UNIMONTES PARA POR CONTA DE BAIXO SALÁRIO

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O ao letivo nem começou e os servidores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) estão novamente em greve, na repetitiva e…

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HORÁRIO DE VERÃO ACABA NO SÁBADO

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PROVEDOR REGIONAL PUXA AVANÇO DA BANDA LARGA

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TELEFONE FIXO A CAMINHO DO MUSEU

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 PREFEITOS EM PÉ DE GUERRA COM PIMENTEL

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APÓS NOVO W.O DE QUINQUINHA, COMISSÃO PROCESSANTE ENCERRA FASE DE INSTRUÇÃO

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CÉSAR EMÍLIO ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA

No Sábado, 22 Agosto 2015 09:33.

Presidente da Amams adere na última hora a movimento de prefeitos que pressionam Dilma e Pimentel por mais verbas

O prefeito de Capitão Enéas e presidente da Associação Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), César Emílio Lopes (PT), atravessa um inferno astral digno de nota. Obrigado a administrar o desgaste do rompimento com o viceo, Júnior Braga (PMDB), que já anunciou candidatura ao cargo de prefeito em 2016, César Emílio enfrenta dores de cabeça extra com as cobranças da prefeitada associada à Amams, que exige dele postura mais agressiva na adesão das entidades municipalistas aos protestos contra os governos estadual e federal.

O presidente da Amams tem perdido o sono para conciliar a posição de petista de carteirinha com os interesses dos colegas prefeitos, em especial os que têm possibilidade de reeleição, que estão desesperados ante a possibilidade, cada vez mais concreta, da crise econômica barrar seus sonhos de conquistar mais um mandato.

A Prefeitura de Capitão Enéas só confirmou na tarde da sexta-feira (21) sua adesão à paralisação desta segunda feira (24), mesmo assim a contrgosto. A ação faz parte do movimento “Crise nos municípios: prefeituras de Minas param por você”. Cerca de 600 prefeituras mineiras confirmaram a participação no movimento. Em Capitão Enéas todos os serviços municipais serão paralisados, menos os de Saúde e de Limpeza Urbana.

O movimento é encabeçado pela Associação Mineira de Municípios (AMM) e tem por finalidade chamar a atenção dos governos federal e estadual para o cumprimento das responsabilidades com os municípios. Os prefeitos ameaçaram até acampar nos gramados da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, para pressionar o governador Fernando Pimentel. Preocupado com o desgaste que o gesto pode trazer ao seu ainda incipiente governo, Pimentel reuniu 41 representantes de entidades municipalistas ontem, no Palácio Tiradentes, quando anunciou a liberação de verbas para o transporte escolar.

Toma Dilma, que o filho é seu...

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'ROBIN HOOD' VOLTA À ASSEMBLEIA PARA REVISÃO

No Sexta, 21 Agosto 2015 22:18.

Pimentel promete apresentar projeto de lei para mudar critérios de distribuição do ICMS 


Os municípios do Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha receberam nesta sexta-feira (21) a sinalização de que podem receber importante impulso para reduzir as diferenças regionais que separam as Minas dos Gerais. Durante café da manhã com 41 prefeitos presidentes de associações de municípios de todo o Estado, no Palácio Tiradentes, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, reiterou o compromisso de mudar as regras para repasse de parte da cota-parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido aos municípios. A mudança inclui alterações na Lei Robin Hood, que deve voltar ao plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para revisão dos atuais critérios.

Pimentel deve enviar à Assembleia Legislativa, ainda no mês de setembro, projeto de lei que altera a Lei 18.030, que ficou conhecida como Lei Robin Hood, porque teria, no seu escopo inicial, o objetivo de fazer distribuição mais igualitária na distribuição do ICMS dos municípios. O governador criou, no mês passado, um grupo de trabalho para discutir as mudanças na Robin Hood. Pimentel deve receber, ainda na primeira semana de setembro, o relatório final desse GT e a proposta de nova redação para o anteprojeto que revisa a Lei Robin Hood.

O objetivo do projeto, que será feito em parceria com os prefeitos, é aperfeiçoar a lei e garantir um repasse mais justo de recursos para os municípios, principalmente os que, atualmente, tem menor arrecadação. A proposta a ser enviada à ALMG deve impactar pelo menos R$ 1 bilhão na arrecadação com o ICMS.

