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A AJUDA QUE VEM DE CIMA

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Quinquinhas e Anastácio declaram ajuda de partidos políticos na prestação de conta parcial. Luiz doa para si mesmo. Carlitão, Isaias e Adailton não informam receitas ou gastos até agora

Imagem de arquivo: transição entre o governo Quinquinhas para Anastácio em 2012. Novamente candidatos, eles declaram recursos recebidos de partidos

O limite legal para gastos de cada candidato/coligação em Manga é de R$ 295,6 mil. Reza a lenda que os candidatos realmente competitivos - o que não estão só a passeio - precisam ir além desse valor, quando se considera o período temporal de uma campanha para muito além desses 60 dias estipulados no calendário eleitoral.

Os partidos políticos na arena da sucessão em Manga começaram a enviar suas prestações de contas parciais à Justiça Eleitoral nesta semana - o prazo vai até o próximo domingo (25). As informações devem trazer a contabilidade das receitas e despesas das campanhas até o dia 20 de outubro do ano eleitoral.

FUNDO ELEITORAL

Em busca de um segundo mandato, o ex-prefeito Anastácio Guedes (PT), da coligação ‘A força do povo na reconstrução’ informou ter recebido até R$ 66,8 mil. Desse total, R$ 40 mil foram repassados pelo diretórios estadual do PSB, o partido da candidata a vice-prefeito na chapa petista, a vereadora Cassília Rodrigues. Já a direção estadual do PT repassou à coligação manguese outros R$ 26.884,19.

Anastácio relatou gastos - até agora - de R$ 20,2 mil, o maior deles com uma gráfica, para a impressão do material de campanha. Anastácio é aposta do deputado federal Paulo Guedes para voltar a mandar na Prefeitura de Manga, de onde saiu enxotado pelo povo há quatro anos, após uma gestão difícil que tentou reação de última hora com um pacote de obras para fins eleitoral.

Quem também fez a prestação de contas parcial foi o prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), da coligação ‘Manga não pode parar’. O prefeito, um empresário milionário em busca a reeleição para aquele que pode ser seu quarto mandato no município, não enfiou a mão no bolso até aqui.

Na prestação de contas, o prefeito diz ter recebido R$ 35 mil do Progressistas, um dos partidos que integram sua coligação. Seu partido, o PSD, até agora não botou um centavo na roda. Quinquinhas não informou nenhuma despesas até agora, embora esteja em campanha quase desesperada pela reeleição.

O dinheiro do fundo partidário e do fundo especial para financiamento de campanhas eleitorais criado em 2017 é a principal - e única - fonte de recursos de Anastácio e Quinquinhas nessa primeira prestação de contas. É dinheiro dos impostos pagos pelo contribuinte, que, na maior parte das vezes, nem se dá conta que banca a farra. 

POUPANÇA

É de se inferir que ele tenha optado por economizar o dinheiro para gastar na reta final da campanha, no que repetiria a estratégia que adotou no atual mandato, qual seja a de fazer uma poupança para um pacote de obras de pavimentação de ruas agora neste segundo semestre.

Até aqui, Quinquinhas mantém a marcar de não ter feito uma única inauguração relevante durante quatro anos, no que se situa como um dos piores prefeitos que Manga já teve ao longo de sua história quase centenária.

Entre um desmentido e outro sobre sua possível desistência da disputa eleitoral, o atual vice-prefeito Luiz Carlos Santana Caíres, o Luiz do Foguete (PDT), da coligação “Compromisso com a mudança”, retirou do próprio bolso R$ 5 mil, a única doação que recebeu até agora. A campanha franciscana de Luiz do Foguete informa ter gasto apenas 10% desse total.

NADA A DECLARAR 

QUEM TEM MEDO DE CARLITÃO?

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Candidatos recusam acordo para evitar atos de campanha e carreatas viram instrumento para demonstrar força eleitoral em tempos de pandemia

Proposta de TAC, recusada, tentou evitar cenas como essa acima da campanha de Carlitão: aglomeração em plena pandemia

[ATUALUZADO] - O Ministério Público Eleitoral de Manga reuniu na semana passada representantes de candidatos e coligações que disputam as eleições em municípios da jurisdição da Comarca local. A proposta era firmar um termo de ajuste de conduta (TAC) entre os comandos das diversas campanhas para se evitar eventos com grande afluência de pessoas.

