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GUEDES DIZ SER "PILATOS NO CREDO"

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Deputado nega participação em negociação para compra de vacinas e diz que só ajudou correligionários em momento dramático da pandemiaCitado em documento em mãos da CPI da Covid, Paulo Guedes diz que só participou de reunião virtual com prefeitos para oferta da vacina     

A assessoria de comunicação do deputado federal Paulo Guedes (PT/MG) emitiu nota no início da noite da segunda-feira (19/8) para explicar a citação do nome do parlamentar em matéria exibida ao longo do último final de semana pelo canal de notícias CNN Brasil.

Guedes foi citado numa troca de mensagens entre Cristiano Carvalho, representante da Davati Medical no Brasil, e Luiz Dominghetti, o cabo da Polícia Militar de Minas Gerais que se jactava de ser preposto da mesma empresa na venda de vacinas das farmacêuticas AstraZeneca e Janssen em solo nacional.

A dupla Carvalho e Dominghetti é a mesma que expôs ao ridículo o governo do presidente Jair Bolsonaro que, por muito pouco, não realizou pagamentos da ordem de US$ 1,6 bilhão por vacinas que eles não tinham como entregar. Além de oferecer imunizantes de que não dispunham com o Ministério da Saúde, Carvalho e Dominghetti também negociaram com governadores e prefeitos de vários estados do país.

FACHADA

A troca de mensagens entre os dois apareceram nos documentos que estão em poder da CPI da Covid. Em uma das trocas de mensagens via Whatsapp o nome do petista Paulo Guedes é citado como sendo o responsável por repassar ao suposto emissário do laboratório americano Jhonson & Jhonson o contato do prefeito de Montes Claros, Humberto Souto (Cidadania), principal cidade do Norte de Minas, que teria demonstrado interesse na compra das vacinas. 

Numa conversa entre Carvalho e o cabo Dominghetti há o questinamento se o interesse Humberto Souto foi por indicação da Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Carvalho responde: - Que eu saiba, o deputado Paulo Guedes, de Minas Gerais, passou o meu contato. Não fui procurado por ninguém da FNP até agora ou falando em nome dela.

Em sua nota, o deputado diz que nunca falou com Cristiano Carvalho e o militar Luiz Dominghetti e que não participou de qualquer negociação de compra de vacinas.

“O único contato que tive relacionado a este assunto foi em reunião virtual com a presença de alguns prefeitos do Norte de Minas, realizada no dia 20 de março, a convite do advogado Antônio Olímpio, que é filho de um amigo. Naquela reunião, o Sr. Cristiano Carvalho se apresentou como representante da empresa Davati para venda de vacina. Ali fizemos muitos questionamentos e, é claro, não houve nenhuma negociação”, explicou Paulo Guedes.

Fac-simile de imagens em poder da CPI da Pandemia com as conversas entre  Carvalho e Dominghetti

Segundo o deputado, logo em seguida, três dias depois, o advogado Antônio Olímpio teria enviado mensagem via Whatsapp em que o informava ter descoberto que se tratava de uma empresa de fachada. Na mensagem, Olímpio pedia desculpas às pessoas envolvidas com o assunto e avisava aos prefeitos que desconsiderassem as propostas da Davati. “Tudo acabou ali mesmo”, acrescenta Guedes.

MEA-CULPA

A OUTRA QUESTÃO MILITAR

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Enquanto o mundo faz o ajuste de rota para tocar a vida no pós pandemia, o Brasil segue sem governo e sem esperanças - sob o risco de vir a ocupar o pódium do país com o maior número de habitantes mortos pelo coronavírus no mundo. O horizonte de curto prazo para o país também segue incerto, ante a perspectiva de que os brasileiros vão enfrentar um apagão de energia por derrapadas na gestão.

Aos horrores todos desse cotidiano de fome para milhões de brasileiros, com desemprego na máxima histórica e inflação indicando sair de controle, há a recorrente e clara ameaça do presidente Jair Bolsonaro de realizar a ruptura democrática, com a agravante da postura de esfinge das forças armadas.

Há um claro retrocesso nessa seara. Após a definição constitucional de 1988 de que as forças armadas teriam papel restrito à defesa do território e às ameaças externas - além da garantia constitucinal em plano interno -, os fardados cada vez mais se arvorando ao papel de pais da pátria e condutores dos destinos da população.  

