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O ao letivo nem começou e os servidores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) estão novamente em greve, na repetitiva e…

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HORÁRIO DE VERÃO ACABA NO SÁBADO

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PROVEDOR REGIONAL PUXA AVANÇO DA BANDA LARGA

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TELEFONE FIXO A CAMINHO DO MUSEU

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 PREFEITOS EM PÉ DE GUERRA COM PIMENTEL

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APÓS NOVO W.O DE QUINQUINHA, COMISSÃO PROCESSANTE ENCERRA FASE DE INSTRUÇÃO

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NA DEFESA, QUINQUINHA PARTE PARA O ATAQUE

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Prefeito alega fraude em votação e suspeição de vereadora entre argumentos para barrar denúncia de improbidade  Volumes com as cerca…

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TODO POÇO TEM SEU FUNDO...

No Domingo, 21 Junho 2015 11:56.

Para Lula, PT está ‘abaixo da linha do volume morto’. Ele mesmo e Dilma também chegaram lá

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O gosto do ex-presidente Lula por parábolas e metáforas é bem conhecido e responsável, em boa medida, pela aura quase mítica que conseguiu na política brasileira. O que se desconhecia até aqui era sua capacidade de usar essas imagens de fácil assimilação para atirar no próprio pé. Ou não, porque não se pode descartar a hipótese de que tudo tenha sido calculado. 

O jornal O Globo publicou ontem reportagem em que se narra os bastidores de um encontro entre Lula e líderes religiosos, na quinta-feira (18), quando o ex-presidente teria feito críticas em volume e tom ainda inéditos em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff. 

Ao traçar um diagnóstico da atual situação do país e a falta de resposta do governo, Lula teria dito o que segue:

- Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto e eu estou no volume morto.

O ex-presidente reclamou mais uma vez do que seria a resistência de Dilma em seguir os seus conselhos de colocar o pé na estrada e percorrer o país em agenda de discursos em defesa do governo. "Aquele gabinete presidencial é uma desgraça. Não entra ninguém para contar uma notícia boa", queixou-se.

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PALPITA FRACO O CORAÇÃO VALENTE

No Domingo, 21 Junho 2015 10:17.

Aprovação do governo Dilma bate nos 10% e pode recuar ainda mais antes de esboçar reação

Imagem: Ueslei Marcelino

A nova pesquisa Datafolha publicada neste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desceu um pouco mais na direção do zero absoluto, quando, em tese, perderia toda condição para a chamada governabilidade. Apenas 10% da população aprovam o governo de Dona Presidenta nas categorias bom ou ótimo. No limite oposto, a presidente é considerada ruim ou péssima por 65% dos brasileiros, número muito próximo àqueles recebidos pelo o ex-presidente Fernando Collor de Mello (68%) às vésperas do seu impeachment em 1992, já nos estertores de um governo de tão triste memória.

Quando comparados com os dados da pesquisa do mês de abril, a reprovação a Dilma e ao seu governo avançou cinco pontos, enquanto a aprovação teve oscilação negativa em três pontos. Naquela ocasião, o governo ainda convivia com os efeitos do panelaço que marcou a fala presidencial por ocasião das comemorações do Dia Internacional da Mulher. Desde então, Dilma até esboçou reação de alívio com a tentativa de aprovação do ajuste fiscal e o mais recente plano para privatização de áreas sensíveis à infraestrutura do país, casos de rodovias, ferrovias e hidrovias, além de portos e aeroportos.

Nesse mesmo intervalo de tempo, porém, aprofundaram-se as investigações da Operação Lava a Jato, que paralisa o governo, e os efeitos dos desarranjos na economia herdado do primeiro mandato. Um deles, as chamadas ‘pedaladas fiscais’ [as manobras utilizadas pelo governo para adiar a contabilidade de pagamento de despesas], que podem levar o Tribunal de Contas da União a recusar as contas do governo durante o ano de 2014.

