BR-135: COMÍCIO DE ARLEN TERMINA EM FIASCO

BR-135: COMÍCIO DE ARLEN TERMINA EM FIASCO

Paulo Guedes reage à tentativa de adversários em assumir paternidade do asfalto entre Montalvânia e Monte Rei  O risco negro…

More...
PIORA DA CRISE HÍDRICA AFETA IRRIGAÇÃO NO VELHO CHICO

PIORA DA CRISE HÍDRICA AFETA IRRIGAÇÃO NO VELHO CHICO

ANA adota Dia do Rio e suspende captações no São Francisco todas as quartas-feiras até o final de novembro A…

More...
CRISE A PERDER DE VISTA

CRISE A PERDER DE VISTA

A face mais feia desta crise que avança por 12 trimestres consecutivos começa a se manifestar com mais força. Nos…

More...
JUSTIÇA ÀS FAVAS

JUSTIÇA ÀS FAVAS

O bloco dos napoleões vencidos atiça as redes sociais desde que a Justiça Eleitoral resolveu, por vontade própria, assumir a…

More...
UMA PONTE BEM MAIS LÁ PRO FUTURO II

UMA PONTE BEM MAIS LÁ PRO FUTURO II

Conexão entre Malhada e Carinhanha, ponte Guimarães Rosa mostra que sonho dos manguenses é possível  Conhecida como ponte da integração,…

More...
MANGA: UMA PONTE BEM MAIS LÁ PRO FUTURO

MANGA: UMA PONTE BEM MAIS LÁ PRO FUTURO

Em audiência patrocinada pelo Judiciário, lideranças regionais debatem construção de ponte sobre o Rio São Francisco [ATUALIZADO] - O olhar…

More...
Frontpage Slideshow | Copyright © 2006-2012 JoomlaWorks Ltd.
Imprimir

OPOSIÇÃO PROMETE RECORRER

No Segunda, 19 Dezembro 2016 12:59.

Anastácio vai apelar a agravo de instrumento para tentar reverter decisão que permite posse de Quinquinha do Posto Shell

O prefeito eleito de Manga, Joaquim de Oliveira Sá, o Joaquim do Posto Shell (PPS), conseguiu a tão desejada liminar do Superior Tribunal Eleitoral (STE) que o habilitar a ser diplomado e empossado no próximo dia 1º de janeiro. A briga política que envolve sua ausência de quitação eleitoral pela participação nas eleições para deputado federal em 2014 ainda pode render panos para manga – com perdão pelo mau trocadilho. O deputado estadual Paulo Guedes (PT), seu arquirrival na política de Manga promete não jogar a toalha.

A advogada Isabelle Fagundes de Sá, que representa o atual prefeito de Manga no acompanhamento da tramitação dos processos na corte eleitoral em Belo Horizonte e agora aqui em Brasília, antecipa ao site que vai recorrer da decisão já nos próximos dias. Anastácio, que atua como assistente da Advocacia Geral da União (AGU), vai entrar com recurso conhecido como agravo de instrumento, na tentativa reformar, no pleno do TSE, o entendimento do ministro-relator Henrique Neves da Silva que, em decisão monocrática (isolada), deu provimento ao recurso eleitoral especial e autorizou a confirmação do registro de candidatos do prefeito eleito e de seu vice, Luiz Carlos Santana Caíres.

O ministro Henrique Neves havia decido de maneira diametralmente oposta à decisão desta segunda-feira (19), em que permitiu a Quinquinha do Posto Shell ser diplomado e empossado. Há quase dois meses, quando julgou caso bastante parecido do prefeito eleito de Divinópolis, Galileu Teixeira Machado (PMDB), Neves negou provimento a recurso semelhante e confirmou a inelegibilidade do candidato eleito e sub judice naquele município do Oeste de Minas.

A estratégia da oposição ao prefeito eleito em Manga é levar a decisão monocrática de Henrique Neves ao plenário do TSE. O julgamento do processo deve ser retomado em meados de janeiro próximo, logo após o período do recesso do Judiciário. O mesmo vale para a ação anulatória da não prestação de contas, que ainda tramita no Tribunal Regional Eleitoral em Minas Gerais.

