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A AJUDA QUE VEM DE CIMA

Ligado .

Quinquinhas e Anastácio declaram ajuda de partidos políticos na prestação de conta parcial. Luiz doa para si mesmo. Carlitão, Isaias e Adailton não informam receitas ou gastos até agora

Imagem de arquivo: transição entre o governo Quinquinhas para Anastácio em 2012. Novamente candidatos, eles declaram recursos recebidos de partidos

O limite legal para gastos de cada candidato/coligação em Manga é de R$ 295,6 mil. Reza a lenda que os candidatos realmente competitivos - o que não estão só a passeio - precisam ir além desse valor, quando se considera o período temporal de uma campanha para muito além desses 60 dias estipulados no calendário eleitoral.

Os partidos políticos na arena da sucessão em Manga começaram a enviar suas prestações de contas parciais à Justiça Eleitoral nesta semana - o prazo vai até o próximo domingo (25). As informações devem trazer a contabilidade das receitas e despesas das campanhas até o dia 20 de outubro do ano eleitoral.

FUNDO ELEITORAL

Em busca de um segundo mandato, o ex-prefeito Anastácio Guedes (PT), da coligação ‘A força do povo na reconstrução’ informou ter recebido até R$ 66,8 mil. Desse total, R$ 40 mil foram repassados pelo diretórios estadual do PSB, o partido da candidata a vice-prefeito na chapa petista, a vereadora Cassília Rodrigues. Já a direção estadual do PT repassou à coligação manguese outros R$ 26.884,19.

Anastácio relatou gastos - até agora - de R$ 20,2 mil, o maior deles com uma gráfica, para a impressão do material de campanha. Anastácio é aposta do deputado federal Paulo Guedes para voltar a mandar na Prefeitura de Manga, de onde saiu enxotado pelo povo há quatro anos, após uma gestão difícil que tentou reação de última hora com um pacote de obras para fins eleitoral.

Quem também fez a prestação de contas parcial foi o prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), da coligação ‘Manga não pode parar’. O prefeito, um empresário milionário em busca a reeleição para aquele que pode ser seu quarto mandato no município, não enfiou a mão no bolso até aqui.

Na prestação de contas, o prefeito diz ter recebido R$ 35 mil do Progressistas, um dos partidos que integram sua coligação. Seu partido, o PSD, até agora não botou um centavo na roda. Quinquinhas não informou nenhuma despesas até agora, embora esteja em campanha quase desesperada pela reeleição.

O dinheiro do fundo partidário e do fundo especial para financiamento de campanhas eleitorais criado em 2017 é a principal - e única - fonte de recursos de Anastácio e Quinquinhas nessa primeira prestação de contas. É dinheiro dos impostos pagos pelo contribuinte, que, na maior parte das vezes, nem se dá conta que banca a farra. 

POUPANÇA

É de se inferir que ele tenha optado por economizar o dinheiro para gastar na reta final da campanha, no que repetiria a estratégia que adotou no atual mandato, qual seja a de fazer uma poupança para um pacote de obras de pavimentação de ruas agora neste segundo semestre.

Até aqui, Quinquinhas mantém a marcar de não ter feito uma única inauguração relevante durante quatro anos, no que se situa como um dos piores prefeitos que Manga já teve ao longo de sua história quase centenária.

Entre um desmentido e outro sobre sua possível desistência da disputa eleitoral, o atual vice-prefeito Luiz Carlos Santana Caíres, o Luiz do Foguete (PDT), da coligação “Compromisso com a mudança”, retirou do próprio bolso R$ 5 mil, a única doação que recebeu até agora. A campanha franciscana de Luiz do Foguete informa ter gasto apenas 10% desse total.

NADA A DECLARAR 

As coligações dos candidatos José Carlito de Oliveira, o Carlitão (PSL), do pastor Isaias Nascimento (Rede) e Adailton Silva (Patriotas) ainda não havia realizados suas prestações de conta parciais até a manhã desta quinta-feira (22).

O candidato Carlitão, que realizou uma grande carreata pelas ruas da cidade no último final de semana, e o seu candidato a vice, Vinicius Ramos (Republicanos), declararam patrimônio somado de quase R$ 6,6 milhões, o que os eleva à condição de multimilionários para o padrão de pobreza local. O salário médio do trabalhador manguense é de R$ 1,6 mil.

A leniência com a prestação de contas de três dos seis candidatos no páreo pode ter como motivação a falta pura e simples do que declarar ou a inexperiência em disputas eleitorais de parte dos comandos de campanha de parcela das coligações. Quem movimentou suas contas eleitorais até o dia 20 de outubro tem até domingo para entregar o relatório de movimentação com receita e despesa para a Justiça Eleitoral. A movimentação oficial, claro.

Como até os postes da Cemig estão carecas de saber, disputas eleitorais no Brasil têm aqueles gastos por fora que passam ao largo da contabilidade oficial. Tem sempre um empresário interessado na disputa, mas que prefere não aparecer, e topa pagar uma despesas qualquer.

Sem falar no velho - e bom, para os políticos - caixa dois, aquela doação que entra pela porta dos fundos e desaparece sem deixar rastros. As campanhas em Manga usam do artifício? Não há evidências, ainda bem e felizmente. Nem por isso, o eleitor precisa fazer o figurino de ingênuo. A prestação de contas da Justiça Eleitoral tem mesmo essa finalidade: um parâmetro para o eleitor comparar os gastos de campanha com aquilo que se declara.      

Comentários  
0 # pe de cabra 22-10-2020 19:47
kalaca, nem uma pesquisa registrada até agora...
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0 # Traci 19-05-2022 16:08
Boa Tarde ! Este é meu 1º comentario aqui, então eu só queria dar um alô rápido e
dizer que eu gosto de acompanhar seus textos.
Você pode recomendar algum outro blog/site/fórum que fale os mesmos assuntos
? Muito obrigada !

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