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ESTRAGOS DA CHUVARADA

Ligado .

À espera da “estiagem” para recuperar danos à infraestrutura, Manga ataca com paliativos como criação do comitê de crise e estado de emergência

Depois de dois meses de chuvas constantes, o prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), percebeu o risco real para a já combalida infraestrutura do município. Os registros de precipitação pluviométrica do final do ano passado no Norte de Minas foram os maiores dos últimos 40 anos, só comparáveis aos da grande inundação do rio São Francisco em 1979.       

Após registros de comunidades ilhadas pelas enchentes nos vales dos rios Japuré (foto) e Itacarambi, a primeira atitude do prefeito foi criar um comitê de crise para realizar o diagnóstico dos problemas que começam a se avolumar tanto na cidade quanto nas comunidades rurais.

Boa parte das estradas vicinais do município estão praticamente intransitáveis. Até agora, há pelo menos três casos de acessos interrompidos em razão de danos a estrutura das pontes e assoreamento de aterros. Uma ponte que faz a ligação com o município vizinho de São João das Missões foi danificada após uma forte chuva há quase duas semanas.

Há também casos de pontes de madeira que tiveram suas plataformas levadas pela força da correnteza nas comunidades de Pajeú, Japoré e Assunção. O trabalho do tal comitê de crise será o de catalogar esses estragos, enquanto a administração aguarda as condições ideais para começar a agir na reconstrução.

NADA A FAZER

No perímetro urbano há ainda o registro de pelo menos três famílias desabrigadas no bairro Nova Brasília, depois que as águas invadiram suas residências. As enxurradas também provocaram estragos no pavimento de algumas ruas da cidade.  

“Reconhecemos a necessidade de reparação, mas, por conta das chuvas que caem na cidade e região durante esses dias, a Prefeitura fica impossibilitada de realizar qualquer tipo de serviço”, avisou o prefeito em vídeo divulgado na semana passada.

Na sexta-feira (31), Anastácio assinou decreto com a declaração de emergência no município. Procurado pelo site na tarde deste domiongo (2), o prefeito diz que - até agora - não recebeu promessas de repasses de recursos da União nem do governo estadual.

O município não tem, segundo Anastácio, condições de avaliar o quanto será necessário gastar para recuperar os danos já levantados até agora. Ele espera que a decretação do estado de emergência ajude o município a entrar mais rapidamente nos eventuais programas de socorro que os governos federal e estadual possam vir a anunciar.  

“Vamos aguardar a estiagem para tomar todas as providências no sentido de resolver os estragos provocados pelas chuvas, com reparos em ruas, estradas, pontes e outros que forem da competência do município”, diz o prefeito.

SEM PREVISÃO DE AJUDA

O governador Romeu Zema chegou a visitar o Norte de Minas há alguns dias, mas concentrou sua agenda nos municípios de Salinas, Mato Verde, Rio Pardo de Minas e Porteirinha, que têm sido mais diretamente afetados pelas chuvas das últimas semanas.

A preocupação dos prefeitos - e também de Anastácio - é que as chuvas perdurem ao longo do mês de janeiro, o que pode agravar os estragos e ainda dificultar a operação de recuperação do que já foi afetado.

No plano regional, há críticas aos deputados e senadores com representação na região. Um documento em PDF que circula em grupos de Whatsapp, com certa feição bolsonarista, compara a recente aprovação dos R$ 5,7 bilhões para o fundo eleitoral com a falta de recursos para combater os efeitos das chuvas.

O receio é de que aconteça no Norte de Minas os estragos causados pelas inundações que ainda assolam vários municípios do vizinho estado da Bahia.

Comentários  
0 # wagner 09-01-2022 08:15
Uma vergonha, população tem que estar reunindo para tapar buracos na rua e nas estradas vicinais, uma vez que a ADM. não dá conta! cadê os milhões que oi deputado anunciou em um palanque? gastou tudo na ponte da lagoa?
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