Nesse diapasão, o país é seara de crises permanentes e assim será em 2022, ano da disputa presidencial, essa mesma que Bolsonaro agora promete melar se não for ele o vencedor - e tudo indica que não será, após a tragédia humanitária que pode vitimar 2 milhões de vidas no país somente neste ano (o espantoso número inclui todas as causas, inclusive os assassinatos que voltaram a subir após o alívio dos últimos tempos).

CRISES

As crises, a bem da verdade, entraram na nossa rotina desde 2013 - quando a então presidente Dilma Rousseff enfrentou os protestos de junho - o ponto de partida para seu futuro impeachment já no segundo mandato, em 2016.

Pouca gente se dá conta disso, mas a eleição para mandatos consecutivos de Dilma, ex-guerrilheira com militância contrária à ditadura instalada no país após o golpe militar de 1964, irritou aquela parcela de fardados que não se conformara ainda com a volta do país à normalidade democrática.

Os governos Dilma foram, de certa forma, a chocadeira que iria parir Bolsonaro, obviamente que ajudado por uma série de fatores ardilosamente montados para criar em parcela da população o ódio mortal ao PT e às esquerda, somados aos desmandos da operação Lava-Jato, corte para o ex-juiz Sérgio Moro, aquele pulou o corguinho legal para retirar o nome do preferido do eleitor das urnas eletrônicas.

Mas não só isso. A presença de Dilma no centro do poder tiniha servido para retirar da cova rasa em que fora sepultada a bobagem do avanço comunista no país. Aquela mesma ameaça comunisa que detonara o golpe de 1964.

ESSA CADEIRA É MINHA

ANASTÁCIO VAI AO GUICHÊ DO BDMG

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Derrotado em 2015 ao tentar financiamento no banco de fomento, petista consegue agora aprovação unânime de vereador para contrair dívida de R$ 2 milhões

Praça da Prefeitura em Manga: prefeito consegue aval da Câmara para contrair dívidas junto ao BDMG 

A Câmara de Vereadores de Manga, no extremo Norte de Minas, aprovou - por unanimidade - na manhã da última segunda-feira (12/7), a autorização legislativa solicitada pelo prefeito Anastácio Guedes (PT) para contratar empréstimo no valor de R$ 2 milhões junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o banco de fomento do Estado.

O financiamento vincula receitas futuras do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) como garantia real para a concessão do crédito junto ao banco de fomento mineiro pelos próximos 78 meses.

CALÇAMENTO

Na proposta encaminhada à Câmara, Anastácio não especificou onde o recurso será gasto, mas a linha BDMG Urbaniza delimita a utilização do dinheiro em obras civis de construção de faixas exclusivas de rolamento, calçadas, ciclovias, praças, sinalização e abrigos nos pontos de parada de transporte público coletivo urbano de passageiros.

Outra opção é a pavimentação de vias urbanas já atendidas com serviços de água e esgoto e serviços de infraestrutura e instalações operacionais de drenagem urbana de águas pluviais, além da contenção de encostas instáveis e a recuperação de várzeas.

Para simplificar, Anastácio vai calçar ruas, mas só vai definir quais serão na elaboração do projeto-base que o BDMG vai exigir para liberar o dinheiro, em caso da aprovação do financiamento.

TANTO BATE ATÉ QUE FURA...

Esta é a terceira vez que o município tenta a autorização legislativa para tomar o empréstimo junto ao BDMG. Na primeira delas, em 2015, o então prefeito Anastácio, em primeiro mandato, foi derrotado quando pretendia contratar R$ 800 mil destinado à pavimentação de ruas nos bairros Arvoredo, Nova Brasília e Cruzeiro.

Posteriormente, em 2019, o ex-prefeito Quinquinhas de Quincas de Otílio (PSD), o Joaquim do Posto, também tentou aprovar o mesmo financiamento, só que em valor bem maior, de R$ 2 milhões. Os tropeços de Anastácio e Quinquinhas na tentativa de contrair dívida junto ao BDMG nos mandatos anteriores se deram porque faltava a ambos, nas duas ocasiões, algo bem simples: votos suficientes na Câmara Municipal.

Não falta mais. A proposta atual foi aprovada por unanimidade, com adesão até mesmo dos vereadores da oposição - agora em minoria e que parecem ter sido abandonados à própria sorte pelo ex-prefeito Quinquinhas, um líder que aparentemente não lidera mais a sua turma.