A militância do prefeito Quinquinha do Posto está em festa (o que é natural e, de certa forma até justo, após quase dois meses de angústia), mas o prefeito ainda segue com a espada de Dâmocles sob a cabeça, com o mandato ainda susceptível ao perigo sempre iminente de surpresas vindas das cortes eleitorais até o dia em que os seus processos transitem em julgado.

Imprimir

EXCLUSIVO: VAI TER POSSE

No Segunda, 19 Dezembro 2016 12:38.

TSE decide pelo registro da candidatura de Joaquim do Posto Shell 


O ministro Henrique Neves, do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) concluiu sua decisão no recurso especial eleitoral e acaba de deferir o registro da chapa ‘Manga Merece Mais’. A medida muda o quadro de incertezas na cena política local e permite diplomação dos candidatos eleitos nas eleições de 2 de outubro Joaquim de Oliveira Sá, o Quinquinha do Posto Shell, e seu vice, Luiz Carlos Santana Caíres, o Luiz Fogueteiro (PRB). 

Caso não fossem diplomados até a meia-noite desta segunda-feira (19), Quinquinha e Luiz Fogueteiro não deveriam tomar posse em 1º de janeiro próximo. Seria a primeira que isso acontece nos 93 anos de história do município. O visível clima de apreensão entre os correligionários do prefeito eleito parece ter chegado a termo.

Imprimir

DIA ‘D’ PARA A DIPLOMAÇÃO

No Segunda, 19 Dezembro 2016 08:19.

Ainda sub judice, prefeito eleito em Manga não sabe se toma posse em 1º de janeiro

Segunda-feira decisiva para o prefeito eleito de Manga, o ainda sub judice Joaquim Oliveira Sá, o Quinquinha do Posto Shell (PPS). Termina hoje o prazo regulamentar para que a Justiça Eleitoral faça a homologação dos resultados das eleições de 2 outubro. Além disso, hoje é o último dia para a diplomação dos eleitos. Noutra frente, a segunda-feira marca o início do recesso do Judiciário, que começa a valer a partir de amanhã. Daqui até o final do mês de janeiro, a Justiça funciona em regime de plantão - o que dificulta as movimentações processuais dos casos em andamento e que impedem a diplomação do prefeito eleito de Manga, Quinquinha do Posto Shell, e seu vice, Luiz Carlos Santana Caíres, o Luiz Fogueteiro (PRB).

Como já foi noticiado aqui no site, eles não foram diplomados pelo Cartório Eleitoral local na cerimônia do início deste mês, quando a Justiça Eleitoral da Comarca homologou os resultados eleitorais de seis  municípios da microrregião de Manga – com a entrega dos diplomas aos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos em 2 de outubro. 

Caso não sejam diplomados até a meia-noite desta segunda-feira (19), Quinquinha e Luiz Fogueteiro não devem tomar posse em 1 de janeiro próximo. Será a primeira que isso acontece nos 93 anos de história do município. Há um clima de grande apreensão entre os correligionários do prefeito eleito.

O prefeito eleito de Manga enfrenta longa batalha judicial na tentativa de reverter decisão da Justiça Eleitoral que o tornou inelegível por quatro anos em razão da não prestação de contas na sua campanha a deputado federal pelo PTdoB em 2014. Quinquinha entrou e ganhou a disputa para prefeito com registro provisório de candidato, mas, desde então, não conseguiu regularizar sua situação eleitoral.

Quinquinha do Posto Shell entrou com recurso especial no Superior Tribunal Eleitoral contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, em que pedia a regularização do seu registro de candidato. Aqui em Brasília, o processo está sob a relatoria do ministro Henrique Neves da Silva, que deve se aposentar no final do mês de março.

A expectativa é de que o ministro Henrique Neves faça a conclusão do processo ainda hoje, mas um parecer do vice-procurador federal eleitoral, Nicolao Dino, da terça-feira da semana passada, aponta para uma nova derrota do prefeito eleito em Manga aqui em Brasília. Além de indicar pelo “não provimento” (recusa) do recurso especial eleitoral de Quinquinha, o procurador federal Nicolao Dino praticamente aniquila os argumentos dos advogados do político manguense.

“As partes recorrentes [leia-se Joaquim Oliveira Sá] pretendem a anulação do acórdão que julgou os embargos declaratórios. [...] Diversamente do que sustentam,  a Corte de origem, de forma clara e suficientemente fundamentada, examinou corretamente todos os pontos necessários para a formação de sua convicção, ainda que de forma contrária ao recorrente. [...] O que os recorrentes pretendem é a discussão da matéria, com intuito de modificar o resultado da decisão em seu favor”, fulminou o procurador federal Nicolao Dino.        

