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VALE DO SOL

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Novos projetos em Janaúba e Jaíba consolidam vocação norte-mineira para a energia solar
Divulgacao/EDF/EN 
Mais devagar do que seria esperado vão se criando polos de geração de energia solar nos estados da porção setentrional do mapa do Brasil. Um deles é o semiárido do sertão norte-mineiro, onde já existem projetos de porte instalados em pelo menos uma dezena de municípios. A expectativa é que eles passem de 100 no médio prazo.

A geração de energia elétrica a partir da luz do sol, que é abudante praticamente durante todo ano na região, vai se consolidando como uma das novas fronteiras econômicas do semiárido mineiro (e nordestino).

Há também fazendas de energia solar em São Paulo e em estados das regiões Norte e Centro-Oeste, mas é mesmo na porção norte do país é que eles têm se consolidado, especialmente com a necessidade estratégica do país em buscar a participação de fontes renováveis na sua matriz energética e a decisão das empresas em se posicionar na chamada agenda ESG (termo do inglês para ambiental, social e de governança).

O último desse projetos e o maior deles foi anunciado esta semana pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco federal de fomento vai financiar a implantação de 14 usinas fotovoltaicas no município de Janaúba, no norte de Minas Gerais.

O empreendimento terá capacidade de gerar 700 Megawatts (MW) de energia limpa e renovável para o sistema elétrico brasileiro, o equivalente ao abastecimento de 933 mil residências. O projeto é o maior complexo solar em construção na América Latina. Além disso, as obras para a instalação das usinas vão gerar 1.265 postos de trabalho.

RASTREADOR

Outro anúncio da semana veio da mineradora Vale, que fechou acordo para que seu complexo de geração solar em Jaíba venha a ser embarcado com rastreadores que permitirão que os painéis fotovoltaicos da fazenda solar sigam o movimento do sol durante o dia, o que potencializa a produtividade do empreendimento.

A inovação será instalada no projeto Solar Sol do Cerrado, que engloba usina solar fotovoltaica com 17 subparques, com capacidade instalada para a geração de 766 MWp.

O projeto, denominado Solar Sol do Cerrado, inclui também a implantação de subestação elevadora, linha de transmissão e bay de conexão na Subestação Jaíba em 230 kV, com contratos assinados para a conexão ao SIN (Sistema Interligado Nacional).

O investimento da Vale é coisa da ordem de US$ 500 milhões (R$ 3 bilhões) e inclui ainda a implantação de subestação elevadora, linha de transmissão e bay de conexão na subestação Jaíba em 230 kV, com contratos assinados para a conexão ao SIN (Sistema Interligado Nacional).

NA GAVETA

Há ainda projetos importantes nos municípios de Pirapora, Várzea da Palma, Porteirinha e Januária, entre outros. Manga, que tem até agora três instalações pequenas para a geração de 5 MWp cada tem pelo menos seis projetos de médio porte no pipeline.

Segundo o empresário Geovane Pimenta, que atua no setor, o tempo médio para a maturação de cada projeto oscila entre dois e três anos e inclui estudos sobre a insolação do local, aquisição do terreno, o trâmite burocrático para a aprovação do negócio na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a implantação da usina.

Comentários  
0 # LINCOLN 25-05-2021 14:27
Enquanto Jaíba e Janaúba despontam para o futuro, Manga cada vez mais isolada fica, triste. Manga deveria ser chamada a "TERRA DO SEM", sem ponte, sem economia, sem asfalto.....
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