A preocupação do MPE faz todo o sentido depois que uma carreata promovida pela campanha à reeleição do prefeito Rômulo Carneiro, em Juvenília, pode ter sido o pivô para um surto de coronavírus que resultou em 26 casos positivos para a doença – dois deles considerados graves.

SEM ACORDO

O TAC proposto pelo Ministério Público foi recusado em Manga por pelos menos duas coligações, uma delas a do prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), que disputa a reeleição pela coligação ‘Manga não Pode Parar’. A iniciativa do MP veio logo após o candidato de oposição Anastácio Guedes (PT), da coligação ‘A Força do Povo na Reconstrução’ ter realizado sua carreata. A eleição majoritária deste ano no município é disputada por seis candidatos. 

Em sentido horário, do candidato com maior valor de bens declarados ao menor: Carlitão Oliveira, o prefeito Quinquinhas, Isaias Nascimento, o ex-prefeito Anastácio Guedes, o vice Luiz do Foguete e Adailton Locutor 

Sem acordo para as medidas prudenciais contra o Sars-CoV-2, a coligação ‘Aliança pela Renovação’, do candidato Carlito Oliveira, o Carlitão (PSL), decidiu mostrar força no sábado (17), com a realização da maior carreata até aqui nessas eleições.

As imagens do movimento mostram pessoas apinhadas na carroceria de uma caminhonete sem o uso de máscaras faciais. Campanhas políticas, como já registrei aqui, são movidas a emoção. Era muito improvável que os candidatos fossem cumprir o figurino do isolamento social indicado pelas autoridades de saúde.

O ZERO ENTREGA

A MORTE DO SOLDADO OLÍMPIO

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Sargento Pires viveu 112 anos e atribuía longevidade às doses diárias de uma boa cachaça

Imagem: Elisabete Alves LopesO sargento Olímpio Pires, nesta imagem ao lado da esposa, já falecida, beberica uma dose da 'branquinha' 

O militar aposentado Olímpio Martins Pires, o sargento Olímpio, morreu na noite da sexta-feira (16), em Manga, no extremo Norte de Minas, aos 112 anos.

Na reserva da Policia Militar mineira há mais de meio século, o sargento Pires era festejado como o mais velho militar da Corporação e uma das pessoas mais longevas no Estado.

Durante sua carreira, Olímpio Pires passou pela capital, Belo Horizonte, além de Araçuaí, cidade onde nasceu, Diamantina, São Francisco, São Sebastião de Poções, atual distrito de Montalvânia e antigo entroncamento comercial nas primeiras décadas do Século 20.

O soldado Olímpio, matrícula PM 3.197, chegou a participar nas jornadas das Revoluções de 1930 e 1932. Ele contava ter visto perto colegas serem mortos em combate. Há 67 anos, o então cabo Olímpio teve seus serviços em batalha reconhecidos por decreto do governo mineiro.

O corpo do militar foi sepultado no cemitério municipal de Manga com honras militares e certa comoção pública, mesmo para esses dias difíceis da pandemia do coronavírus.

LONGEVO

O sargento Olímpio Pires nasceu antes de eventos importantes da História, casos da Revolução Russa de 1917, das duas guerras mundiais, além dos governos Getúlio Vargas no Brasil. Ele também é anterior ao surgimento do automóvel como meio de transporte de massa e do avião como arma de guerra.

Quando o militar veio à luz, Santos Dumont havia acabado de fazer o voo desajeitado com o seu 14 Bis, em 1906. Aquele era outro mundo em que o Brasil não conhecia o rádio ou a televisão, e a internet não existia nem como ficção na mente de um futurista maluco.

SEM GUINNESS

Havia controvérsia sobre a idade real de Olímpio Pires, em razão da dificuldade de cravar qual foi a data exata do seu nascimento. Ele poder sido registrado com a data de nascimento de um irmão, o que era comum no início do século passado, quando não havia cartórios físicos, on-line nem pensar, porque a maior parte das comunidades eram isoladas, além de carentes de quaisquer estruturas oficiais.

Os registros civis eram feitos a posteriori, muitas das vezes em lugares distantes do nascimento, o que dava margem para esquecimento e confusões.