FI-LO PORQUE QUI-LO

Questionado por que contrair dívida em um momento em que o município acaba de receber o repasse de R$ 1,5 milhão do governo estadual, com origem no bilionário acordo de indenização com a mineradora Vale pelos estragos ambientais causados pelo rompimento da Barragem de Brumadinho, o prefeito Anastácio diz que “o município tem necessidade do recurso e que a administração tem maioria na Câmara de Vereadores”. Segundo o petista, sua administração não teria motivos para deixar de aderir à chamada do BDMG.

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MANGA: OPOSIÇÃO VETA EMPRÉSTIMO NO BDMG

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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou esta semana, também a toque de caixa, emenda à Constituição estadual que autoriza o Estado a fazer rateio de R$ 1,5 bilhão entre os municípios a título de transferências extraordinárias de recursos. A distribuição desse valor bilionário é proporcional à população de cada município.

No caso de Manga, que tem menos de 20 mil moradores, a fatia desse bolo corresponde a R$ 1,5 milhão. O recurso, vale frisar, não tem destinação carimbada e os prefeitos poderão gastá-lo onde e como quiserem. Anastácio parece inclinado a investir a grana extra em calçamento, tipo de obra de execução rápida e de fácil visibilidade pela população.    

JUROS CAROS

PARA SAIR DO BANHO MARIA

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Às voltas com insatisfação de aliados, Anastácio promete pacote de obras para tirar administração do marasmo inicial
Imagens: Governo de Minas

Vistas parciais do Parque Uirapuru e da urbanização da orla do Vecho Chico: abandono goveno Quinquinhas e promessa de retomada no segundo semestre

Há pouco mais de seis meses, ainda no entusiasmo produzido pelo calor da posse para um mandato zero quilômetro, o prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), prometia retomar até ese meado de ano a recuperação do Parque Uirapuru e da urbanização da orla do rio São Francisco. São duas obras emblemáticas para sua gestão e diretamente ligadas à derrocada do seu principal adversário na política local, o ex-prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio (PSD).

Iniciados durante o primeiro mandato do petista em Manga, aquilo que o petismo chama de os dois principais cartões-postais da cidade foram praticamente desconfigurados pelo pouco caso que recebeu durante a gestão Quinquinhas, um político de pensamento atrasado e arrogante, ainda partidário da ideia ultrapassada que não se deve dar continuidade para obras iniciadas em governos adversários.

De volta a Anastácio, seus planos para recuperar os estratos no Parque Uirapuru e na Orla do Velho Chico não andaram conforme a previsão. Até aqui, sua gestão ainda patina na mesmice da falta de um começo efetivo, mesmo após passar um semestre inteiro aboletado na cadeira de prefeito.

A retomada da obra do parque, por exemplo, era esperada já nos primeiros dias da gestão, porque é bem cara ao petismo manguense e, em boa medida, responsável pelo reconhecimento da opinião pública de que Anastácio deixou um legado em seu primeiro mandato, mas que foi abertamente abandonado pela administração anterior, derrotada nas urnas.    

Para resumir a ópera, a coisa anda mais ou menos assim: a condução do município não piorou em relação a gestão Quinquinhas, a pior que Manga já viu em décadas, mas também não avançou conforme se esperava. Segue naquele naquele ramerrão que não sai do lugar: nem piora nem avança.

ARRECADAÇÃO EM ALTA

A boa notícia para Anastácio é que, apesar da pandemia e da crise econômica que o país atravessa, a arrecadação municipal não despencou - pelo contrário, no geral, tem até aumentado. Sem o aperto no caixa, sua gestão consegue pagar os servidores em dia e realizar o dia-a-dia da administração, com coleta de lixo e recuperação de estradas vicinais, por exemplo.

O prefeito tem espalhado para seu círculo mais próximo que o município conseguiu produzir um caixa de cerca de R$ 10 milhões com o qual espera lançar um pacote de obras agora no segundo semestre.

São economias próprias, derivadas até mesmo da arrecadação em alta, e alguns repasses vindos das emendas parlamentares dos deputados aliados Paulo Guedes (federal) e Virgílio Guimarães (estadual).

DIAS MELHORES VIRÃO?