Inelegível

Imprimir

A REPÚBLICA DO SALVE-SE QUEM PUDER

No Domingo, 18 Dezembro 2016 18:55.

Sobram sinais de que o Brasil finalmente vai se ver no espelho da forma como realmente é: um projeto fracassado de Nação, resultado das escolhas burras e egocêntricas de uma elite que sempre optou por salvar seus próprios privilégios a discutir com seriedade sobre o como aproveitar as imensas vantagens comparativas de território, solo e subsolo que o destino e a natureza nos legaram. O que pode advir desse processo é uma grande interrogação: vai prevalecer o jeitinho de sempre ou teremos a primeira grande ruptura na nossa trajetória? 

O Brasil apodreceu na política e na economia – não necessariamente nessa ordem. As soma de duas forças disruptivas, a saber, os 13 anos de irresponsabilidade com os dinheiros públicos da Era PT e o advento da operação Lava Jato, levaram o país à mais grave depressão da sua História. Chegaremos a 2017 ao quarto anos de marcha a ré na economia, com agravamento do endividamento das empresas e famílias – desta vez sem muita margem para socorro do velho e bom Estado, ele mesmo quebrado e sem omisso em muitas de suas obrigações básicas.

Há algo de podre no reino de Pindorama quando estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais ameaçam dar calote até nos salários dos seus servidores. Falta dinheiro para tudo e nesse clima vale o velho ditado de que, em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão.

É mais ou menos o que acontece aqui em Brasília por esses dias. O Congresso Nacional e a mais alta esfera do Judiciário não se entendem. Brigam pelo bem do povo? Ledo engano. Suas excelências de toga e mandato se engalfinham para manter seus privilégios. Deputados e senadores temem pagar pelas muitas prevaricações no âmbito da Lava Jato e fora dela e por isso ameaçam cortar as mordomias que juízes e promotores se concederam ao longo do tempo. Ministros do Supremo Tribunal Federal interferem na pauta legislativa e o Congresso reage com a ameaça de colocar em pauta projetos que intimidam o Judiciário.

Imprimir

BALSAS: CAPITANIA DOS PORTOS SUSPENDE INTERDIÇÃO

No Domingo, 18 Dezembro 2016 13:03.

Balsas voltam a operar normalmente na travessia do Rio São Francisco entre Manga e Matias Cardoso

A Navegação Confiança normalizou o serviço de travessia por meio de balsas entre as cidades de Manga e Matias Cardoso, no extremo Norte de Minas, ao meio dia deste domingo (18), com o retorno da operação da segunda balsa (de maior porte) disponível no local. Outra embarcação da concessionária, a de menor porte, já operava desde o início da madrugada deste domingo. A paralisação do serviço deixou os usuários do sistema sem opção para cruzar o leito do Velho Chico por determinação da Capitania Fluvial dos Portos de Pirapora, que havia interditado o funcionamento do serviço na noite da sexta-feira (16).

O atual comandante da Capitania dos Portos, o capitão de corveta Vicente Campos Custódio, comandou pessoalmente a fiscalização surpresa que paralisou a travessia entre Manga e Matias, quando teria constatado que a Navegação Confiança não dispunha de tripulação suficiente para operar a travessia. A fiscalização teria detectado a ausência de um marinheiro de convés, uma espécie de ajudante do contramestre, o funcionário responsável pela manobras de atracagem e partidas das embarcações. O comandante Custódio teria voltado atrás em sua decisão após receber ofício com as explicações do escritório local da empresa, que tem sede em Belém do Pará. 

A interdição impactou a vida de milhares de usuários, inclusive de pedestres que atravessam o rio com isenção de tarifas. Durante as cerca de 15 horas em que o serviço esteve paralisado, os motoristas tiveram que buscar acessos alternativos. Quem viajava em direção a Manga e cidades da margem esquerda do rio pela rodovia estadual MG-402, foi obrigado a retornar ao Mocambinho, em Jaíba, para usar a travessia do São Francisco na cidade de Itacarambi, a 48 quilômetros de Manga.

