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BLITZ DO MP ELEITORAL EM ITACARAMBI

Ligado .

Operação desta quinta-feira investiga suposta compra de votos com uso de cestas básicas destinadas à merenda escolar

Momento da chegada da batida policial à casa de um suspeitos de fraude eleitoral em Itacarambi 

O Ministério Público circulou pelo entorno da Prefeitura de Itacarambi nesta quinta-feira (19). Com apoio das polícias Civil e Militar de Minas Gerais, o MP Eleitoral de Januária chegou à cidade logo cedo para cumprir mandados de busca e apreensão contra integrantes de suposta organização criminosa acusada de abuso do poder econômico, corrupção eleitoral e outros ilícitos nas eleições municipais deste ano.

De acordo com informações que ganharam as redes sociais ao longo do dia, teria sido desmontado um esquema de compra de votos por meio da distribuição de cestas básicas aos eleitores do município - especialmente na semana que antecedeu o pleito.

Caso as investigações preliminares indiquem o uso de recursos da União na fraude, o caso pode ser encaminhado para a investigação da Polícia Federal em Montes Claros.  

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A denúncia que chegou ao Ministério Público dá conta que cestas básicas de um programa federal de merenda escolar teriam sido distribuídas por pessoas ligadas à campanha vitoriosa nas eleições do último domingo. Com a suspensão das aulas durante a pandemia do coronavírus, os governos passaram a entregar os alimentos in natura e diretamente às famílias e não mais nas escolas.

PROTEÇÃO À TESTEMUNHA

A Justiça decretou sigilo do caso e deve colocar a pessoa que ofereceu a notícia-crime sobre o esquema em um desses programas destinados à proteção a vítimas e testemunhas. Segundo a denúncia, as cestas básicas foram entregues em quantidade superior ao número de filhos matriculados nas escolas. A contrapartida era a promessa de que os beneficiários votassem em candidatos indicados pela Orcrim. 

O Ministério Público não divulgou o balanço da operação, mas consta que houve apreensão de sobras do material supostamente utilizado na tentativa de fraudar o resultado das eleições. Um vereador eleito no último domingo é investigado por participação no esquema  e teria se beneficiado da fraude.   

O Ministério Público Eleitoral busca evidências de que o suposto esquema teria sido patrocinado por pessoas ligadas à candidata vitoriosa das eleições do último domingo, Nívea Maria de Oliveira (PP), a Doutora Nívea, 41 anos, reeleita com apenas apenas cinco votos de vantagem em relação ao segundo colocado na disputa, o ex-reitor do Centro Federal de Educação Tecnológica em Januária Paulo Azevedo (DEM), 63 anos. 

Não há informação se a prefeita reeleita é alvo da investigação deflagrada nesta quinta-feira em Itacarambi, mas pessoas com trânsito direto ao seu gabinete estariam na mira do Ministério Público.

Em possível desdobramento da operação de hoje, a Justiça Eleitoral pode negar a diplomação à prefeita  eleita, caso as investigações apontem para seu envolvimento no esquema criminoso - o que,  no limite, impediria sua posse marcada para daqui a 40 dias.

Mas esse  claro, é um cenário extremo. O mais comum nesses casos é que a posse aconteça por meio de liminar e o processo, se for efetivado, transcorra com o eleito no cargo.

HORA DA MERENDA

Segundo uma fonte, que pede para não ter o nome citado, algumas cestas básicas foram encontradas em um pequeno comércio da cidade e na residência de uma servidora pública - que teria montado uma espécie de bunker para distribuir os alimentos originalmente destinado à merenda escolar no domingo que antecedeu ao dia da votação. Várias pessoas foram conduzidas à Delegacia da Polícia Civil local para prestar depoimentos ao longo do dia.

Entre as pessoas ouvidas pelo promotor Alessandro Rogério Dias de Oliveira, do Ministério Público em Januária, está um conhecido empresário do ramo consultoria e assistência técnica e contábil a prefeituras da microrregião de Januária. Esse empresário presta serviços para a Prefeitura de Itacarambi e teria feito indicações para o primeiro escalão da atual administração.

Ele é um velho conhecido da Polícia Federal e foi investigado na operação ‘Volta ao Mundo’, de 2016, que apurou fraudes a licitações na prefeitura do município vizinho São João das Missões. 

Esta não é a primeira que os federais estacionam suas viaturas no entorno da Prefeitura de Itacarambi. O ex-prefeito Rudimar Barbosa (2009/2012) foi apeado do cargo antes do final do mandato pouco tempo após ter sido preso na operação  'Sertão Veredas', de 2014, que investigou desvio de verbas públicas também por meio licitaçoes fraudadas. Rudimar, que chegou a cumprir pena em regmie fechado, não voltou à vida pública depois desse episódio.

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