O pacote de obras ainda depende da finalização dos processos de licitação e deve incluir, além do Parque e da Orla, a urbanização da saída de Montalvânia na altura do Bairro Arvoredo e a instalação de placas de sinalização para os principais bairros e pontos da cidade.

Se tudo der certo, será um primeiro ano de mandato bem melhor em relação a 2013, quando Anastácio iniciava sua passagem pelo comando do município para um mandato difícil e permeado pelas crises financeiras e políticas do mandato da ex-presidente Dilma Rousseff - de péssima memória.

BRIGA DE CORREDOR

Se há uma boa perspectiva de tirar o mandato do marasmo com a realização de algumas obras, o mesmo não se pode dizer do fator político. O consórcio partidário que elegeu o petista Anastácio para seu segundo mandato tem se estranhado, ainda que em silêncio, pelos corredores da Prefeitura.

Além do PT, cujas lideranças resmungam pelos cantos por ter ficado de fora da divisão dos cargos do primeiro escalão, há uma guerra surda entre os partidos aliados PSB, da vice-prefeita Cassília Rodrigues, e o PSC, do secretário de Governo, José Magalhães Chaves Júnior, e do procurador jurídico, Reginaldo Rodrigues.

Na repartição do butim, o PSB ficou ainda com a Secretaria da Educação, com a indicação da advogada Karina Viana de Oliveira, para o cargo. Há no PSB quem avalie que foi um erro tático da vice Cassília ter ocupado a pasta da Saúde em plena pandemia do coronavírus. O partido ficou com as duas secretarias mais importantes da administração, mas, ao mesmo tempo, as mais complicadas para mostrar serviço em tempos de crise.

Na educação, por exemplo, pouco se avançou em relação ao modelo utilizado pela administração anterior que optou por não retomar as aulas presenciais e, em lugar delas, distribuir envelopes com tarefas para os alunos estudarem sozinhos, além de uma cesta básica em lugar da merenda escolar.

ABACAXIS

A turma do PT e mesmo do PSC suspeita que a atual vice Cassília tenha anseios de ser a primeira mulher a levar a honraria de ocupar o cargo de prefeita em 100 anos de história do município - e essa impressão a obrigaria a jogar na defensiva.

O PSC também sonha em cavar seu espaço no governo para, quem sabe, indicar um nome novo para a disputa de 2024. Uma fonte que pede para não ter o nome revelado diz que essas disputas internas paralisam a gestão - sobretudo porque o prefeito Anastácio (na foto, ao lado da vice Cassília Rodrigues) não tem jogo de cintura para lidar com elas e os abacaxis são enviados para o deputado federal e seu irmão, Paulo Guedes, resolver.

No mais, o prefeito Anastácio recebe críticas de todos os lados - menos, e por enquanto - da oposição, que caiu do caminhão de mudança com a derrota de Quinquinhas e até agora não achou o rumo.

Anastácio é mal avaliado até aqui, sobretudo por não conseguir cumprir a grande expectativa de boa parte dos eleitores que é oferecer empregos em cargos públicos. Há até mesmo quem considere que, se a eleição fosse hoje, ele talvez não tivesse mais a votação folgada que teve em outubro do ano passado - se não algo ainda pior, a derrota pura e simples.

FIM DO ENTRAVE NA BR-135 EM COCOS?

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Dnit retoma pavimentação de trecho paralisado da rodovia federal na divisa entre Minas e Bahia

Retomada: Máquinas retomam o trajeto da BR-135 entre Cocos e a divisa com a Bahia próximo à ponte sobre o Rio Itaguari  

Notícias boas são artigo em falta na praça, mas de vez em quando acontecem e são bem-vindas. O consórcio Top/Geosistemas deu início, há pouco mais de duas semanas, às obras de engenharia para reparos e finalização do subtrecho da BR-135 entre a cidade de Cocos, na Bahia, e a divisa dos estados de Minas Gerais com a Bahia.

Cerca de 23 quilômetros da rodovia federal estavam abandonados há mais de sete anos, para desespero dos usuários da via entre as cidades de Santa Maria da Vitória, na Bahia, e Manga, em Minas, onde a pavimentação sequer começou no trecho até Itacarambi. Ese trecho, aliás, também passou para o controle da turma do Centrão, mas, até aqui, não tem solução à vista sobre o início das obras.

