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BIRUTA DE AEROPORTO

No Sábado, 08 Agosto 2015 10:07.

Sem dinheiro, Anastácio cancela festa de aniversário da cidade e revê prazos para o Parque Uirapuru

 Uirapuru em três tempos: como era (acima) e como Anastácio queria que fosse na imagem da maquete (abaixo) 

 

A área de eventos, à esquerda na maquete, deveria ficar pronta no feriado do 7 de Setembro... 

  Nesta imagem de Isaias Nascimento, o estágio atual da obra, que deveria estar pronta parcialmente para a festa do aniversário da cidade no Sete de Setembro

O prefeito Anastácio Guedes (PT) anunciou na sexta-feira (7) a decisão de cancelar as comemorações de 92 anos da emancipação do município de Manga, que coincide com o Dia da Independência, no sete de setembro. Alegou queda na arrecadação, por conta da crise econômica que o país enfrenta e acenou com a possibilidade de transferir o evento para o mês de outubro. O prefeito age feito biruta de aeroporto quando o assunto é a festa de emancipação. No primeiro ano do mandato, anunciou que a data oficial passaria a ser o 19 de outubro, para depois voltar atrás e deixar chupando o dedo a corrente que propõe revisão na história local.

“Ressaltamos nossa responsabilidade em honrar compromissos como o pagamento dos servidores, fornecedores, a manutenção dos serviços essenciais e o andamento das obras”, explicou o prefeito em nota distribuída no final tarde.

Para evitar o desgaste líquido e certo que a medida lhe reserva no curto prazo, o petista prometeu transferir a festa para outubro, em data incerta e não sabida. Como a crise não dá o menor sinal de arrefecimento até lá – o mais provável é que piore -, fica claro que, se for seguir adiante com o enredo da responsabilidade na gestão, Anastácio deve desistir de comemorar o aniversário da cidade.

A promessa de formar comissão para encarregada de tentar salvar o evento neste ao da graça de 2015 é pura balela. Sem muito o que fazer, ele cria comissão para aplacar a ansiedade dos que enxergam a festa como oportunidade para angariar almas em favor da reeleição. Se funcionar, a tal comissão tem pouca margem de manobra. O comércio local anda vendendo o almoço para pagar o jantar e não tem como bancar a conta. No governo federal, onde residem as esperanças de Anastácio, o clima é de verdadeiro samba do crioulo doido. Não há dinheiro e a burocracia desanima qualquer investida em tempo hábil para outubro.    

Mulher-maravilha...

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A VOLTA DA CARAVANA

No Sexta, 07 Agosto 2015 13:08.

Lula volta a Montes Claros ainda em agosto

Quem é vivo sempre aparece. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna a Montes Claros na quinta-feira 27. Na agenda oficial da visita, a participação no primeiro encontro dos povos gerais e ato de celebração pelos 20 anos da publicação do livro ‘O Povo brasileiro’, do montes-clarense Darci Ribeiro, cuja primeira edição foi ao prelo pela Cia. das Letas em 1995.

O mote não declarado do sobrevoo do grande chefe ao Norte de Minas é tentativa de repassar subsídios para que militância petista dissemine argumentos na defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff – missão cada vez mais espinhosa nesses idos de agosto. No mais, Lula tenta dar o exemplo, no que exorta Dona Presidenta a fazer o mesmo, de rodar país afora, com o cuidado de escolher as Alterosas, onde o partido tem o mando do turno e consegue arregimentar plateia amiga para ouvir sua pregação.

A iniciativa tenta retomar a ideia de percorrer o país em caravana a partir deste mês. Em Minas, Lula passa ainda por Belo Horizonte, onde será o animador de auditório de encontro da Central Única dos Trabalhadores, e por Juiz de Fora. Lula deve culpar a crise hídrica e a crise econômica mundial pelos desacertos do governo petista – além de insistir na vitimização e ódio ao PT. Ele vai lembrar que a operação Lava-Jato citou 33 filiados do PP, cinco do PMDB e oito do PT, mas a grande imprensa só se interessa mesmos é pelos malfeitos dos petistas em suas manchetes.

Lula esteve em Montes há pouco mais de um ano, para participar do comício da campanha de reeleição de Dilma Rousseff à Presidência. O ex-presidente tem apreço especial pela cidade, terra de sua primeira mulher. Sem falar que toda passagem pelo Norte de Minas permite renovar o estoque da cachaça Havana, presentes que recebe de petistas da região, conhecedores do seu apreço pela bebida.