Dito tudo isso, a má notícia é que a aprovação do governo Dilma pode cair mais antes de esboçar alguma recuperação. O Ministério do Trabalho divulgou a sexta-feira que o país fechou 115 mil postos de trabalho com carteira assinada no mês de maio - o pior resultado em mais de duas décadas. 

Na casa de um dígito 

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CLIMA DE DIVÓRCIO

No Sexta, 19 Junho 2015 13:12.

Um participante do recente encontro regional do PMDB em Montes Claros ficou impressionado com a disposição dos membros do partido em enxotar o aliado PT do poder já a partir de 2016. A tônica dos diversos discursos mostra que o partido está pintado para a guerra, no que sinaliza o fim da aliança que fez de Michel Temer o vice-presidente da República por dois mandatos.

Os peemedebistas querem disputar a maior quantidade possível de prefeituras em todo o país no ano que vem, sempre na cabeça de chapa. Para 2018, a ordem é quebrar o jejum nas disputas presidenciais desde a tentativa frustrada de Orestes Quércia, em 1994. O PMDB deverá ter candidato próprio à Presidência, no que coloca ponto final ao casamento de conveniências PT-PMDB e o papel de satélite do lulo-petismo que marcou a história do partido nos últimos anos. Até mesmo a recém-construída aliança entre as duas siglas em Minas tem prazo de validade: o atual vice-governador Antônio Andrade afia o discurso para recolocar o partido no Palácio Tiradentes.

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VAGA PARA MAIS DOIS...

No Sexta, 19 Junho 2015 08:15.

Na porta da esperança da Câmara de Manga

ATUALIZAÇÃO: A resolução que aumenta o número de vagas não foi a votação por falta do parecer da Comissão de Constituição e Justiça, em que Luiz do Foguete, contrário ao projeto, é o relator. 

Os vereadores de Manga aprovam na noite desta sexta-feira (19) medida que pode ajudar a minimizar os efeitos do desemprego que já começa a atingir o município por conta da crise econômica enfrentada pelo país. Suas excelências votam resolução que aumenta de nove para 11 o número de assentos no plenário da Casa, a partir de janeiro de 2017. O assunto foi antecipado aqui por este site.
 

A resolução deve ser aprovada por acordo de bancadas, mas não há, entretato, unanimidade em torno da proposta. Os vereadores Luiz Carlos Santana Caíres, o Luiz do Foguete (por enquanto ainda no PT), e Gil Mendes (PP), já anunciaram que vão votar a contra a elevação do número de vagas na Câmara. O assunto divide as opiniões dos ‘nobres vereanças’ porque há um temor de que o número maior de cargos leve à redução nos salários para a próxima legislatura. Por outro lado, a medida facilita a vida de quem busca a reeleição para um novo mandato.

Nos bastidores da Câmara já se discute a necessidade de elevar os salários dos vereadores, atualmente em R% 5,9 mil sem os descontos. A medida passa a valer também para a próxima legislatura e deve elevar os atuais valores dos subsídios para algo próximo ao R$ 7 mil – o que tornar bem mais atraente e disputada as eleições para vereador do ano que vem.

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OSSOS DO OFÍCIO

No Quinta, 18 Junho 2015 20:01.

O deputado estadual licenciado e secretário de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor), Paulo Guedes, está prestes a completar o semestre mais animado desde que entrou para a vida pública, no início dos anos 1990. Além de tocar o dia a dia da pasta, Guedes teve que administrar a sanha de aliados por cargos no primeiro governo petista em Minas. Não foi tarefa fácil. Os bastidores dos encontros regionais do projeto ‘Sedinor Pé na Estrada’, uma espécie de caravana que roda os municípios da área de abrangência da pasta para diagnosticar as demandas dos municípios, têm sido arena de cobranças por indicações do secretário. No resumo de perdas e ganhos, para cada correligionário atendido há uma fila de insatisfeitos.

