IMPROBIDADES RECORRENTES 2

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Prefeito de Manga dispensa de licitação escritório que atuou na campanha eleitoral para livrá-lo da inexigibilidade O prefeito de Manga,…

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UM SÉRGIO MORO NO SERTÃO?

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 Quem é o juiz que tira o sono de políticos no extremo Norte de Minas  Atual titular da 2ª Vara…

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ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA

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Prefeito de Manga evita críticas a juiz após segunda condenação à perda do mandato Uma clara mudança de atitude marca…

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OPOSIÇÃO LEVA BÔNUS, PREFEITO FICA COM ÔNUS

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Vereadores aprovam projetos que criam despesas, mas  rejeitam proposta para suposta redução de gastos      Imagem: Clever Inácio -…

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QUINQUINHA TEM DUAS NOVAS CONDENAÇÕES POR IMPROBIDADE

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Numa única sentença, juiz decreta duas novas perdas do cargo para prefeito de Manga >> Dispensa de licitação em contratos…

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JUIZ GARANTE LIBERDADE DE IMPRENSA E EXPRESSÃO AO EDITOR DESTE 'EM TEMPO REAL'

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Justiça nega indenização por danos morais a uma filha do vice-prefeito de Manga  O vice-prefeito Luiz Fogueteiro e a filha…

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POR REFORMAS, TEMER ATENDE PREFEITOS

No Terça, 09 Maio 2017 08:05.

Governo sinaliza alongar prazo para pagamento de dívidas previdenciárias dos municípios

Vem aí medida provisória que amplia o prazo de parcelamento da dívida dos municípios com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O presidente Michel Temer cedeu aos apelos da prefeitada e decidiu alongar o perfil desse tipo de dívida para até 20 anos. O texto deve ser enviado ao Congresso Nacional na próxima semana, durante realização da XX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

Segundo o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, cálculos da entidade apontam que  dívida das prefeituras junto ao INSS cresceu muito ao longo dos últimos anos, chegando ao patamar de R$ 100 bilhões.

A liberação das emendas é tentativa do governo Temer para cooptar apoio dos parlamentares às reformas trabalhista e previdenciária. Deputados, claro, que recebem pressão das suas bases por uma aliviada federal nas dívidas com a Previdência Social, a mesma que o governo tenta reformar com mudanças que dificultam a vida do trabalhador.

Atualmente, as prefeituras podem parcelar suas dívidas previdenciárias em até 60 meses (cinco anos), desde que deem uma entrada de 20% do valor devido. O governo já havia aceitado aumentar esse prazo para 180 meses, 15 anos, mas resolveu ampliar o prazo para os 240 meses, para atender às reivindicações dos prefeitos por medida que reduza o custeio dessas dívidas. O prazo maior reduz o valor das parcelas descontadas mensalmente na conta de repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

“A maior probabilidade está em aumentar o prazo de parcelamento para 180 meses, mas o governo está analisando 240 meses”, comemorou o deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), líder da maioria na Câmara dos Deputados.

Segundo a CNM, pelo mens 2.750 prefeituras têm pendências de pagamentos junto à Previdência Social. Os efeitos da dívida refletem sobre outras questões importantes como as emendas parlamentares. As dívidas com o INSS impedem a emissão de certificados necessários para acessar as emendas voluntárias apresentadas por deputados e senadores em busca de recursos para suas bases.

“Os próprios congressistas estão apavorados, porque eles têm emendas voluntárias, que não podem ser pagas porque o município está negativado”, explica Paulo Ziulkoski, presidente da CNM.

Encontro de contas

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A PELEJA DE LULA COM O JUSTICEIRO MORO

No Domingo, 07 Maio 2017 12:58.

 

A semana promete. O ex-presidente Lula vai ficar frente a frente com o juiz Sérgio Moro, na quarta-feira em Curitiba. Será um tête-à-tête de egos pra ninguém botar defeito. Moro precisa mostrar serviço, depois de ter autorizado a prisão coercitiva de do ex-presidente há pouco mais de um ano. Do lado oposto, Lula e o PT se preparam para transformar o depoimento em ato político. Será oportunidade para denunciar a tentativa da direita em retirar o petista da disputa presidencial no ano que vem.

