COVARDIAS SUPREMAS

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TRAGÉDIAS ADJACENTES

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DEMOROU, MAS ERA DIA

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DEMOROU, MAS QUINQUINHA SERÁ INVESTIGADO

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FALTOU PANO PRA MANGA?

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QUINQUINHA TEM DUAS NOVAS CONDENAÇÕES POR IMPROBIDADE

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MANGA: QUINQUINHA DEMITE 33 SERVIDORES

No Terça, 30 Maio 2017 08:20.

Prefeito cancela nomeação de servidores aprovados em concurso público da gestão anterior

[ATUALIZADO] - Mais um petardo saiu do gabinete do prefeito de Manga, Joaquim Oliveira, o Quinquinha do Posto Shell (PPS), na direção dos servidores municipais aprovados no concurso público unificado determinado pelo termo de ajuste de conduta (TAC) firmado entre o município e a Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público.

Em portaria do último dia 15 de maio, mas publicada somente nesta segunda-feira (29), o prefeito exonerou 33 servidores municipais após declarar a nulidade dos atos de posse realizados no segundo semestre do ano passado pelo seu antecessor no cargo, o petista Anastácio Guedes.

A Portaria 079/2017 elenca 10 ‘considerandos’ para justificar as demissões de 18 auxiliares de serviços gerais, 11 motoristas, três pedagogas e uma assistente social. Entre as alegações ‘considerandas’ do prefeito Quinquinha do Posto Shell para o passaralho estaria o estouro no limite de gastos de gasto com pessoal e o fato de que algumas dessas nomeações teriam excedido o limite de vagas fixadas no edital do concurso público, realizado no ano passado pela Universidade de Montes Claros (Unimontes) em cerca de 80 municípios da região.

Quinquinha alega ainda que houve “nomeações em massa” no período de 180 dias que antecede o final do mandato fere a Lei de Responsabilidade Fiscal e que poderia inviabilizar o pagamento dos salários do total dos servidores. Ele agora tenta resolver o excesso da gestão petista com a medida da demissão também em massa. Entre os seus ‘considerandos’, entretanto, não consta o fato de que o ex-prefeito Anastácio Guedes foi obrigado a demitir cerca de 150 servidores contratados em agosto do ano passado, para cumprir cláusula do TAC firmado com o Ministério Público Regional. Embora desastrada no conjunto da obra, a gestão petista legou a Quinquinha situação de pessoal melhor do que encontrou.

Contraditório

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BOM CABRITO É O QUE MUITO BERRA

No Domingo, 28 Maio 2017 12:53.

Após perder o controle da Sedinor, Paulo Guedes indica aliado para a Copasa Norte

[TEXTO ATUALIZADO] - Após tomar um gol contra entre as pernas com a perda do mando na Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor), há pouco mais de um mês, o deputado estadual Paulo Guedes (PT) acaba de recuperar um pouco de terreno com a nomeação do ex-diretor de Ricardo Campos para a Diretoria de Operações Norte da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Ricardo Campos foi desalojado do Idene há cerca de 40 dias para abrir espaço ao amigo Gustavo Xavier Ferreira, então secretário-adjunto da Sedinor, exonerado pelo governador Fernando Pimentel, que nomeou para sua vaga o ex-prefeito de Serro, município da região da Serra do Espinhaço, Epaminondas Pires de Miranda, o Nondas (PR).

Pimentel recebia pressões do deputado estadual Luiz Tadeu Leite Martins, o Tadeuzinho (PMDB) e do correligionário Gabriel Guimarães (PT), deputado federal, para limitar o mando de Paulo Guedes nas capitanias hereditárias do Norte de Minas. A decisão já anunciada por Guedes de disputar mandato de deputado federal em 2018 teria sido motivos de ciumeira no intramuros do petismo norte-mineiro. Com Ricardo Campos na diretoria operacional da Copasa para o Norte de Minas, Guedes é, de certa forma, recompensado com o baque representado pela perda da Sedinor.  

