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PASTA DE GOVERNO TEM NOVA TITULAR

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Site oficial traz nome de Goreth Sá após site mostrar que secretária da Saúde aparecia como titular de duas pastas 

Fac-símile do portal do município em que aparece o nome da nova titular de Governo. Há 48 horas, aparecia o nome de Luciene Almeida  

A prefeitura de Manga atualizou o portal oficial do município e a secretária de Saúde, Luciene Almeida, não ocupa mais dois cargos no primeiro escalão do município. Luciene voltou a ocupar a pasta da Saúde após o pedido de demissão da titular anterior, Paula Beatriz Almeida, há três semanas, mas seu nome ainda aparecia como secretária de Governo, em interinidade e acúmulo de funções.

Luciene começou o mandato como titular da Saúde, mas deixou a função quase dois anos depois, em dezembro de 2018, para cumprir licença maternidade - quando foi substituída por Paula Almeida. De volta ao batente, foi remanejada para o cargo de secretária de Governo, com o pedido de demissão do então titular Henrique Fraga.

A Secretaria de Governo agora é comandada por Goreth Nunes de Sá, que já atuava no setor como encarregada com o relacionamento com o público e outros entes de governo. Os ofícios emitidos pela pasta, por exemplo, tinham sua assinatura. 

DEDICAÇÃO EXCLUSIVA

CAMALEÃO

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Candidato à reeleição, Prefeito muda declaração de etnia de branco da eleição anterior para pardo em 2020 

O prefeito de Manga, Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto, da coligação ‘Manga não pode parar (PSD/PP), é um dos mais de 42 mil candidatos de todo o país que mudaram, nas eleições deste ano, a declaração de cor e raça que informaram à Justiça Eleitoral nas eleições municipais de 2016. 

Quinquinhas, que disputa reeleição e o quarto mandato ao cargo de prefeito, havia se autodeclarado ‘branco’ na eleição de 2016, mas agora mudou sua cor para ‘parda’ - como mostram as imagens deste post. 

Extrato da ficha do candidato Quinquinhas em 2016 e agora: onde era branco ficou pardo

Pouco mais de um terço (36%) desses 42 mil candidatos alteraram a cor de branca para parda e um deles é prefeito de Manga. Outros 30% foram na direção inversa: se declaravam pardos há quatro anos e agora se apresentam como brancos.

FIXADOR

Se não for erro no cadastramento ou um caso raro de fraude no portal Divulcan2020, a opção do prefeito surpreende porque ele é inegavelmente branco e até adepto do gel para domar a lisa cabeleira. 

Além disso, não há nenhuma vantagem eleitoral na mudança de cor - a não ser, talvez, se aproximar mais do perfil majoritário da população local, dividida entre negros e pardos.

A informação da troca de raça, contudo, embora importante no contexto eleitoral, dificilmente seria percebida pelo eleitor não fosse iniciativas como a deste texto. Não deve ganhar votos com a opção, tampouco perder.

Não há, até onde se percebe, ganho eleitoral visível, caso tenha sido essa a intenção. 

Além de Quinquinhas, se declaram pardos nestas eleições os candidatos Adailton Silva (Patriotas) e José Carlito Oliveira, o Carlitão, da coligação ‘Aliança pela renovação (PSL/Republicanos), que disputa a eleição pela primeira vez. 

Com que cor eu vou? Em sentido horário os candidatos Carlito, Quinquinhas, Isaias Nascimento, Anastácio, Luiz do Foguete e Adailton Locutor

Os candidatos Anastácio Guedes, da coligação ‘A força do povo na reconstrução (PT/PCdoB/Democracia Cristã/PSB/PL/Podemos) e Luiz do Foguete, da coligação ‘Compromisso com a mudança’ (PDT/PMN) se reconhecem como brancos. Ambos mantiveram a cor do pleito passado. 

O pastor Isaias Nascimento (Rede) é o único a se declarar preto. Sobre ele, há mais ao final deste texto. 

PARDINHO

UM A MENOS?