De volta à BR-135 no trecho que atravessa o município de Cocos, aos motoristas não restava outra opção a não ser perder tempo - e dinheiro - ao serem forçados a transitar por vários desvios de terra batida, além de arriscar a vida na passagem sobre uma velha ponte de madeira e de mão única sobre o rio Itaguari, na zona rural de Cocos.

Dessa velha e carcomida ponte de madeira é possível avistar a obra semi-construída de outra ponte, essa de cimento e concreto (na foto acima) sobre o Itaguari, ligando nada a coisa nenhuma e largada no meio do nada. A expectativa é de que, até o final deste ano, tanto as duas pontes existentes nesse trecho da rodovia, quanto sua pavimentação finalmente sejam liberadas para a passagem de veículos. 

Também conhecido como Lote 5 na linguagem técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o subtrecho entre Cocos e a divisa com Minas contava com 80% dos trabalhos de pavimentação prontos, mas o término da obra se arrastou por anos até, tudo indica, finalmente ser concluída.

FOLGA NO COBERTOR

CRIADOR E CRIATURA

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Prefeito de Matias coloca antecessor na chefia de gabinete e também vai atrás de empréstimo do BDMG para ampliar orla do Velho Chico

Prefeito Maurélio vai tomar empréstmo de R$ 1 milhão para concluir obra iniciada na gestão do seu mentor polícito e antecessor 

Uma reunião com seis dos nove vereadores de Matias Cardoso na residência do ex-prefeito Edmárcio de Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (Avante), na semana passada, definiu a contratação de dois empréstimos pela Prefeitura local em valores da ordem de R$ 1,5 milhão junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Edmárcio, que agora atua como chefe de gabinete do atual prefeito de Matias, Maurélio Santos (Avante), comandou o ritmo do encontro com a bancada governista.

Agora na condição de subordinado do prefeito Maurélio, de quem era chefe há apenas seis meses, Edmárcio estava à vontade no comando da ópera da coordenação política da administração.

O ex-prefeito de Matias está em pré-campanha para disputar uma vaga de deputado federal e era só empolgação com a aprovação dos projetos que vão aumentar o endividamento do município. Maurélio não parece se incomodar com a influência do antecessor em seu governo.

“O trabalho liderado pelo ex-prefeito Edmarcio Leal nos seus oito anos merece nosso reconhecimento porque foi um verdadeiro choque de gestão e que fez da nossa cidade um lugar melhor para se viver e respeitado pelos nossos vizinhos”, derrete-se o ex-secretário e agora prefeito.

 TRATORAÇO

Como missão dada é missão cumprida, a maioria governista de seis parlamentares na Câmara de Vereadores de Matias aprovou na quinta-feira (1), a autorização para que o município faça a contratação de dois empréstimos junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

À oposição, só restou fazer algum muxoxo sobre a falta de transparência da administração Maurélio.

A vereadora Maria de Lourdes Rodrigues da Silva, a Pretinha de Merson (PT), reclamou do tratoraço do prefeito. Segundo a parlamentar, o pedido de autorização para a tomada do empréstimo chegou à Casa sem informações básicas, entre elas, o percentual da taxa de juros praticada no financiamento, o prazo e o valor das prestações.

Oposiocinosta Pretinha de Merson: oposição não é contra projetos do prefeito, mas reclama da falta de transparência  

Pretinha cita ainda a ausência de dados dos projetos como o memorial descritivo e o cronograma físico-financeiro para o desembolso das tranches dos empréstimos. Nada disso acompanhava o pedido de autorização do financiamento realizado pela Câmara, segundo a vereadora.

Outro oposicionista, o vereador José Rodrigues da Silva, o Barão da Serraria (quase escrevo Barão da Pisadinha), também petista, explicou em plenário que os votos contrários não expressam exatamente uma censura à ampliação da orla, que seria desejada pela população.

Para o vereador, esse seria um “momento não oportuno” para se contrair os financiamentos. Barão da Serraria diz que existem outras urgências no município, por exemplo, por exemplo uma extensa fila por cirurgias eletivas, – suspensas em razão dos efeitos da pandemia do Sars-Cov-2.

EXPANSÃO DA ORLA

Alheio ao chororô da oposição, Maurélio disse ao site que “a obra será muito importante para o progresso turístico do município”. A referência é ao projeto que destina R$ 1 milhão para as obras de ampliação da urbanização da orla do Rio São Francisco, o cartão postal da cidade.

