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100 DIAS: PREFEITO EM MEIO À PANDEMIA

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Recrudescimento do coronavírus atrapalha largada da gestão Anastácio, que ainda não disse a que veioPrefeito Anastácio grava vídeo em seu gabinete vê copo quase cheio, mas efeitos da pandemia paraisam administração 

A depender do ângulo para o qual se olhe - e de quem olhe -, os primeiros 100 dias do governo Anastácio Guedes (PT) em Manga mostra o copo meio cheio, na visão dos governistas, e meio vazio para a oposição e os críticos. O olho do dono é que engorda o porco, para ficar numa metáfora bem interiorana.   

Na vida real, os acertos da administração são poucos e é inegável que ela sofre de uma espécie de paralisia, até certo ponto compreensível, por que seria mesmo fácil administrar o município em meio à crise sanitária sem precedentes na história do país. Para não falar das limitações já sabidas do atual mandatário e da pouca autonomia financeira - Manga depende basicamente das transferências de Estado e União para tocar o barco.

Tudo somado, Anastácio começa a ver o capital político amealhado na arrasadora vitória contra o adversário Joaquim ‘Posto’ Oliveira, o Quinquinhas de Quinca de Otílio (PSD), começando a se desmanchar no ar. E aqui o sentido é literal.

Nesses 100 dias, o governo Anastácio entregou pouco, quase nada, o que já é mais que suficiente para a reação oposicionista. Zonzos com a derrota nas urnas até outro dia, os adversários políticos começam a levantar a cabeça. Não dão ao novo prefeito até mesmo o benefício da dúvida de que toda administração precisa para atingir os 100 dias de existência, marco que acontece no próximo sábado (10).

FILME ANTIGO

Não é possível medir a qualidade de uma gestão em pouco mais de três meses, por óbvio, mas o prazo é suficiente para sinalizar os rumos dos governos. Os ventos não são bons para a segunda gestão petista em Manga - assim como já não tinha sido para a primeira passagem de Anastácio pelo cargo, que coincidiu com o governo Dilma Rousseff, de péssima lembrança e lambanças na economia.

Surgem críticas - inclusive de aliados apeados do governo - nas esquinas e redes sociais, além da recidiva de certo escritório do ódio, que andava meio sem gás, mas que começa a dar o ar da graça. 

São os manjados métodos de sempre, sem excludente da sabotagem dos fatos e tentativa de manipulação da opinião pública e apelo ao Judiciário em demandas revanchistas. Filme velho, com os mesmos personagens caricatos que foram escorraçados do poder após uma administração desastrosa.

Imagens do marco de 100 dias da gestão Quinquinhas há quatro anos: sujeira e descaso pelas ruas da cidade

O mandato anteriro foi desastroso, inclusive, porque se negou a fazer a transição entre os governos que terminou no ano passado e este que estreou em janeiro passado. A recusa e o calundu do ex-prefeito, contribuíram para que a atual administração demorasse a encontrar seu prumo. Esse mesmo Quinquinhas que nada entregava, há exatos quatro anos, nem entregaria ao longo do mandato, como bem o demonstram as imagens mais acima.

TEMPO PERDIDO

O boicote de Quinquinhas a Anastácio na transição fez a gestão de turno perde tempo na busca por informações gerenciais que poderiam ter dado mais celeridade às decisões do novo time. Sozinha, essa não é a razão para a administração sentir na pele o desgaste dos tempos padrastros, mas tem o estrago do coronavírus. O números de óbitos triplicou desde a posse de Anastácio e o número de contaminados pelo vírus agora passa de mil. 

O agravamento da pandemia paralisa a economia local e cria o ambiente de insegurança no futuro que, de uma maneira ou de outra, acaba por influenciar os humores da população. Fontes ouvidas pelo site dizem que o prefeito Anastácio ainda não encontrou a melhor postura para se comportar ante o fato inegável da pandemia.