O secretário de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais, o deputado licenciado Paulo Guedes, um dos integrantes do grupo de trabalho criado por Pimentel, diz que os municípios das regiões mais pobres do Estado são prejudicados pela lei atual. “Não há justiça tributária na repartição do ICMS em Minas. Isso contribui para o aumento das desigualdades sociais no Estado. Atualmente, a Lei Hobin Hood penaliza os municípios mais pobres e é isso que precisa ser mudado”, argumenta.

Os prefeitos participantes do encontro com o governador saíram com a impressão de que a revisão da Robin Hood chegou a um estágio de não retorno, após o compromisso público de Pimentel para tentar corrigir as distorções históricas no atual modelo de distribuições dos recursos arrecadados via ICMS. Dados preliminares mostram que os municípios do meio norte-mineiro poderão ter aporte anual de R$ 400 milhões com os novos parâmetros da Robin Hood.

Para o governador, a lei atual não pode ser chamada de Robin Hood, porque a distribuição dos recursos do ICMS não ajuda os municípios e do Estado. “A hora de mudar é agora. O prazo é exíguo. No início de setembro, nós temos de estar com o projeto de lei na mão. Nós vamos mudar agora e esperamos que essa lei que vamos fazer juntos possa servir de modelo na renovação de outros estados”, afirmou.

Transporte escolar

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ANASTÁCIO DIZ QUE USA CORES DA BANDEIRA

No Quinta, 20 Agosto 2015 13:24.

Juiz manda prefeito retirar cores alusivas ao PT de prédios públicos em Manga

 Detalhes da pintura no Caic Padre Ricardo e o brasão do município ao centro da bandeira

De saída da Comarca de Manga na próxima semana, o juiz titular da 2ª Vara Cível, Eliseu Silva Leite Fonseca, concedeu, na última terça-feira (18), liminar em ação popular de iniciativa de três vereadores de oposição em Manga, em que proíbe o uso das cores vermelha e brancas na pintura dos prédios públicos e na plotagem de veículos da Prefeitura de Manga. Na mesma decisão, que ainda é passível de recurso, o magistrado determina que o prefeito do município, o petista Anastácio Guedes, providencie, no prazo de 90 dias, a alteração dos matizes da pintura utilizada em dois prédios públicos.

Até agora, as cores vermelha e branca foram utilizadas nas fachadas e interiores da Escola Municipal Caic Padre Ricardo Trischeller e do Posto de Saúde Dario Tavares. A empresa Cinzel Empreiteira também é ré na ação. A construtora venceu a licitação no valor de R$ 234,6 mil para reforma do Caic Padre Ricardo. A oposição em Manga, capitaneada pelo ex-prefeito Quinquinha Oliveira, ganhou uma primeira batalha e, tudo parece indicar, está pronta para ‘judicializar’ a campanha eleitoral para a sucessão municipal.

No que diz respeito a Anastácio, que nem petista é, naquele  sentido latu do termo, o que se vê é alguma coisa próxima da infantilidade: o prefeito assume as cores do petismo no momento que o partido evita tal identificação. Vide a última campanha eleitoral, em que petistas de todo o país esconderem os símbolos e o tradicional vermelho-branco no material de campanha.

O petista foi condenado a assumir os custos da mudança, sob pena do pagamento de multa no valor de R$ 200 por dia, limitada ao teto de R$ 200 mil – ou mil dias, o que extrapola em muito o horizonte do seu atual mandato, previsto para acabar em dezembro de 2016. O juiz acatou a argumentação de que a utilização das cores vermelha e branca faz associação direta ao Partido dos Trabalhadores. Segundo o juiz, haveria evidências que o prefeito Anastácio “afrontando aos princípios da moralidade e da impessoalidade da administração Pública”.

Procurado, o prefeito informou via assessoria, que o município ainda não foi notificado da decisão e que a ação popular é improcedente, porque a administração optou por utilizar as cores da bandeira do município – iniciativa que não teria nenhuma vinculação com as cores do PT. O departamento jurídico da Prefeitura de Manga aguarda a notificação judicial para avaliar que medidas tomar.

O argumento de que a referência das cores é uma alusão à bandeira do município, entretanto, já foi preliminarmente refutado pelo juiz Eliseu Fonseca. “As cores escolhidas não se remetem ao símbolo oficial do município, já que predomina na bandeira da cidade as cores verde e branca”, anotou o magistrado no despacho.