“Acompanhei de perto os últimos oito anos da gestão deste município como chefe de gabinete, depois secretário de administração e, finalmente, como secretário de obras, quando contribui para melhoria de vida do nosso povo. A orla se tornou um cartão postal da nossa cidade, daí vimos a necessidade de fazer essa extensão”, explica Maurélio.

A urbanização da orla começou durante o último mandato do ex-prefeito Edmárcio, que adotou o feito como o principal de sua gestão de dois mandatos no município e cartão de visita nos contatos com lideranças políticas da região em busca de apoio para sua empreitada de conseguir uma cadeira na Câmara dos Deputados aqui em Brasília.

EDMÁRCIO FOI AO BDMG

MANGA NEGA USO DE VACINA VENCIDA

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Município aplicou 35 doses do lote da AstraZeneca suspeito de ter perdido a validade
Imagem  gentilmente cedida por Setela Abreu

Ambulâncias esperam pela remoção de pacientes infectados pela covid durante o surto do último mês de março

A Prefeitura de Manga emitiu nota de esclarecimento para negar que tenha aplicado 35 doses vencidas da vacina AstraZeneca contra a Covid-19, conforme foi noticiado na sexta-feira (2) pelo jornal Folha de S. Paulo. Segundo a publicação, cerca de 26 mil doses da vacina vinculadas ao lote 4120Z001 teriam sido utilizadas após a data da validade em postos de saúde em todo o país.

Os dados, segundo o jornal, são oficiais e constam de registros oficiais do Ministério da Saúde. O uso de imunizantes fora da data de validade compromete sua proteção contra o coronavírus. Se confirmada a aplicação da AstraZeneca fora do prazo de utilização, as secretarias de saúde teriam que realizar força-tarefa para localizar as pessoas imunizadas com o lote vencido e providenciar nova imunização.

No caso de Manga, foram vacinadas 34 pessoas na unidade básica de saúde da localidades de Nhandutiba e uma em São José das Traíras. Municípios em todo o país atribuem o erro à demora no registro dos dados da vacinação nos sistemas do Ministério da Saúde. A vacina teria sido aplicada dentro do prazo, mas a insrção dos dados posterior no programa nacional de controle causou a confusão.

“Diferente do que foi noticiado, as 35 doses mencionadas nas reportagens foram aplicadas rigorosamente dentro do prazo de validade, conforme registros verificados no novo Sistema Nacional de Imunização (SI-PNI)”, diz a nota SMS de Manga.

Procurada para comentar o assunto, a vice-prefeita e secretária de Saúde, Cassília Rodrigues, não retornou até o momento da publicação deste post. 

VACINAÇÃO AVANÇA

ESQUELETOS FORA DO ARMÁRIO

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 Juiz recusa denúncia da oposição em Manga sobre suposta prática de nepotismo no primeiro mandato de Anastácio

Prefeito Anastácio Guedes lida com esqueletos no armário para limpar enxurrada de ações judiciais patrocinadas pela oposição em vendetra política  

A escalada de instrumentalização da Justiça como ferramenta de revanche política iniciada pelo ex-prefeito de Manga Quinquinhas de Quinca de Otílio (PSD) desde que chegou ao mando local, em 2007, sofreu duros reveses nas últimas semanas. O juiz titular da Comarca de Manga, Paulo Victor de França Albuquerque Paes, recusou duas de uma série de ações de improbidade contra o atual prefeito, Anastácio Guedes (PT), que são o saldo da briga política que judicializou a política deste município do extremo norte-mineiro. 

As denúncias tinham mais espuma que factualidade, além das digitais do mentor de um certo escritório do ódio que contaminou a política local ao longo da última década. Numa delas, que não será tema deste texto, a acusação é de que houvera desvios no repasse de recursos da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais para a execução de reforma da Escola Municipal Padre Ricardo Triyshler.

A outra, trata de suposto nepotismo por parte do petista. O Paulo Victor de França julgou improcedente ação civil pública de autoria do Ministério Público de Minas Gerais em Manga, com base em denúncia de improbidade administrativa praticada pelo atual prefeito, Anastácio Guedes (PT), durante sua primeira passagem pelo comando do município, entre os anos de 2013 a 2016.