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Luiz do Foguete diz que segue candidato e reclama de fake news que espalha boatos sobre sua desistência

Da esquerda para a direita: Carlito Oliveira (PSL), Quinquinhas (PSD), Isaias Nascimento (REDE), Anastácio Guedes (PT), Luiz do Foguete (PDT), que nega desitir, e Adailton Silva (Patriotas)

O atual vice-prefeito Luiz Carlos Santana Caíres, o Luiz do Foguete, da coligação ‘Compromisso com a Mudança’ (PDT/PMN), divulgou comunicado na tarde desta segunda-feira (28) para negar que tivesse cogitado desistir da candidatura ao cargo de prefeito de Manga.

Luiz do Foguete tem como companheiro de chapa o ex-vice prefeito Eliel Dourado. A chapa enfrentou uma onda de boatos nos últimos dias, inclusive via redes sociais, dando conta que o candidato negociava a saída da disputa para apoiar o concorrente José Carlito Oliveira, o Carlitão, da coligação ‘Aliança Pela Renovação’ (PSL/Republicanos).

DESESPERO

“Alguns boatos têm surgido nesses dias envolvendo o meu nome. Venho prestar alguns esclarecimentos, a saber: os meus adversários estão espalhando pela cidade e redes sociais uma fake news (notícia falsa), dizendo que não sou mais candidato, pois renunciei a minha candidatura”, diz a nota assinada por Luiz do Foguete.

Os boatos da possível saída de cena irritaram o vice-prefeito, que lembra, no comunicado, ter sido o primeiro nome a ter a candidatura registrada pela Justiça Eleitoral. “Continuo vivo e cada vez mais candidato”, afirma.

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Na nota que circula em grupos de WhatsApp, o candidato ainda atribui os ataques que tem recebido ao que seria o desespero dos adversários ante seu “crescimento e conseqüente vitória”.

FIADOR

Vice na chapa de Foguete, Eliel Dourado é irmão do médico Cândido Dourado, que teria certa ascensão sobre os humores do candidato. Foi Cândido, por exemplo, quem avalizou o nome do atual vice-prefeito na aliança vencedora com Quinquinhas de Quinca de Otílio (PSD), há quatro anos.

Dentre os muitos boatos que surgiram, tem um que dá conta que as conversas com Carlitão, empresário do agronegócio e novo entrante na política local, teriam o médico Cândido como interlocutor - além de, mais uma vez, de fiador do futuro político do amigo Foguete.

NAS CORDAS

A SUPER-SECRETÁRIA

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Luciene Almeida acumula pasta da Saúde com as funções de Governo

[ATUALIZADO 29:09:2020] -Das cinco secretarias que formam a estrutura administrativa do município de Manga, duas estão temporariamente sob o comando da administradora Luciene Almeida Sousa Damaceno.

Com a saída da ex-secretária Paula Beatriz Almeida da pasta da Saúde, Luciene Almeida voltou a ocupar o cargo que havia deixado para cumprir licença maternidade no final de 2018.

Por enquanto, e apesar da saúde inspirar todo o cuidado que se possa imaginar em razão da crise sanitária que o país ainda atravessa, Luciene segue no comando da Secretaria Municipal de Governo - função que ocupa desde o pedido de demissão de Henrique Fraga do posto, há quase dois anos.

ESTRESSE

A ex-secretária Paula Almeida pediu exoneração do cargo há três semanas, após ficar quase 18 meses no cargo, com alegação de precisava de período de descanso após a pressão e estresse acumulados ao longo dos últimos seis meses, período em que conduziu as ações de combate ao novo coronavírus na seara municipal.

Paula ocupava a função desde 2017, após a afastamento da antecessora Luciene para cumprir a licença maternidade. Luciene agora ganha o status de super-secretária com o acúmulo de titular das pastas de Governo e Saúde em meio à campanha pela reeleição do atual prefeito.

MAIS SAÚDE OU MAIS GOVERNO?

OS BENS DOS CANDIDATOS

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Manga tem dois milionários na disputa para prefeito e candidatos que se declaram mais pobres desde a última eleiçãoEm sentido horário, do candidato com maior valor de bens declarados ao menor: Carlitão Oliveira, o prefeito Quinquinhas, Isaias Nascimento, o ex-prefeito Anastácio Guedes, o vice Luiz do Foguete e Adailton Locutor. Veja no texto o vaor dos bens de cada um 

[ATUALIZADO] - Os candidatos a cargos públicos de prefeito, vice e vereadores são obrigados a declarar seus bens à justiça eleitoral. Os dados estão disponíveis no portal DivulgaCan 2020 e merecem um olhar do (e)leitor mais perspicaz.