Diferentemente do que foi publicado em conhecida coluna política regional, o atual diretor da Copasa Norte, Gilson de Carvalho Queiroz Filho, não cede lugar para Ricardo Campos, que passa a atuar como assistente da representação regional da de seneamento mineira. "Acredito poder contribuir com os atendimentos aos nossos municípios, em especial os que mais necessitam e temos a certeza de que não faltará empenho, dedicação e esforço para tal", escreveu Campos em uma rede social. A turma do Palácio Tiradentes já queima pestanas para descobrir uma forma de encaixar o agora ex-diretor. Como diz aquele hit sertanejo, a fila anda. Não demora muito para a próxima freada de arrumação.


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MANGA: PREFEITO PERDE AÇÃO PARA OPOSIÇÃO

No Sábado, 27 Maio 2017 11:01.

Juiz eleitoral manda ao arquivo Aije em que Quinquinha acusava opositores por abuso de poder econômico nas eleições de 2016

O juiz eleitoral da Comarca de Manga, Luiz Felipe Sampaio Aranha, indeferiu, em todo o seu teor, na quinta-feira (25/5), a Ação de Investigação Jurídica Eleitoral (Aije) em que o então candidato a prefeito pela coligação ‘Manga Merece Mais’, o agora prefeito, Joaquim Oliveira, o Quinquinha do Posto Shell (PPS), acusava o seu adversário nas eleições municipais de 2016, Anastácio Guedes (PT), e outros, inclusive o autor destas linhas, por abuso do poder econômico e utilização indevida de veículos ou meio de comunicação social na reta final da campanha. Os autores da ação foram o vereador Evilásio Amaro Sobrinho (PPS) e Paulo Roberto Lopes Nunes, prepostos do prefeito Quinquinha na coligação ‘Manga Merece Mais’.

Além de Anastácio, figuravam como ‘investigados’ na Aije o deputado estadual Paulo Guedes (PT), o então candidato a vice-prefeito pela coligação derrotada Maurício Magalhães (PR), o assessor parlamentar Marcos Fred de Oliveira e Rita de Cássia Ferreira Campos, além do ex-secretário municipal de Transportes Jercílio Vieira Lima e o autor deste texto.

A ação foi protocolada na Justiça Eleitoral de Manga em 15 de outubro do ano passado pelos advogados Brisa Viana Lopes e Antonio Miguel Amaro Madureira. Na inicial, Quinquinha acusava os ‘investigados’ de responsabilidade pela distribuição do ‘Jornal Gerais’ entre os dias 30 de setembro a 2 de outubro do ano passado, em período próximo ao pleito eleitoral para a escolha de prefeito, vice e vereadores do município.

Na ação, os advogados arguiram que o ‘Jornal Gerais’ continha textos destinados a mudar o voto do eleitor, ao afirmar que o voto em Quinquinha poderia ser ‘voto perdido’, em razão da sua situação sub judice junto à Justiça Eleitoral. O agora prefeito disputou as eleições de 2014 para o cargo de deputado federal e não prestou contas da campanha. A não quitação eleitoral gerou ações de impugnação do seu registro eleitoral na disputa pelo cargo de prefeito no ano passado, o que detonou judicialização inédita nas eleições municipais em Manga. A briga judicial entre Quinquinha e o PT local chegou ao TSE, em grau máximo de recurso e foi decidida em favor do atual prefeito. 

De volta a Aije, em sua sentença, o juiz eleitoral Luiz Felipe Sampaio Aranha concluiu que Quinquinha e seus advogados não apresentaram os autos do processo “qualquer prova que comprovasse o abuso do poder econômico”, que precisa ser devidamente comprovado e não apenas presumido. O magistrado rechaçou ainda a alegação de “desequilíbrio no pleito”, uma vez que os investigados Anastácio Guedes e Maurício Magalhães perderam a eleição.

“Não conseguiu o ‘investigante’ [a coligação do prefeito Quinquinha] comprovar qualquer ato por parte dos 'investigados' que seja gravoso o suficiente para condená-los”, finalizou o juiz Luiz Felipe, ao julgar improcedente e mandar para o processo para o arquivo.

Liberdade de expressão

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CONCILIAÇÃO REDUZ ACERVO DE PROCESSOS

No Sexta, 26 Maio 2017 17:46.