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VENENO DA LATA

No Quinta, 06 Agosto 2015 23:20.

Panelas e buzinas tocam a música preferida aos ouvidos do PMDB

A mistura de panelaço com buzinaço que tentou calar o programa eleitoral do PT de rádio e televisão exibido na noite da quinta-feira (6/8) é pura música para os ouvidos de mercadejante da turma do PMDB. Para bom entendedor um pingo é letra e o ato falho do vice-presidente Michel Temer sobre a necessidade de alguém que ‘reunifique’ o país é senha mais do que clara de que o calejado PMDB sabe ser parcimonioso em abraço de afogados. Temer não é dado a atos falhos – muito pelo contrário, é o que se poderia dizer. 

O velho PMDB, vale dizer, é o estopim da crise, com Eduardo Cunha e seus quejandos, e, ao mesmo tempo, solução que se apresenta com o sorriso de Monalisa  na que Michel Temer exibe para todas as situações. O bate panelas da quinta-feira evidencia, pela enésima vez, a incapacidade do petismo em fazer a correta leitura de cenário. Lá estava Lula a repetir medições entre si e os ‘outros’, nunca nominados, sobre quem seria melhor para os brasileiros.

De tudo que se vê, é possível concluir que a carruagem triunfal do petismo virou abóbora em murchação, com pouco valor de face e incapaz de reverter a crise que muito colaborou para instalar com erros crassos na condução da economia. Não com a experiência acumulada de mensalão que puxa petrolão a lhe correr a antiga energia em escalada sem fim de prisões e manchetes.  

Dona Presidenta, por seu turno, insiste em vender ilusões, que dificilmente teria como entregar. Pelo menos não após o malogro do ajuste fiscal e o franco antagonismo que o Parlamento lhe devota. Com 8% de aprovação, um presidente de certa forma já não o é, posto que, se almeja garantias institucionais pelo fato de ter sido eleito pela via democrática, pouco lhe resta de legitimidade política e credibilidade – o combustível que mantém governos de pé.

Indignado, o povo, ou vá lá, como prefere os próceres do petismo, as ‘zelites’ das varandas goumerts, viram as costas para a TV ao primeiro sinal de que o partido vai ao ar. E o coro come na batida do metal das frigideiras. Agosto, como era mais ou menos fácil prever, abrevia a marcha da insensatez que pode tornar as crises econômica e política em sua versão piorada de desarranjo institucional. Mais uma bate latas em dia de programa eleitoral praticamente retira do PT quaisquer esperanças de virar o jogo, além de criar atmosfera de velório no entorno do Palácio do Planalto. Clima reforçado pela já cansativa aparição do folhetinesco Zé de Abreu como âncora do programa do partido. Há maneira melhor para o medo enxotar qualquer esboço de esperança do que colocar o ator de tantos vilões como porta-voz do partido? Figurou como autoimolação. 

Buzinas e panelas

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PORTO SECO PARA O NORTE DE MINAS

No Quinta, 06 Agosto 2015 14:41.

Receita Federal acena com possibilidade de instalação de estação aduaneira em Montes Claros

Conforme este sítio antecipou aqui na última segunda-feira, comitiva de lideranças mineiras participou na quarta-feira (5/8) de encontro, aqui em Brasília, com o secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira. Na ocasião, o secretário de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais, Paulo Guedes, apresentou proposta de instalação de uma estação aduaneira interior (EADI) em Montes Claros, no Norte de Minas. A audiência contou com a participação dos deputados federais Leonardo Monteiro, Padre João e Reginaldo Lopes, todos do PT, Raquel Muniz (PSC) e Saraiva Felipe (PMDB).

A estação é também conhecida como Porto Seco e pode contribuir para o fomento da atividade industrial na região. Apesar de atender a boa parte dos pré-requisitos para receber o Porto Seco, Montes Claros não conta com aeroporto internacional, o que impede a instalação de terminal alfandegado - com áreas destinadas ao recebimento de carga de importação ou de exportação controladas pela Alfândega. Mas os deputados mineiros não saíram de mãos abandando do encontro. O adjunto Luiz Fernando prometeu agilizar o sonho regional e acenou com o encaminhamento da demanda à Receita Federal em Minas Gerais, que deve realizar estudo de viabilidade do pleito.