Setores importantes da administração como a Saúde e a Educação são diretamente impactados pelo recrudescimento da pandemia. Não se consegue programar, por exemplo, a volta às aulas e o remédio é repetir a estratégia do mandato anterior, que enviava um caderno de tarefas junto com a cesta básica da merenda para o aluno fazer em casa.

VACINÔMETRO

A secretária de Saúde e vice-prefeita, Cassília Rodrigues, se apega aos dados da vacinação - cerca de 20% da população já foi vacinada, índice bem superior, por exemplo, ao consolidado do país, que ontem bateu em pouco mais de 10%.

Em Manga, 3.509 pessoas já receberam pelo menos uma das duas doses do imunizante - desempenho que foi turbinado com a remessa de vacinas para atender às comunidades quilombolas locais.

O município tem população majoritariamente negra e agora começa a vacinar as pessoas com idade entre 65 e 66 anos. O avanço da vacinação pode evocar algum otimismo sobre dias melhores ainda para o segundo semestre deste ano.

O prefeito e a secretária Cassília sabem, entretanto, que a agonia da pandemia está longe do fim, com o risco sempre iminente do aparecimento de novas cepas e a ameaça frequente de colapso na saúde local pro conta da falta de medicamentos e até mesmo do oxigênio medicinal no único hospital da cidade, que nem é da Prefeitura, mas cujos erros - e acertos - na gestão cai diretamente no colo da administração do turno.

PAVIMENTAÇÃO

O prefeito Anastácio Guedes vê o copo meio cheio e está confiante que há muito tempo para virar o jogo, após o município - e o país - vencerem os dias aziagos da pandemia. Ele não aceita a pecha de que sua gestão queimou a largada.

“Nesses 100 dias de governo já encaminhamos a retomada dos projetos da orla do rio São Francisco e do Parque Uirapuru,que pretendemos finalizar ainda este ano”, diz o prefeito.

Anastácio diz que começou a manutenção das estradas vicinais e que já resolveu problemas de abastecimento de água na maior parte das comunidades rurais. O prefeito diz que “está valorizando as pessoas” e que colocou para funcionar as oito equipes do Programa de Saúde da Família (PSF).

O plano mais audacioso do petista, no entanto, é o de asfaltar as ruas ainda em chão batido de todo o perímetro urbano. Para universalizar a pavimentação no município, o petista diz que acabou de comprar uma usina de formas sextavadas para a fabricação de bloquetes de cimento.

Para este primeiro ano de mandato, diz Anastácio, a administração tem em caixa R$ 2,4 milhões em recursos próprios É com esse dinheiro que ele espera retomar a urbanização da orla e do Parque Uirapuru, e dar início à pavimentação de ruas. O copo está meio cheio mas, até aqui, só o prefeito enxerga.

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Comentários  
0 # Remington Diamantino 09-04-2021 13:28
Penso e quase certo, que dos 5.570 municípios brasileiros, todos os entes atravessam as mesmas dificuldades. Talvez daqui 365 dias é real para análise administrativa. O Brasil parou, Manga não será ddiferente, para se ter uma ideia, maioria das Prefeituras suspenderam as licitações devido a onda rixa mineira. A exemplo da maior cidade do Norte de Minas Montes claros, o comércio com meia porta começou abrir, desemprego, fome, pessoas desesperadas, campanhas solidárias é que estamos vendo Brasil a fora. Atenção dada na saúde pelo Prefeito Anastácio Guedes, já o qualifica pela preocupação com seu povo, pois vi pessoalmente o desespero de grandes familiares Manguense na perca dos seus entes, outros na esperança de salvar, como exemplo do nossos conterrâneos que sobreviveu o COVID ultimamente. Quero após essa atenção de Anastácio com a saúde, atenção a infraestrutura de nossa terra, daqui 365 dias se Deus quiser.
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0 # wagner 11-04-2021 07:59
Tá difícil viu!!!!! Mas Deus abençoa que está situação geral será revertida!
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