Na direção contrária, saindo de Manga e entorno, inclusive de cidades da Bahia, a opção foi enfrentar as péssimas condições de trânsito da BR-135, na direção de Januária e Pedras de Marias da Cruz, onde há uma ponte sobre o Velho Chico. A boa notícia é que prevaleceu o bom senso e o serviço volta a plena carga a partir da tarde deste domingo.

Leia também:

Imprimir

CARTÓRIO COGITA NÃO EMPOSSAR QUINQUINHA

No Sexta, 16 Dezembro 2016 14:16.

Justiça Eleitoral avisa que pode dar posse ao futuro presidente da Câmara em lugar do prefeito eleito de Manga

Em ofício encaminhado à Câmara de Vereadores de Manga na última quarta-feira (14), a chefe do Cartório Eleitoral de Manga, Laura Mariane de Almeida Sant’Ana, alerta para a possibilidade de não dar posse ao prefeito eleito do município, o anda sub judice e não diplomado Joaquim de Oliveira Sá, o Joaquim do Posto Shell (PPS), e do seu vice, Luiz Carlos Santana Caíres, o Luiz Fogueteiro (PRB), no próximo dia 1º de janeiro.

A notícia cai como balde de gelo no entusiasmo da militância da chamada Família 23, que, na sexta-feira da semana passada, comemorou com intensa queima de fogos de artifício a liminar em que o juiz Ricardo Matos de Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, reconsiderava decisão anterior que cassou os direitos políticos de Joaquim do Posto Shell, em razão da não prestação de contas na disputa pelo cargo de deputado federal nas eleições de 2014. A turma parece ter queimado pólvora à toa.

A militância ligada ao prefeito eleito e sub judice, a autodenominada família 23 (que é o número do PPS) vice nesta sexta-feira (16) a expectativa de que o Cartório Eleitoral faria a diplomação do prefeito eleito de do seu vice, mas não há notícia de que isso venha a acontecer. O prazo final para a diplomação dos eleitos e a consagração do resultado acaba na próxima segunda-feira e permanece em aberto o que vai acontecer caso Quinquinha do Posto e Luiz do Foguete não recebem seus certificados de eleitos até lá.    

Na correspondência encaminhada ao presidente da Câmara de Manga, o vereador José de Sá Elvira (sem partido), a chefe do Cartório Eleitoral alerta para a possibilidade do novo presidente da Casa, que deve ser eleito logo após a posse no cargo, em 1º de janeiro, ter que assumir o cargo de prefeito, “enquanto a situação da chapa majoritária, que objete o maior número de votos nas eleições de 2016, permanecer pendente de julgamento perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aqui em Brasília.

O Cartório Eleitoral diz considerar o que prevê o artigo da Resolução 23.456/2016 do TSE. E o que diz o glorioso artigo 171? Aquilo que este site afirma desde o início de outubro em inúmeros textos: “Não poderá ser diplomado nas eleições majoritárias ou proporcionais o candidato que estiver com o registro indeferido, ainda que sub judice”. A chefe do Cartório Eleitoral, contudo, faz a ressalva de que o assunto pode ser considerado sem efeito caso Quinquinha do Posto Shell consiga solucionar as questões da ausência do registro de candidato, com a consequente diplomação como candidato eleito em outubro passado.

Briga pela presidência da Câmara

Imprimir

TRANSIÇÃO INTRANSITIVA

No Terça, 13 Dezembro 2016 07:14.

Anastácio aguarda diplomação do prefeito eleito para iniciar transição em Manga 

 Papéis trocados: Quinquinha do Posto Shell (de óculos) e Anastácio, há quatro anos, durante reunião de transição. Feridas da última campanha eleitoral emperraram o diálogo e a transição ainda não começou -  a 15 dias da transmissão de cargos

O clima de tensão que tomou conta do ambiente político em Manga, no extremo Norte de Minas, atrasou a desejável transição entre o governo que sai e o que deve entrar em 1º de janeiro. A situação ainda sub judice do prefeito eleito, Joaquim Oliveira Mota, o Joaquim do Posto Shell (PPS), que só conseguiu na semana passada liminar para ser diplomado pela Justiça Eleitoral, dificulta a repetição da imagem deste post. Produzida há quatro anos, ela mostra a reunião de trabalho para acertar os ponteiros da transição do governo anterior, sob o comando de Quinquinha para o então eleito e agora prefeito em fim de mandato, Anastácio Guedes (PT).

