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CHOQUE DE ESTADO

No Sábado, 01 Agosto 2015 09:16.

Bandeira tarifária vermelha deixa conta de luz mais cara também em agosto

Da Agência Brasil

Segue a insuperável fase de más noticias do governo Dilma Rousseff. Os consumidores vão pagar novamente, em agosto, o adicional de R$ 5,50 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) de energia consumidos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou ontem (31) que a bandeira tarifária vermelha estará em vigor no período.

O sistema de bandeiras tarifárias permite a cobrança de um valor extra na conta de luz de acordo com o custo de geração de energia. Em julho, a bandeira também foi vermelha, por causa do uso intenso da energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a gerada por usinas hidrelétricas.

Com as cores verde, amarelo e vermelho, as bandeiras servem para indicar as condições de geração de energia no país. Se for um mês com poucas chuvas, os reservatórios das hidrelétricas estarão mais baixos, por isso, será necessário usar mais energia gerada por termelétricas.

A bandeira verde significa que os custos para gerar energia naquele mês foram baixos e que a tarifa de energia não terá acréscimo. Se a conta de luz vier com a bandeira amarela, a tarifa de energia terá acréscimo de R$ 2,50 para cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha mostra que o custo da geração naquele mês está mais alto, com maior acionamento de termelétricas, e que haverá adicional de R$ 5,50 a cada 100 kWh.

Segundo a Aneel, com o sistema de bandeiras tarifárias, o consumidor poderá identificar qual a bandeira do mês e reagir a essa sinalização com o uso inteligente da energia elétrica, sem desperdício.

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ARTIGO

No Sexta, 31 Julho 2015 21:07.

Robin Hood: a divisão que reforça a desigualdade

(*) Paulo Guedes e Leonardo Guerra

O território de Minas Gerais é reconhecido por sua diversidade geográfica e por suas desigualdades regionais. Em todo o Estado, podemos relacionar como os recursos naturais facilitaram a construção econômica e como essas vantagens, somadas a outras que foram construídas no decorrer da história, marcam as diferenças de condições de vida entre os vários territórios mineiros.

E na ausência de instrumentos para a correção destas profundas desigualdades, vemos acentuar o desequilíbrio social entre os que habitam os lugares mais privilegiados daqueles que vivem em condições adversas.

A repartição do ICMS deveria ser um destes instrumentos para a redução das diferenças que separam as Minas dos Gerais. Infelizmente, não é. Pelo contrário, age no sentido inverso da lógica republicana, reforçando nossa desigualdade.

A Lei Robin Hood, inspirada na história do herói mítico inglês que roubava dos ricos para dar aos pobres, poderia ser um exemplo de justiça social com os municípios mineiros. Em 1995, quando ela foi criada, o então governador Eduardo Azeredo já falava em desconcentração de renda.

Nas gestões dos também tucanos Aécio Neves e Anastasia, a lei passou por várias modificações - sempre apoiadas no discurso da distribuição justa da cota-parte do ICMS dos municípios. Mas, o que se viu nesses últimos 20 anos foi o aumento da desigualdade provocado por uma falsa Robin Hood, que tira dos pobres e dá para os ricos.

A cota-parte do ICMS dos municípios representa 25% do total do imposto. No ano passado, esse montante destinado aos 853 municípios de Minas Gerais somou R$ 7,8 bilhões. Considerando a população estimada pelo IBGE, os mineiros tiveram um repasse per capita de R$ 376,04. Porém, devido às distorcidas regras de repartição do ICMS, observamos grandes variações de repasse per capita entre os diferentes, e desiguais, municípios mineiros.

Por exemplo, enquanto um município situado no rico Quadrilátero Ferrífero (a cerca de 100 km da capital) obteve um repasse per capita de R$ 10 mil, noutra região, menos abastada, no Vale do Jequitinhonha/Mucuri, encontramos municípios com um repasse per capita de pouco mais de R$ 100,00. Voltamos a lembrar: a "média" apurada para o estado foi de R$ 376,04 por habitante. Porque há tamanha diferença?


Mas, o que se viu nesses últimos 20 anos foi o aumento da desigualdade provocado por uma falsa Robin Hood, que tira dos pobres e dá para os ricos. 