MENINOS, EU VI

DOAÇÃO ILEGAL NÃO DÁ IMPUGNAÇÃO

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Justiça eleitoral acata tese de que valor doado não interferiu no pleito de 2016 e rejeita impugnação de Maurélio da Sisan na disputa em Matias Cardoso

Vanessa Cordoval ao lado do candidato de oposição Cláudio Olivieira e do ex-prefeito João Cordoval (à direita no painel superior) tentam impugnar a chapa de Maurélio da Siana e Jan de Joquinha (de óculos) , apoiada pelo prefeito Edmárcio (ao centro) 

Acabou, por enquanto, a tensão do candidato a prefeito por Matias Cardoso Maurélio Santos Pereira, o Maurélio da Sisan (Avante), da coligação ‘O Progresso Continua’. Maurélio passou os últimos dias sob forte pressão – por tabela pressionava seus advogados em busca de uma notícia boa – por conta da ação de impugnação de registro de candidatura proposta pelo Ministério Público Eleitoral da Comarca de Manga.

O promotor eleitoral Nielsen de Aguiar Rocha pediu a impugnação da candidatura da criatura Maurélio da Sisan por conta de uma condenação de inelegibilidade com origem em doação acima do limite legal ao seu criador, o ainda prefeito de Matias Cardoso, Edmárcio Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (Avante), nas eleições de 2016.

Maurélio foi o segundo maior doador para a campanha do atual Edmárcio e padrinho político, há quatro anos, quando assinou um generoso cheque de R$ 8 mil para a campanha do atual prefeito. Só ficou atrás do próprio Edmárcio, que investiu R$ 28,6 mil na campanha de reeleição.  

QUEBRA DA ISONOMIA

SALTO MORTAL   

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Média da morbidade sobe em Manga nos meses de agosto e setembro, logo após o 1º registro de óbito por Covid 

Levantamento realizado a pedido do site pelo Cartório do Registro Civil das Pessoas Naturais e de Interdições e Tutelas de Manga, no extremo Norte de Minas, aponta para aumento no dado da morbidade naquele município entre os meses de agosto e setembro deste ano.

Até então, os números apontavam para uma tendência de queda na média de óbitos no município. Nos primeiros sete meses de 2020, foram notificados 78 casos, contra 79 na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os números em Manga estão em sintonia com pesquisa realizada nos cartórios de registro civil brasileiros, quando se revelou que o mês de agosto deste ano foi o que mais registrou óbitos desde 2002, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)  o deu início à série histórica para a informação sobre morbidade no país.

A média mensal de óbitos em Manga também estava estável em 11 casos até o último mês julho, mas subiu para 13 casos nos meses seguintes de agosto e setembro (no conceito anualizado). Na soma de agosto e setembro, o município acumulou 38 novas mortes, 19 na média bimestral – conforme descrito na tabela abaixo.

O aumento no número de mortes coincide com o primeiro registro oficial de óbito fatal para a covid-19 no município, no início de agosto. Até o final de setembro, as mortes pelo coronavírus já eram quatro (com mais um registro neste início de outubro, as vítimas fatais da pandemia agora são cinco).    

EPIDEMIA

Manga registrou 116 mortes entre os meses de janeiro e agosto de 2020, ante 101 óbitos no mesmo período do ano passado. Do saldo extra de vítimas, apenas quatro tiveram diagnóstico para o Sars-CoV-2, como a doença passou a ser chamada.

A curva de mortes no município tinha entrado em curva descendente. O total de óbitos consolidado para o ano de 2019 ficou em 137, o mesmo número registrado em 2018. Tudo o mais constante, esse dado será maior agora em 2020, um ano que não pode ser chamado de convencional por conta da maior crise sanitária enfrentada pelo município (e país).

CAUSAS

O crescimento de quase 15% no número de mortes no município até o mês de setembro, contudo, não pode ser diretamente atribuído à emergência sanitária do coronavírus. O município contabilizava quatro óbitos confirmados para a covid-19 como causa mortis nos primeiros nove meses do ano – o que equivale a 3,5% da letalidade no período.

Desde que a Organização Mundial da Saúde reconheceu o Sars-CoV-2 como epidemia, em fevereiro deste ano, o mundo já registrou mais de um milhão de mortes pela nova doença.