"FUI USADO", DIZ GIL MENDES

A acusação foi levada ao Ministério Público pelos então vereadores oposicionistas Gil Mendes, Evilásio Amaro e Raimundo Mendonça – todos ligados ao ex-prefeito Quinquinhas, que carrega o status de ficha-suja desde novembro do ano passado, justamente pela prática de improbidade administrativa durante sua segunda passagem pelo cargo (2009/2012).

O objetivo já manifesto pela oposição em Manga era tornar o petista Anastácio inelegível com a eventual condenação em segunda instância. O feitiço, nesse caso, virou contra o feitiço e coube a Quinquinhas a primazia de receber o cartão-vermelho da Lei da Ficha-Suja - agora prestes a ser atenuada até a quase extinção em votação que tramita no Congresso Nacional.    

Os ex-vereadores Evilásio Amaro e Gil Mendes, ao centro, que diz que foi usado como "copo descartável" na denúncia agora recusada pela Justiça. Em P&B, Raimundo Mendonça  

A trinca de vereadores foi responsável por assinar pelo menos 12 denúncias contra o primeiro mandato do prefeito Anastácio. O vereador Raimundo Mendonça, por sinal, passou a usar a ação de nepotismo para atacar o atual prefeito. Usava, o argumento perdeu sentido.    

Procurados, Evilásio Amaro e o vereador Raimundo Mendonça não retornaram ao nosso pedido para comentar a decisão. Já o ex-vereador Gil Mendes, que deixou o grupo político de Quinquinhas, dá a entender que foi “usado” pelo ex-prefeito na sua sanha para tornar o adversário Anastácio Guedes inelegível.

“A despeito de eu ter estado no mandato de vereador na legislatura 2013/2016, destaco que, naquela ocasião, fui semelhante a um copo descartável ou uma bucha de canhão usada pelo um grupo de pessoas que almejavam retomar a prefeitura”, escreveu Gil Mendes.

Mendes disse ao site que ele e os vereadores aliados recebiam apoio jurídico para preparar o envio das denúncias e interpelações ao Judiciário. “Aproveito o ensejo para parafrasear o senador da República e ex-jogador de futebol: - Agora a corte amarela está toda feliz, o rei, o príncipe e o bobo”, diz em tom enigmático.

OUTROS ACUSADOS

A inicial do MP que denuncia a prática de nepotismo na primeira gestão petista em Manga elencava ainda no rol dos acusados por improbidade os ex-secretários municipais Diogo Saraiva Moreira (Administração), sobrinho de Anastácio, e Jercílio Vieira Lima (Agricultura), cunhado do atual prefeito, além do servidor de carreira do município Wesley Acipreste e o advogado José Israel Neto – que não têm grau de parentesco com o prefeito.

Em sua decisão, o magistrado Paulo Victor registra que o os envolvidos na denúncia apresentaram suas defesas, todas elas “pugnando pelo não recebimento da [denúncia] inicial”. O magistrado entendeu que o servidor Wesley Acipreste comprovou documentalmente que nunca ocupou cargo de confiança ao longo daquele mandato.

Já o advogado José Israel Neto foi excluído da lide porque ficou comprovado o que todo mundo já sabia, exceto o mentor do escritório do ódio, que ele não tem nenhum parentesco com Anastácio e que, na ocasião, exercia cargo comissionado na Câmara Municipal e não na Prefeitura de Manga. Vejam o nível da lambança.

POLÊMICA

HELICÓPTERO DE RESGATE CAI EM MINAS

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Não há vítimas no acidente com aeronave enviada pelo governo Zema para região em lugar de uma nova doada pela gestão anterior 

O helicóptero Arcanjo V do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais caiu na manhã desta segunda-feira (28) durante operação de resgate na cidade de Jequitaí (região norte de Minas). A aeronave pertence ao Batalhão de Operações Aéreas, com base em Montes Claros.

O veículo caiu quando realizava a aproximação para pouso para interceptação de Unidade de Suporte Avançado. O voo era para traslado de um homem, com indicativo de infarto agudo do miocárdio para um hospital em Montes Claros. Não houve feridos graves e toda a tripulação se encontra bem.

O Corpo de Bombeiros ainda não sabe as causas do acidente e informou, em nota, que vai noticiar a ocorrência aos órgãos de investigação. "Não houve comprometimento do atendimento à vítima, uma vez que o acidente ocorreu antes do embarque", diz essa mesma nota.