Por dois motivos. Primeiro porque o Artigo 158 da Constituição Federal determina que 2/3 da repartição do ICMS entre estados e municípios devem ter como referência o Valor Adicionado Fiscal (VAF) apurado no município. Segundo porque, no âmbito estadual, as regras existentes (embora limitadas) são incapazes de reverter, minimanente, o efeito concentrador do peso VAF.

É um fato que a predominância do VAF concentra uma riqueza que deveria ser distribuída. Com isto, as distorções regionais são acentuadas ao invés de serem corrigidas. Nas Regiões de Planejamento Norte, Jequitinhonha/Mucuri, onde residem 12,7% da população mineira, foram repassados apenas 6,2% de todo o montante do Estado. Nas duas regiões os repasses per capita foram de R$ 189,33 e de R$ 178,55 respectivamente. Em contraste, temos o valor per capita transferido para o Triângulo, de R$ 565,2 e o valor repassado, por habitante, para a Região Central, R$ 469,8. Nessas privilegiadas regiões, ao contrário do que verificamos ao norte, a proporção de repasse é maior do que proporção de habitantes.

A verdade é que o peso do VAF faz com que o imposto apenas retorne para onde ele foi gerado. Por exemplo, existem apenas 21 municípios que possuem repasse per capita superior a R$ 1.440,00. Este conjunto de municípios, com 4,1% da população do Estado, privilegiados pela geografia, receberam 19% de todo o repasse de 2014. Na outra ponta, estão os municípios em que o meio físico é menos favorável e as cidades predominantemente terciárias. Em muitos deles, o repasse per capita é inferior a R$ 200,00. Em suma, são mais de 2 milhões de mineiros que, mesmo iguais, recebem repasses muito menores do que os demais.

Discrepância

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ÁGUA QUE BOI NÃO BEBE

No Terça, 28 Julho 2015 20:01.

Ícone da cachaçaria nacional, a Havana atinge preços recordes

 

Uma garrafa da cachaça Havana custa R$ 529,90 (foto) em um supermercado desses de conveniência aqui de Brasília. Fabricada em Salinas (MG), há mais de 70 anos, a Havana é considerada pelos especialistas como a melhor do país. Já a marca Anísio Santiago, criada por conta de litígio judicial com o grupo cubano Havana Club, em homenagem ao nome do patriarca da família, e que traz o mesmo conteúdo da Havana sai mais barato, R$ 315,90 no mesmo mercado.

A Havana virou uma espécie de mito entre os apreciadores da bebida. Há alguns anos, vi ali nas imediações da Avenida Paulista, coração financeiro do país, o custo da garrafa da bebida norte-mineira sair por alguma coisa próxima a R$ 350, quando vendida em doses. Na internet, é possível encontrar imagens do produto com indicação de preço de R$ 580. A família Santiago certamente não consegue faturar em proporção com a fama que a sua cachaça conquistou. Coisas do capitalismo.

Mas qual é o segredo do sucesso da Havana? Segundo Roberto Santiago, a cachaça produzida em Salinas conquistou o paladar de degustadores, especialistas e personalidades ilustres do Brasil e do exterior por conta da "manutenção do processo de produção artesanal, sem a utilização de adubação química, e a utilização de fermento natural e o envelhecimento".

O pioneiro Anísio Santiago (1902/2002) contrariou 
todos os manuais do marketing, algo que ele nem sabia o que é, ao desenvolver padrão de qualidade que valoriza a escassez de oferta da Havana no mercado -- o que contribuiu para conquistar consumidores de maior poder aquisitivo, geralmente das classes média e alta, acostumados com a degustação de bebidas importadas e, portanto, capazes de valorizar o diferencial da cachaça de Salinas. "A Havana fez tanto sucesso que se tornou produto mitológico. Quem tem garrafa guarda como se fosse um tesouro. É consumida somente em ocasiões muito especiais", exulta Roberto.

As características do solo da faixa do semiárido que abriga Salinas também contribuíram para a adaptação da variedade de cana Java. Também vale para diferencias as marcas Anísio Santiago e Havana, o conhecimento empírico acumulado por produtores em pelo menos três gerações da família Santiago. Outro segredo 'entregue' pelo herdeiro Roberto é arte da paciência na produção da cachaça. Anísio Santiago costumava dizer que o produtor artesanal 'não pode ter usura' e esquecer o lucro imediato com a sua produção. Uma garrafa de Havana produzida nos anos 1960 teria sido leiloada por nada mais, nada menos do que R$ 15 mil há alguns anos. Considerando que os atravessadores ficam com boa parte do custo final do produto, não se pode mesmo ter usura.    

