares na Europa. Para piorar, seu governo cria caso com a China semana sim e a outra também - justo os chineses que são os maiores parceiros comerciais do Brasil. Por último, o país perde a simpatia dos Estados Unidos com a virada democrata de Joe Biden. 

NÃO SAI DO LUGAR

Mas não é só. No front interno, o (des)governo Bolsonaro patina desde o início, situação que se agravou com a pandemia da Sars-Cov-2. O déficit público vai chegar a 100% do PIB neste ano pandêmico e o país precisará rolar uma dívida de quase R$ 700 bilhões nos próximos meses.

Refinanciar essa montanha de dinheiro vai custar mais caro, em razão das incertezas com a demora em tocar as reformas administração e tributária sempre anunciadas, mas ainda paradas em alguma gaveta da Praça dos Três Poderes.

O sonho da reeleição sempre é possível, porque o presidente exibe bons índices de aprovação após a emergência da pandemia. Mas o horizonte não é tranquilo.

Bolsonaro e Paulo Guedes, seu desorientado ministo da Economia, não têm a mais pálida ideia do que vai colocar no lugar do auxílio emergencial nem como resolver a situação de quase 50 milhões de brasileiros sem emprego ou subempregados.

DERROTA MUNICIPAL