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ENTRA E SAI...

No Quarta, 17 Junho 2015 12:46.

Cordoval deixa o PT após 14 anos e dois mandatos na Prefeitura de Matias Cardoso 

Ex-prefeito de Matias Cardoso por dois mandatos (2005/2012), João Cordoval, o João Pescador, assinou a ficha de filiação ao PMDB no último sábado, durante o encontro nacional da sigla em Montes Claros. Cordoval deixa as fileiras do petismo após 14 anos, movido pelo sentimento de que sapo não pula por boniteza, mas por pura precisão.

Pré-candidato à Prefeitura de Matias no próximo ano, Cordoval pressentiu no ar sinais de que poderia ter sua pretensão barrada após o atual prefeito, Edmárcio de Souza Leal, o Edmárcio da Sisan (PTC), ter se aproximado dos deputados petistas Gabriel Guimarães (federal) e Paulo Guedes (estadual). Edmárcio já demonstrou, inclusive, interesse em migrar para o PT – conforme este Em Tempo Real antecipou em post do início deste ano.

A saída de Cordoval, que carrega na mala algumas mágoas dos agora ex-companheiros, regada pelos bons chás de cadeira que tomou nos gabinetes agora ocupados pelos petistas mineiros, abre espaço para que Edmárcio da Sisan se filie no PT, no que seria a contrapartida ao apoio que espera receber para materializar o sonho de conquistar a presidência da Amams (Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene).

Pescarias

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O VACILO DE CADEIRANTE

No Terça, 16 Junho 2015 20:00.

A sempre útil lição que a mulher de César legou à posteridade

A eleição do vereador por Montes Claros Rodrigo Maia Oliveira, o Rodrigo Cadeirante (PTN), em 2012, foi um daqueles momentos em que a política é capaz de parir esperanças. A figura de Cadeirante inspira respeito, sobretudo porque ele encarou com seriedade o papel de representação popular no plenário da Câmara de Montes Claros. Ou inspirava, porque a biografia ainda em construção do até então intocável de Rodrigo Cadeirante sofreu forte revés na última segunda-feira, após revelação saída dos corredores do paço, por enquanto ainda ali da Cula Mangabeira: o nome da mulher do vereador, Lucimar Veríssimo Maia, aparece na relação de 26 mil beneficiários do programa federal Bolsa Família no município. 

Foi o que bastou para que o mundo desabasse sobre a cabeça de Cadeirante, conhecido pelas suas posições sempre na direção contrária dos rumos que seguem a administração do prefeito Ruy Muniz (PRB), que ordenou a devassa nos cadastros do Bolsa Família em busca de desvios nos pagamentos do benefício. Cadeirante, que recebe salário bruto de R$ 15 mil da Câmara de Vereadores, talvez não considerasse grave acumular ao salário de vereador mais R$ 150 mensais da ajuda federal.

É de se perguntar quanto vale uma reputação, especialmente a de uma liderança forjada nas lutas e sofrimentos da periferia de Montes Claros, tão distantes do mundo pelo qual transitam Ruy Muniz e sua turma. O benefício pago à família do vereador Cadeirante foi bloqueado em janeiro deste ano. Se soube do fato, ele poderia ter se antecipado à bomba que o adversário Ruy Muniz jogou no seu colo e que arranha -- ainda que inocente -- a credibilidade do seu mandato. Bastava ter ido à tribuna e contar a história, com a providência extra de fazer a devolução dos valores acumulados a quem de direito.    

Agora que o leite está derramado, fica patente que a ninguém é permitido a primazia de carregar o monopólio da ética. Rodrigo Cadeirante poderia ter evitado que as vivandeiras alvoraças do ‘ruimunismo’ levasse seu nome às bocas de Matilde que vicejam pelas redes sociais. Bastava ter agido como César em relação à Pompeia, sua mulher: a quem não bastaria ser honrada, mas a quem o manto da suspeita não deveria se aproximar. Pego de surpresa, o vereador fez defesa meio atabalhoada ao aparecer na televisão e sugerir que alguém quis lhe pregar uma peça, ao, supostamente, usar o nome da mulher para emitir o cartão do Bolsa Família em favor dos seus dois filhos. 