Fonte: Cartório do Registro Civil das Pessoas Natrurais - Manga

A maior parte das mortes em Manga até o mês de agosto foram por causas naturais (87), morte violenta (6) e causas ignoradas (3). A boa notícia é que o número de mortes violentas (assassinatos, acidentes, suicídios e outros traumas) caiu 14,33% na comparação com o ano passado, talvez pela menor circulação de pessoas ainda no início da pandemia.     

EFEITO COLATERAL

Embora o aumento dos óbitos em Manga neste ano não tenha associação direta com o Sars-CoV-2, uma fonte diz que esse incremento pode ser correlacionado como efeito colateral da pandemia.  

A tese é que muitas pessoas deixaram de visitar seu médico com a mesma regularidade ou passou a evitar os ambientes de consultórios e pronto socorros – o que pode ter agravado casos clínicos, com elevação do risco de morte em outras patologias que não a covid-19.

Um dado pode corroborar a tese: a insuficiência respiratória aguda foi a causa do maior número de óbitos no município neste ano - 22 casos contra apenas 13 no ano passado (números relativos ao período de janeiro a agosto).

Fonte: IBGE

A insuficiência respiratória é um dos sintomas típicos para o estágio crítico da covid-19, mas o número de óbitos pela covid-19 não indica que esse aumento de 70% na insuficiência respiratória tenha correlação com a pandemia.

Ou, noutra hipótese, impossível de provar em retrospectiva, faltaram exames para detectar a infecção pelo coronavírus nessas vítimas fatais ou, por outra, e também é factível, que a acurácia dos testes não permitiu apontar a doença como causa mortis das pessoas vitimadas por insuficiência respiratória.

Procurada para comentar o assunto, a Secretaria de Saúde de Manga não retonrou ao nosso contato. As autoridades de saúde, modo geral, negam falhas nos protocolos para identificar o coronavírus e a existência de correlação entre mortes atribuídas ao sistema respiratório e a Sars-CoV-2 .      

NEOPLASIAS

O VOO CEGO DOS CANDIDATOS

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Pouco contato visual e falta do termômetro das aglomerações em comícios e carreatas dificulta medição do entusiasmo do eleitor nas pequenas cidades

Uma campanha diferente de todas até aonde a memória dos políticos alcança. Sem o recurso às tradicionais carreatas, passeatas ou comícios, candidatos nas disputas majoritárias e proporcionais de pequenos municípios navegam às cegas sobre o que pensa o eleitor a respeito de suas propostas.

Os eventos de campanha normalmente são usados como termômetro para aferir as chances dos candidatos em localidades que não têm propaganda eleitoral no rádio e TV nem o recurso às pesquisas de opinião.

As recomendações que proibem as aglomerações retira da temporada eleitoral, portanto, aquele que pode ser considerado o seu elã, o que confere aos pleitos eleitorais impulso, vivacidade e emoção. 

Apostar apenas nas mídias sociais é temerário e os candidatos mais experientes sabem disso. É preciso gastar sola de sapato e saliva, mas esse tipo de estratégia fica prejudicada no meio da pandemia do coronavírus, em que as pessoas estão menos dispostas ao contato social.

ETIQUETA

Uma saída tem sido pedir voto por telefone, mas mesmo aí há dificuldades. Sem ver a reação do eleitor, fica difícil saber se há mesmo entusiasmo com as propostas do candidato ou se a atenção é apenas parte da etiqueta social e boa educação.

Qual é a saída? Apostar mais nas pesquisas para medir o humor do eleitorado. Recurso, por óbvio, inacessível para a quase totalidade dos concorrentes, especialmente nas disputas proporcionais para as câmaras de vereador.

Mesmo quem está confiante que convenceu o eleitor sobre as suas teses (vou evitar promessas) ainda há um desafio extra: garantir que a pessoa efetivamente saia de casa no dia da eleição.