O secretário Paulo Guedes defende a instalação do porto seco com o argumento de que Montes Claros é polo de uma região com mais de dois milhões de habitantes e está situada no segundo maior entroncamento rodoviário do país. “A facilidade de acesso às principais regiões do Brasil, com intenso fluxo rodoviário do nordeste e centro-oeste para o sul e sudeste, é um diferencial do município”, argumentou o titular da Sedinor.

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SEM MACAS, SAMU SUSPENDE ATENDIMENTO

No Quarta, 05 Agosto 2015 13:13.

Por falta de leitos, hospitais de Montes Claros estariam retendo equipamentos para acomodar pacientes em corredores

Veja a que ponto chegou o nonsense da briga política que coloca em lados opostos o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), e o governo estadual – agora de matiz petista. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Norte de Minas (Samu Macro Norte) informou na segunda-feira (3/8) que enfrenta dificuldades para realizar o atendimento em Montes Claros. Os socorristas estão em greve? Faltam ambulâncias ou gasolina nos postos da cidade? Outro terremoto sacudiu a cidade? Não, meus 17 e fatigados leitores. Nada disso. O que falta mesmo são macas.

O estoque do equipamento do Samu, que não é pequeno, tem sido retido nos hospitais da cidade. O Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun), que administra o serviço no Norte de Minas, tomou, nesta quarta-feira (5), a medida extrema de suspender o atendimento de todas as ambulâncias, porque não tem nenhuma maca disponível.

Segundo o Cisrun, o Samu conta com seis macas por ambulância, 36 ao todo, quando a necessidade é de apenas uma. Devido a falta de leitos, é comum ver imagens de doentes sendo acomodados precariamente sobre macas nos corredores dos hospitais da região [e do país]. Resumo da ópera: quanto mais o Cisrun compra novas macas, mais elas desaparecem do almoxarifado porque são retidas pelos hospitais. O absurdo da crise na saúde pública no Brasil é, também, antieconômico: é que utilizar as macas como leito reduz muito a vida útil das peças, já que não são projetadas para essa finalidade.

Sobre a briga de Muniz com o governo estadual, vale acrescentar que o prefeito argumenta ter pisado no calo dos donos de hospitais ao criar norma de governança que exige a comprovação da prestação dos serviços antes de autorizar sua quitação. Há coisa de duas semanas, a Secretaria de Estado de Saúde fez intervenção branca no sistema de saúde do município, ao anunciar que passaria a fazer os repasses de recursos diretamente aos hospitais conveniados – o que elimina a coparticipação do município. Tudo isso acontecendo, e a falta de macas faz parar o atendimento de emergência.

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REMÉDIO AMARGO PARA A SAÚDE EM JANUÁRIA

No Terça, 04 Agosto 2015 20:04.

Prefeito retira de pauta projeto que previa remuneração especial para equipe interventora na saúde

Primeiro revés na promessa de solução da crise na saúde de Januária por meio de intervenção de força-tarefa importada de Montes Claros. O prefeito Manoel Jorge de Castro (PT) retirou de pauta, no início desta semana, o pedido de autorização legislativa para gastos emergenciais no valor de R$ 29 mil mensais para remuneração da equipe que teria a missão de colocar ordem na casa. O petista percebeu que a medida poderia ser derrotada na Câmara, depois que percebeu início de pressão popular com a repercussão negativa que sua medida ganhou na cidade.

A intervenção alienígena na rotina de trabalho do Hospital Municipal de Januária foi arquitetada pelo secretário de Desenvolvimento das Regiões Norte e Noroeste de Minas, o deputado estadual licenciado Paulo Guedes. Mantida pela Prefeitura, a unidade é uma fonte permanente de dores de cabeça para o prefeito Manoel Jorge. Em resposta ao pedido de socorro quase desesperado de Manoel Jorge, foram criadas, em caráter emergencial, força-tarefa formada por duas equipes estratégicas de execução e assessoramento para tentar retirar a saúde de Januária da UTI.

Como parte do seu dever de casa na empreitada, o prefeito Manoel Jorge havia publicado, no início do mês de julho, decreto em que conferiu status de ‘situação excepcional de emergência’ para o setor de saúde no município.  A medida extrema levou em conta muitos ‘considerandos’, entre eles, o de que cabe à administração adotar todas as medidas necessárias para normalizar a prestação do serviço de serviço público em Januária. 