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VACA ESTRELA, BOI FUBÁ...

No Domingo, 26 Julho 2015 11:29.

Idene nega que escassez durante entressafra afete entrega do Leite pela Vida

Diretor do programa diz que cláusulas contratuais garantem a oferta do produto para o combate à fome nos meses mais secos do ano 

O diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Ricardo Augusto Campos, garante que não vai faltar leite para o atendimento às famílias cadastradas no programa federal Leite pela Vida. Se for preciso, Ricardo vai deixar o conforto do ar condicionado para ir a campo -- sem intenção de trocadilho -- ao encontro do pouco que restou das pastagens no semiárido mineiro.

Vai chamar às falas as vaquinhas leiteiras – nem que seja para pegar no laço, ao modo dos antigos ‘fiscais do Sarney’, já que vaquinhas também andam, elas mesmas, muito escassas com o flagelo da seca no sertão.

O Idene, que é o braço operacional da Sedinor (Secretaria de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais), iniciou, há alguns dias, o recadastramento dos beneficiários produtores no âmbito do programa Leite pela Vida. A medida tenta antecipar eventuais problemas de abastecimento durante o período de maior intensidade da seca na região, entre os meses de agosto e outubro.

“A redução na quantidade de leite entregue por alguns laticínios é, naturalmente, reflexo da longa estiagem. Mas estamos fazendo todos os esforços para garantir a permanência dos produtores no programa e a adesão de novos fornecedores. Para isso, recriamos os comitês gestores do leite nos 193 municípios cadastrados, com o objetivo de fortalecer o programa e garantir mais eficiência às ações”, informa o diretor Ricardo Campos, em nota enviada a este Em Tempo Real.

“Não vai faltar leite”, garante Campos

O Idene salienta que os laticínios e cooperativas têm o compromisso de garantir o fornecimento do leite mesmo no período de entressafra. Segundo o Instituto, a distribuição do leite não pode ficar comprometida em função de preços mais atrativos fora do programa.

“É importante ressaltar que, mesmo no período de safra, quando o preço do mercado comum cai, o programa mantém o valor pago aos laticínios e cooperativas”, argumenta o diretor do Idene, para quem o apoio às famílias que sofrem com a seca é um dos principais motivos da existência do Idene e do programa “Um Leite pela Vida”.

Para Campos, a necessidade de cumprimento do objeto contratual, especialmente no período em que as famílias estão ainda mais vulneráveis, é premissa inegociável para garantir que, independente das condições climáticas, o atendimento ao programa seja preservado na forma pactuada.

Ainda assim, é pouco provável que o sistema Sedinor/Idene cumpra, pelo menos no médio prazo, a meta de distribuir diariamente 150 mil litros de leites para as famílias carentes do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha. Segundo dados do órgão, o programa entregou 15,5 milhões de litros de leite durante o primeiro semestre deste ano – o que dá a média diária de 86 mil litros. Os números consolidados dos primeiros seis meses do ano mostram que o órgão desembolsou R$ 25,9 milhões para pagamentos a produtores e laticínios que participam da cadeia que abastece os saquinhos barriga-mole do programa Leite pela Vida.

O convênio com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), gestor do programa em âmbito federal, prevê que 80% desses recursos sejam do governo federal e 20% do governo estadual. Do total, R$ 20 milhões repassados pelo governo federal, já o estado assumiu a diferença de R$ 5,1 milhões, a título de contrapartida.

Segundo o Idene, a distribuição de leite cresceu no primeiro semestre, quando comparada com dezembro de 2014. O maior ingresso do produto no sistema Idene/Sedinor foi registrado entre os meses de janeiro, fevereiro, março e abril. O pico de produção foi registrado no mês de março, quando foram coletados quase três milhões de litros, captação bem superior aos 2,3 milhões recebidos em dezembro. “A queda observada nos meses de maio e junho se deve, principalmente, ao agravamento da seca em Minas Gerais”, observa o Idene.

Gargalos

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VAI DOER NO SEU BOLSO

No Sábado, 25 Julho 2015 10:07.