'Serei o primeiro a denunciá-la'

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RUY TENTA CAIR NO PMDB, AGORA PELO TETO

No Terça, 16 Junho 2015 08:01.

Movimento irrita seção local do partido, que condiciona ingresso de Muniz à aprovação da militância

O prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), participou do encontro regional do PMDB, no último sábado, em Montes Claros. Tentou fazer política de boa vizinhança, além de nova investida para se filiar no partido que um dia abrigou nomes da estatura de Ulisses Guimarães e Tancredo Neves.

Segundo o site apurou, Muniz pode recorrer até ao presidente nacional do PMDB, o atual vice-presidente da República, Michel Temer, para tentar furar o bloqueio que peemedebistas mineiros têm imposto ao seu projeto de ingressar na sigla. Contatos nesse sentido já teriam sido feitos, aqui em Brasília, pela deputada federal e primeira-dama de Montes Claros, Raquel Muniz (PSC), que também pode se filiar ao partido do notório Eduardo Cunha, atual presidente da Câmara dos Deputados e pedra no sapato da presidente Dilma Rousseff e do PT. A eventual entrada do casal Muniz no velho PMDB poderia ter como trunfo a dupla Cunha e Temer como abonadores das suas fichas de filiação ao partido. Seria uma forma de 'cair por cima' nos domínios do peemedebismo em Montes Claros.     

Donos do PMDB no município desde tempos imemoriais, o ex-prefeito Tadeu Leire, e agora seu filho, o deputado estadual licenciado e secretário de Estado, Luiz Tadeu Martins, estrela local do encontro regional, não aceitam conviver com a família Muniz em seu quintal. Seria muita estrela em um partido só, mesmo que esse partido tenha vocação para ônibus eleitoral, como é o caso do PMDB. O advogado Tadeu Leite milita na sigla desde a Ditadura Militar, então conhecida como MDB e contraponto ao regime dos militares.

O discurso do deputado Tadeu Martins para barrar, pelo menos provisoriamente, a migração de Ruy Muniz para o PMDB é de que o assunto deve ser discutido pelas bases do partido em Montes Claros – e não como imposição vinda de cima, em referência as articulações dos Muniz para dar uma carteirada com as bênçãos de Eduardo Cunha. O vice-governador de Minas Gerais e presidente do partido em Minas, Antonio Andrade, também esteve em Montes Claros. Consta que Toninho Andrade barrou tentativa anterior do casal Muniz em mudar-se para o PMDB.     

Vaiado por militantes peemedebistas durante sua fala no encontro do sábado que reuniu a cúpula do PMDB em Minas no Mirante Buffet, Muniz parece ser persona não grata ao partido em seus próprios domínios, apesar da aliança firmada para as eleições de 2012 para a indicação do atual vice de Muniz, o apresentador José Vicente Medeiros, conhecido pela condição de leão de chácara da família Tadeu Leite.

Tempo no rádio e na TV

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EM CAUSA PRÓPRIA

No Domingo, 14 Junho 2015 16:16.

Reforma política em andamento no Congresso passa ao largo do essencial

Há uma piada antiga aqui em Brasília sobre o custo que sempre sobra para o povo brasileiro toda vez que um deputado ou senador decide levar uma de suas ideias adiante. Quando o assunto é reforma política o risco é potencializado, porque os políticos dificilmente aprovariam algo que mudasse o status quo do qual se beneficiam.

Tem sido assim com a reforma política comandada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). Se Cunha tem o mérito de fazer andar em plenário um tema sempre postergado no Congresso Nacional, o que se aprovou até aqui interessa muito mais aos próprios deputados do que ao eleitor e contribuinte.

