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QUINQUINHAS TROPEÇA NA CÂMARA

Ligado .

Maioria simples recusa pedido do prefeito de Manga para contratar dívida de R$ 2 milhões junto ao BDMG

Sem maioia na Câmara, Quinquinhas não consegue aprovar projeto para endividar o município

[ATUALIZADO] - A Câmara de Vereadores de Manga, no extremo Norte de Minas, negou, na noite da segunda-feira (1°/7), a autorização legislativa pretendida pelo prefeito do município Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto Shell (PPS), para contratar empréstimo no valor de R$ 2 milhões junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o banco de fomento do Estado.

O prefeito pretendia vincular as receitas do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) como garantia do empréstimo pelos próximos sete anos. O dinheiro seria utilizado para a pavimentação de ruas da cidade, mas o projeto tinha claro viés eleitoreiro e a oposição resolveu barrá-lo.

Joaquim do Posto acusou o golpe. Em mensagem publicada nas redes sociais, ele lamentou a derrota.

"Infelizmente não tivemos o respaldo esperado, o projeto não foi aprovado. Com isso, a população de Manga perdeu muito, diante dos inúmeros benefícios que teríamos ", queixou-se o prefeito - que tem destinado aos vereadores um tratamento hostil, para dizer o mínimo. Pelo menos três deles responderam judicialmente pelos calundus de Quinquinhas.

Votaram contra a medida os vereadores Jarbas Pimenta, o Bio (PSB), Anderson César Ramos, o Son Nogueira, Cassília Rodrigues de Souza, os três do PSB, além de Dão Guedes (PT) e o decisivo Bento Ferreira (PR), que recebeu forte assédio do pessoal da Prefeitura, mas firmou convicção contra o endividamento do município - que figura entre os mais pobres do Estado.

A bancada do prefeito, agora reforçada pelo confuso José Carlos Mendes, o Macalé da Agropasto (PR), Raimundo Mendonça (PTB), Evilásio Amaro (PPS) e Naldo Neves (PSC) votaram pela aprovação da medida, que teria inegável caráter eleitoreiro para evitar o que já se configura como a pior administração do município em décadas.

PEDE LÁ PRO DEPUTADO 

A aprovação pela Câmara Municipal era o primeiro de muitos passos antes que o dinheiro efetivamente caísse nas contas da Prefeitura, lá por meados do próximo ano e plena corrida eleitoral.

A lei autorizativa, que Quinquinhas não conseguiu, chegaria ao protocolo do BDMG em agosto, onde passaria por análise de crédito e depois subiria a Brasília, até o final de setembro, para avaliação da operação de crédito na Secretaria do Tesouro Nacional, o xerife do endividamento dos entes públicos.

Joaquim do Posto perdeu já na largada, mas ainda tem uma chance.

O deputado federal Antonio Pinheiro Neto, o Pinheirinho (PP), e o senador Carlos Mota (PHS) deverão receber, juntos, coisa aí de R$ 40 milhões de emendas parlamentares, no pacote da aprovação da reforma da Previdência. Não custa “emprestar” esses trocados de R$ 2 milhões que podem salvar o aliado Quinquinhas de um vexame administrativo.

Ou quem sabe Arlen Santiago (PTB), velho aliado do prefeito de Manga, não consiga o recurso lá com o endividado governador Romeu Zema (Novo). Sem juros escorchantes, por favor. Afinal, não é para isso que serve deputados senador aliados?

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