ABSTENÇÕES

OPOSIÇÃO QUER IMPUGNAR MAURÉLIO

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Argumento é de que o uso das imagens das inaugurações de Edmárcio desequilibra disputa em Matias Cardoso

Vanessa Cordoval ao lado do candidato de oposição Cláudio Olivieira e do ex-prefeito João Cordoval (à direita no painel superior) tentam impugnar a chapa de Maurélio da Siana e Jan de Joquinha (de óculos) , apoiada pelo prefeito Edmárcio (ao centro) 

[ATUALIZADO] - O juiz eleitoral Paulo Victor de França Albuquerque Paes, da Comarca de Manga, vai julgar nas próximas horas pedido de ação de impugnação de registro de candidatura contra o auxiliar administrativo Maurélio Santos Pereira, o Maurélio da Sisan (Avante), e seu candidato a vice, Jancleiber Lopes dos Santos, o JanJoca (MDB), da coligação ‘O Progresso Continua’, em Matias Cardoso.

O atual prefeito, Edmárcio Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (Avante), também é citado na ação. Edmárcio aparece como pivô da reclamação eleitoral, assinada por interposta pessoa em nome da coligação adversária, ‘Por uma Matias melhor’, que tem como cabeça de chapa o médico Cláudio Márcio Oliveira (Patriotas), junto com a candidata a vice, Vanessa Cordoval (PT). O município tem apenas dois candidatos nestas eleições. 

O prefeito Edmárcio, em segundo mandato, é acusado de utilizar a máquina pública local para beneficiar o afilhado e candidato Maurélio, o nome que tirou da cartola para tentar valer o dístico ‘o progresso continua’ na cidade do morrinho com vista panorâmica para o que ainda resta do outrora majestoso Velho Chico.

ELEVATÓRIA

ENTRAMOS EM MODO PÂNICO?

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Pandemia faz quinta vítima em Manga, duas delas na pior semana desde o início da crise sanitária 

Imagem ilustrativa

Registrei em várias ocasiões, bem lá atrás, quando a realidade da pandemia do coronavírus era menos dolorosa para os manguenses, que o preço da tranquilidade seria a vigilância constante e sem trégua.

Manga contabiliza agora cinco vítimas fatais da covid-19, isso no intervalo de apenas 60 dias - o que vale como indicador insuspeito do agravamento da pandemia localmente.

Cinco vidas perdidas é muito ou é pouco? Não vale dizer que outras doenças ou a violência ou os acidentes de trânsito matam mais.

Cinco óbitos são fração centesimal entre os 18,4 mil habitantes do município e ainda assim é dado que se agiganta, porque a pandemia é passível de controle.

Por que não houve testagem em massa até agora? O exames são caros? Mas e a ajuda federal para enfrentar o vírus não contemplava esse importante gasto? Por que o cumprimento dos decretos municipais foram relaxados? 

SEMANA DIFÍCIL

A semana que passou foi a mais difícil desde março, quando o coronavírus começava a se espalhar país adentro e Manga não tinha nenhum um único caso confirmado. A semana  termina com o saldo de duas mortes em 48 horas, sem falar na escalada inédita no número de diagnósticos confirmados. 

A passagem repentina do assistente administrativo MLF, 58 anos, assustou uma população que andava já meio cansada de tudo isso e descrente da letalidade do vírus. Isso (o vírus) não vai chegar até aqui não, foi o que ouvi de muitas. 

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VALE A PENA LER DE NOVO:

ESCALADA DA COVID EM MANGA 
E AGORA JOAQUIM?

SÓ POR HOJE, NADA A TEMER...
SUSTO EM MEIO À CALMARIA RELATIVA
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Depois vieram os óbitos e o negacionismo persistia: - Morreu de covid nada. Isso aí e para eles receberem mais dinheiro. Covid em Manga? Deus não há de deixar. 

Agora são 146 casos para a doença no município e cinco óbitos confirmados. Qual é o número real de contaminados, incluídos os assintomáticos, desde o registro do primeiro caso há cerca de quatro meses? Impossível saber. Não há testagem. As autoridades sanitárias navegam às cegas.  

ESCALADA

DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

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Em liminar, Justiça Eleitoral confirma PT de Januária na coligação de Eustáquio do Sesp

Fim provisório do racha do PT em Januária: Justiça Eleitoral diz que aliança válida é com Esutáquio do Sesp (de óculos) a Alcíndio, o petista, na vice  

Decisão do juiz eleitoral Daniel Henrique Souto Costa, da 148ª Zona Eleitoral de Januária, tenta colocar termo na lambança protagonizada pelo PT local. Em convenção do dia 13 de setembro, o diretório do Partido dos Trabalhadores no município decidiu firmar coligação com o PDT de Eustáquio Nascimento, o Eustáquio do Sesp, com a indicação do filiado Alcíndio Oliveira para a vaga de vice na chapa.