Na argumentação em que baseou a liminar contra o prefeito Anastácio, o juiz Eliseu Fonseca argumento que tudo leva a crer que “cores vermelha e branca têm sido utilizadas com fins exclusivamente eleitorais”. Para o juiz, o prefeito tentou usar de recurso subliminar para “patrocinar o seu próprio partido em detrimento dos demais, o que denota nítida violação ao princípio da impessoalidade e às normas da lei de improbidade administrativa”.

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ANASTÁCIO CORTA FITA

No Quarta, 19 Agosto 2015 13:19.

O prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), quem diria, finalmente encontrou oportunidade para participar de uma inauguração. Não, ainda não foi obra pública – artigo ainda bem escasso na atual administração, embora Anastácio já tenha alguma coisa no pipeline. O prefeito recebeu a honraria de cortar as fitas da inauguração de uma loja de produtos para lubrificação, a Lubrax +, vinculada ao Posto Sertanejo, do empresário jaibense Darcy Glória, que tem como bandeira os postos Petrobras. Um tanto quanto sem jeito, talvez pela falta de treino, o petista mandou ver na tesourada nas fitas verdes e amarelas que identifica a marca. O Grupo GG informa que amplia seus negócios em Manga por acreditar no município. Corta a fita. 

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UM PASSO ATRÁS NA BEIRA DO PRECIPÍCIO

No Domingo, 16 Agosto 2015 18:23.

Acordo de cúpula dá trégua ao governo, mas solução não alivia a vida dura de quem habita o Brasil real, longe dos gabinetes de Brasília

Imagem: www.ebc.com.br

O balanço de mais um domingo em que o povo sai às ruas promete ser copo meio cheio e meio vazio – a depender do ponto de perspectiva do observador. O que se vê nem sempre é o que realmente é, sobretudo no jogo das convicções e conveniências de que se alimentam as ideologias. Governo e oposições terão, cada qual do seu lado, motivos para comemorar dia de vitória. 

O governo e o que lhe restou de simpatizantes verão a possível redução de manifestantes nas ruas como o fim das suas agruras. Talvez a colheita, em boa hora, dos resultados da reação política que marcaram os últimos dias,quando Dilma Rousseff finalmente venceu a paralisia que ameaçava antecipar o fim do seu mandato. Mas isso não diz tudo. Se os protestos foram mesmo menos intensos, por exemplo, na Avenida Paulista, não há como negar que eles se espalharam pelo mapa do país - o que não serve de conforto ao governo e baixa a água da fervura para a parte de baixo do copo. Já os adversários da presidente vão cantar em prosa e verso o fato de Dilma e Lula terem sido abertamente hostilizados pelos manifestantes. Nenhum governo pode dormir em paz com um barulho desses.

As razões objetivas para a insatisfação com a presidente só aumentaram desde as manifestações de março e abril, de modo que o aparente alívio demonstrado pelas ruas pode não ser, ainda, o sinal de que o pior já passou. A economia do país tende a piorar muito antes de começar a melhorar, de modo que o governo não tem muito a oferecer para evitar o muito de sacrifício, suor e lágrimas. É o mais mesmo desse enredo que sobra para os brasileiros, após a quebradeira do país, quando se prometia exatamente o oposto no céu colorido da campanha presidencial.

Vista com clareza e algum grau de isenção, a situação é esta: o governo não governa mais, ou pelo menos não governoa para o conjunto do país. O foco, desde que a presidente delegou ao vice Michel Temer a coordenação política, tem sido entregar alguns anéis para preservar os dedos. Nos últimos dias, prosperou o salve-se quem puder para barrar qualquer possibilidade de impedimento da presdiente - ameaça que avançava em duas frentes: pelo Tribunao de Contas da União, o TCU, em razão do abuso nas prática das chamadas pedaladas fiscais, e no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, como desdobramento de ação eleitoral de autoria do PSDB.

Sem falar em eventuais jorros da operação Lava-Jato na direção de figuras emblemáticas do partido da ordem. A presidente agiu, enfim, na tentativa de evitar o pior, e conseguiu, pelo menos por ora, recuar da beirada da ribanceira política que poderia custar o seu mandato. 