Moro vai ouvir Lula no escopo da ação penal que corre na 13ª Vara Federal de Curitiba, sob a acusação de ter recebido da OAS o tríplex na praia do Guarujá, em São Paulo. O juiz federal recebe pressão dos admiradores da operação Lava-Jato para enquadrar Lula ainda a tempo de vir a condenação em segunda instância, que automaticamente impediria o petista de entrar em disputas eleitorais por conta da Lei da Ficha Limpa.

Lula trafega na raia oposta:

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AMEAÇA AO OURO DO CERRADO

No Sábado, 06 Maio 2017 17:02.

 Audiência pública vai debater pragas nos pequizeiros do Norte de Minas

Montes Claros vai sediar audiência pública da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para discutir o aumento das pragas que tem dizimado os pequizeiros nativos do Norte de Minas. O fenômeno já começa a reduzir a produção do fruto, um símbolo do cerrado.

O requerimento para debater o assunto foi e foi aprovado na quinta-feira (4/5). A proposta de autoria conjunta dos deputados petistas Paulo Guedes e Rogério Correia é reunir agricultores, especialistas e empresas de pesquisa de Minas Gerais, mas a audiência pública ainda não tem data confirmada.

A safra do pequi normalmente acontece entre os meses e de dezembro a fevereiro e movimenta as vastidões do sertão norte-mineiro. “Quando chega a época do pequi, famílias inteiras se unem para catar o fruto nativo no meio do mato e depois vender nos mercados e na beira das estradas da região”, observa o deputado Paulo Guedes, ao lembrar que a atividade garante o sustento de pelo menos cinco mil famílias no semiárido mineiro.


A atividade, contido, tem perdido força ao longo das últimas décadas. Além da seca, que assola a região e prejudica a cadeia produtiva do pequi mineiro, o Norte de Minas vê aumentar o número de pragas nos pequizeiros. A estimativa, segundo os próprios produtores, é que as perdas podem ter chegado a cerca de 80% da colheita na região nos anos mais críticos.

Frutos do Cerrado 

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SOM PASSOU DO TOM

No Quinta, 04 Maio 2017 13:47.

Vereador propõe homenagem por serviços prestados em outro município. Som Nogueira também já quis 'importar' empregos

Quando você pensa que já viu de tudo, sempre aparece uma surpresa. O vereador Anderson Cesar Ramos, o Som Nogueira (PSB), entrou com pedido de requerimento na Câmara Municipal de Manga para homenagear Francisco Pinto da Silva, o Chico Pinto, com placa de honra ao mérito em reconhecimento pelos “relevantes serviços" prestados no município de... Arinos. Nada contra a homenagem a Chico Pinto, que certamente a merece com prêmio pelo trabalho que realiza na Agência de Desenvolvimento Social de Arinos, no noroeste mineiro. O problema é que deveria ser a Câmara de Vereadores daquele município a prestar a homenagem e não sua congênere em Manga.

“Trata-se de cidadão manguense notável que vem desempenhando ações de extrema relevância ao desenvolvimento social e sustentável do povo arinense”, escreveu Som Nogueira no palavrório que enviou mesa diretora da Casa como explicação ao requerimento. Procurado pelo site para comentar o assunto, Som Nogueira evitou comentar a iniciativa. “Faço meu trabalho e sou pago por isso.  Mas espero que isso sirva de estímulo, pois a cidade ganharia com isso”, disse de forma evasiva.

O requerimento e a justificativa: o nonsense de prestar homenagem por serviços prestados em outro município

Vereador em primeiro mandato, Som foi eleito em janeiro passado para a presidência da Associação dos Vereadores da Área Mineira da Sudene (Avams) com o apoio do deputado estadual Paulo Guedes (PT) e do ex-vereador Leonardo Pinheiro (PSB). Desde então, ele publica diariamente suas atividades parlamentares na rede social Facebook. Com o slogan ‘Um novo tempo começou’, o vereador mostra imagens das suas agendas em Montes Claros, Belo Horizonte e até mesmo aqui em Brasília, onde esteve recentemente para participar de uma marcha de vereadores.

Mas não é só. Som Nogueira cumpre estafante agenda de visitas a comunidades rurais, escolas públicas, autarquias e órgãos públicos. O resumo dessas agendas vai parar no Facebook, em texto produzidos pelo próprio vereança, que também atua como seu próprio assessor de imprensa e relações públicas. Nas postagens, o vereador aparece sempre com uma solução pronta para resolver os problemas do município, mas quase sempre no campo das promessas. Não bastasse as viagens constantes que tem feito dentro e fora do município, Som ainda encontra tempo para ‘atender’ no seu gabinete na Câmara Municipal, onde conclama a população a comparecer pelo menos uma vez por semana.  