Ministério Público autoriza aumento nas tarifas da travessia entre Manga e Matias Cardoso 

Vista aérea da travessia entre Manga e Matias Cardoso: preços mais salgados a partir de agosto

Nada não é tão ruim que não possa piorar. Termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado na quarta-feira (22\7) entre a promotora de justiça Gerciluce de Brito Sales Costa, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Manga, e os proprietários das seis balsas que atuam na travessia do Rio São Francisco entre os municípios de Manga e Matias Cardoso, no extremo Norte de Minas, vai elevar o preço das tarifas do serviço em percentuais médios de 10%. A informação foi publicada em primeira mão no Blog do Fábio Oliva.

Os novos valores entram em vigor a partir do próximo sábado, de 1º de agosto. O reajuste levou em consideração a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre julho de 2014 e julho de 2015, que corresponde a 9,31%. Confira a tabela com os valores reajustados para as 19 categorias de veículos ao final deste texto.

O último realinhamento de preços na travessia aconteceu em abril de 2013, naquela ocasião a tarifa para carro de passeio, a de maior demanda no local, passou de R$ 10 para R$ 12. O primeiro termo de ajustamento foi em outubro de 2011, quando os preços foram reduzidos com a intermediação do Ministério Público local e de parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas.

Serviço ruim

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RAPAPÉS PARA MACAÉ

No Sexta, 24 Julho 2015 17:46.

Anastácio pede intervenção da Secretaria de Educação para conclusão das obras da escola técnica federal em Manga

 PEDRAS NO SAPATO: escola técnica, que deveria estar pronta desde o ano passado, teve obras paralisadas por conta da crise que levou o governo federal a suspender investimentos no setor

Manga já não é mais aquele pontinho preto no mapa da geopolítica das Minas & Gerais, daqueles que quando a gente se afasta coração pede para voltar, como cantava o Grupo Agreste na bucólica ‘Ponte cigana’, canção que cala fundo ao coração dos que somos norte-mineiros. Ainda que para lá chegar você tenha 'que atravessar sete cancelas, treze porteiras e uma pinguela sobre o ribeirão', ultimamente a cidade virou point de autoridades do staff estadual. Paulo Guedes (agora titular da Sedinor) aparece por lá uma semana e na outra também. Mas PG é santo de casa, que não costuma fazer milagres nem provoca comoção.

Nesta sexta foi a vez da secretária de Estado de Educação, professora Macaé Evaristo, passar por lá. Macaé foi recebida com pompa, circunstância e as mesuras todas de ocasião, conforme registrou em texto, e com exagerado entusiasmo, o site oficial do município, que saudou a primeira visita de um titular da Educação em Minas nos quase 100 anos de existência da cidade. Mas não foi só. A secretária foi ciceroneada em sua visita pelos diretores pedagógicos, com status de superintendentes regionais de Ensino, José Gomes Filho (Montes Claros) e Stella Aparecida Abreu (Januária), ambos manguenses. A dupla chegou aos cargos mais importantes da educação regional por indicação do deputado Paulo Guedes. Para o site da Prefeitura, a conjunção astral que reuniu Macaé, Zé Gomes e Stela Abreu em solo manguense ganhou status de 'grande encontro'. Deslumbres de assessoria.  

SALAMALEQUES: prefeito Anastácio oferece cesta para Macaé, após 'grande encontro' com os superintendentes Zé Gomes e Stela Abreu

Na festiva visita à cidade, a secretária Macaé visitou escolas, participou da mesa de honra preparada em sua homenagem e recebeu continência dos alunos do Projeto Guarda Mirim, da Escola Estadual Ministro Petrônio Portela. Em dia de campo, foi conferir in loco – sempre seguida por vistosa comitiva - o canteiro da futura escola técnica federal, obra que vai devagar, quase parando, por efeitos do corte de verbas imposto pelo governo Dilma Rousseff nos destinos da nossa triste pátria educadora. O prefeito Anastácio solicitou a intervenção da secretária npara acelerar as obras do empreendimento, que, apesar de ser da esfera federal, é tocado pala Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

A visita técnica de Macaé, que teve caráter mais de cortesia do que propriamente de trabalho, nada rendeu ao entusiasmo dos manguenses, mas o prefeito Anastácio entregou à secretária alguns ‘requerimentos’ em que pede a liberação de verbas para comprar ônibus escolares, bibliotecas públicas nos distritos e a construção de quadra poliesportiva para as comunidades Quilombolas de Justa I e II, Puris, Brejo São Caetano, Espinho e Vila Primavera, onde são atendidos quase 300 alunos.