O que se viu nos últimos dias foi movimento do governo para sair das cordas, com esboço de reação capaz o bastante para mostrar que não está entregue. Para tanto, usou toda munição disponível, na tentativa de barrar as frentes que ameaçavam desaguar em processos de cassação da presidente Dilma. O que se viu foi um acordão pelo alto, como forma de evitar a temida crise institucional, com poder disruptivo suficiente para prejudicar negócios privados e ambições políticas.

Crise institucional que ganhava corpo e forma ante a possibilidade da rejeição das contas da presidente e a imediata abertura de processo de cassação na Câmara dos Deputados, por obra e graça do seu presidente e agora desafeto palaciano, Eduardo Cunha (PMDB). Ora, a perda de mandato sob o patrocínio de Cunha teria potencial para elevar a crise a grau máximo, já que ele próprio é suspeito de envolvimento na Operação Lava-Jato, com a denúncia de ter recebido cinco milhões [de dólares] do mesmo esquema que responsável por quebrar a Petrobras.

Presumivelmente, o PT faria de qualquer iniciativa de Eduardo Cunha para apear Dilma do poder um escarcéu danado, com consequências imprevisíveis para o país e quem nele tem negócios. Era a hora dos bombeiros entrarem em cena para reduzir Eduardo Cunha ao seu devido tamanho: uma liderança paroquial, no máximo, rei do baixo clero. E Cunha dançou.

O protagonista da vez no PMDB é Renan Calheiros e sua agenda pela governabilidade, que resulta desse acordão em que o presidente do Senado facilita a vida do procurador-geral Rodrigo Janot e fica livre de eventua denúncia. Como diria Drumond: Renan alivia a vida de Dilma com providencia ajuda no TCU, que indica Janot, que deixa as suspeitas sobre Renan passar em brancas nuvens.  

Não faltou nesse enredo nem mesmo o adjutório do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, com entrevistas para a 'Folha' e 'O Globo', na semana passada, em que conclamou as lideranças do país, políticos (leia-se Parlamento), Executivo e autoridades, a pensar grande na busca pela convergência. Nem mesmo a imprensa, alvo principal da demonização nas esquerdas do país, fugiu à tentativa de concertação pelo alto.      

Ironia: Globo atua para tirar governo da beira do abismo

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PENDURA MAIS ESSA... (2)

No Sexta, 14 Agosto 2015 17:57.

Sem caixa, governo pode suspender antecipação do 13º a aposentados

Esta é para deixar os ditos movimentos sociais que esta semana acorreram a Brasília em apoio a Dona Presidenta sem chão. O governo federal não tem recursos em caixa para bancar o pagamento da antecipação de metade do 13º salário a aposentados e pensionistas do INSS. O pagamento antecipado do abono para o final de agosto e início de setembro foi uma novidade iniciada em 2006, quando o Brasil ainda atravessava as vacas gordas do boom das commodities que criou a cama e a fama do ex-presidente Lula.

Agora que a vaca anda tossindo no rumo do brejo, o governo sinaliza que vai suspender o mimo aos milhões de aposentados que já tinham incorporado a facilidade aos seus orçamentos. Há preocupação com o impacto negativo da má notícia, no momento em que a presidente conseguiu sair das cordas com o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e setores empresariais que anteviram cenário do pior sem ela.

Mas não é só aposentados e pensionistas que vão ficando na mão. O governo também atrasa deliberadamente o ritmo nos pagamentos das restituições do Imposto de Renda. Até aqui foram liberados três lotes e a dificuldade de acesso ao site da Receita Federal é um bom indicador de que ainda há muito contribuinte na fila à espera que o governo lhe devolva o que levou em excesso ao longo do ano passado.

Caso o governo resolva mesmo adiar o pagamento da metade do décimo terceiro dos velhinhos, o alívio nas contas públicas e no cenário geral de ajuste fiscal é apenas temporário. É que o governo precisa cumprir com a obrigação até o final do ano. Nesses tempos bicudos de queda forte na arrecadação, Dilma pedala daqui, pedala dali sempre na crença de que tudo na crise é passageiro, exceto a motorista.

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VÃO MEXER NO BOLSO DELES

No Quarta, 12 Agosto 2015 22:31.