Gafes

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VAIDADE DAS VAIDADES, TUDO É VAIDADE...

No Terça, 02 Maio 2017 20:07.

Quinquinha é ‘condenado' a prefeitar em tempos de crise e já se deu conta de que nada do que foi será

Por muito pouco não passa em branco a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, há quase um mês, acabou com o processo que deixou sub-judice durante oito meses a candidatura e depois a eleição do atual prefeito de Manga, Quinquinha do Posto Shell (PPS). A oposição entrou na semana passada com os chamados embargos de declaração, última tentativa para alterar a decisão, mas as chances de que vá acontecer são próximas do zero absoluto.

Decepcionada com os rumos dos então primeiros 100 dias da administração, a Família 23, aquela fervorosa militância que saiu às ruas durante os comícios e passeatas comandadas pelo então candidato e agora prefeito, foi cuidar da vida. O silêncio sobre a decisão do TSE nas redes sociais foi ensurdecedor e bastante didático para explicar o vácuo político-administrativo que o prefeito produz até aqui.

O texto sobre a decisão do TSE foi publicado no Blog do Quinquinha, aquele que tenta colocar Manga em fogo, mas que ainda dorme solitário e sem audiência em um canto perdido da internet. Replicado no Facebook, o texto teve repercussão nula para um fato da sua magnitude, posto que colocou ponto final ao episódio que assombrou a tal Família PPS, o 23, entre os meses de setembro e outubro do ano passado.

A apatia foi geral, exceto pela queima de alguns foguetes do paiol aliado no dia 6 de abril. Em tom monocórdio, o prefeito voltou ao assunto durante entrevista à rádio comunitária – quando voltou a culpar a crise econômica, a oposição e as dívidas do município como causa do seu péssimo desempenho à frente da gestão.

Seja como for, Quinquinha não tem mais o que temer em relação a não quitação eleitoral da sua frustrada campanha eleitoral de 2014. O assunto é página virada. Mas a vida continua e o TSE, a bem da verdade, o liberou para ser prefeito em tempos de vacas magérrimas. De certa forma, o prefeito está ‘condenado’ a ter desempenho pior do que consegui durante as duas passagens anteriores pelo cargo (2007/2012). Isso fica patente após quatro meses de uma administração errática e sem resultados para mostrar (confira aqui, aqui e aqui).

A vitória no TSE, entretanto, traz combustível suficiente para incutir na cabeça do prefeito a perigosa crença na infalibilidade. Cercado por maus conselheiros, Quinquinha do Posto Shell põe em prática temerário solipsismo ao tentar fazer valer sua particular visão de mundo, ainda que para isso tenha que sobrecarregar instâncias judiciais, levadas, por dever de ofício, à arbitragem de ações contra os adversários do seu grupo político. 

Desde que chegou ao cargo, o prefeito e seu aliados têm atacado, por atos discricionários e por agentes interpostos, a livre iniciativa e a imprensa livre, além de se esforçar para desqualificar adversários políticos, além de enquadrar servidores públicos mal remunerados ao compasso da vida privada, como se a Prefeitura de Manga fosse uma de suas empresas. Pela via de processos administrativos e ações judiciais contra quem atravesse seu caminho, ele aumenta de forma intimorata o seu já encorpado rol de desafetos.

Poder pelo poder

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VAIAS PARA MADAME MUNIZ

No Domingo, 30 Abril 2017 18:08.

Uma das convidadas de honra para o palco (ou seria palanque?) que o prefeito Dernival Mendes dos Reis, o Dernival Macarrão (Solidariedade), montou para a festa do aniversário de Lontra, a deputa federal Raquel Muniz (PSD) foi vaiada pela população que compareceu ao evento.

“Essas vaias são para que eu possa trabalhar cada vez mais por vocês. Um grande abraço e que Deus os abençoe”, disse Raquel ao finalizar sua fala, diante do constrangimento geral. O episódio em Lontra pode ser o prenúncio do que vem por aí para a primeira mulher a representar o Norte de Minas no Congresso Nacional.

