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100 ANOS DE MANGA: A JANELA SE FECHA

Ligado .

A dois anos da efeméride do 1º centenário não há providência nem planejamento para as comemorações 

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Não é pouca coisa a oportunidade de ser o maestro do primeiro centenário da emancipação política do município de Manga daqui a dois anos.

O mesmo raciocíniovale para o evento de 200 anos da proclamação da República, previsto para o 7 de Setembro de 2020 - esse um evento nacional, de responsabilidade do governo federal - que, até aqui, praticamente não se movimentou para a data.   

No caso de Manga, e salvo motivo de força maior, a honraria caberá ao atual prefeito Anastácio Guedes (PT) que, nada indica até aqui, tenha noção do momento que o destino lhe oferta ou que esteja à altura do feito.
  
Tenho me batido aqui neste espaço há cinco anos sobre a importância do planejamento para as comemorações dos 100 anos. Resgato texto do mês de setembro de 2016, no calor das eleições daquele ano:

“Enviem para a Câmara de Vereadores um projeto lei em que proponha a criação de um fundo para financiar a efeméride dos 100 anos do município, juntamente com a criação de comissão de notáveis no plano local para pensar as comemorações desse momento especial da história da cidade. Caberia a essa equipe resgatar aspectos físicos e simbólicos dessa história, planejar a festa no seu sentido mais amplo, de modo a evitar que ela se resuma ao Psirico do momento ou um torneio de motocross ou vaquejada. Isso também é importante, mas nem de longe representa, isoladamente, os valores culturais do município.”

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O ex-prefeito Quinquinhas de Quincas de Otílio, o Joaquim Posto Oliveira (PSD), foi o vencedor daquele pleito, o de 2016, e nada vez ao longo dos quatro anos para preparar a festa do centenário.

Produziu, na verdade, a pior gestão no quesito obras em décadas. Mas a roda do tempo girou e outra eleição aconteceu, a de 2020, que fez de Anastácio novamente prefeito do município e o síndico dos 100 anos.

CONTRA O RELÓGIO

Neste 7 de Setembro tão conturbado da história do país vai se fechando a janela de oportunidade e do planejamento para que o município faça uma comemoração decente do seu 1º centenário. A data se aproxima e nada foi feito.

Anastácio precisa correr contra o relógio se quiser salvar - em termos mínimos – a simbologia da efeméride. Uma boa ação nesse sentido seria enviar para a Câmara de Vereadores proposta de lei com a previsão da criação de entidade com a denominação de “Comissão para o Iº Centenário do Município de Manga”, junto com a previsão de fundo municipal para custear o evento.
     
Entre as providências dessa comissão, com status de autarquia, estariam as medidas necessárias para planejar, promover e executar os festejos e comemorações relativos aos 100 anos da emancipação do município.

Além de criar e gerir os fundos para a festa, essa comissão decidiria também pelo calendário de eventos. Na área do audiovisual, por exemplo, é possível produzir vídeo comemorativo, com a história local.

MÚLTIPLAS POSSIBILIDADES

Na mesma linha, seria possível contratar a feitura de um livro alusivo à efeméride. Tivesse recursos, também seria possível deixar o marco do centenário, na forma, talvez, de um centro cultura como presente para a população.

A lista de possibilidades é imensa, inclui ainda exposições fotográficas, gincanas culturais e iniciativas do gênero para o envolvimento das escolas.

Pra resumir, é preciso tomar a decisão e demonstrar liderança para mobilizar as pessoas certas na preparação da festa. Há muitos nomes disponíveis, não cito para evitar a injustiça de eventuais esquecimentos.

Deixar para última hora é incorrer no risco desnecessário da improvisação. A administração atual precisa, pelo menos, a noção do papel institucional e histórico que lhe cabe. Ainda dá tempo para evitar o mico.                     

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