Comarcas de Manga e Montalvânia apostam em acordos para encerrar cobrança de R$ 70 milhões em créditos podres do BnB

Vem aí uma força-tarefa nas comarcas de Manga e Montalvânia para incentivar a conciliação nos cerca de 1,3 mil processos em que o Banco Nordeste do Brasil (BnB) tenta receber mais de R$ 70 milhões em empréstimos concedidos por meio de microcrédito e outras operações de crédito para produtores rurais e pequenos empresários do extremo Norte de Minas. A maioria desses processos está relacionada a ações judiciais de execução e cobrança, após o banco ter tentado todas as formas de renegociação dos débitos.

As dívidas não recebidas também sã chamados de não performadas. As audiências de conciliação também interessam ao banco, na medida em que pode reaver créditos já lançados em prejuízo em seus balanços. Ainda que concedam descontos nessas dívidas, os valores são revertidos como lucro nos seus resultados. 

O mutirão é coordenado pelo juiz João Carneiro Duarte Neto, titular da 2ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude de Manga e pelo cooperador na Comarca de Montalvânia, o juiz Luiz Felipe Sampaio Aranha. O movimento deve totalizar mil audiências entre os dias 19 a 23 de junho para o município de Manga, além de Montalvânia, onde a ação acontece no dia 21. O BnB atua no extremo Norte de Minas por meio de suas agências em Montalvânia, Jaíba, Januária, Janaúba e Monte Azul. 

Segundo o juiz João Carneiro Duarte Neto, as partes que têm litígio com o banco devem checar com o advogado se o processo já foi incluído no mutirão e, se for o caso, solicitar a inclusão com uma simples petição. Os devedores do banco de federal terão horários predeterminados para ouvir a proposta da instituição bancária, acompanhadas de seus procuradores e com intervenção de conciliadores das comarcas.

Na opinião do juiz João Carneiro, que atualmente também responde pela Comarca de Montalvânia, a realização do mutirão sinaliza para a sociedade a revitalização do fomento do Estado para com os pequenos e médios empresários. “Essa é uma medida de vital importância para os pequenos e pobres municípios, principalmente aqueles assolados pela seca”, destaca o magistrado. Se cumprir a meta proposta com a iniciativa, o juiz terá dado um passo importante para reduzir o estoque de quase 11,5 mil processos que esperam por julgamento definitivo na Comarca de Manga.

“A proposta é que todos saiam da audiência com uma solução para o seu caso. Nas situações em que não houver acordo, os processos serão encaminhados para julgamento e sentenciados no mesmo dia”, explica o magistrado.

A força-tarefa para solucionar as dívidas de produtores com o BnB deve envolver pelo menos 80 pessoas nas duas comarcas, entre eles serventuários da Justiça, voluntários, funcionários do banco Nordeste e advogados. Serão montadas várias salas de conciliação, de forma a permitir a realização de sete audiências simultâneas, com intervalos de 20 minutos.

Negociação pode injetar dinheiro novo na região

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DINHEIRO DESVIADO RETORNA PARA SAÚDE

No Sexta, 26 Maio 2017 12:35.

Em iniciativa inédita na região, recursos devolvidos por Corby são revertidos na compra de imóvel para consórcio de saúde

Enquanto a opinião pública pátria entope as redes sociais com a indignação com os termos da delação premiada oferecida à dupla de açougueiros goianos Joesley e Wesley Batista, por conta do acordo que permitiu à dupla ir morar no exterior e ainda levar jatinho e iate para curtir a vida de bilionários, a Comarca de Januária dá bom exemplo de uso de recursos tomados de gatunos do dinheiro público.

O caso que se vai relatar aqui é bem mais modesto, decerto, do que os números na escala dos bilhões que se ouve por aí, mas tem o mérito de ter antecedido a operação Lava Jato e todo o simbolismo que representa como força motriz para o ansiado fim da corrupção no país. A corrupção não vai acabar, pois a missão é impossível, mas tem muita gente por aí que se achava acima do bem e do mal e foi obrigada a passar uma temporada atrás das grades e ainda ser obrigado a devolver o que surrupiou dos cofres públicos.