Internautas ensaiam movimentos para reduzir salários de agentes políticos no Norte de Minas. Vão conseguir?

Enquanto os ministros do Supremo Tribunal Federal aprovaram aumento de 16,38% nos próprios salários, a partir do ano que vem, tem vereador com as barbas de molho. O receio é de que prosperem país afora iniciativas como a da Câmara Municipal de Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná, que aprovou, há quase um mês, redução salarial de prefeito, vice-prefeito e dos vereadores. 

Os vereadores se preparavam para aprovar elevação nos salários para o próximo mandato, mas foram surpreendidos com reação popular comandada por uma empresária da cidade e foram obrigados a recuar. O fato chamou a atenção do país e tem inspirado movimentos parecidos nas redes sociais.


Embora ainda incipientes, começam a surgir iniciativas do tipo em cidades do Norte de Minas. Uma delas em Montes Claros, onde os vereadores têm sido instados a incorporar proposta que reduz os atuais salários de R$ 14 mil para pouco menos de mil reais. Reduzir os salários do vereadores de forma tão drástica teria o efeito prático de reduzir a disputa por uma vaga na Câmara local, mas o contribuinte e eleitor não pode contar com isso. 

O projeto tem chances perto de zero de ir adiante, mas já tem pelo menos um mérito: pode impedir que prospere a onda de reajustes nos salários dos agentes políticos, que estava pronta para ir a voto em vários municípios do país. 
É que a legislação prevê que aumento de salários para vereadores, além de prefeito e vice, devam ser votadas em uma legislatura para vigorar na seguinte. 


Em Manga, por exemplo, os vereadores discutiam, nos bastidores, proposta de elevação dos atuais vencimentos de R$ 5,9 mil para pouco mais de R$ 7 mil – a título de correção monetária que recuperasse as perdas dos últimos quatro anos. Tudo indica que não exista clima para que a medida vá a plenário, agora que o país vive crise econômica de efeitos ainda não dimensionados. Mas nunca se sabe. O assunto tem sido debatido em reuniões internas da Casa, aquelas sem a presença do público, mas não avançou porque nenhum dos nove vereadores do município topou assumir a paternidade da ideia. A conferir.

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SUCESSÃO EM MANGA COMEÇA A GALOPE

No Segunda, 10 Agosto 2015 12:52.

Festa religiosa coloca, lado a lado, Anastácio e Quinquinha em largada da corrida eleitoral

 Os camisas azuis: Quinquinha, no cavalo tordilho, se prepara para medir forças com o prefeito Anastácio, montado no alazão, na disputa eleitoral de 2016 (Foto: www.norticias.com.br) 

A sucessão do prefeito Anastácio Guedes (PT), em Manga, andou a galope no último final de semana, durante as festas do padroeiro da comunidade do Brejo de São Caetano – a 17 quilômetros da sede. Anastácio e seu antecessor no cargo, o empresário Quinquinha Oliveira (PP), participaram de cavalgada no entorno do povoado e, deram, por assim dizer, a largada para a corrida eleitoral. Os festejos do padroeiro foram bastante concorridos este ano no Brejo de São Caetano -- em especial por político com ou sem mandato, com destaque para a romaria de aspirantes à Câmara de Vereadores. 

A quermesse serviu ainda para reentrada de Quinquinha na cena eleitoral, o que coloca ponto final ao período de exílio que o ex-prefeito se impôs desde o final do mandato, há dois anos e meio, quando praticamente se mudou de mala, cuia e Hilux para a vizinha Januária. Ele chegou mesmo a dar vazão aos boatos de que seria candidato Quinquinha em Januária, cidade onde nasceu. O ex-prefeito ficou ausente do dia a dia da política manguense, com a alegação de que precisa se dedicar mais de perto à rotina de gestão das suas empresas de distribuição de combustíveis.

O empresário diz que seus negócios foram negligenciados no período de cinco anos em que se dedicou à administração do município. Mas há, também, entre seus adversários, a percepção de que o afastamento da política manguense seria estratégia para não ter que criar uma espécie de governo paralelo, em que fosse obrigado a manter gastos fora do período eleitoral.       