Raquel caminha para repetir o mandato único do marido, o ex-prefeito de Montes Claros Ruy Muniz, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, e depois, na Prefeitura de Montes Claros, onde não conseguiu cumprir o mandato até o final. O ambicioso projeto eleitoral do casal Muniz, que chegou até mesmo a incluir o devaneio de chegar á Presidência da República, pode estar com os dias contados.

A deputada Muniz ganhou seus 15 segundos de fama durante a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "Meu voto é em homenagem às vítimas da BR-251. É para dizer que o Brasil tem jeito, e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão", discursou a primeira-dama ao encaminhar seu voto.

Por uma dessas coincidências madrastas da vida, o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PSB), foi preso preventivamente pela Polícia Federal aqui em Brasília um dia após a votação na Câmara dos Deputados, acusado de fazer uso do cargo para direcionar atendimentos dos hospitais públicos da cidade para favorecer uma unidade particular, ligada ao seu grupo empresarial.

O episódio virou piada e entrou para o anedotário político nacional. As vaias em Lontra na noite do sábado (29) pode ser rescaldo daquele episódio. Mas nunca é demais lembrar que Raquel Muniz acaba de votar contra os interesses do eleitor na reforma trabalhista e, muito provavelmente, segue o governo temer na futura votação da reforma da Previdência.

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A CADA PESQUISA UM NOVO VEXAME TUCANO

No Domingo, 30 Abril 2017 17:07.

Aécio e Alckmin têm desempenho de nanicos no Datafolha. Juntos, valem menos que um Bolsonaro

O retrato do senador Aécio Neves (PSDB) que emerge da última pesquisa Datafolha é desolador. Derrotado pela inepta Dilma Rousseff há pouco mais de dois anos, Aecinho não consegue ser opção à derrocada do petismo. Aécio simplesmente não tem recall (lembrança) na cabeça do eleitor, apesar de ter sido o ultimo tucano a disputar uma sucessão presidencial. O senador mineiro aparece com modestos 5% por cento na pesquisa de intenção de votos divulgada neste domingo (30) pelo jornal ‘Folha de S.Paulo’. 

O PSDB caminha para desempenho nanico na sucessão presidencial. Se a situação é péssima para Aécio, o que dizer do governador paulista Geraldo Alckmin, dono de insuficientes 3% das intenções de voto? Por que os tucanos não conseguem ocupar o vazio político deixado pelo PT é questão para juntar caraminholas na cabeça de muito cientista político e dos 'opinistas' de plantão em espaço nobre dos jornais. Vale uma tese a explicação sobre o momento em que o partido nascido para o diálogo perdeu o link com as ruas e a credibilidade junto aos brasileiros.

É preciso lembrar que o ex-ministro e senador José Serra, derrotado pelo lulopetismo em duas ocasiões, sequer aparece no levantamento do Datafolha. Cede lugar o neofacismo do prefeito de São Paulo, o empresário João Doria, que pousa para a foto da antipolítica ao tratar grevista como vagabundo, com os rigores da lei a quem pensa diferente. Doria tem 5% das intenções de voto e equivale, nessa altura, a um Aécio Neves. Se sobreviver até o ano da graça de 2018, Doria será a tábua de salvação do tucanato para disputar espaço com Jair Bolsonaro (PSC), esse sim, uma desagradável surpresa pesquisa após pesquisa.

Bolsonaro é agora o segundo colocado no Datafolha, agora em empate técnico com Marinha Silva (Rede), e apto a disputar um segundo turno na sucessão presidencial neste triste país. Vou repetir para não deixar dúvidas: Bolsonaro tem 11% das intenções de voto e, na margem, tem o peso dos três tucanos listados na pesquisa (Aécio, Alkmin e Doria somam 13% juntos).

Precisa dizer algo mais para ilustrar o fim do poço a que chegou a social democracia herdada por Fernando Henrique Cardoso? O PSDB é o mentor das atuais reformar levadas a cabo pelo presidente Michel Temer, do PMDB. As reformas de Temer –terceirização, direitos trabalhistas e arrocho previdenciário – têm o aval de Aécio Neves, um político a cada dia mais desconectado com a realidade.

Antídoto

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BRASIL NÃO ACHA O FUNDO DO POÇO

No Sexta, 28 Abril 2017 13:53.