Os candidatos podem iniciar a campanha de rua a partir deste domingo (27), embora com restrições a cargo de cada município para a realização de passeatas e comícios -- por conta da pandemia do coronavirus.

O limite legal para gastos por candidato a prefeito nestas eleições no município de Manga é de R$ 295,6 mil. Há quem tenha o valor do teto de sobra e há quem não passe nem perto dele.

A renda média apurada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no município é de africanos R$ 273, para um patrimônio médio de apenas R$ 3,6 mil.

O estudo chamado de FGV Social leva em conta a declaração anual do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

Pouco mais de mil manguenses declaram o imposto. Esse contingente de 6,5% da população tem renda média mensal de R$ 4,1 mil e patrimônio médio declarado de R$ 56 mil. A pobreza geral do município, entretanto, contrasta com o patrimônio da maior parte dos candidatos.

EMPREGADOR

O candidato estreante José Carlito Oliveira, o Carlitão, da coligação ‘Aliança Pela Renovação’ (PSL/Republicanos), é um multimilionário para os padrões de renda local.

Carlitão declarou bens que, somados, vão a R$ 4,76 milhões, distribuídos por fazendas com benfeitorias (R$ 2,8 milhões), veículos, máquinas e equipamentos ( R$ 1,16 milhão), bois (R$ 650 mil) e mais saldo em caixa (R$ 150 mil).

Carlitão é saudado como o fazendeiro que gera empregos, em um município em que somente 10% da força de trabalho está ocupada - com rendimento médio mensal de 1,6 mil.

PAROU POR QUÊ?      

Fonte: link para o estudo FGV Social disponível em texto da Folha de S. Paulo

Quem também aparece com patrimônio na escala  do milhão  é o atual prefeito e candidato à reeleição pela coligação ‘Manga não pode parar’ (PSD/PP), Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto.

O nome da coligação do prefeito, por sinal, é um nonsense à parte ao evocar o ‘não pode parar.’ Ironicamente, o município ficou estacionado no meio fio do abandono ao longo deste mandato. Coisas da política e de políticos que parecem viver no mundo da lua.

O prefeito declarou patrimônio de R$ 1,58 milhão, distribuídos em cotas de capital em empresas (R$ 1 milhão), imóveis urbanos (R$ 335 mil), aplicações financeiras e saldo em caixa (R$ 175), além de animais (R$ 42 mil).

MAIS POBRES

DANÇA DA SOLIDÃO

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Típico líder que desagrega, Quinquinhas busca 4° mandato isolado na cena política de Manga

Retrato na parede: nenhuma das lideranças que aparecem ao lado do candidato Quinquinahs nesta foto de 2016 vão subir no seu palanque agora em 2020 

Para conquistar o atual mandato, o prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), foi obrigado a costurar um leque de alianças em 2016 de difícil acomodação no mirrado orçamento do município de Manga.

Os aliados de quatro anos atrás, foram, um a um, pulando do barco do ora prefeito ao longo do mandato. A começar pelo vice, Luiz do Foguete (PDT), que abriu dissidência após desentendimentos com o titular e agora se lança como candidato à cadeira ocupada pelo ex-aliado nestas eleições de 2020.

Aliado decisivo na campanha de 2016, o vice-prefeito Luiz do Foguete (microfone na mão), rompeu com o prefeito no meio do mandato: melhor só que mal acompanhado 

Junto com Luiz do Foguete, apearam da canoa de Quinquinhas os irmãos Cândido e Eliel Dourado (PMN), além de Haroldo Bandeira.

Ex-prefeito por dois mandatos (1997/2004), Haroldo Bandeira (de bermuda na foto ao lado) fechou apoio ao candidato Luiz do Foguete, segundo consta, a pedido do deputado estadual Carlos Pimenta - um antigo aliado seu.

O fato é que nenhum aliado da foto no alto deste post segue ao lado do prefeito. O médico Cândido Dourado, que aparece de mãos dada com o então candidato Quinquinhas, agora dá suporte para a candidatura de Luiz do Foguete, com a indicação do irmão Eliel para a vice.

Cândido esteve do lado vencedor nas duas últimas eleições - o que evidencia certo feeling sobre o rumo da brisa na política local.

NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM?