“O prefeito Anastácio nomeou uma equipe formada por oito pessoas para produzir os relatórios. Em razão da não definição da situação do candidato eleito, ainda não foi possível realizar a entrega desses documentos”, informa ao site um interlocutor próximo ao prefeito Anastácio. Ele acrescenta ainda que a atual administração vai cumprir o processo de transição com todas as informações que possam impactar ou não os primeiro três meses da futura gestão.

Seja como for, a duas semanas da posse do prefeito eleito e ainda não diplomado, a atual transição não andou. Não houve reunião entre as duas equipes até o momento, mas uma fonte da Prefeitura, que pede para não ser identificada, contou ao site que Anastácio determinou que um time de oito assessores providenciasse os relatórios com dados e informações que serão repassados à equipe de transição indicada pelo prefeito Quinquinha do Posto Shell. As conversas, no entanto, só devem acontecer depois que ele for diplomado finalmente pela Justiça Eleitoral – o que deve acontecer nos próximos dias (ou horas). Adiantei esse assunto aqui em post de 31 de outubro passado, com a assertividade costumeira. Vejam o que escrevi na ocasião:

"A administração Anastácio já editou o decreto que define o formato da transição, mas não decidiu ainda quando vai chamar o outro lado para dar início ao processo da troca de informações com a equipe do futuro governo. A data mais provável deve ficar lá para a segunda quinzena de dezembro, quando já será possível saber se Quinquinha do Posto Shell terá sido diplomado ou não". 

Leia também:

Imprimir

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS?

No Domingo, 11 Dezembro 2016 23:54.

Prisão de Lula não seria inédita, outros cinco ex-presidentes passaram pelo vexame. Inédito será o motivo a abrir precedente

Uma das profecias da política brasileira que se espera ver cumprida para 2017 é a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a ser alvo de condução coercitiva em março deste ano, quando foi obrigado a depor perante a Polícia Federal sobre crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e outras irregularidades relacionadas ao esquema de corrupção da Petrobras. Há pedido de prisão contra o ex-presidente, mas ela nunca aconteceu.

Na última sexta-feira, o Ministério Público Federal (MPF) aqui de Brasília denunciou à Justiça o ex-presidente Lula e seu filho caçula, Luís Cláudio Lula da Silva, por lavagem de dinheiro e organização criminosa, acusados de supostamente terem embolsado R$ 2,5 milhões do casal de lobistas Mauro Marcondes Machado e Cristina Mautoni, também denunciados, a pretexto de influenciar a prorrogação, pelo governo, de incentivos fiscais a montadoras de veículos e a compra dos aviões do tipo caças Gripen, da sueca Saab, por US$ 5,4 bilhões.

Essa nova denúncia pode deixar Lula mais perto da cadeia, como deseja seus muitos inimigos políticos – ou pelos menos processado e inelegível para quando chegar a sucessão presidencial de 2018, que ele lidera por puro recall (memória) e absoluta falta de concorrentes na praça.

Seja como for, as revelações que aparecem na imprensa neste final, em que o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho praticamente implode boa parte da cúpula do PMDB no governo federal, inclusive e mais grave, o presidente Michel Temer, alguns dos seus principais ministros e auxiliares históricos, além dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB), servem como atenuante para os pecados de Lula. Quando nada, garantiria companhias ilustres em caso de prisão.

O senador Fernando Collor, o primeiro presidente a ser cassado na História, também responde a processo que dorme em berço esplêncido em algum escaninho da justiça. Temer pode ir parar na fila, além de Renan, Rodrigo Maia, os tucanos Aécio Neves (senador), Geraldo Alckmin (governador) e José Serra (atual ministro). A lista é longa.   

Com tanto peixe graúdo acusado de corrupção – é de se ressaltar que, por enquanto, o que se tem são apenas acusações, inclusive contra Lula -, no é razoável supor que o espírito de corpo não demora a entrar em campo para que se salvem todos em mais um jeitinho brasileiro que adia para o Dia se São Nunca o acerto que o Brasil precisa fazer com sua história.