Total de desempregados cresce e atinge 14,2 milhões, informa o IBGE 

Com Agência Brasil 


Para quem apostava que a mudança de governo seria a panaceia para a crise, a notícia não é boa. O país parece não ter achado ainda o fundo do seu poço. A taxa de desocupação no país continua em alta e o país tinha 14,2 milhões de desempregados no trimestre encerrado em março, número 14,9% superior ao trimestre imediatamente anterior (outubro, novembro e dezembro de 2016) – o equivalente a 1,8 milhão de pessoas a mais desocupadas.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada hoje, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os resultados do primeiro trimestre. No trimestre encerrado em fevereiro, o Brasil tinha 13 milhões de desempregados.

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação fechou março em 13,7% com alta de 1,7 ponto percentual frente ao trimestre outubro/dezembro de 2016, quando o desemprego estava em 12%. Em relação aos 10,9% da taxa de desemprego do trimestre móvel de igual período do ano passado, a alta foi de 2,8 pontos percentuais. Essa foi a maior taxa de desocupação da série histórica, iniciada no primeiro trimestre de em 2012.

Em relação ao primeiro trimestre móvel do ano passado, a alta da taxa de desocupação chegou a 27,8%, o que significa que mais 3,1 milhões de pessoas estão procurando.

População ocupada recua

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OS CAMINHOS E DESCAMINHOS DE LULA

No Terça, 25 Abril 2017 08:10.

O ex-presidente Lula evoca paixões e ódio em medidas parecidas. Isolado na liderança das intenções de votos para a sucessão presidencial do próximo ano, seu nome dificilmente aparecerá na urna eletrônica. Se aparecer, será na condição de candidato sub judice, com todo o peso que isso pode ter numa eleição nacional. Hoje Lula teria 30% dos votos, mas enfrenta rejeição superior a 50% - o que poderia limitar suas chances na hipótese de chegar à disputa.

Talvez, Lula tenha agora a convicção íntima de que presidentes (ex-presidentes idem) não devem ser amigos de empreiteiros. Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez não são construtoras de fundo de quintal. Tinham e ainda têm negócios bilionários com o Estado brasileiro. O que isso significa? No mínimo dos mínimos, o ex-presidente, candidatíssimo a retornar ao cargo, foi imprudente ao evitar a velha promiscuidade entre governantes e empreiteiros no Brasil.

O ex-presidente perdeu-se no descaminho em que se mistura público e privado no país com essas denúncias de propriedade oculta do sítio em Atibaia e do apartamento no Guarujá. Pior do que isso: teria atuado como lobista de algumas empresas junto ao governo Dilma Rousseff, onde sabidamente mandava mais que a própria presidente. Dilma, por sinal, é a origem de outro descaminho do petista. O maior erro da sua vitoriosa carreira política foi permitir a reeleição da afilhada.

A fama de mito que envolve o nome do Lula passa por sucessivos testes e não se desfaz. Nenhum político na história do Brasil foi tão atacado quanto o petista. Em tempo de redes sociais, é como se ele enfrentasse uma legião de carlos lacerdas, o legendário carrasco de Getúlio Vargas. O ex-metalúrgico é atacado diariamente por comentaristas de emissoras de rádio, artigos de jornais e na internet, de forma mais caudalosa. Ainda assim, detém 30% do eleitorado fiel ao seu nome.

Mais que isso, vê seus principais adversários do PSDB derreter na preferência popular. Aécio Neves (22%), José Serra (25%) e Geraldo Alckmin (22%) também foram citados na Operação Lava-Jato, mas nem de longe são vítimas do linchamento moral enfrentado por Lula, que enfrenta risco de condenação mais provável na segunda instância antes do processo eleitoral do próximo ano.

Incógnitas

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MANGA: VICE EM LUA DE MEL COM PREFEITO, PRB NEM TANTO ASSIM

No Quinta, 20 Abril 2017 08:00.

Peça-chave na eleição de Quinquinha, partido do vice amarga escanteio na administração

Em artigo que publiquei aqui há 15 dias com o título Em Manga, vices concorrem ao esquecimento’, prometi aos meus 17 eleitores que analisaria o papel da composição para indicação do vice-prefeito na eleição do prefeito de Manga, Joaquim do Posto Shell (PPS), de camisa clara na imagem ao lado, nas eleições do não passado. Promessa é dívida.

