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GOVERNOS DE ZAP-ZAP

Ligado .

Deputado culpa Bolsonaro e Zema por péssimas condições das estradas no extremo Norte de Minas

Em petição de miséria: pista de rolamento da MG-401 próximo ao entrocamento de Mocambinho é risco certo para motorista   

Segue o disse-que-disse sobre as péssimas condições das estradas no extremo Norte de Minas. Em entrevista à web-rádio Projeto, de Jaíba, o deputado federal Paulo Guedes (PT) “baixou a mutamba” nos governos do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador Romeu Zema (Novo), aos quais faz oposição.

Segundo Guedes, os mandatários da Nação e das Alterosas gastam boa parte do tempo com disparos de mensagens inúteis via WhatsApp e outras mídias sociais. “Você roda o país todo e o Estado de Minas e não vê uma única placa, não vê obra e não tem anúncio sobre nada. O que a gente escuta é muita conversa fiada de governos que só mandam zap-zap e nada resolvem para a população”, atacou o petista.

O excepcional volume de chuvas que cai na região ao longo dos últimos dois meses deixou a população de Manga praticamente isolada do restante do Estado.

O trecho remanescente entre e Itacarambi deveria ter sido asfaltado ainda no final dos governos Lula (2003/2010), mas ficou para trás porque o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) embargou a obra - na ocasião - com a alegação de que haveria um cemitério indígena de interesse arqueológico no traçado da rodovia.

SANTO SEM MILAGRE

Durante a conversa na rádio (não foi exatamente uma entrevista), o parlamentar fez um histórico das causas que impediram o asfaltamento da BR-135 entre Manga e Itacarambi. Guedes lembrou que a obra chegou a ser incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) dos governos petistas, mas só foi possível concluir os trechos entre Manga e a divisa com o estado da Bahia.

Os governos petistas, ele garante, entregaram a pavimentação de trecho quase três vezes superior ao que ficou incompleto. Paulo Guedes atacou - sem citar nomes - o deputado estadual bolsonarista Arlen Santiago (PTB) que, semana sim e outra também, culpa os governos petistas pela poeira e lama que a população usuária da BR-135 ainda enfrenta.

Arlen Santiago, que se arvora ao papel de pai da rodovia, é integrante paroquial do chamado centrão, o magote de partidos que dá sustentação ao governo Bolsonaro e que, na prática, se tornou dono do que sobrou do orçamento federal para gastos com investimentos.

Embora seja uma promessa do bolsonarismo para o Norte de Minas, após três anos de governo não há recursos alocados para a realização da obra da BR-135.

CHANCE PERDIDA

O petista disse que chegou mesmo a acreditar que o governo Bolsonaro destravaria o nó que impede a pavimentação da rodovia, mas a uma nova licitação para a escolha da empresa responsável pelos projetos básico e executivo, além da execução da obra, fracassou na semana passada.

Apenas uma empresa apresentou proposta, mas cobrava R$ 400 milhões para asfaltar 67 quilômetros da rodovia federal - valor muito superior ao das tabelas de referência utilizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes em suas licitações.

Guedes chegou a sugerir que houve um acordo de interesse para que a empresa enviasse o envelope com proposta inexequível - o que evitou o fiasco ainda mais grave do chamado ‘deserto’, que é quando uma licitação não recebe nenhuma proposta de empresas interessadas no seu conteúdo.

CRISE FISCAL

Os partidos do centrão mineiro só conseguiram alocar R$ 20 milhões (com promessa de outros R$ 10 milhões) para a execução de uma rodovia que tem custo estimado em alguma coisa próxima de R$ 200 milhões, após a necessária atualização de preços de construção.

A disparada da inflação resultante da incompetência do governo Bolsonaro na gestão da macroeconomia do país elevou o valor de insumos usados nesse tipo de obra, casos do aço e do cimento asfáltico, que disparam nos últimos meses.  

Essa baixa alocação de recursos pode ter sido um dos fatores do baixo interesse das empresas de engenharia na licitação que o Dnit realizou no dia 29 de dezembro.

A empresa vencedora da licitação não tem garantias de que haverá recursos para a conclusão da obra, especialmente com o governo em final de mandato e metido numa gravíssima crsie fiscal como é o caso de Bolsonaro.  

 

DINHEIRO TEM, FALTA GOVERNO

Sobre a deterioração do pavimento da estrada estadual MG-401, que liga Manga a Jaíba, o petista disse que há recursos alocados para recuperar todo o trecho da rodovia a partir de Janaúba, mas que o governo estadual não consegue executar a obra depois de uma espécie de apagão que o governador Romeu Zema provocou nos órgãos estaduais com a demissão de servidores que entendiam o funcionamento da máquina estatal.

O asfalto da MG-401 foi concluído durante o governo Itamar Franco (199/2003), mas o asfalto, que teve financiamento de um banco japonês, recorrentemente demanda por manutenção. Agora mesmo, o pavimento virou o pavor dos motoristas que têm a infelicidade de passar por ali.

Diariamente é possível assistir às cenas de veículos parados no acostamento improvisado (o projeto de engenharia não previu esse equipamento) com pneus estourados ou acidentes provocados pelos buracos que infernizam a vida dos condutores na região. 

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Comentários  
0 # Wagner 06-01-2022 22:08
Quem é Paulo Guedes para falar do presidente ou do Zema? eles pegaram o resto que o PT dele deixou para trás, por falar nisto, as ruas de manga não estam diferentes destes rodovias... e ae a culpa é de quem?
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0 # wagner 09-01-2022 08:13
culpa. também do deputado que agora vem jogar culpa em.um.e.outro, jamais politicos mineiros terão interesse em mexer neste cabide eleitoral.
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