Tudo corria mais ou menos bem na tentativa desesperada de Manoel Jorge em tentar reverter a crise na saúde, com óbvio potencial para comprometer sua reeleição em 2016, até que o Ministério Publico mandou avisar que o prefeito não poderia bancar sua contrapartida nos custos da força-tarefa de intervenção no setor sem a aprovação dos gastos pela Câmara Municipal. Contrariado, o prefeito mandou proposta de lei em que pedia autorização legislativa para tocar a banda da salvação da saúde local.  

Entre os chamados cargos estratégicos estão o do secretário interventor Marcos Antônio de Araújo (R$ 10 mil por mês), o do  interventor-adjunto Sílvio Luiz Borém Pereira (R$ 9 mil), além de novo diretor do Hospital Municipal, Geraldo Sales Barbosa (R$ 5 mil), e coordenadora de ações essenciais Izabela Fernanda de Araújo (R$ 4 mil) e uns trocados para o assessor administrativo Érico Veríssimo Gonçalves (R$ 1 mil). 

Moribundo

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PORTO SECO EM MONTES CLAROS

No Segunda, 03 Agosto 2015 07:58.

O secretário estadual de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor), Paulo Guedes, agendou para a próxima quarta-feira (5) audiência com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, aqui em Brasília. Guedes vai apresentar a Rachid estudo inicial em que propõe a instalação de porto seco no entorno do aeroporto de Montes Claros.

O titular da Sedinor avalia que a medida é imprescindível para contrabalancear as diferenças entre as diversas regiões de Minas. O porto seco é uma espécie de estação aduaneira que antecipa serviços alfandegários em pontos estratégicos localizados no interior do país. Os portos secos cumprem as etapas de armazenagem e movimentação de mercadorias destinadas à exportação ou importadas, e serve como facilitador das operações de comércio exterior -- casos dos serviços aduaneiros a cargo da Secretaria da Receita Federal, inclusive os de processamento de despacho aduaneiro de importação e de exportação. 

Guedes vai tentar mostrar ao secretário Rachid que o município de Montes Claros está localizado em importante entroncamento de movimentação de cargas no país, especialmente na interligação entre as regiões Sudeste e Nordeste. Especialmente para o Norte de Minas, a unidade aduaneira seria importante reforço para viabilizar a pauta exportadora regional, especialmente a produção de frutas dos projetos de irrigação.

Ainda como argumento em favor do pleito de Montes Claros para sediar um porto seco está o fato de contar com representações locais da Receita Federal, Infraero, Anvisa e Polícia Federal. O Brasil conta com masi de 60 portos secos, a maior parte deles  em São Paulo. Em Minas são cinco unidades (Juiz de Fora, Varginha, Uberada, Uberlândia e Betim). A proposta do secretário Paulo Guedes concorre com os de outros municípios mineiros, entre eles Sete Lagoas, que sonha com uma base próxima ao aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.   

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MANDATO SUBTERRÂNEO

No Domingo, 02 Agosto 2015 18:11.

Ninguém vê, mas Anastácio já garantiu legado em saneamento básico

Ninguém parece ter se dado conta, mas a melhoria no saneamento básico já pode ser considerada a marca da administração do petista Anastácio Guedes em Manga. Talvez nem Anastácio tenha percebido, como mote de discurso, mas, durante seu mandato, a cidade recebe investimentos da ordem de R$ 21 milhões para as obras da implantação da rede de esgoto (R$ 16 milhões) e, mais recentemente, a troca das antigas tubulações de amianto por canos de PVC – com custo previsto de R$ 5,2 milhões, repassados ao município pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

A verba também será usada para modernização da estação de tratamento de água e construção de mais duas estações elevatórias para garantir a oferta de água para bairros da periferia da cidade.

Uma velha máxima da política diz que cano enterrado não rende votos. No caso de Manga, têm rendido muita chateação e poeira Manga, desde que a Construtora Integral, de Belo Horizonte, iniciou as obras do tratamento sanitário. A população foi obrigada a conviver com os buracos mal tapados nas ruas já pavimentadas e a poeira, que deixou a cidade com certo ar de abandono.

Os governantes brasileiros não gostam mesmo de esgoto. Literalmente enterrada, a obra, apesar de essencial para qualquer política de saúde pública minimamente séria, não é reconhecia pela baixa visibilidade e os poucos votos que rende. Sem falar na cobrança da taxa pelo serviço do da coleta e tratamento do esgoto, que, em alguns casos pode dobrar o valor da conta da água. Essa dor de cabeça Anastácio terá mais adiante, quando Manga entrar no rol das cidades atendidas com o tratamento dos dejetos que produz.