Ao longo das últimas semanas, a Câmara dos Deputados aprovou mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos, a redução da idade mínima para concorrer a vagas de governador, senador e deputado, e o financiamento de empresas tão somente aos partidos – além de manter a obrigatoriedade do voto para maiores de 18 anos, o que de resto é chover no molhado, já que boa parte dos eleitores não se dá ao trabalho de comparecer às urnas.

O mote da reforma da vez é criar as condições para que o país tenha eleições gerais para todos os cargos a partir de 2027. Para tanto, os deputados aprovaram regra de transição pela qual os mandatos de prefeitos e vereadores eleitos em 2016 continuam a ser de quatro anos. Prefeitos e vereadores terão cinco anos de mandatos nas eleições de 2022, que coincidem com as futuras eleições gerais.

AS eleições previstas para 2018 vão manter os mandatos de deputados (distritais, estaduais e federais), de governadores e de presidente da República nos atuais quatro anos. Mas no caso dos senadores, aqueles eleitos em 2018 terão nove anos de mandato para que, em 2027, as eleições gerais sejam com mandatos de cinco anos também para o Senado. O mandato atual de senadores é de oito anos.

Idade mínima

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TIROU PARTIDO DE MIM, ABUSOU

No Domingo, 14 Junho 2015 13:26.

Lula faz troça com a demissão em massa de jornalistas no Brasil

O ex-presidente Lula anda cada vez mais abespinhado com a imprensa. Sua irritação, até então direcionada aos barões da mídia, é parte da tática um tanto quanto gasta que alimenta o discurso irracional da militância petista nas redes sociais. A novidade é que o ódio lulista agora extrapola os limites do razoável ao se voltar também para os jornalistas – que nada mais são que operários das palavras.

Sexta-feira passada, durante sua fala no Congresso Nacional do PT, em Salvador, Lula avançou para o terreno perigoso do mau gosto. Ao pedir que os filiados façam doações financeiras para ajudar o partido neste ‘momento difícil, Lula pegou pesado. "Se nós não doarmos, quem vai doar? Os tucanos? Os jornalistas, que ganham pouco e estão perdendo o emprego?", tripudiou. Uma pena o ex-presidente enveredar por caminho tão ignóbil, justo ele, cuja história, respeitada em todo o mundo, foi construída como líder inconteste do trabalhismo no Brasil.

O escárnio gratuito de Lula para com os trabalhadores da imprensa sequer terá bons resultados: ou alguém acha que um partido acostumado a receber milhões (quiçá bilhões)  das empreiteiras amigas vai conviver com os trocadinhos arrecadados por uma militância cada vez mas arredia e sem rumos? Não é por aí. E tanto não é que, espertamente, o partido recuou da alegada intenção de receber doações de empresas. No que diz respeito aos militantes, os velhos e sonháticos dias de camiseta com a estampa de Che Guevara deram lugar a hábitos finos como a frequência a restaurantes de luxo e viagens de avião. Não é por aí.     

A fala de Lula foi infeliz, mera tentativa de animar a 'galera'. Tanto pior, por que o ex-presidente é o que se pode chamar um produto de mídia, ou da imprensa, para ser mais fiel ao espírito da época em que ele se tornou liderança nacional, a partir do comando das greves gerais dos trabalhadores no ABC Paulista, durante os anos 1970/80. A aura de mito que ele encarnaria algum tempo depois em muito se deveu à projeção que recebeu dos jornais como símbolo da ditadura já nos seus estertores.

Lula chegou à Presidência da República, sempre incensado pela mídia, que não poderia mesmo ficar indiferente ao fato de um metalúrgico sem formação ter alçado ao topo da vida política nacional. Uma pena Lula insuflar a militância partidária contra a imprensa, instituição reconhecidamente basilar na construção das democracias. Comemorar a demissão em massa de jornalistas, então, soa como acinte – para não dizer outra coisa.