Esta última reinvidicação deve receber atenção especial de Macaé, que tenta implantar em Minas políticas de gestão inclusiva, com ênfase na educação de indígenas e quilombolas. Macaé, por sinal, atravessou o Rio São Francisco para cumprir o principal compromisso da sua agenda de visita ao extremo norte-mineiro: o encontro com os quilombolas da comunidade de Lapinha, em Matias Cardoso.

Um dia antes, na quinta-feira (23), Macaé fora conhecer escolas indígenas e quilombolas da regional de Januária. Viu de perto as remanescências quilombolas na Escola Estadual Faustino Corrêa, na Comunidade de Alegre. Na passagem por Januária, assistiu à apresentação da folia de reis Terno dos Temerosos, dança típica da região. Após sasir de Januária, a secretária não deixou por menos, se embrenhou na poeira desses nossos sertões para ir conhecer a comunidade indígena xacriabá da Aldeia Brejo Mata Fome, em São João das Missões.

Durante a reunião com os remanescentes xakriabas, foram apresentadas as demandas e necessidades educacionais da comunidade, como a busca pela criação da categoria “escola indígena” e da categoria “professor indígena
”. Numa frase, Macaé viu de perto algumas árvores da educação em Minas e o que se espera é que ela não perca de vista a floresta do ensino ai mal, obrigado. Mas é preciso unir as Minas e os Gerais, como diz o novo lema do petismo em Minas. Quiçá, tais venturas nos chegue, pois as freguesias já não toleram discursos bem intencionados, mas vazios de concretudes, nos moldes de um país sem miséria e uma pátria educadora. Nossos sonhos em noite de verão. 

Certificação

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EXPLICA ESSA MUNIZ...

No Quinta, 23 Julho 2015 22:12.

Briga com hospitais pode render ação por improbidade ao prefeito de Montes Claros, acusado de reter R$ 20 milhões em verbas do SUS

Novo capítulo na queda de braço que o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), trava, há pouco mais de dois anos, com o sistema de hospitais conveniados ao SUS no município. O Ministério Público Federal (MPF) ingressou, nesta semana, com ação de improbidade administrativa contra Muniz.

O empresário e prefeito de Montes Claros em primeiro mandato é acusado de reter mais de 20 milhões em verbas federais e estaduais destinadas ao pagamento de serviços de saúde de alta e média complexidade contratados pelo município junto aos hospitais Santa Casa de Misericórdia, Dilson Godinho, Aroldo Tourinho e Universitário. Também são réus na ação a secretária de Saúde, Ana Paula de Oliveira Nascimento, e o ex-titular da pasta, Geraldo Edson Souza Guerra.

Para o Ministério Público, Muniz instaurou o caos na saúde pública do Norte de Minas ao adotar medidas que afetam o atendimento hospitalar para cerca de 1,6 milhão de pessoas.

“As condutas do prefeito e de seus secretários tiveram reflexos em toda a região, porque o município de Montes Claros é polo-referência para ações e serviços de saúde de média e alta complexidade da Macrorregião Norte, que é integrada por 86 municípios”, diz o MP em comunicado à imprensa.

O prefeito nega as acusações, mas parece ter acusado o golpe. Em entrevista coletiva na tarde da quarta-feira (22), Muniz demonstrou certo nervosismo ao tentar  explicar que não há nada de errado nos números dos repasses das verbas do Sistema SUS que esteve sob sua gestão. Na defensiva, acusou o governo estadual, agora sob o comando do PT, de ter errado em auditoria que realizou sobre as verbas repassadas a Montes Claros.

Muniz nega o débito com os hospitais e diz que apenas alterou procedimento antigo: agora só libera as transferências de recursos à medida que os hospitais comprovem a efetiva prestação dos serviços. Não faltou nem mesmo insinuações por por parte de correligionários de Ruy nas redes sociais de que a ofensiva do Ministério Publico já é antecipação do período eleitoral - o que obviamente não merece crédito.    