FIM DE CICLO EM MONTALVÂNIA

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Ornelas não encara reeleição após governo apagado e sai de cena com quatro postulantes à sua vaga 

 Sentido horário: (1) candidatos Fred do Rally ao lado da vice Horência; (2) Jordão e vice Zé Augusto; (3) o médico Tarcísio Lopes (com mascara azul) e o vice Dim Boião; (4) o vereador Flávio Macedo e o companheiro de chapa, Raimundo Mota  

[ATUALIZADO - 22/09/2020 - 07:15:37] - O PTB do prefeito José Florisvaldo de Ornelas, o Dr. José, 80 aos, vai ficando no retrovisor da cena política em Montalvânia após ciclo de quatro mandatos - três do próprio Ornelas e um do padre José Aparecido Corrêa, que chegou ao cargo claramente sob a influência de Ornelas, então muito bem avaliado pela população local.

O cacique cochanino, velho parceiro do deputado estadual Arlen Santiago (PTB), perdeu muito do antigo carisma e agora cede espaço político e protagonismo para siglas como o Avante e o Podemos, nanicos em plano nacional - além do endinheirado PSL, barriga de aluguel para a eleição de Jair Bolsonaro (sem partido).

ASSISTENCIALISMO GOURMET

Os três partidos ainda são desconhecidos na seara local, mas podem ganhar alguma musculatura na política local ao serem encampados por lideranças políticas repaginadas, como é o caso do ex-prefeito Jordão Lopes Medrado (mandato 2012-2016), que trocou o PR pelo PSL.

Ou o entrante Dr. Tarcísio Lopes, o nome retirado da cartola do PTB de Ornelas e que entra na disputa sob a embalagem supostamente nova do Avante.

Outra sigla estreante na política local é o Podemos de Fredson Lopes França, o Fred do Rally, empresário do ramo imobiliário e educacional radicado aqui no Centro-Oeste, que planeja levar para a administração local a experiência de liderança que protagonizou no chamado Rally da Solidariedade, uma espécie de caravana do bem sob medida para o assistencialismo gourmet (veja mais abaixo).

TROCA DE NÚMEROS

O eleitor interiorano se identifica com os vários candidatos pelos números com que são identificados na urna eleitoral e bem menos pelas siglas ou nomes de batismo dos partidos políticos. 

Está em curso uma dança de siglas em vários municípios norte-ineiros. Partidos como PT, MDB e o PSDB, outrora muito ativos, têm baixo protagonismo nessas eleições.

No caso de Montalvânia, saem do jogo eleitoral na disputa majoritária o 14 (PTB) de Ornelas e o 22 (PR) de Jordão Medrado. Entram na arena eleitoral o 70 (Avante), 19 (Podemos) e o 17 (PSL) que se ligam a três de quatro candidatos na disputa deste ano.

O 15 (MDB) do vereador Flávio Macedo não é exatamente novidade, teve papel importante na redemocratização do país, mas não tem histórico de mando na cena local. Nem quando o PMDB de José Sarney, ganhou praticamente o mando em todos estados do país.

CLIMA DE MUDANÇA

JUNTOS E MISTURADOS EM JANUÁRIA

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Executiva estadual do PT anula convenção do diretório local para compor com candidato do neo-companheiro Arlen Santiago

A imagem do deputado estadual Arlen Santiago (PTB) perfilado ao lado da bandeira do PT, durante a convenção do partido em Matias Cardoso no início desta semana, correu trechos nas asas ligeiras da internet.

Arlen é, e não de agora, um dos principais críticos do lulopetismo no Norte de Minas - o que não o impede de fechar alianças com a turma vermelha quando a conveniência de se obter o mando político em prefeituras da região fala mais alto.

O namoro do milionário empresário com o PT de Lula, contudo, não é novo. Santiago é aliado antigo do prefeito petista de São João das Missões. A aproximação de Arlen com os caciques da aldeia Xakriabás em Missões caminha para duas décadas.

Índio quer apito seja lá de onde for. Vale embarcar nas bandeiras identitárias do petismo no poder federal e, ao mesmo temo, tocar a aliança com o suprassumo do conservadorismo que Arlen representa e sempre representou.

No clube dos bilhões, claro, índio nunca foi bem-vindo, como bem o demonstra agora a política de flecha e tacape que o governo Bolsonaro destina aos aldeotas Brasil afora.