Inconvenientes à parte, a boa notícia para os manguenses é que a cidade vai deixar de figurar no mapa estatístico daquela parcela do Brasil que parou na idade média da boa governança em saúde pública. Quando for inaugurada, a obra do esgoto será a confirmação de contrapartida social ao projeto de transposição do Rio São Francisco, que, por sinal, tem avançado pouco e segue como promessa a ser cumprida pelo governo federal.

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BOM CABRITO É O QUE MAIS BERRA...

No Domingo, 02 Agosto 2015 10:27.

 Crise financeira vai chegar aos municípios, mas prefeitos do norte-mineiro relutam em fazer o dever de casa

O presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) e prefeito de Capitão Enéas, César Emílio Lopes (PT), diz que as prefeituras do Norte de Minas não têm mais como cortar mais gastos para reduzir as despesas por conta da crise financeira que reduz o repasse de recursos para garantir o funcionamento das máquinas públicas.

Na prática, contudo, a crise que assusta meio mundo parece não ter chegado ainda às prefeituras dos municípios norte-mineiros. Pelo menos é o que se pode concluir da falta de iniciativas na direção de fazer o dever de casa e efetivamente reduzir custos. Mesmo com a promessa de tempos difíceis pela frente, as prefeituras – com as exceções de praxe – estão lotadas de servidores contratados. Sem falar das muitas secretarias que para nada servem, a não ser aninhar aliados e outros compadrios.

Os efeitos da crise econômica não devem demorar a bater nas portas das prefeituras. A última projeção do total do FPM para o ano de 2015 é de R$ 85,5 bilhões frente aos R$ 87,4 bilhões previstos no relatório anterior – o que representa R$ 1,8 bilhões a menos em transferências constitucionais aos municípios.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) tem recomendado cautela e prudências aos gestores municipais na execução de suas despesas, pois a perspectiva é de queda considerável nos repasses dos próximos meses. Sem disposição para cortar na carne em véspera de ano eleitoral, a prefeitada promete se mobilizar mais uma vez aqui em Brasília neste mês de agosto. Isso depois de fecharem, no plano simbólico, claro, suas prefeituras entre os dias 17 a 21 de agosto, em protesto contra a demora do governo e do Congresso em aprovar medidas de interesse da pauta municipalista. Como diria Edu Lobo, bom cabrito é o que mais berra, onde canta o sabiá. 

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SOL NASCENTE

No Sábado, 01 Agosto 2015 10:02.

Prefeito de Janaúba anuncia férias e já há quem especule com renúncia

A expectativa criada com a eleição do empresário e dono da Brasnica, Yuji Yamada (PRP), para prefeito de Janaúba, no extremo Norte de Minas, não se realizou. Yamada é dono de um mandato abaixo da média e há rumores nos meios políticos do município de que estaria desiludido com a política e os meandros intransponíveis da burocracia no setor público brasileiro.

Yamada anunciou na sexta-feira (31) que vem entrar em ‘férias’ a partir do mês de setembro. O prefeito deve passar o mês fora do país, em visita ao Japão, especialmente na cidade de Hokkaido, onde teria familiares. Para desmentir boatos de que estaria prestes a renunciar ao mandato para cuidar de sua empresa, a maior exportadora de bananas do Brasil, ele manda avisar que vai descansar e carregar pedras: Yamada vai tentar convencer seus compatriotas investir na geração de energia solar em Janaúba – onde há sol praticamente o ano todo.

O descanso do prefeito gorutubano precisa passar pelo crivo da Câmara de Vereadores. Durante o giro de Ymada pela terra do sol nascente, o município passa para o comando do vice-prefeito Aldimar Rodrigues Filho, o Rodrigo Rodrigues (PMDB).

Filho do atual superintendente regional da Codevasf em Minas e ex-prefeito de Janaúba, Aldimar ‘Dimas’ Rorigues, o vice ainda avalia se não recebeu de Yamada um presente de grego. Explico: Rodrigo Rodrigues é candidato declarado a prefeito em 2016 e teme se tornar inelegível ao assumir a Prefeitura por um mês. Rodrigo queria mesmo é que Yamada fosse embora de mala e cuia.