Um dos predecessores de gente rica na cadeia, o empresário januarense Marcus Vinicius Crispim, o Corby, assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público em novembro de 2014, quando se comprometeu com a devolução de nove imóveis e 20 veículos adquiridos por valores que teriam sido desviados de esquemas de licitações fraudulentas em prefeituras do Norte de Minas, com valor estimado de R$ 10 milhões.

No início deste mês de maio, os juízes Bárbara Lívio, Juliano Carneiro Veiga, Karen Castro dos Montes e David Pinter Cardoso deram destinação mais útil à parcela do valor devolvido por Corby com o anúncio da doação de imóvel avaliado em R$ 1 milhão terreno de 1,1 mil m², no bairro São Vicente, na região norte de Januária, para servir de sede ao Consócio Intermunicipal de Saúde do Alto Médio do São Francisco (Cisamsf). Os juízes colaboradores ainda autorizaram a aquisição de cinco veículos – avaliados em R$ 160 mil. Quatro deles serão destinados para o município de Itacarambi e um para o de Cônego Marinho. A iniciativa é inédita na região e envolveu parceria do Judiciário e do Ministério Público de Januária.

'Relevância histórica'

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O PATO MANCO

No Quarta, 24 Maio 2017 16:44.

O presidente Michel Temer insiste em ser humilhado pelos fatos e constrangido pelas circunstâncias. Vide as manifestações violentas que toma conta da Esplanada dos Ministérios na tarde desta quarta-feira (24/5). Temer segue presidente, mas o que lhe resta de poder é, cada vez mais, o simbolismo do cargo. Temer está presidente, por enquanto. No seu entorno, os aliados já discutem a céu aberto o dia seguinte à sua renúncia – até agora na dependência do julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral da chapa que o elegeu junto com Dilma Rousseff. 

Não falta quem já dê de barato o desembarque de Temer para antes disso. Os americanos criaram um termo para presidentes sem força política e poder de decisão: é o pato manco. A junção de circunstâncias entre um presidente fraco e clima de baderna que se insinuou hoje não costuma render bons resultados. Temer insiste em não renunciar, e tem lá seus motivos, mas adiar essa decisão pode ser muito ruim para o país. 

Temer é o pato manco da vez. Reserva para si a ilusão de que ainda manda, a despeito da debandada à sua volta. Veja o caso do ministro da Fazenda, Henrique Meireles, que deu o tom do desfecho para a crise ao declarar que o cronograma das reformas da Previdência e trabalhista vai mesmo sofrer atrasos, mas deve seguir adiante com Temer ou sem Temer.


Esqueceu de dizer, mas nem precisava, que as reformas seguem com ele, o ministro, no cargo – quiçá no lugar do atual chefe. Essa é a segunda vez que Meireles desmente o presidente. Pouco antes da revelação do escândalo que anima as rodas de conversas país afora, Temer anunciou a correção na tabela do Imposto de Renda, defasada há um bom tempo.

No dia seguinte, os jornais deram o desmentido do ministro Meireles para o assunto. Um ministro desmente o presidente e fica tudo por isso mesmo. Ora, Temer já tinha caído antes mesmo da crise. Quem, afinal manda neste fracasso de Nação?

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TEMER SEGUE NA CORDA BAMBA

No Terça, 23 Maio 2017 08:07.

Mídia é uma das arenas em que o presidente precisa transitar para garantir sobrevivência

A estratégia do presidente Michel Temer para ir ficando no cargo inclui, por óbvio, a grande imprensa – além de manter unida no que for possível deputados e senadores da base aliada. Até ontem, as organizações Globo iam na contramão da meia volta editorial dos jornais paulistas no dia seguinte ao estouro do escândalo, com pedido de cautelas e dúvidas sobre a autenticidade da gravação de Joesley Batista. 

No ótimo artigo de ontem em O Globo, a colunista Miriam Leitão questionava se é possível fingir que a conversa entre o presidente Temer e o dono da JBS não aconteceu. Para Miriam, a economia “não pode dominar a cena como uma ditadora diante da qual tudo tem que ser imolado, em especial os princípios. A economia precisa de ajustes, mas não se pode fazê-los ao preço de negar os fatos”. 