Mas isso, em política, é um detalhe. Não se tem notícia que o PT tenha se mexido para expulsar o cacique dos seus quadros por conta desse aliancismo de resultados.

ANTAGONISMOS

O companheiro Arlen, por seu turno, não está muito preocupado com a coerência. Soldado da linha de frente dos governos do PSDB em Minas, pulou do canoa furada de Aécio Neves para se converter ao bolsonarismo e não vê nenhum problema em fazer aliança com o PT do deputado federal Paulo Guedes em Januária, Matias, Missões...

Os antagonismos antigos são esquecidos em nome da necessidade premente de se manter as máquinas eleitorais para as reeleições de suas excelências daqui a dois anos. Diante desse imperativo, atropela-se a decisão democrática do diretório municipal do PT em Januária. No muque.

Fac-símile da ata em que a executiva estadual do PT meteu a mão grande na decisão dos convencionais de Januária para abraças o PTB

MELHOR DE TRÊS

Em convenção no domingo (13), o PT januarense tinha três opções à mesa sobre os rumos a seguir na eleição municipal: indicar a filiada Mari Rocha como candidata própria ou fechar alianças para compor as chapas dos candidatos a prefeito Eustáquio Nascimento, o Eustáquio do Sesp (PDT), ou com o ex-vereador Joãozinho Lima, do PTB de Arlen e Roberto Jefferson.

Por maioria dos poucos votos do convencionais presentes, optou-se por indicar o vice na chapa do pré-candidato Eustáquio do Sesp (PDT). A deliberação, no entanto, seria letra morta três dias depois.

TÁTICA ELEITORAL

O COMPANHEIRO ARLEN

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Em tempo de alianças, talvez seja o caso de recorrer ao velho e sábio ‘diga com quem tu andas e eu te direi quem és’

Cena insólita: Arlen Santiago discursa na convenção do PT em Matias Cardoso. Os políticos deviam se dar mais ao respeito 

O PT de Matias Cardoso realizou sua convenção nesta quarta-feira (16) com um convidado bastante improvável para as condições normais de coerência política e histórica. O deputado Arlen Santiago (PTB), velho carrasco da legenda no Norte de Minas, foi o convidado de honra do evento e se deixou fotografar perfilado diante da bandeira vermelha do petismo. 

Arlen sempre sabe o que faz e fica descartada, ex ante, a possibilidade de que tenha cometido uma gafe. Por causa dos santos se beija as pedras, só para ficar com outro dito popular de grande valia.

A sede pelo poder justifica o eventual sacrifício do velho político de direita, até outro dia um fiel samurai de Aécio Neves e agora convertido às hostes do bolsonarismo quase praticante.

Não há notícia de que Arlen demonstrou ânsia de vômito ao se aproximar do perigoso símbolo inimigo, sempre a evocar o perigo do comunismo e otras cositas mas.   

INIMIGOS CORDIAIS

CARTÃO VERMELHO PARA A DEMOFOBIA

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Bolsonaro faz papel de 'pai dos pobres' e oposição ao próprio governo quando rejeita avanço de Guedes sobre os descamisados. Vai dar certo?

Poucas vezes na História da nossa decadente República um ministro foi tão seguidamente desautorizado pelo presidente no plantão. Paulo Guedes parece predestinado a bater esse recorde e o de usina de ideias malucas para as quais ninguém dá a menor pelota.

O biruta de Posto Ipiranga repetiu esta semana o aparvalhamento habitual diante do ácido comentário de Jair Bolsonaro sobre a ideia de Jerico de congelar aposentadorias e cortar um auxílio para trabalhadores aleijados ou vítimas de outras limitações para criar o natimorto Renda Brasil.

O Renda Brasil era o programa social pensado para substituir o Bolsa Família da era Lulista e garantir algum ganho eleitoral a Bolsonaro nas eleições de 2022. De quebra, sustentaria o bom-humor de parte do eleitorado com o auxílio emergencial de R$ 600 (agora R$ 300).   

“Cartão vermelho? Isso não é comigo”, desconversou o ministro, para vergonha alheia e até certa misericórdia. Como é possível que alguém tão hábil com as palavras se submeta aos achincalhes de um presidente não exatamente conhecido por inteligência e brilho?

ONDE JÁ SE VIU?