POEIRA

VIANA DESCRENTE COM GOVERNO

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Senador bolsonarista admite dificuldades em levantar recursos para o asfalto da BR-135 entre Manga e Itacarambi

Viana ao lado de Bolsonaro: alinhamento com o governo tem rendido pouco para Minas

O senador bolsonarista Carlos Viana (PSD) abriu o coração para um grupo de prefeitos durante a visita do governador Romeu Zema (Novo) ao Norte de Minas na semana passada. A viagem foi secundada por um magote de deputados federais e estaduais com votação na região - além de paraquedistas em profusão. 

Um dos temas que apareceram nos bastidores da visita Zema à região foi a pavimentação da BR-135 entre Manga e Itacarambi. À boca miúda, o senador Carlos Viana admitiu sua descrença com a liberação dos recursos para a realização do asfalto da BR-135. A fala foi durante um almoço da comitiva do governador na pousada Peixe-Vivo, durante bate-papo informal com um grupo de prefeitos e deputados.

Viana engrossou o coro das lideranças regionais que apelaram ao governador Zema para que faça a inclusão do asfalto entre as duas cidades no Termo de Medidas de Reparação firmado com a Vale no início deste ano.

No oficial, ou no 'on', como se diz no jornalismo, o discurso do senador é outro: ele faz a profissão de fé de que o asfalto vai sair com o dinheiro federal. Na dúvida, melhor colocar um pé também na canoa do governo estadual - onde há garantia de recursos. Na pousada Peixe-Vivo, no entanto, ele queixou-se de a reivindicação em espeífico do seu grupo político para a BR-135 tem sido empurrada pela barriga pelo ministro Tarcísio.  

DINHEIRO EM CAIXA 

Zema é um dos poucos mandatários estaduais com dinheiro em caixa para gastar nessa temporada que antecede as eleições de 2022. O Estado dispõe de R$ 37 bilhões do acordo assinado com a mineradora Vale no início deste ano, após decisão judicial que determinou a indenização pelos estragos causados pelo rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho.

De volta à BR-135, o asfalto da rodovia ficou de fora do plano estadual depois da desastrada intervenção do deputado estadual Arlen Santiago, o Carequinha (PTB), que quebrou lanças para aprovar projeto na Assembleia Legislativa de Minas que devolveu a gestão da estrada para o (des)governo Bolsonaro no final do ano passado.

Qual é o problema agora? Minas tem dinheiro sobrando, mas a União não conta com recursos nem vontade de investir em uma região com poucos votos a oferecer ao projeto reeleitoral bolsonarismo. 

A LAMBANÇA DE ARLEN 

A federalização na hora errada proposta por Arlen Santiago, o Carequinha, ainda depende da burocracia do governo Bolsonaro para sair do papel. Os políticos agora querem tornar sem efeito o projeto sem pé nem cabeça do deputado Arlen e voltar a devolver a BR-135 para a gestão do governo Zema.

O governador não respondeu ainda se concorda em tornar nula a lambança que Arlen produziu ao trazer o mando da BR-135 para Brasília - onde o país já percebeu que não há governo, apenas um presidente dedicado 100% do seu tempo a produzir bobagens e fazer campanha para o segundo mandato.    

A congregação do Centrão que Arlen Santiago integra inclui, além do senador Viana, o deputado federal Antonio Pinheiro Neto, o Pinheirinho (PP). Essa turma tomou para si o asfalto da BR-135 entre Manga e Itacarambi há pelo menos cinco anos (exceto Viana, que ainda não tinha mandato). Até agora, asfalto que é bom nada. 

Mentiras sinceras?: muitas reuniões do centrão mineiro com o ministro Tarcísio, mas asfalto da BR-135 não sai mesmo apos 2,5 de governo 

Ao longo do tempo, foram reuniões e mais reuniões aqui em Brasília com o ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura). O início da pavimentação já foi anunciados trocentas vezes, mas nafa acontece. 

O que há - de fato - são R$ 500 mil reais vindos de demandas de deputados federais. A obra custa pelo menos R$ 120 milhões. Tudo faz parecer que o Centrão mineiro, por enquanto, ainda não faz parte daquilo que o site 'O Antagonista' tem chamado de a ‘tropa do cheque’ do governo no turno.      

PONTE PARA O CENTRO-OESTE