Se Lula está longe das grades ou não, é o que vamos todos saber, quem sabe, ao longo do próximo ano. Mandatários do Estado na cadeia deixou de ser novidade em Pindorama desde a prisão do ex-governador José Roberto Arruda do Distrito Federal, em 2010. Agora mesmo, o também ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) está detido em Curitiba. Anthony Garotinho (PR), que também governou o Rio, teve prisão decretada há alguns dias, mas conseguiu ser liberado.

Nada de novo sob o sol

Imprimir

UM É BOM, DOIS É DEMAIS...

No Domingo, 11 Dezembro 2016 10:25.

Brasileiros estão abandonando hábito de usar mais de um chip no celular


Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil

Para pagar mais barato nas ligações de celular, muitos brasileiros costumam ter mais de um chip no mesmo aparelho, ou usar vários aparelhos. Assim, é possível ligar para o número de uma mesma operadora pagando menos e, às vezes até de graça. Mas esse hábito está mudando no país, porque o preço das ligações entre operadoras diferentes vem sendo reduzido nos últimos anos.

“Isso reduziu o fenômeno do 'consumidor com todos os chips'. O motivo principal para ter os chips de todas as operadoras era economizar. Com preços menores de ligações para operadoras distintas, o consumidor percebeu que poderia ter somente um chip. Com isso, temos a redução do número de linhas, pois muitos planos pré-pagos estão sendo desativados”, explicou o pesquisador em telecomunicações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Rafael Zanatta, à Agência Brasil.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com preços menores para chamadas entre operadoras diferentes, o mercado de múltiplos chips perdeu espaço, gerando cancelamentos dos consumidores que possuíam linhas móveis de diferentes prestadores. Entre outubro de 2015 e outubro deste ano, foram desligadas 26,3 milhões de linhas de celulares no país, uma queda de 9,62%. Só entre setembro e outubro de 2016, a queda foi de 3,5 milhões de linhas. Atualmente, o país tem 247,4 milhões de linhas de celulares ativas.

A queda maior foi na modalidade pré-paga. Em outubro do ano passado, 73,5% do total de clientes de celulares tinham linhas pré-pagas e, em outubro deste ano o percentual passou para 68,75%. A Anatel também aponta a desaceleração da economia como um dos motivos do encolhimento da base de acessos móveis.

Outro fator apontado para a queda no número de celulares no país é a mudança na forma de comunicação dos brasileiros, que estão deixando de usar o telefone para falar e usando mais aplicativos de troca de mensagens. “As pessoas estão escrevendo mais do que falando. Preferem aplicações como WhatsApp e Telegram, pois são práticas e permitem uma comunicação mais fluida”, diz Zanatta.

Segundo ele, os consumidores perceberam que precisam de apenas um telefone celular com um bom pacote de dados de conexão. “Todo usuário de WhatsApp precisa da internet como suporte. As pessoas querem conexão a todo momento”, diz.

Impostos

Imprimir

DINHEIRO PARA EXTENSÃO

No Domingo, 11 Dezembro 2016 10:13.

Governo promete repassar R$ 52 milhões para assistência técnica e extensão rural

O governo federal vai repassar R$ 52 milhões para as 27 empresas públicas estaduais que integram o sistema de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) no país. O objetivo é fortalecer o trabalho de extensão rural em apoio ao homem do campo realizado pela rede das Ematers. Para o titular da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), José Ricardo Roseno, que atuou na Emater Minas, as entidades estaduais de Ater contam com 20 mil extensionistas distribuídos por 5,5 mil municípios nas 27 unidades da federação.

O valor do repasse varia de R$1 a R$8 milhões para cada Ater, a depender do número de extensionistas de cada uma. “É um recurso muito significativo para a assistência técnica e extensão rural, e a expectativa é que 2017 seja o ano da Ater, com previsão de financiamento muito positiva. Somente em verba parlamentar individual teremos um aporte de R$ 480 milhões, o que representa cerca de 40% de todo nosso orçamento, que, ao todo, soma R$2,2 bilhões. O Ministério nunca contou com um valor em emenda parlamentar individual tão expressivo”, avalia o secretário.

Roseno ressalta que o desafio em 2017 será fortalecer a rede pública de Ater, alcançando os mais de cinco mil municípios brasileiros, e, além do investimento, começar com o custeio, através da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que está concluindo o instrumento especial de repasse e, até o final do ano, a estrutura já estará montada e operando efetivamente, potencializando as ações em todo o país.