Há pouco mais de um ano, o advogado Hélder Mota Ferreira cravava para este colunista premonição certeira sobre as eleições em Manga, naquela altura ainda na fase de discussão sobre as futuras candidaturas. Na ocasião, Mota previu que, se a eleição no município tivesse apenas dois candidatos, o prefeito Anastácio Guedes (PT) não teria a menor chance com a sonhada reeleição. A limitação de apenas dois candidatos na disputa, como efetivamente aconteceu, daria ao pleito um caráter plebiscitário de julgamento da administração petista Anastácio, que era considerada apenas regular pela opinião pública local.

Em meados de fevereiro do ano passado, durante passagem por Santiago, no Chile, recebi a sugestão de pauta sobre o balão de ensaio do então vereador Luiz do Foguete, ainda no PT, e o advogado Maurício Magalhães (PR) para criar uma terceira via nas eleições municipais em Manga. Este Blog praticamente lançou a campanha de Luiz do Foguete a prefeito, que deu para trás algum tempo depois. O leitor pode recordar a narrativa desse movimento aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Naquela altura do campeonato, o agora prefeito Quinquinha do Posto Shell ainda aquecia os motores para a campanha, que só começaria para valer lá pelo mês de junho. Quinquinha entrou em pânico ao ler aqui no Em Tempo Real a possibilidade de Maurício Magalhães e Luiz do Foguete lançarem uma chapa alternativa no município. O agora prefeito delegou a empregados seus negócios em Januária, onde se exilara desde que a Prefeitura de Manga, em dezembro de 2012, e voltou correndo para Manga com a missão de melar qualquer possibilidade de terceiras ou quarta candidaturas na disputa local.

Quinquinha do Posto Shell montou um quartel general na sala de jantar da residência do advogado Hélder Mota, onde iniciou o plano para cooptar o vereador Luiz do Foguete para compor a vice da sua futura chapa. Começava ali a investida para tomar o PRB dos domínios do então vice-prefeito Eliel Dourado (aqui). Com a ajuda de Quinquinha, Luiz do Foguete virou presidente daquele partido e selou a aliança com o seu nome de vice na chapa que venceria as eleições em Manga. Maurício Magalhães desistiu de sair candidato, após compor acordo com o PT para ser o vice de Anastácio.

É preciso reconhecer que o atual prefeito foi bastante competente na empreitada de evitar que a existência de três ou quatro candidatos no pleito pulverizasse os votos e impedisse seu projeto de retomar o poder local, como demostrarei mais adiante. O agora prefeito precisava a todo custo evitar que o que acontecera quatro anos antes, quando Maurício Ramos (PPS) perdeu as eleições para Anastácio Guedes em uma disputa que teve ainda os candidatos Maurício Magalhães e Hugo Mota. Com Magalhães fora da disputa, só faltava colocar Hugo Mota fora de cena. Foi o que Quinquinha fez na véspera do prazo final para o fim das convenções (aqui).

E aqui chego à conclusão: o PRB foi peça fundamental para a eleição do atual prefeito, mas ainda espera por espaço no atual governo à altura desse protagonismo. Segundo uma fonte com bom trânsito no partido, o vice-prefeito Luiz do Foguete é só entusiasmo com o estilo Quinquinha de governar. 'Enamorado' com a posição de ocupante da antessala do poder, o vice não percebe o choro dos descontentes no entorno do seu Partido, que, na prática, exerce papel secundário na administração. Há muxoxos pelo fato do prefeito ter optado por critérios técnicos na montagem do seu secretariado. Parcela do PRB esperava ter sido contemplada com as secretarias da Educação e Saúde. Na pior das hipóteses, com pelo menos uma delas.

Ao invés disso, reclamam, o prefeito deu preferência a pessoas sem expressão eleitoral e que sequer subiram no palanque durante a campanha do ano passado. Por que o ex-vereador Eziquel Castilho não foi o indicado para a pasta da Saúde, cargo que ele ocupou no primeiro mandato de Quinquinha? Naquela ocasião, ninguém aceitava a função, com medo do retorno de Humberto Salles ao cargo -- o processo de impeachment? Candidata a vereadora de 102 votos em outubro do ano passado, Edneida Mendes Batista (PRB), mulher do advogado Hélder Mota, daria uma boa Secretaria de Educação, com base na performance que teve no mesmo cargo durante o governo petista, quando elevou o Ideb do município, o índice que mede avanços na educação básica. Apesar dessas credenciais, nunca teve seu nome cogitado para o cargo.

Estouro da boiada