O prefeito tenta se antecipar à investigação e anuncia que vai abrir, por moto próprio, seus sigilos bancários e telefônico. O que parece ser gesto de destemor, pode não passar de ensaio teatral. Piada que corre nos meios forenses em Montes Claros dá conta que é mais fácil achar sepultura de anão do que bens em nome do multimilionário Ruy Muniz. Basta pegar sua última declaração de bens à Justiça Eleitoral, de 2012, onde consta patrimônio declarado pelo político de irrisórios R$ 465 mil – um grão de areia na fortuna estimada do prefeito, que seria donos de empresas em três estados e possui três aviões para chamar de seus em um hangar no aeroporto de Montes Claros. De resto, acusação não diz que Muniz desviou essa dinheirama para contas pessoais, mas que ele faria uso do cargo para interferir em relações comerciais em que é interessados, em possível conflito de interesses. Vai vendo... 

Ambar

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#PARTIU ARACAJU

No Quinta, 23 Julho 2015 09:24.

O secretário de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas (Sedinor), Paulo Guedes, faz pit stop, nesta semana, com a mulher, Cynthia Alencar, e os três filhos, na capital do Sergipe, Aracaju. Cumpre recomendação médica, após período de mal-estar e dores físicas que chegaram a ser associadas aos sintomas da dengue – mas que era na verdade sinais de estafa por conta de quadro de estresse – resultado da dura rotina de viagens e reuniões iniciadas durante a campanha eleitoral do ano passado e que continuou desde que assumiu o comando da Sedinor. Indagado sobre seus planos para 2016, quando pode, eventualmente, voltar a entrar na disputa pela Prefeitura de Montes Claros, Guedes recorre ao Eclesiastes e diz que há tempo para plantar e tempo para colher. A decisão, se acontecer, virá no momento certo, mas não antes do ano da graça de 2016.

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ARCA DAS LETRAS

No Quinta, 23 Julho 2015 08:07.

O programa Arca das Letras, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), vai receber livros do escritor Carlos Diamantino Alkmin para distribuição em bibliotecas das escolas rurais mantidas pela Prefeitura de Manga. Entre os títulos doados estão ‘Sabor de Manga’, com crônicas que mostram aspectos da cidade entre os anos 1960 e 70 do século passado, e o livro-reportagem ‘O Velho Chico em Três Tempos’. O escritor, nascido em Manga, avalia que o gesto pode incentivar o gosto pela leitura entre os alunos das escolas locais. Manga vai receber 50 estandes equipados com acervo de 500 títulos cada, para distribuição nas escolas da rede municipal. 

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MÃOZINHA PARA MANOEL DEIXAR UTI DA POLÍTICA

No Quarta, 22 Julho 2015 19:40.

Força-tarefa tenta resolver crise na saúde de Januária, o calo no sapato da reeleição do prefeito Manoel Jorge 

O governo de Minas interveio, na semana passada, na rotina de trabalho do Hospital Municipal de Januária. Mantida pela Prefeitura, a unidade é uma fonte permanente de dores de cabeça para o prefeito do turno, o petista Manoel Jorge. A pedido de Manoel, foram criadas, em caráter emergencial, força-tarefa com duas equipes estratégicas de execução e assessoramento.

Técnicos especializados, importados em boa parte de Montes Claros, já estão em Januária para substituir os servidores que ocupavam os postos-chave na saúde local. A proposta dos interventores é reestruturar o setor e normalizar a prestação dos serviços na microrregião de Januária.


Se a força-tarefa tiver sucesso, o que não é certo, porque Januária, como é sabido dos meus 17 leitores, não é território para amadores, quem vai sair mesmo da UTI é o prefeito Manoel Jorge - que comanda uma administração que respira por aparelhos. Boa parte das dificuldades e desgaste de imagem enfrentada pelo prefeito ao longo deste primeiro mandato tem sua origem na área da saúde – que teve agora nada mais, nada menos do que seis titulares, com média de permanência no cargo de apenas cinco meses.

É por essas e outras que Manoel Jorge tem futuro incerto na hipótese de buscar a reeleição. Como a crise no Hospital de Januária é basicamente financeira, o prefeito conseguiu que a Secretaria de Estado de Saúde tratasse caso com o status de ‘estado de emergência sanitária’, o que facilitou a liberação dos recursos do Pro-Hosp – cerca de R$ 780 mil. Outra medida reajustou o repasse destinado à urgência e emergência, de R$ 40 mil para R$ 100 mil.

Sem ônus