Contrariada, uma das alas do partido ligada ao filiado Júlio Rodrigues de Oliveira Almeida, o Butula, recorreu ao diretório estadual, onde conseguiu melar a decisão. A executiva estadual autorizou nova coligação, desta vez com o PTB do ex-vereador Joãozinho Lima, aliado do deputado estadual Arlen Santiago.

O arranjo com o PTB de Roberto Jefferson, que tem as bênçãos dos deputados federais petistas Paulo Guedes e Padre João, foi parar no Judiciário, que agora arbitra pela soberania da convenção municipal.

DISSIDENTES

O magistrado Daniel Henrique considerou a urgência em se definir, por sorteio, a distribuição do horário de propaganda eleitoral gratuita e “dissidência partidária entre o PT/PDT na coligação "Januária Feliz" e entre o PTB e novamente o PT, que tentavam formar a coligação "Compromisso Com o Povo", instituída por comissão designada pelo Diretório Regional do Partido dos Trabalhadores.

“Considerando, em análise preliminar, que a Coligação Januária Feliz, composta pelo Partido Trabalhista/PT e Partido Democrático Trabalhista/PDT, realizaram a convenção partidária dentro do prazo exigidos na legislação, conforme documentos contidos nos autos, determino que referida coligação participe do horário eleitoral gratuito, até que seja proferida decisão final”, decidiu o magistrado.

Cabe recurso (sempre cabe), mas a liminar é um banho de água fria na campanha de Joãozinho Lima, que fica mais isolado na disputa. Lima precisa agora correr atrás de outro vice, mas as janelas praticamente se fecharam com o fim das convenções partidárias. Para piorar, seu partido tem pouco candidatos a vereador e ainda corre o risco de perder tempo no rádio e TV.

O COMPANHEIRO ARLEN

ESCALADA DA COVID EM MANGA

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Após 4º óbito, Conselho Municipal de Saúde volta a alertar prefeito sobre necessidade de medidas protetivas. Prefeitura promete mais rigor na fiscalização

A Secretaria Municipal de Saúde de Manga informou na quarta-feira (30) a quarta vítima com causa mortis confirmada para a covid-19 desde a chegada do coronavírus ao municipio, em março deste ano.

A nova vítima do coronavírus em Manga é do sexo feminino, 70 anos, portadora de algumas comorbidades, entre elas o diabetes, doença renal crônica e dialítica de imunosupressão.

A  paciente se deslocar para o município de Janaúba com certa frequência e ficou internada em unidade de terapia intensiva, quando foi submetida a ventilação mecânica por alguns dias. 

TESTAGEM

O dado do quarto óbito por covid em Manga é preocupante, porque mostra uma aparente escalada da doença no município e entorno.

Três desses quatro óbitos aconteceram no intervalo de 30 dias - entre o final de agosto e setembro. Manga tem agora 136 casos diagnosticados com contaminação para o coronavírus, em quadro crescente da doença em seu território.

Além do aumento repentino dos óbitos, há ainda o fato de que do agravamento do quadro geral da crise sanitária durante o mês de setembro, quando foram registrados 44 novos casos de contaminação para o vírus.

O município registrou um salto no número de contaminados lá no final do mês de julho, mas ali o contexto era bem diferente.

ASSINTOMÁTICOS

Na ocasião, a Secretaria de Saúde realizou cerca de 180 testes em funcionários do setor e o número de diagnósticos para coronavírus saltou de menos de 10 para mais de 70 casos no intervalo de um mês.

A maioria deles era de assintomáticos. Agora a situação é diferente. As pessoas estão adoecendo e só são testadas após dar entrada no sistema de saúde - o que aponta para uma maior presença do vírus para o total da população.

"Agora, mesmo sem a testagem de assintomáticos dentro de um grupo específico, estamos notando um crescimento considerável dos casos positivos na população em geral. É muito preocupante", diz o servidor público e psicólogo Wilder Barbosa.

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