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NA DOSE CERTA

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Com vacina em número superior à população, Manga tem dias mais tranquilos, sem registro de óbitos há mais de mês

Em linha com o que acontece em pelos 30% dos 5.570 municípios brasileiros, Manga, no extremo Norte de Minas, não contabiliza óbitos com a causa mortis covid-19 há 38 dias. O último registro de morte pelo coronavírus aconteceu no dia 12 de julho, quando foi notificada a 27ª vítima fatal da pandemia no município.

O único hospital de Manga, referência para a Sars-Cov-2 na microrregião formada por seis municípios (Manga, Montalvânia, Miravânia, Juvenília, Matias Cardoso e São João das Missões), chegou a ficar quatro dias com zero ocupação na ala covid na semana passada.

A boa notícia é que este é o maior intervalo sem mortes-covid desde o agravamento da pandemia no início deste ano. Segundo o presidente da Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo, Edilson Silva Pinto, o Saruga, a unidade abre esta semana com apenas um paciente internado para suporte ventilatório.

CAOS NO RETROVISOR

Um quadro bastante diverso daquele vivido durante o mês de março, quando houve ameaça de suspensão no abastecimento do oxigênio medicinal e falta dos medicamentos imprescindíveis para o tratamento da covid-19 e a intubação de pacientes. No auge daquela crise, chegou-se a temer a possibilidade de não ter para onde enviar os casos mais graves da doença, porque hospitais de toda a região enfrentavam drama parecido.

O alívio nas notícias ruins relacionadas à pandemia, que tiveram seu pior momento entre os meses de março e abril deste ano, claro, está relacionado ao avanço da vacinação. O município recebeu até agora 18.530 doses de imunizantes contra a covid. Desse total, foram aplicadas 16.147 doses, somadas às primeiras e segunda etapas da vacinação.

COBERTURA

A quantidade de vacinas entregues ao município até agora supera a população estimada pelo IBGE, que é de 18.226 habitantes. Pouco mais de 59% da população adulta do município já recebeu a primeira dose ou dose única do imunizante (10.780 pessoas).

Já a segunda dose, chegou para 5.404 pessoas, o equivalente a quase 30% da população total do município, que tem nos chamados grupos prioritários o maior percentual de habitantes imunizados.

A secretária de saúde e vice-prefeito do município, Cassília Rodrigues, avalia que, apesar dos bons números e da calmaria dos últimos dias em relação à pandemia, não é possível ainda abrir mãos dos cuidados básicos como uso de máscara facial e a higienização constante das mãos com o álcool em gel - além de se evitar aglomerações ou festas.

“A nova versão do decreto que trata dos cuidados com a covid manteve algumas restrições, mesmo com o status de ‘onda amarela’ decretado pelo governo estadual”, ela diz. A ‘onda amarela’ flexibiliza o funcionamento de várias atividades comerciais e serviços.

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