Não poderia, mas é essa a âncora a que Temer se agarra após ter sido bombardeado pelas conversas nada republicanas com o empresário Joesley Batista, o delator que saiu livre, leve e solto e um bocadinho mais rico da crise que ameaçou implodir o Brasil. Temer se apresenta como o fiador das reformas trabalhista, previdenciárias e quejandos. Por enquanto se deu bem. 

Em outra frente também na segunda-feira, Temer desistiu do pedido que havia feito ao STF para suspender o inquérito aberto contra ele. O presidente percebeu a armadilha em que se meteu com o risco de ser derrotado e detonar de vez o estouro da boiada da sua base parlamentar no Congresso Nacional.  

Caso o plenário do STF acatasse o parecer do ministro Edson Fachin e mantivesse a investigação, seriam reais as chances do fim do governo. No contra-ataque, o Palácio do Planalto encomendou laudo técnico ao perito Ricardo Molina, sobre a gravação da conversa com Joesley Batista. Molina chegou à apressada conclusão de que a ‘fita’ é "prova imprestável". 

A decisão da ministra-presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármem Lúcia, de adiar para depois da análise da famosa gravação do dono da JBS a avaliação em plenário sobre a autorização da investigação do presidente deixou o governo aliviado. Ganha-se tempo para mudar o jogo. No final da noite de ontem, o jornal da TV Globo News já parecia alinhado com a tese. Se a Globo voltar atrás, como já fizeram os jornais de São Paulo, Temer tem boa chance de ir ficando. Até o próximo estouro da boiada em razão de novas denúncias. 

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ALÍVIO PARA LULA DUROU POUCO

No Terça, 23 Maio 2017 07:54.

MPF apresenta nova denúncia por conta do sítio de Atibaia e ex-presidente pode virar réu pela sexta vez 

A crise política que abala o país desde a semana passada, após o jornal O Globo trazer à luz do sol as conversas subterrâneas entre Joesley Batista, o dono da JBS, e o presidente Michel Temer retirou momentaneamente o interesse diário da mídia brasileira sobre a iminente prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O batom na cueca no presidente Michel Temer paralisou o país e deixou Lula em plano secundário por algumas horas. Mas a trégua durou pouco. A força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF) ofereceu na segunda-feira (22) nova denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Justiça Federal vai analisar as suspeitas de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados as obras realizadas por empreiteiras no sítio de Atibia. Na denúncia, o MPF acusa o ex-presidente de estruturar, orientar e comandar esquema ilícito de pagamento de propina em benefício de partidos, políticos e funcionários públicos. A força-tarefa sustenta ainda que Lula, quando era presidente, nomeou diretores da Petrobras para praticar crimes em benefício das empreiteiras Odebrecht e OAS. Em troca, recebeu propina das construtoras de forma disfarçada por meio de obras feitas no sítio de Atibia.

De acordo com a denúncia, a Odebrecht teria pago R$ 128 milhões em propina com origem em quatro contratos firmados com a Petrobras. Já a OAS, segundo o MPF, teria pago vantagens indevidas de R$ 27 milhões ao ex-presidente, resultado do superfaturamento de três contratos firmados com a estatal.

“Esses valores foram repassados a partidos e políticos que davam sustentação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente o PT, o PP e o PMDB, bem como aos agentes públicos da Petrobras envolvidos no esquema e aos responsáveis pela distribuição das vantagens ilícitas, em operações de lavagem de dinheiro que tinham como objetivo dissimular a origem criminosa do dinheiro”, diz trecho da denúncia. A Lula, afirma a força-tarefa, teriam sido repassados aproximadamente R$ 870 mil pelas duas construtoras, mediante a realização de reformas, construção de anexos e benfeitorias no sítio de Atibaia.

'Desespero de procuradores'

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TEMER RESISTE, MAS ATÉ QUANDO?

No Segunda, 22 Maio 2017 08:18.