Em determinado momento da cavalgada na manhã do sábado (8), no Brejo, Anastácio e Quinquinha ficaram quase lado a lado. Trajando camisas azuis, os dois, que apenas trocaram os cumprimentos de praxe, deverão polarizar a disputa eleitoral em Manga no próximo ano. Daqui para frente, não vai mais faltar oportunidades para que os dois, e demais político com veleidades eleitoral, se esfalfem para participar de todo e qualquer evento que reúna mais de meia dúzia de pessoas.

Arlen: do Águia Dourada para pangaré 

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RUMORES EM BRASÍLIA

No Domingo, 09 Agosto 2015 16:10.

Manual prático da boa boataria insinua que Dilma cogita renúncia branca com apelo a licença-saúde

 Dilma, secundada pelo vice Michel Temer, estaria em busca de saída honrosa para deixar o cargo e estancar a crise 

Uma máxima em política diz que assuntos peremptoriamente negados querem dizer seu justo oposto. Na semana em que a presidente Dilma Rousseff mandou várias sinalizações de que ‘suporta pressões e ameaças’ e que nem de longe pensa em renunciar, a boataria anda correndo solta aqui em Brasília.

Em tempos de bonança na economia e alguma estabilidade na política, o disse que disse que toma conta do debate político seria motivo para boas risadas. Nos dias atuais, contudo, ganham status de verdade, por mais implausíveis que possam aparentar. É que, na prática, a presidente já teria feito uma espécie de renúncia branca ao colocar o vice Michel Temer na articulação política. Deixar o cargo seria mera consequência de decisão anterior.

O jornalista Cláudio Humberto, ligado ao Grupo Bandeirantes de Comunicação, escreveu na sexta-feira que Dilma teria pronta versão de carta-renúncia. E mais: a redação do documento, ainda segundo o colunista, contou com a ajuda de dois ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça).

A escalada da insensatez não é gratuita, porque é tudo  que os especuladores de plantão mais querem para encher de dinheiro suas burras, sempre com a desgraça alheia, no cassino em que se transformou a disparada recente do dólar. O risco de ver a coisa desandar levou até mesmo o jornal 'O Globo' a se manifestar por meio de editorial, em que alerta para os excessos de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, presidentes da Câmara e Senado, respectivamente, ambos do PMDB, e a nau de insensatos que sabota o governo Dilma dia sim e outro também nas votações das duas casas.

A aprovação de contas dos ex-presidentes em ritmo de urgência urgentíssima na Câmara dos Deputados, de forma a preparar o impeachment de Dilma em caso de rejeição de suas contas pelo Tribunal de Contas da União, parece ter acendido o sinal amarelo nas Organizações Globo. Parece... O texto, que provocou várias leituras, surpreendeu pelo chamamento em favor da governabilidade, e por ter colocado o guizo no pescoço do gato do PMDB.    

Apesar dos apelos de Dona Presidenta à legitimidade do voto e da disposição em lutar contra a articulação de um eventual processo de impeachment, neste final de semana surgem novas ondas de boatos. Desta vez, dando conta que Dilma vai alegar fragilidade com a saúde para sair de cena e abrir espaço para a posse do vice Michel Temer. Não há evidências de que Dilma enfrente problemas com a saúde: a presidente cumpre agenda de trabalho e sua aparência - exceto pela perda de peso em razão de uma dieta - é perfeitamente saudável. Ainda assim, os boatos vicejam.  

Ver o circo pegar fogo

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VACÂNCIA NA COMARCA

No Domingo, 09 Agosto 2015 11:44.

Manga pode ficar sem juiz e delegado nos próximos meses

 Vista panorâmica do Tribunal de Justiça em Manga: sem titular a partir de setembro

A seccional da Ordem dos Advogados em Manga, no extremo Norte de Minas, teme um longo período de vacância na Comarca local após a saída do juiz Eliseu Silva Leite Fonseca, prevista para o final deste mês.

O titular da Comarca de Manga, que atende a sete municípios, pediu remoção para Brasília de Minas, com a alegada necessidade de ficar mais próximo da família. Sem juiz-titular, os processos ficam parados e os advogados têm suas fontes de renda reduzidas.

A atual delegada da Polícia Civil local, Irani Santos Gil, também teria anunciado que não retorna à cidade após o período de férias iniciado há alguns dias. A vacância na Civil pode ser resolvida com a nomeação de outro delegado pela Secretaria de Segurança de Minas. No caso dos juízes, a situação é mais complexa.

Acervo processual