Presidente vai brigar pelo cargo, mas não reúne mais condições para dirigir o país

Semana decisiva para o presidente Michel Temer, que, a despeito de ter perdido toda condição moral para continuar no cargo insiste em investida no e contra o Judiciário para tentar preservar o que já não é mais passível de preservação, posto que chegou a estado irreversível de decomposição.

Escrevi aqui neste espaço em 11 de abril o texto ‘Temer firme no entorno em chamas?’ em que observa a impossibilidade do peemedebista ser a virgem pura e não maculada em meio ao puteiro da política nacional mostrado pela divulgação, na ocasião, da famosa Lista de Janot. Ali ficava cristalino, para quem ainda duvidasse, o que uso que boa parte dos políticos dão ao voto que recebe do eleitor. Uma elite financeira ligada a empresas com interesses multibiolionários compra presidentes, senadores, deputados e o que mais vier.

Embora citado nas delações da Construtora Odebrecht, o presidente Michel Temer não aparecia entre os investigados por prerrogativa de 'imunidade temporária'. Mostrei, no texto, que Temer não corria risco de ser apeado do cargo, apesar do processo em curso no Supremo Tribunal Eleitoral, em que Temer e Dilma Rousseff são acusados mutuamente de crimes no financiamento da campanha de 2014. Até então, tudo indicava que dali que o presidente deveria perder o sono -- hipótese agora incerta com o envolvimente do presidente nas conversas com o dono da JBS.

O que não dava para esconder era o fato de Temer trafegava pelo movediço terreno em que se transformou o setor público brasileiro e dali sair ileso. Na ocasião, não era possível saber a ‘bomba’ que a JBS jogou no colo de Temer.

Nosso sistema político foi tomado por uma espécie de gangrena ética e moral que agora chega ao ponto da metástase, com a descoberta de que Temer não poderia mesmo estar limpo com tanta sujeita a lhe invadir o entorno. No desespero, o presidente agarra-se aos velhos aliados de sempre no Congresso Nacional. Aposta arriscada, dado o nível do lamaçal que impera por lá.   

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‘FOLHA’ DESPACHA AÉCIO NEVES

No Segunda, 22 Maio 2017 07:56.

Para colunista que substitui Aécio, senador mineiro é 'fraude moral' e já vai tarde   

Já escrevi em algum lugar minha surpresa e indignação pelo fato do jornal ‘Folha de S.Paulo’ ainda publicar os artigos semanais do (ex) senador Aécio Neves (PSDB) em seu espaço de opinião. Diante das evidências de que o neto de Tancredo não é a flor que alegava cheirar (sem nenhum trocadilho ou segunda intenção), o jornal paulista finalmente baniu das suas páginas o político mineiro, que envergonha a tradição política do Estado e, seguramente, faz os ossos do avô tremerem no túmulo.

Aécio é substituído nesta segunda pelo jornalista Marcos Augusto Gonçalves, que endereça despedida acachapante ao político mineiro. Pelo jeito, os artigos escritos pela assessoria do senador não incomodava apenas a este modesto escriba. O parágrafo de abertura do sucessor de Aécio na “Folha” é demolidor para o que ainda poderia restar da dignidade de Aécio:

“É com satisfação que me vejo a suprir por um dia a ausência do ex-senador Aécio Neves neste espaço - do qual, enfim, se despede. Alivia-se o leitor de suas chorumelas, e o país, de uma fraude moral e política que obteve 51 milhões de votos no último pleito”.

Dizer mais o que meus caros 17 leitores. A ‘Folha’ despachou Aécio de volta à sua insignificância, pelo menso do ponto de vista intelectual. Ainda assim, o jornal faz estranho malabarismo para defender o paulista Michel Temer, desde aquele estranhíssimo texto da quinta-feira da semana passada, em que declarou não serem ‘conclusivas’ as denúncias de Josley Batista na conversa gravada no escurinho da garagem do Palácio do Jaburu com o presidente .

Aécio escrevia semanalmente na 'Folha' desde março de 2015. O agora ex-presidente do PSDB também havia sido o titular de coluna entre agosto de 2011 e 16 de junho de 2014, logo após ter sido escolhido por seu partido para disputar a Presidência da República. A 'Folha' perdeu o encanto com o mineiro. Já não era sem tempo.